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Era uma vez um país em que os palhaços eram os governantes e o povo ria e ria das piadas e trapalhices que cada um desses palhaços fazia em público. Este era um país muito feliz, onde todos viviam numa autêntica palhaçada. Cada lei, cada notícia, cada artigo motivava a gargalhada geral, pois ninguém acreditava em tudo o que acontecia à sua volta. Não existiam desgraças porque estas eram a palhaçada, motivo de riso.

Este país poderia ser Portugal? Poderia, mas não é. Apesar da forma como somos governados ser considerada por grande maioria dos portugueses uma palhaçada, na realidade não o é porque, ao contrário das palhaçadas, esta governação faz-nos chorar e perder a esperança no futuro.

Miguel Sousa Tavares foi forte, ao alegadamente considerar Cavaco Silva como sendo o palhaço. Verbalizou aquilo que muitos portugueses têm na cabeça, mas não o pronunciam. Foi forte e por isso pediu desculpas e reconheceu o seu erro. Há muito moralismo na praça pública; espero que os mesmos moralismos não provenham de pessoas que no seu inconsciente tenha a mesma afirmação que a verbalizada pelo Miguel Sousa Tavares, seja em relação ao Presidente ou a outro político.

Eu prefiro não o condenar, para que um dia não tenha de “comer” estas palavras quando um político, seja ele qual for, tenha o desrespeito de fazer ou dizer algo que eu não goste.

De qualquer das formas, a classe política merece respeito, apesar de a vermos como um fruto podre que deveria ser abatido do nosso pomar; mas, no fundo, quem está a governar foi eleito (ainda que à custa de verdades falsas e promessas impossíveis). 

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