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SWAPS - UMA NOVELA DE ESTADO PARA ESTE VERÃO

por Manuel Joaquim Sousa, em 08.08.13

Já aqui escrevi sobre swaps e sobre a confusão que tudo isto me causa enquanto contribuinte cumpridor dos meus deveres; mas, mal eu sabia que esta novela política ainda estava em fase de desenvolvimento para chegar ao caricato – um caricato que entristece a política e descredibiliza por completo os políticos.

Se o assunto já de si é complicado de gerir - assunto que o Ministério das Finanças procurou usar como forma de acusar o anterior governo de José Sócrates, pelos contratos ruinosos celebrados com empresas públicas e com o intuito de esconder dívida pública e um défice problemático.
Como as arquitecturas económicas feitas até ao momento não se traduziram em resultados positivos para o país, a descodificação de tudo o que está em torno dos swaps é bem o reflexo dessa arquitectura contabilística e financeira – cujas pernas do polvo não sabemos bem onde terminam, apenas podemos ter em ideia que o cérebro está no sistema financeiro que ludibriou o Estado em proveito próprio.

Depois de, em praça pública, se ter questionado a idoneidade de Maria Luís Albuquerque para liderar o Ministério das Finanças e após a crise política que condicionou o país, surgiu esta semana mais uma crise em torno do Ministério das Finanças, causada por Joaquim Pais Jorge – a pessoa que, em 2005, tinha um cargo na direcção do Citigroup e foi responsável pela apresentação da proposta ao Governo de então e actualmente desempenha funções como Secretário de Estado do Tesouro.

Por muito que este Secretário de Estado se justifique e não se lembre se esteve presente na reunião, existem documentos que provam que terá sido o responsável pela proposta – ou então a teoria da conspiração do Ministério das Finanças confirma-se e os documentos divulgados pela Visão e pela SIC são falsos, ou seja manipulados só para denegrir ainda mais a imagem do Secretário de Estado. Se o mesmo documento foi fornecido pela residência do Primeiro-Ministro, então existe quem dentro do governo manipule informação em prejuízo próprio. Se o documento foi criado pela SIC e Visão, tal era apenas um acrescento ao guião das sucessivas trapalhadas dadas em público.

Estas criaturas devem querer passar um atestado de ignorância aos portugueses complicando o que é simples de perceber pelos acontecimentos dos últimos dias.
Além disso, gostaria de entender se o Sr. Presidente da Republica tem algo a dizer sobre o que está acontecer, dado que afirmou no seu último discurso que estaria atento e que os seus poderes não estariam diminuídos ao manter a continuidade política do actual governo.

A equipa do Ministério das Finanças parece que está longe de ter a sua credibilidade assegurada, pelo menos enquanto todos os lugares não forem remodelados. Para já temos um secretário de Estado demissionário, que não sabemos em que grau de irrevogável está a sua decisão.

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