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PAPA PODE RENUNCIAR

por Manuel Joaquim Sousa, em 19.08.14

Este título lido assim pode causar algum susto para aqueles que têm em Francisco um amigo e um conselheiro. Também eu me assustei com esta revelação. Fiquem descansados aqueles que desejam que Francisco continue no governo da Igreja - ele renunciará no momento em que não tiver mais forças para continuar o seu caminho. Foi um desabafo, uma confissão consciente, um reconhecimento da atitude do seu antecessor. Ainda bem que não está agarrado ao poder pelo poder, mas está naquele lugar com a consciência de uma missão que tem para cumprir delegada por outros e aceite pela maioria dos crentes.

O lugar eterno de Papa não tem de o ser. O lugar será sempre - ou deverá ser - daquele que quer cumprir com a missão original da instituição a que preside, sem que se acomode com a hierarquia instalada.

Será uma decisão difícil de tomar e mesmo de ser aceite pelos outros - o momento em que Francisco pretender resignar. Porém, o caminho para ela será mais fácil porque Bento XVI "abriu a porta" para o que pensávamos ser a exceção, seja o normal e racional. Se assim for, estaremos perante uma mudança na forma como a Igreja se governa e de quem a governa - a par da espiritualidade deve existir lugar à racionalidade. 

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19 comentários

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De litlebit a 21.08.2014 às 13:10

As religiões, pelo que se constata, não resolvem problemas de fundo antes ajudam a adia-los, porque se os desespero de muitos atingisse o nível de revolta teria consequências certamente positivas travando o desmando e criando o respeito, coisa que não se vê. Ou seja, religiões, comunicação social, sindicatos e todos aqueles grupos com influência sobre as massas ajudam a cozer o povo em lume brando, quando se dá conta já está.
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De Manuel Joaquim Sousa a 21.08.2014 às 14:37

"Ou seja, religiões, comunicação social, sindicatos e todos aqueles grupos com influência sobre as massas ajudam a cozer o povo em lume brando, quando se dá conta já está". A ideia desses grupos seria o bem comum, o mal não está na sua existência, mas quem os frequenta.

É perfeitamente normal que vivendo em sociedade as pessoas se constituam em grupos mais ou menos influentes - uma forma de se resolverem problemas de diversa ordem. Mas tudo entra em descrença quando não funciona como deveria - seja religião, política ou outros grupos.

É complicado remar contra a maré e por isso ficamos de fora.

Cumprimentos,
MJS
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De litlebit a 22.08.2014 às 12:47

Saudações M.J. Sousa

A ideia dos grupos é por norma o bem comum mas no sentido restrito, porque no sentido lato é apenas necessário criar essa ilusão, de forma a que sejam atingidos os objectivos primeiros.
O facto de ser complicado remar contra a maré é um problema, em particular quando não há remadores, porque até houve o cuidado de ao longo de anos de evitar subtilmente que emergissem e se consolidassem, lembrar-me eu das movimentações estudantis daquela geração que não queria defender a Pátria e posteriormente e até aos dias de hoje a vem destruindo, que por relativamente pouco e nada a ver com o seu estatuto se acharam no direito de interpretar á sua maneira "democrática" a vida nacional.

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