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PAPA PODE RENUNCIAR

por Manuel Joaquim Sousa, em 19.08.14

Este título lido assim pode causar algum susto para aqueles que têm em Francisco um amigo e um conselheiro. Também eu me assustei com esta revelação. Fiquem descansados aqueles que desejam que Francisco continue no governo da Igreja - ele renunciará no momento em que não tiver mais forças para continuar o seu caminho. Foi um desabafo, uma confissão consciente, um reconhecimento da atitude do seu antecessor. Ainda bem que não está agarrado ao poder pelo poder, mas está naquele lugar com a consciência de uma missão que tem para cumprir delegada por outros e aceite pela maioria dos crentes.

O lugar eterno de Papa não tem de o ser. O lugar será sempre - ou deverá ser - daquele que quer cumprir com a missão original da instituição a que preside, sem que se acomode com a hierarquia instalada.

Será uma decisão difícil de tomar e mesmo de ser aceite pelos outros - o momento em que Francisco pretender resignar. Porém, o caminho para ela será mais fácil porque Bento XVI "abriu a porta" para o que pensávamos ser a exceção, seja o normal e racional. Se assim for, estaremos perante uma mudança na forma como a Igreja se governa e de quem a governa - a par da espiritualidade deve existir lugar à racionalidade. 

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5 comentários

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De José C. M. Velho a 20.08.2014 às 15:27

Deveria renunciar já. Este papa é mais tóxico que o antecessor, iludindo mais e melhor as mentes curtas dos crentes.
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De Jose Fernandes a 21.08.2014 às 11:51

Sr. José C. M. Velho a minha mente é curta, pois sou crente, mas felizmente que o senhor é um iluminado.
o Sr. sabe o esforço que este Homem tem feito para tornar a igreja como um instrumento ao serviço dos pobres e desamparados? Sabe quantas instituições de solidariedade a nível mundial são da igreja? Sabe que em Portugal, em muitos casos a Igreja é o último recurso de muitos?
Não, não sabe. Então leia, estude, aprofunde a sua iluminação e depois diga alguma coisa.
Entretanto remeta-se à sua condição de extremista, que como se vê, tem levado a enormes progressos...se quiser enumerar...
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De José C. M. Velho a 21.08.2014 às 16:03

Tem razão Sr. José Fernandes, o Sr. tem de facto mente curta e, por comparação, eu serei então um iluminado.
O Sr. sabe que o facto de se dar esmola não resolve a pobreza nem os desamparados? O facto das igrejas (das várias religiões/seitas) serem solidárias e o último recurso para muitas pessoas, não faz delas a solução mas a mera continuidade e aprofundamento do problema. O Sr. sabe dos resultados obtidos na sociedade pela ação das religiões? Os problemas deixaram de existir? Há quanto tempo existem as religiões? O Sr. sabe que só nas sociedades onde as religiões passaram a ter um papel cada vez menor é que de facto se vive melhor? E, pelo contrário, nas sociedades onde o povo está mais embriagado nas crenças primitivas (desde as cavernas) é onde existem mais problemas?
Por fim, concordar também que, sim, talvez seja extremista aquele que acredita na Humanidade e na sua infinita sabedoria e capacidade de tudo fazer (como podemos assistir), tal como extremista também será aquele que acredita que é um ser extraterrestre poderoso que tudo sabe e tudo pode fazer, embora nada faça, dizem que com a intenção de nos provar o quão pecadores somos. Caro José Fernandes, quando era criança também acreditava no Pai Natal e noutro seres fantásticos mas agora já não.
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De josé Fernandes a 21.08.2014 às 19:50

Caro Sr. José C. M. Velho, agradeço a sua resposta.
Em primeiro saliento parte da sua frase "...o último recurso para muitas pessoas, não faz delas a solução mas a mera continuidade e aprofundamento do problema". Ora o que sugere para resolver este problema?
Esses paises que sugere, felizes, fantásticos, de que forma tem ajudado os outros países e os outros povos que vivem em miséria?
Sr. José C. M. Velho, só quero que se dê dignidade a todas as pessoas, principalmente as indefesas, independentemente de quem o faz...
Bem haja

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De José C. M. Velho a 22.08.2014 às 02:03

Caro José Fernandes, estamos de acordo, ambos pretendemos o mesmo «que se dê dignidade a todas as pessoas». No entanto discordamos no método de alcançar tal desiderato. Da minha parte não aceito que sejam aquelas pessoas que detêm interesse, seja pessoal, devido a um altruísmo egoísta de satisfação narcisista, seja um interesse coletivo, relacionado com qualquer ideologia ou crença no que quer que seja, a não ser na verdade e na dúvida científica, ou seja, na Humanidade e no poder individual de cada ser humano, capaz de tudo, até de criar seres fantásticos e extraterrestres, à sua semelhança, para depois afirmar precisamente o contrário, que foram tais seres que o criaram à sua semelhança e detêm domínio no seu destino. Não. O meu destino pertence-me em regime de exclusividade e se o partilho com a sociedade, família, amigos, Estado, é com o meu consentimento.

Não existe nenhum ser superior, de nenhum tipo, humano ou supra-humano, que detenha domínio e ação sobre o meu destino. No caso hipotético de um dia se demonstrar que estou enganado e afinal se provar que existe de facto um ser que pode dominar o meu destino, ainda assim não o aceitarei como dono e senhor da minha vida.

É esta a liberdade que quero para mim e para todos os demais; que vivam sem o jugo das ideologias, das crenças e das crendices, admirando ídolos de toda a espécie, sem perceber que eles próprios é que são os seres fantásticos todo-poderosos que devem admirar e enaltecer.

Em suma, é esta a nossa diferença: uma questão de Liberdade.

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