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O ASSALTANTE É LOBO E VESTE PELE DE CORDEIRO!

por Manuel Joaquim Sousa, em 22.05.16

 

Artigo de Pedro Santos Guerreiro.jpg

                 Excerto do artigo de Pedro Santos Guerreiro, Expresso, 21/05/2016

 

Concordo plenamente com as palavras de Pedro Santos Guerreiro. Sabemos bem que é verdade. Não há que esconder ou fazer de conta que não sabemos. Para se roubar um banco não é necessário ir encapuçado e de arma em punho, sequestrar toda a gente que se encontra no interior da Agência. O ladrão tem de ser mais esperto. Tem de entrar com pele de cordeiro, para depois mostrar que é lobo - só mostra quando todo o trabalho já está feito. Foi assim que aconteceu no BES. O lobo sai e o que sobra fica dentro para alguém limpar. Sim. Este tipo de ladrões deixa muito que limpar. A devastação é grande.

Mas, a melhor maneira de se ser roubado é quando muitos são donos do banco. São quando pagam do bolso as injeções de capital. Fazem crer que são donos do banco, mas apenas quando há prejuízos para liquidar. Assim se vendeu a imagem do BES, comprar papel comercial duvidoso ou acorrer ao aumento de capital, enquanto o lobo estava dentro para o golpe fatal.

Dizem que vivemos acima das possibilidades. Falsas generalizações. Os bancos viveram acima das possibilidades. Foram estes que deram créditos em jeito de prenda aos amigos. Amigos da onça. Meros parasitas da economia nacional.

Falta saber se ainda há mais lixo para limpar debaixo do tapete. De surpresas já estamos cheios. Existe o medo que algum outro lobo com pele de cordeiro exista em alguma administração à espera do momento para o seu golpe final. 

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A TECNOLOGIA IRRITA-ME!!!

por Manuel Joaquim Sousa, em 21.05.16

As novas tecnologias irritam-me tantas vezes. São a grande revolução dos nossos tempos. Em qualquer lugar posso fotografar e partilhar com o mundo o que estou a ver e como me estou a sentir. Em qualquer lugar abro uma aplicação de escrita e de notas para apontar as ideias brilhantes e aquilo que me vai na alma no momento. Dispenso os cadernos e posterior edição no computador, para enviar para um qualquer lugar – vai logo para as redes sociais e para o meu blogue. Dispenso as cassetes e os cds e toda a “carrada” de coisas para ter música. Posso ler em qualquer lugar um livro ou um jornal, enquanto espero para ser atendido ou quando não tenho nada para fazer. Tantas maravilhas que a tecnologia do portátil, do tablet e do smartphone me pode proporcionar. A tecnologia está presente na minha vida. Irrita-me. Irrita-me a dependência que crio nestes aparelhos. Irrita-me quando quero ligar ou fazer algo e por alguma razão “encrava”. Irrita-me quando tenho de fazer as atualizações necessárias. Irrita-me quando toda a gente está à minha volta e de olhos pregados nos aparelhos, sem trocarem qualquer palavra, mas a partilhar coisas e a pôr “likes” nas coisas uns dos outros. Irrita-me tanta coisa em mim e nos outros por causa destes aparelhos que se apoderam da minha vida – e eu não sou dos mais dependentes dos seres humanos que existem por aí. Ainda dispenso o telefone por uns longos momentos enquanto relaxo, ainda dispenso as redes sociais por uns dias seguidos, ainda gosto de usar a máquina de escrever, as canetas e o papel e ainda gosto do livro em papel e de folhear o jornal de grandes dimensões, que ocupa toda a mesa de café. Mas a tecnologia é maravilhosa.

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POUPANÇA EM NOME DA PANÇA

por Manuel Joaquim Sousa, em 14.05.16

Vivemos num mundo puramente consumista. Sim, já sei disto há muito, não acordei agora para a realidade. Somos convidados ao desperdício. Também tenho noção disto, a par das realidades que existem no mundo e mesmo na pequena sociedade portuguesa. Vivemos numa sociedade de extremos, onde uns pouco têm e desejariam ter e outros têm e desperdiçam – falta saber se tudo o que esbanjam é à custa dos que nada têm. Isso daria uma grande discussão ideológica, mas é mais prático meter a cabeça debaixo da areia…

É tudo um contrassenso. Pedem-nos para poupar para os tempos difíceis porque a austeridade ainda não desapareceu das nossas vidas. Pedem-nos para termos cuidados com a alimentação porque estamos a tornar-nos cada vez mais obesos – andamos a comer para além das necessidades do nosso organismo. A quem agradar neste jogo? À carteira ou à saúde? Vejamos: fui a um shopping para comer qualquer coisa; no balcão tenho duas propostas; escolher dois hambúrgueres, uma bebida por 6 Euros e tal ou optar por um menu a rondar os 5,80 Euros com três hambúrgueres, batata frita de acompanhamento e bebida. Sou incentivado a gastar menos para comer ainda mais, tendo a noção de que não seria capaz de comer o menu todo por ser comida em excesso. Sou incentivado ao desperdício, em nome de algo maior para o nosso mundo económico: a carteira. Fazendo contas, com o desperdício ainda sobra dinheiro para o café. A lógica da economia é sempre ter mais por menos e esta é uma das provas em que isso acontece. Ficamos todos contentes quando conseguimos algo assim porque na cabeça só funciona a poupança em função de uma boa pança.

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