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Por: Manuel de Sousa
manuelsous@vodafone.pt

Quando José Sócrates ganhou as eleições legislativas e iniciava o seu segundo mandato como primeiro-ministro, com maioria relativa, ouviram-se vozes e comentadores que vaticinaram o destino do Governo com eleições antecipadas no horizonte, ainda que não se soubesse exactamente qual o momento e em que circunstâncias, se por impossibilidade de aprovação de um Orçamento de Estado, se devido a algum PEC. O tempo passou e o cenário de eleições manteve-se de pé. O director do jornal Expresso, Ricardo Costa, continuamente anunciava que estávamos cada vez mais próximos da queda do Governo e que as eleições seriam lá para Junho de 2011. Assim aconteceu. O chumbo do PEC 4 foi a “gota de água” para a demissão do Primeiro- Ministro. A dissolução da Assembleia da Republica foi sempre discutida desde o rescaldo do das últimas Presidenciais.
O inevitável aconteceu, não sei se na devida altura, dado que vivemos numa crise económica e social bastante grave e em que Portugal vive numa trincheira, em que muitos vão sucumbindo aos ataques externos cada vez mais agressivos vindo da Europa, comandada pela senhora Merkel. Não sei até que ponto esta euforia para eleições antecipadas será positivo para o nosso país, numa altura em que as alternativas para constituição de governo são tão brandas e são tão incógnitas que Sócrates poderá ganhar novamente, já que, apesar de tanto desagrado e tantas manifestações, este continua num lugar considerado confortável nas sondagens. Caso assim aconteça, todas as medidas que este tomar por mais terríveis que possam ser, serão tomadas com toda a legitimidade e sem que a rua tenha direito de contestação. Será Pedro Passos Coelho uma alternativa credível, mediante as contradições e confusões a que os eleitores têm sido confrontados diariamente nas medidas e contra-medidas que devem ser apresentadas? A única possibilidade que vejo, neste momento, é o crescimento do BE, PCP ou CDS, que assistem e muito bem à chacina de Sócrates e à queima solitária de Passos Coelho.
Sou obrigado a concordar com Miguel Sousa Tavares, no seu artigo, de 2/4/2011, quando diz e cito “não se muda de comando debaixo de fogo, chamando um general que de guerra apenas conhece as manobras”.

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