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PRAXE – UM MÉTODO ESTRANHO DE INTEGRAÇÃO.

por Manuel Joaquim Sousa, em 27.01.14

Depois da tragédia que aconteceu na praia do Meco, para a qual ainda poucas explicações existem, volta-se a falar do tema praxes (não sei até que ponto o que aconteceu tem haver com praxes) – um tema que vem sempre ao de cima quando alguma coisa de grave acontece no meio académico, com origem nesse método de integração de novos estuantes.

Sim, método de integração dos estudantes no meio académico, é desta forma que se entende por praxar os estudantes a quem chamam de caloiros. Durante a maioria do primeiro ano de universidade, os caloiros são sujeitos às mais diversas provas, que são as diversões dos senhores doutores de comissão de praxe - que na maioria dos casos e salvo raras exceções, são os desejos de autoridade sem qualquer respeito pela dignidade dos estudantes.

Posso ser um ignorante por pensar desta forma acerca deste método de integração, quando eu nunca fui estudante universitário e, por já ter alguma idade, acho que não são brincadeiras, mas meras criancices, onde não vejo qualquer beneficio de integração.

Sei que quem não deseja ser praxado pode negar-se a tal, mas corre o risco de rejeição por parte dos colegas – pois se assim não fosse, ninguém ou quase ninguém queria ser praxado.

Por muito que defendam a benevolência das praxes e me tentem convencer dos seus benefícios e desmistificar que não é nada do que se fala para aí, a história de casos desastrosos e com final triste é a prova de que são um erro e reforçam as caricaturas e o estereótipo que existe desde de sempre, a ponto de derem proibidas nos tempos ainda antes da primeira republica.

Apesar da discussão que se está a gerar nos dias que correm e da preocupação do Sr. Ministro da Educação, creio que acabará por se esfumar o assunto até que novos casos sejam noticiados e haja mais motivo para se discutir.

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