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POESIA I: ESPERANÇA

por Manuel Joaquim Sousa, em 26.06.12

Assumo que o meu jeito para poesia não é por aí além - não tenho jeito, pronto. Mas partilho convosco um poema que me saiu da cabeça:

 

Esperança,

A eterna palavra,

que provoca para a vida,

que provoca para o sonho,

que desfaz a angustia,

que desfaz o medo,

que faz vencer a guerra,

que mostra a luz na escuridão,

que transforma os lamentos,

que provoca a busca pelo novo,

que faz acreditar nos desejos,

que transforma os impossíveis,

que mostra o futuro,

que enaltece o ego,

que transporta para o conforto da alma,

que transporta para a paz.

 

Acreditar na esperança,

a melhor lição,

o melhor conselho,

que alguém pode dare ao mesmo tempo receber.

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Por: Manuel de Sousa


manuelsous@sapo.pt


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


Amália, quis Deus que fosse o seu nome e o seu nome ficou imortalizado para sempre na memória do fado. Falar de fado implica falar de Amália, que trouxe a este uma profunda remodelação e deu-lhe a dimensão mundial - que nunca outro estilo de música portuguesa teve. A canção portuguesa, que traça o destino alegre ou triste deste povo, correu pela voz de Amália Rodrigues o mundo inteiro e encantou muita gente, muitos povos e muitos portugueses espalhados pelo mundo.


Volvidos 10 anos após o seu desaparecimento, o seu nome e a sua voz ainda se faz ouvir com grande intensidade, não apenas pelas pessoas da sua época, mas também pelas correntes jovens, que encontram na voz de Amália e do fado a sua própria forma de expressão e de cultura. Ainda hoje se cantam os seus fados; ainda hoje grupos e diferentes formas musicais transformam o música e a voz de Amália, não deixando que se perca ou que fique limitada, mas que se adapte, se transforme e se revalorize como ícone da cultura portuguesa, cada vez mais transcendente.


Apesar da sua partida, a saudade da despedida atenua-se com o doce tom melodioso da voz que fica nas gravações e nas imagens e que se imortaliza com o som das palmas que por todo o mundo se bateram em homenagem à grande diva. Com Amália imortalizaram-se poetas, escritores e compositores que deram um contributo à construção da cultura portuguesa. Imortalizaram-se nomes como Luis de Camões, Ary dos Santos, Pedro Homem de Mello, David Mourão Ferreira, Alexandre O'Neill, José Régio, Aberto Janes, entre muitos outros homenageados pela sua música.


A dimensão de Amália Rodrigues não se traduz apenas pela doçura da sua voz, mas também pela intensidade com que vive cada uma das músicas que interpreta e que representam não só a sua forma de ser e de estar, mas que mostram a realidade do povo português. É por isso, que muitos se revêem nas suas frases, nas suas músicas. Intensidade no sentimento e nas vivências, polémica nas suas letras e manifestação -muitas vezes conotada ao regime ditatorial de Salazar, mas na realidade uma pessoa que sempre manifestou em favor da liberdade do seu povo, aquele que trazia no peito. O «Fado de Peniche» e o «Povo que Lavas No Rio» são alguns dos fados que mostram a dimensão política e revolucionária no tempo da ditadura e da clandestinidade e que chegaram a ser proibidos pela censura.


Mulher de grandes viagens, conheceu o mundo inteiro, pisou os grandes pallcos do mundo - Olympia, Philarmonic Hall, o Palais des Beaux Arts ou o Lincoln Center, nos EUA - e cantou para várias estações de televisão do mundo. Porém, nunca negou as humildes raízes de um bairro de Lisboa.


Nascida a 23 de Julho de 1920, na Pena, em Lisboa, Amália da Piedade Rodrigues viveu grande parte da sua infância com os seus avós. Após o tempo de escola dizem que foi bordadeira e que também embrulhava bolos. Porém, foi mais conhecida como vendedeira de fruta, no Cais da Rocha. Em 1936 integra a marcha de Alcântara, nas festas de S. António de Lisboa e concorre num concurso da época que se chamava «Concurso da Primavera» para o título de Rainha do Fado, que na realidade se tornou. Passou pelo cinema, no filme «Capas Negras», pelo teatro de revista, no Teatro Maria Vitória.


Amália Rodrigues foi homenageada em Portugal e no mundo inteiro. Recebeu as mais elevadas condecorações - o Grau Oficial da Ordem do Infante D. Henrique, das mãos do Presidente da Republica de então, Mário Soares; a Ordem Nacional da Legião de Honra por Francois Mitterrand e mais tarde é homenagiada na Cinemateca Francesa. Os aplausos surgiram por todos os locais por onde passou - Rio de Janeiro, Tóquio, Roma, Unão Sovietica, Londres, Nova York, Paris, Madrid, entre muitos outros, sobretudo onde existiam comunidades portuguesas.


Nos últimos tempos, a sua voz apresentava algumas debilidades e dificuldades em tentar expressar-se com a mesma força e vigor de outros tempos, mas a emoção do público atingia o seu auge com a sua presença e o seu sentido de vivência, mesmo que da sua boca apenas saíssem murmúrios ou gemidos.


Parte aos 79 anos de idade, a 6 de Outubro de 1999, altura em que se viveram 3 dias de luto nacional pela perda da grande voz. Centenas de pessoas assistem ao seu funeral e acompanham-na até ao Cemitério dos Prazeres e, mais tarde, em homenagem nacional, acompanham-na até ao Panteão Nacional, onde jaz juntamente com outros nomes da História de Portugal.


O adeus a Amália pelo humilde povo português, enquanto o seu corpo circulava pelas ruas de Lisboa, num cortejo fúnebre, ficará sempre na memória como expressão de luto e saudade, que este humilde povo sente pela voz que os representava e que representou Portugal.


Amália Rodrigues, a rapariga que vendia laranjas no mercado, foi, é e será a Diva a e Rainha do Fado. Esta é a mulher que revitalizou o fado e que permitiu de certa forma, que outros grandes nomes surgissem e que também farão a sua história e terão o seu contributo para a riqueza e variedade da cultura portuguesa.


«Quando eu morrer vão inventar muitas histórias sobre mim, se inventaram sobre a severa e não se sabe se ela existiu, e de mim sabem concerteza que eu existi.» Amália Rodrigues.


 


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EIS A QUESTÃO: SERÃO OS NOSSOS UNIVERSITÁRIOS IGNORANTES

por Manuel Joaquim Sousa, em 17.11.11

Fonte do vídeo: Youtube.com

O vídeo publicado na Revista Sábado, esta semana, sobre a ignorância dos universitários portugueses provoca grande polémica e tornou-se motivo de chacota por muita gente nas redes sociais como no facebook – não deve haver pessoa que não tenha um amigo que tenha publicado no mural este polémico vídeo.

Um dos entrevistados contra-ataca e ameaça recorrer aos tribunais, por considerar que o seu bom nome foi posto em causa e porque os jornalistas apenas se preocuparam em passar as respostas que este deu erradamante e ignorar as que tinha acertado. É errado que se ponha em causa a inteligência e a cultura de uma pessoa pelo facto de ter errado a uma pergunta, numa área em que o entrevistado se sinta pouco à vontade? Mas, as respostas que ouvimos, na maioria dos casos, são muito aberrantes e incomodativas para grande parte das pessoas que procuram estar actualizadas e dentro dos parâmetros culturais estabelecidos – existe algum parâmetro (?).

No entanto, fica uma grande questão: até onde se pode medir e como se pode testar a cultura geral de um indivíduo apenas com a avaliação de uma única resposta - porque é apenas uma resposta que ouvimos em cada um dos entrevistados? Seria mais justo que os jornalistas, desta resportagem, publicassem todas as respostas de todos os entrevistados para cada leitor avaliar o grau de cultura de cada um? Terá sido esta reportagem redutora – tendo em conta que cria uma imagem generalizada dos estudantes universitários, que pode não ser a real?

Este vídeo deixa-me a pensar, e muito, sobre o estado da cultura do nosso país com estas respostas tão constrangedoras a que assistimos.
Não quero aqui julgar ninguém, mas isto dá que pensar – concerteza que dá.


 


Manuel de Sousa
manuelsous@sapo.pt


 

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JOSÉ SARAMAGO: BÍBLIA, O MANUAL DE MAUS COSTUMES?

por Manuel Joaquim Sousa, em 16.03.11

 



Um «manual de maus costumes», este é o comentário que resume a opinião do escritor José Saramago em relação à Bíblia, não percebendo como é que um livro «cheio de horrores, incestos, traições, carnificinas» se tornou num guia espiritual para religiões como a Católica e mesmo o Judaísmo. Considera também que «sem a Bíblia, seriamos pessoas diferentes».


Todos estes comentários foram feitos durante a apresentação do seu novo livro «Caim», em Penafiel, a 18 de Outubro. Sem dúvida que o seu livro já deu muito que falar e ainda não se encontrava à venda nas bancas. Faltará saber se com toda a polémica instalada as vendas poderão corresponder às expectativas criadas em torno deste título.


Com estes comentários torna-se ainda mais evidente a personalidade de José Saramago, que sempre foi bastante polémica e muitas vezes criticado pela sociedade portuguesa. Criticado pela sua forma de ser, pelas palavras que dirige e que muitas vezes chocam as pessoas, ainda que em muitas situações tenha a sua razão. É claro que os recentes comentários acerca da Bíblia como «manual de maus costumes» feriram muitos católicos. Feriram tanto mais quanto maior o conservadorismo religioso existente no nosso país. Apesar de vivermos num país de livre opinião e de livre opção de ideologia religiosa, ainda é tabu que se tenham estas opiniões públicas e será sempre com grande polémica cada uma das reacções, que apesar de tudo não foram tão duras quanto as afirmações do escritor. Por até não serem tão duras, custa também a crer que José Saramago fique admirado com a reacção da Igreja Católica, tal a noção de lucidez que o autor tenta transparecer nos seus livros, na sua escrita ou nas suas palavras. É claro direito da Igreja defender-se das críticas tanto ou mais frivolamente quanto maiores forem essas críticas lançadas pelo escritor José Saramago.


Como em muitas outras ocasiões, as polémicas vão sendo esquecidas, após viverem o momento da sua glória na altura em que são criadas e lançadas. As organizações religiosas dificilmente ruem por mais abanões que aqui e acolá se vão fazendo em relação aos seus dogmas. Poderão existir outras coisas piores e mais graves que apenas críticas ou livros.


José Saramago diz que não escreve contra Deus porque como ateu não acredita na sua existência. Ele escreve contra as religiões porque estas não aproximam as pessoas como apregoam. Não escreve contra Deus, mas no fundo parece que este lhe é uma preocupação e por intermédio das religiões seja um alvo a abater. Todos os crentes, sejam Católicos, Judeus, Muçulmanos, Hindus ou qualquer outra profissão de fé, têm o livre direito de criticar as estruturas religiosas que defendem, que guiadas por homens têm os seus erros e as suas virtudes e que sob os seus erros devem mudar para estarem tão próximas quanto possível das doutrinas que professam.


As críticas do escritor e prémio Nobel não deixam de ser de todo pertinentes e não deixam de merecer alguma atenção por muito polémicas que sejam ou por algum exagero no seu fundamento. Há sempre algum fundamento de verdade que merece a nossa atenção para a discussão.


A Bíblia em si não é um manual de maus costumes e resumi-la a isso será um erro tão crasso como resumir que a obra de José Saramago não representa qualquer valor para a literatura portuguesa e que o seu prémio Nobel não tem significado algum para a mediocridade dos seus livros. A Bíblia é um livro que combina a componente histórica com a componente religiosa e mística. Negar os horrores lá retratados é negar o mundo e uma história que existiu, que nem sempre foi a melhor, a mais séria e nem sempre constituiu o melhor exemplo para as civilizações que se seguiram. Caso apenas retratasse as maravilhas de um povo ou da Humanidade da altura, não faria sentido também a vinda de um Messias que restaurasse a ordem, que trouxesse novos princípios e novas visões de pensamento a seguir.


Numa conferência sobre ciência e religião, realizada em Braga, por volta de 2007, com o Cientista Alexandre Quintanilha e o Professor, Teólogo e Padre Anselmo Borges, este último dizia que «a Bíblia não foi ditada por Deus e que deve ser lida de uma forma crítica. Se seguida à risca quantos sobreviveriam à face da Terra?». Este é o sentido crítico que lhe devemos dar, portanto, não significa que esse sentido crítico deva esvaziar todo o seu sentido ideológico e que pode muito contribuir para um mundo melhor. É importante discutir um livro como guia espiritual, até porque a espiritualidade deve ser questionada.


José Saramago diz-nos que «sem a Bíblia seriamos pessoas diferentes. Provavelmente melhores». É uma opinião que não podemos de facto confirmar à partida. Poderíamos viver também muito piores. Como livro que deve ser interpretado de forma crítica, é natural que muitos os façam de uma forma errada e, por isso, se tornem em más pessoas e tornem o mundo pior. Mas também existem muitas «pessoas melhores» que são seguidoras desse livro de maus costumes. Como qualquer obra escrita, pode ter a interpretação que lhe quisermos dar mediante convicções, opiniões e conveniências do momento. Da mesma forma que o livro «Caim» possa ser interpretado de várias formas possíveis. Espero ter a oportunidade de ler esta obra e que esta represente uma boa base de discussão, assim como, corresponda às expectativas da polémica lançada pelo seu autor.


As declarações de Saramago também tiveram o intuito de uma certa promoção da sua obra. Se assim não fosse poucos saberiam que o «Caim» estava nas bancas. As suas declarações são tanto ou mais polémicas quanto maior for a sua intenção em tocar no intimo e nas crenças de cada um. Ficaria eu surpreendido se em vez de críticas à Bíblia, José Saramago encontrasse nela um exemplo a seguir. Se assim fosse, os seus princípios ateus há muito que teriam caído e Saramago não pretende deixar cair esses princípios, que no fundo o incomodam como incomodam qualquer um.


Felizmente que vivemos num país com liberdade de expressão, em que não se tomam posições extremistas como em outros países, basta recordar das polémicas em torno das caricaturas do profeta Maomé. Criticas existirão sempre, mas como já disse, o debate também é saudável para se quebrarem tabus que ainda existam ou até para se cimentarem ideias. Apesar de ter a noção de polémica gerada e de estar preparado para tal, Saramago deve ter ficado surpreendido pela contestação proveniente não apenas da hierarquia da Igreja, mas também de muitos quadrantes da população que se diz não lerem a Bíblia. Neste mundo da informação é bom que se ouçam opiniões a favor e contra.


José Saramago não deixa de ser um grande escritor, apesar das suas posições radicais e crescentes em relação à religião. Muitas das suas posições são compreensíveis e inquestionáveis, contudo, outras mostram algum azedume forte e por vezes infundamentado, onde deveria ter a noção de determinados limites para a liberdade e respeito do outro. Não será com extremismos que se conseguem mudar as coisas ou chamar as pessoas à razão dos factos. Será sim, com o uso do poder da razão e do equilíbrio. Se Saramago é defensor da Teoria da Relatividade, sabe que não é detentor de verdades absolutas como, por vezes, parece transparecer.
 


Manuel de Sousa


manuelsous@vodafone.pt


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Por: Manuel de Sousa

«Encontramo-nos no meu próximo romance.» É desta forma que Rosa Lobato Faria termina a sua autobiografia, publicada no Jornal de Letras. Da mesma forma se despede dos portugueses e deste mundo aos 77 anos de vida.
Muitas histórias teria esta bela senhora para contar a este mundo que poderia muito viver delas e acreditar que esse mundo fosse possível de se tornar realidade.

Uma das grandes lições que podemos retirar da vida de Rosa é o facto de ter renascido aos 63 anos de vida e, desde aí, escreveu doze romances em 10 anos, um livro de contos e sete ou oito livros infantis. É sem dúvida um exemplo de renascimento que todos temos de aprender e interiorizar de tão cansados e desiludidos que andamos vagueantes por este mundo, sem saber exactamente para onde queremos ir.

Rosa Lobato Faria teve, como qualquer mulher de tempos idos, as suas dificuldades em poder pensar, agir por força própria, em escolher independentemente das opções de um marido ou fechada na família conservadora da época. Exalta a revolução que as mulheres fizeram nos últimos 50 anos, independentemente de quem quer que a tenha feito. O que interessou para si foi «descobri que ser livre era acreditar em mim própria, nos meus poucos, mas bons, valores pessoais».

Aprender foi a sua palavra-chave e foi por querer aprender mais e mais que renasceu aos 63 anos. Aprendeu que a vida tinha muito mais para lhe dar e para nos dar; muito mais que simples histórias, lições de vida para um mundo perfeito que poderíamos criar.
Viver uma verdadeira infância foi um crescimento saudável que hoje já quase não se pode viver; longe de problemas «coisas aberrantes como educação sexual, política e pedofilia. (?) A pior pessoa que conhecíamos era a Bruxa da Branca de Neve.» Quanto era bom que a maldade do planeta se resumisse a uma bruxa que facilmente, e como em todas as histórias, se destruiria e tudo terminasse com um final feliz.

Na sua infância como na minha as escolas existiam em qualquer aldeia e não se pensava em fechar lá porque tinham poucos meninos. Aprendíamos coisas tão complicadas e absurdas ao dia de hoje, mas não batíamos na professora «levamos-lhe flores». Era mesmo assim, aprendíamos a tabuada, as linhas de ferro que entretanto deixaram de existir, as serras, os rios e o português sem acordos ortográficos.
Que contraste com o mundo dito livre e desenvolvido de hoje, mesmo eu que nasci muito tempo depois de declarada a liberdade. O desenvolvimento também quebrou muitos sonhos de criança, aqueles que acreditávamos ser possível pelo que líamos nos livros infantis da carrinha que ia à terra e levava muitos livros. Hoje já não se liga à doçura das bolas de Berlim porque há porcarias melhores e porque provocam obesidade. Nessa infância não existia obesidade porque mal chegavam as calorias das bolas de Berlim para as brincadeiras sabe-se lá onde, nos sítios mais esquisitos que se possam imaginar; fosse lá no campo, numa sucata, no meio do monte ou numa casa velha. Isso sim, cheirava a liberdade. Tínhamos as nossas brigas e tudo ficava resolvido sem fazer queixinhas ao pai ou à mãe.

A autobiografia de Rosa Lobato Faria faz-nos perder por um tempo de saudade, alegria e aventura. Um tempo de verdadeira liberdade sem nunca perder os valores fundamentais na pessoa humana. Afinal os valores ganham-se com esta liberdade sã.

Não existiam desenhos animados de luta por luta. Tínhamos Rua Sésamo, Tom Sower, Floresta Verde, Abelha Maia, Aventuras de Tintin, o Mundo Disney, etc, etc e deitávamos depois do Vitinho. Havia variedade para o sonho. Lembrar disso é traçar um sorriso com o passado de pequenino e acreditar que podemos ser crianças a qualquer momento. Quantos de nós ainda gostariam de voltar a brincar com carrinhos e as meninas com bonecas? Pois, mas não podemos porque ainda nos acham tolos.

O fascínio de Rosa está aqui, levar a divagar por um mundo perfeito que muitos tiveram a oportunidade de viver em tempos e que, por mim, voltaria a viver. Só por isto, já é uma grande mulher.

Pena que o valor que muitos de nós deveríamos dar a esta pessoa não foi feito enquanto estava fisicamente presente neste mundo. Lembram-se outras pessoas e esqueceram esta mulher que deixou um marco rico na nossa cultura em várias vertentes. Pena que a sua morte tenha passado ao lado de muitos que não experimentaram reviver o que ela nos tinha tanto para oferecer. Mágoa poderá a sua alma sentir por este país ser tão ingrato com quem lhe faz bem e por quem deixa um contributo eternamente marcado na cultura e na memória de muitos.

A vida está cheia de coisas inúteis, mas nem por isso nos devemos voltar contra ela, antes pelo contrário, ter a capacidade de renascer seja qual for a idade do corpo físico.
De lembrar que esta bela forma de pensar tornou-a numa pessoa tão bonita que nem a idade lhe roubou essa beleza física. Agora imaginem na infinidade da sua beleza interior, uma Rosa.

Esperemos encontra-la no seu próximo romance porque ela continua no meio de todos nós.



Leiam a sua Autobiografia em http://aeiou.visao.pt/um-rasto-de-hortela=f546518

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