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O RISCO DE FICARMOS CEGOS

por Manuel Joaquim Sousa, em 25.01.17

A velocidade com que podemos publicar algo na Internet é fantástico. Partilhar, com todos, o que nos vai na veia ou na alma permite uma sensação de ser capaz de chegar ao grande público. Permite sentir que a voz é ouvida e que pode chegar a cada vez mais longe. Se alguém liga ao que escrevo ou escrevem isso é outra coisa diferente. O perigo da Internet e das redes sociais está na capacidade de se chegar a uma  fonte inesgotável de informação, infinita, que nos torna incapazes de processar tudo. Resultado: a tendência de ler fragmentos, contextos incorretos, apenas umas linhas de um todo, falta de tempo para pensar de forma pausada aquilo que se lê, tendência para a crítica fácil no calor do momento. Não sei até que ponto estes e outros perigos, que por aqui continuaria a enumerar, poderão levar o Homem ao colapso. Poderemos chegar a extremos pouco saudáveis nas relações sociais. Com necessidade de partilhas se informação, nem sempre se verificam fontes, a ponto de mentiras se tornarem verdades - verdade depende do elevado número de partilhas. É bom parar mais vezes para pensar no caminho que estamos a seguir.

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RECEIO DE TRUMP

por Manuel Joaquim Sousa, em 22.01.17

O Donald Trump está aí a fazer das suas - provocar o medo.

Uma das conquistas de Obama está em causa - o ObamaCare. Milhões de cidadãos americanos vão deixar de ter acesso às políticas de saúde pública e vão ter de voltar a utilizar os sistemas privados e seguros de saúde. Nem todos os cidadãos terão acesso aos sistemas privados, por essa razão Obama criou um programa que agora está em risco. Em nome de quê? Em nome do benefício das empresas privadas que tinham os seus negócios penalizados, mas com a máscara de querer poupar a despesa do Estado. Onde vai usar o dinheiro destinado ao serviço nacional de saúde? No orçamento para a defesa?

A criação de um novo sistema antimíssil e o reforço das forças armadas são realmente as suas estratégias - medidas que o mesmo já assinou no seu primeiro dia de mandato. A segurança mundial está em perigo, pois não sabemos o que este tem em mente para o futuro da ordem mundial e quais as alianças que pretende fazer com os outros países.

Estamos perante um louco que está a colocar em causa a sustentabilidade do planeta ao ignorar os tratados do clima, permitindo que um dos países mais poluidores possa ser ainda mais em nome do crescimento desmedido dos impérios económicos que ele representa e beneficia. Argumenta com a criação de emprego - a custo de que salários e com que mão de obra se pretende expulsar emigrantes?

Não percebo como pretende devolver o poder ao povo, quando está a retirar condições para a melhoria da qualidade de vida dos Americanos e quando será responsável pela crescente divisão da população. Os EUA deixa de ser um país livre com união de raças e cores, pois Trump será o construtor de muros em todos os sentidos - está em marcha a construção do muro com o México, país a quem vai imputar os custos do mesmo.

Tenho medo dos tempos que se seguem com este homem a gerir os destinos de uma potência que se quer impor ao mundo, sem qualquer respeito pelos princípios e valores da própria constituição que deve cumprir.

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ESTÁ FRIO

por Manuel Joaquim Sousa, em 21.01.17

Está um frio de rachar. É o tempo dele. Está mais frio que nos outros anos. Dizem os antigos que este frio é como o frio de antigamente. Não sei como era bem esse frio, mas lembro-me de todas as manhãs ir de autocarro para a escola e ver os campos todos cobertos de branco, parecia que tinha caído neve. Eu gostava desses tempos - menos de levantar cedo para apanhar o autocarro. Está frio. Estou doente. Vivemos em ambientes condicionados, quentes, vivemos cada vez mais com ares condicionados ligados e quando temos o frio exterior a bater na cara e a arrefecer o corpo ficamos caídos, com espirros, lágrimas - perdemos a resistência facilmente. Está frio. Tempo seco. Precisamos de mais chuva, para que haja mais água nas nossas reservas. Dizem os especialistas da economia que, a falta de chuva traz mais prejuízo para a economia que a famosa descida da TSU para as empresas. Os agricultores vão ter prejuízos e vão pedir subsídios para compensar as perdas. Está frio. É tempo de beber um copo para aquecer, dormir e esperar que amanhã o tempo esteja mais do agrado de alguns.

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O NOSSO FUTURO COM TRUMP

por Manuel Joaquim Sousa, em 20.01.17

Hoje não é um dia feliz. Estamos perante uma mudança no mundo que não será boa. Trump chegou ao poder. Se o mundo já vivia numa incerteza agora vive ainda mais, com um líder imprevisível, pronto a cometer os maiores atropelos numa sociedade livre - falta perceber que consequências poderemos sentir com as suas ações de hoje em diante. Os americanos ainda não acordaram para a dura realidade do que serão os próximos quatro anos. Talvez se arrependam de se terem deixado levar pelo populismo grotesco de Trump. Custa-me aperceber como se deixaram levar, convencer. Custa-me perceber que uma nação tão forte tenha posto em causa os seus valores como a liberdade. Os próximos tempos poderão ser de muros construídos nas fronteiras e na diplomacia. Estamos a caminhar para um mundo mais pobre.

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AINDA NÃO ACREDITO - CHEGOU TRUMP, ALGUÉM FECHE A PORTA

por Manuel Joaquim Sousa, em 20.01.17

Tento escrever umas palavras sobre o dia de hoje – está difícil. O dia que se avizinha será de mudança. Será um dia em que incerteza estará presente um pouco por todo o mundo. Os olhos estão cravados nas televisões a acompanhar a cerimónia do ano. Trump será empossado no cargo para o qual foi eleito (incrível, ainda não acredito).

Não consigo acreditar que a maioria do povo americano tenha escolhido este homem para liderar o destino da maior potência mundial. Como foi possível? É uma pergunta que sempre me fez pensar desde o momento que conheci os resultados. É certo que nesta campanha os candidatos estavam aquém das expectativas e do desejável, mas tal não justifica a eleição de Trump. Não consigo acreditar que grande parte dos eleitores se tenha encantado com o triste espetáculo que foi a campanha do novo presidente, com sucessivas polémicas e atitudes pouco democráticas e com uma enorme falta de respeito para com os cidadãos. Mas, venceu - não sabemos se com ajuda de falhas no sistema eleitoral, são apenas especulações.

O que vai acontecer daqui para a frente? Fico para ver, fico apreensivo. Não sei até que ponto a sua orientação seja no mesmo sentido das intenções de campanha. Não sei como será o mundo após o dia 20 de janeiro. Falta de liberdade, discriminação de pessoas, desrespeito pelo ambiente, falta de transparência económica, falta de tantas qualidades que um presidente deveria ter.

Fico na expectativa de tentar perceber o que aí vem - ainda não consigo perceber.

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PÃO NÃO QUERO! AINDA FICO DOENTE...

por Manuel Joaquim Sousa, em 18.01.17

Eu sei que a vida não é fácil, mas há respostas que me deixam furioso e revoltado.

Um destes dias saí do trabalho em direção a casa, parei no supermercado para comprar pão fresco e novamente no carro fui para casa. Ao chegar estacionei e, enquanto tirava as coisas do banco de trás, veio um arrumador ter comido, ainda longe já estava a falar. Eis o nosso diálogo:
- Ó doutor (não sei de onde desencantou o titulo dr.), ó doutor, dê-me uma moedinha para comer qualquer coisa.
- Não tenho moedas.
- Qualquer coisinha para eu comer.
- Não tenho moedas; mas tenho pão. Quer pão?
- Oh! Pão não quero; ainda fico doente – virou costas e foi embora chateado e a correr atrás de outra pessoa.

Fiquei furioso. Se tem fome aceitava o pão. E desculpem este desabafo – mas anda uma pessoa a trabalhar, chega ao supermercado e repara no preço dos produtos, a ver se estão mais caros ou mais baratos, conta o dinheiro que tem e gere da melhor forma o orçamento para não faltar nada, repara no preço do pão (que, por vezes, não é muito barato) e depois acontecem estes episódios caricatos.

A vida custa a todos e uns estão melhores que outros, mas com toda a certeza que fico furioso.

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O PORTO É UM BAIRRO.

por Manuel Joaquim Sousa, em 17.01.17

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Gosto do Porto. Mas quando digo gostar não me refiro só às ruas turísticas, aos passeios, aos monumentos. Há algo que define mais o Porto: são as pessoas. Quando me refiro às pessoas, não são propriamente as dos hotéis, das lojas de recordações ou de alguns cafés e restaurantes. Faço referência às pessoas genuínas. O genuíno dos novos e dos velhos. O verdadeiro ADN do Porto.

 

Entro numa pastelaria, um pouco mais afastada do centro (fora do centro turístico e cosmopolita e alternativo da cidade) porque sei bem o quanto se paga por cada coisa que se consuma – aqui sempre é mais barato -; dou de caras com uma série de miúdas, umas mais novas que outras, umas mais magras outras mais cheiinhas, a servir dentro e fora do balcão; faço o meu pedido à menina que me vem atender - é uma miúda magra, branquinha e um ar meio pálido -, que se vira para o balcão ainda de longe faz o pedido às colegas alto e bom som – todos ficam saber, de forma mais rápida que eu a publicar no Facebook (se fosse minha intenção), que quero uma meia de leite morna e um lanche. Dentro do balcão lá trabalham todas para o meu pedido e para ou outros que vão sendo berrados – a pastelaria está cheia de pessoas sós e acompanhadas na sua tradicional rotina de manhã de domingo. As raparigas fazem mais festa que todos os clientes; falam alto umas com as outras, riem-se, pegam-se na brincadeira, brincam com os clientes da casa. Há uma alegria no ar. Há pessoas vivas e sem as mariquices das cordialidades de outros sítios. É ser genuíno. São educadas. Cumprem com o que lhes é pedido – são competentes. Sabem quando o senhor Domingos vem e estranham se o veem ali no Domingo. Reclamam com o senhor Horácio se este está mal disposto. A miúda percebeu um pingo e um copo de água, mas na realidade era um pingo e um pão com manteiga… problema com isso? Não, pede desculpa e ri-se, corrige o pedido, goza consigo própria sem qualquer preconceito do erro.

 

É disto que eu gosto nas pessoas, verdadeiras, não uma máscara de um atendimento padrão para todos os clientes da mesma maneira – torna os clientes próximos e em casa. O Porto tem esta maravilha que o distingue: um ambiente de bairro numa grande cidade.

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SOMOS UM BOM POVO!

por Manuel Joaquim Sousa, em 15.01.17

Donald Trump está quase a tomar posse. Até lá vamos assistindo às despedidas de Obama e de toda a sua equipa. Nesta ronda das despedidas, saltou-me a curiosidade da despedida do Embaixador dos EUA em Lisboa, aquele que foi muito falado na altura do Euro 20016, pela sua forte confiança na vitória de Portugal.

Nesta hora da despedida, deixou uma mensagem de coragem aos portugueses e deixou o povo português de “peito cheio” ao considerar-nos como o povo mais acolhedor e o melhor povo do mundo. É tão bom ouvir esta opinião, independentemente de onde venha e da simpatia que se possa ter pela pessoa. É nestes pequenos reconhecimentos que me enche o orgulho em ser português. Não somos nem pequenos, nem tacanhos, nem tão pouco mesquinhos como nos achamos muitas vezes ou como, cá dentro, alguns nos querem apelidar. Somos simplesmente grandes, acolhedores e capazes de fazer grandes feitos. Precisamos sim, muitas vezes, é de pessoas que nos saibam liderar e conduzir para os grandes feitos dos quais fomos sempre capazes ao longo da nossa História.

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O SPORTING FAZ SILÊNCIO...

por Manuel Joaquim Sousa, em 14.01.17

Sei bem que geralmente gostam de ouvir as calinadas do Sr. Jesus – isso é o que vamos sentir mais falta.

 

O Sporting faz silêncio. Assim correm as notícias do desporto neste fim de semana. Há falta de notícias e esta vem aumentar a lacuna do noticiário de desporto, sem às voltas com o futebol, onde só os resultados deveriam ser notícias e as polémicas eliminadas das primeiras e páginas seguintes.

Não sou um seguidor do futebol, mas tenho reparado que ultimamente o azedume tem sido muito forte e cada vez pior – nada de grande interesse, a ponto de passar à frente esta parte das notícias. Do Sporting tenho a noção que são mais as polémicas que as notícias que realmente interessam para o desporto. Eis que, neste fim de semana, o clube suspende as atividades com os Media – vai ser um fim de semana santo pensarão alguns. Há mais notícia para explorar em torno disto? Os meios de comunicação bem tentam fazer disto notícia, bem tentam ter comentadores a falar do assunto, mas não há nada que se possa falar. Simplesmente um assunto sem assunto e que será forma de limpar a polémica que tem andado à solta e onde há sempre quem tente espetar mais a unha na ferida, para aumentar a polémica.

Não dá para comentar, não vale a pena a importância que os jornalistas estão a dar ao tema -esqueçam. Pelo menos algum silêncio durante alguns dias. Sei bem que geralmente gostam de ouvir as calinadas do Sr. Jesus – isso é o que vamos sentir mais falta.

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A CONVERSA NA MESA DO LADO! O PODER DA COMUNICAÇÃO

por Manuel Joaquim Sousa, em 13.01.17

Há alturas que me apetece levantar da cadeira e meter conversa com as pessoas da mesa do lado, para lhes explicar onde fica a empresa que tanto procuram. O poder de falarmos a mesma linguagem numa conversa é determinante para que alguém seja compreendido e aceite pelos demais.

 

Estou a tomar o meu café descansado da vida. Na mesa do lado estão duas pessoas de idade na conversa; um de volta de papéis que mais parece um contrato ou uma fatura e outro de volta do telefone à procura de uma morada no Google maps. Por muito que tente ficar alheio à conversa do lado e concentrar-me na minha leitura: não dá. Estão demasiado próximos para me conseguir alhear; estão a provocar uma ansiedade e uma vontade de meter conversa para tentar esclarecer. Mas, não gosto de me meter na conversa dos outros, nem tenho motivo para o fazer - sujeito-me a levar uma resposta menos agradável.

 

Um dos senhores anda preocupado com uma fatura de uma empresa energética com quem já terá rescindido o seu contrato, mas que ainda assim lhe atira um valor superior a 100 Euros para pagar. O senhor precisa de ir a um ponto de contacto para tratar da situação, mas não sabe onde. O outro senhor pesquisa no Google maps e encontra a loja, mostra no telemóvel onde fica e os pontos de referência. Digamos que, para o outro senhor, que não parece ligar a tecnologias, olhar para aquele mapa ou não olhar é a mesma coisa: não percebe nada.

 

Chega outra pessoa à mesa que fica a par da conversa, o senhor do telemóvel está constantemente a explicar onde fica e como se vai para a dita loja - prova a veracidade da sua informação com o mapa -, mas é incompreendido por muito que repita. Este senhor precisa de alguém que ateste a sua credibilidade.

 

A mente humana tem tanto de maravilhoso e inteligente como de fixação por ideias tão próprias, que se torna incapaz de abrir a outros pontos de vista e perspetivas – não há esforço de um para procurar entender a ajuda do outro ou até para lhe pedir ajuda e provar a veracidade da informação: irem os dois à Loja. Digamos que o tempo que perderam a explicar seria suficiente para se deslocarem ao local.

 

O poder de falarmos a mesma linguagem numa conversa é determinante para que alguém seja compreendido e aceite pelos demais; se não existir esta capacidade, o comunicador fica entregue à solidão das suas ideias e teorias, por mais certas que estejam.

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