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SERÁ POSSÍVEL PARA MUITOS VIVER SEM O FACEBOOK?

por Manuel Joaquim Sousa, em 30.08.11

Como pode hoje a generalidade da população viver sem redes sociais, sem fazer likes no Facebook, sem postar no mural próprio ou de um amigo tudo o que lhe vai na alma ou tudo o que está a fazer? Como conseguem as pessoas passar sem uma anotações no Twiter? Como aguentam muitas pessoas pela abertura geral do Google+?


Hoje, dizem que é o dia das Redes Sociais. Até as Redes Sociais têm um dia a si dedicado, tal a importância cada vez maior que as mesmas têm no dia-a-dia das pessoas e da rotina desde que se acorda até ao deitar. A dependência é tal, que muitos partilham para um mundo de pessoas o que de mais íntimo existe na vida. A privacidade parece ter atingido um conceito muito próprio, longe do que existia antes da globalização das redes sociais.
Actualmente, ser cool passa por comunicar através das redes e marcar encontros através delas, para que a pessoa possa existir para o mundo. Não falamos apenas dos simples anónimos, que querem deixar de o ser, mas também das personalidades públicas do nosso mundo e mesmo do nosso país. Lembram-se das inúmeras vezes que o nosso Presidente da Republica comunica aos portugueses e até o nosso Governo? Antes aguardávamos pelos directos de Telejornal para ouvir o que as individualidades e respeitosos políticos tinham a comunicar aos portugueses, hoje vamos ao facebook para ver o que foi anunciado desta vez.
Por essa razão, os media tiveram de se actualizar e passar a anunciar os seus conteúdos nas redes sociais porque as notícias acontecem e têm de ser anunciadas a uma velocidade cada vez mais alucinante porque, actualmente, ganha que chega primeiro. Os programas de entretenimento passaram a ter as consultas pelo facebook e a opinião dos amigos e fãs passou a ser cada vez mais importante. O MSN passou de moda porque as redes passaram a ter chat. As manifestações e outros eventos passaram a comunicar-se nas redes sociais com resultados de massificação verdadeiramente impressionantes, como o 12 de Março, em Portugal, ou as revoltas no Mundo Árabe.
Não podemos esquecer que as empresas também entraram neste mundo para ficar e para demonstrar projecção, publicidade de forma fácil e gratuita e até mesmo para o recrutamento de colaboradores. A filosofia do «diz-me com quem andas e dir-te-ei quem és» está cada vez mais enraizada e cada vez mais fácil de controlar.
A vida passa cada vez mais pelo facebook e muitos daqueles que sempre se manifestaram contra acabam por experimentar e criar também as suas quintas e cidades, seduzidos que ficam com o mundo que se abre. Porém, ainda existem alguns resistentes, que se mantém redutíveis a aderir a esta forma de comunicação e criticam aqueles que dependem destas redes sociais.
Falo do Facebook porque das mintas dezenas de redes sociais é aquela que está a ter a maior projecção de momento e com um crescimento sem precedentes. Hi5 e Orkut foram passando de moda e foram perdendo a importância. A Google também não tem tido muito sucesso e para não ficar atrás está a desenvolver o Google+, de forma a tentar atingir um domínio muito apetecido por empresas que querem deter a atenção dos utilizadores.

Como em tudo o que se cria no mundo, não se pode cair no exagero da pura dependência das redes sociais. Publicar num mural que se vai à casa de banho ou tomar banho é o extremo que alguém pode atingir para expor a sua vida aos outros e chegar ao ponto de que nada de mais interessante existe na sua vida. Se através do facebook se podem lutar por causas legitimas para o bem da humanidade e de um país, também se podem criar sérios problemas como as revoltas, as destruições, a generalização e propagação do vandalismo, como as revoltas Londrinas. Com uma ferramenta como esta será sempre difícil que se criem limites à sua utilização e forma de propagação de informações, por muito que se criem normas de utilização e barreiras para a privacidade dos utilizadores.

As redes sociais têm uma tendência muito perigosa, tão elevada como a intenção de quem a utiliza e para os fins que a utiliza. Até quando e até onde podem ir os limites e propagação das Redes Sociais? É algo que não sabemos a resposta porque dia a dia há sempre mais novidades. Durante quanto tempo teremos o facebook nas «bocas do mundo»? Será imprevisível. Tudo depende da forma e do ritmo a que evolui o mundo actual e a globalização da vida pessoal.

Boas e más histórias continuarão a ser referências às redes sociais. Enquanto uns criticam a dependência de outros e enquanto escrevo este artigo, já se publicaram milhares de milhões de anotações, pensamentos nos murais. Neste instante muitos likes se fizeram e muitas vidas se desfizeram, assim como, muitas amizades se criaram ou reencontraram.

As redes sociais são um palmo de Terra que muitos desejam conquitar.

Manuel de Sousa
manuelsous@sapo.pt


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