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UM PASSO DE CADA VEZ

por Manuel Joaquim Sousa, em 30.09.15

Tento viver o momento presente na expectativa de que as ideias estão todas arrumadas dentro de mim. Por vezes, duvido que essas dúvidas estejam esclarecidas. É difícil escolher. Muito mais difícil é tomar um rumo após as escolhas feitas porque haverá sempre o se… A vida é feita de “ses”, que existem apenas para nos confundir. Era tão bom que tudo fosse mais claro e menos nevoeiro existisse em relação ao futuro. Se calhar o segredo da vida está mesmo aí – a descoberta permanente em busca da felicidade. Seremos todos capazes de atingir essa felicidade? Estará ao alcance de todos ou apenas de alguns privilegiados?
Será sempre a minha maior busca – a felicidade. Por vezes, sinto o receio de não a encontrar, por não ter tomado as opções corretas, mas ao mesmo tempo não desejo lamentar-me porque me leva a um estado depressivo que em nada contribui para a minha continuidade neste pedaço de terra.
A solução será sempre viver um dia de cada vez, deixar que me ofereça aquilo que deseja e permitir que as circunstâncias me digam qual a escolha que deva fazer em relação a cada passo que quero dar.

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PELA EXCLUSIVIDADE DOS DEPUTADOS

por Manuel Joaquim Sousa, em 21.09.15

A campanha está na rua. As eleições legislativas estão próximo. O barulho já se faz sentir há muito. Falta saber se esse barulho é suficientemente esclarecedor para os eleitores. Pensamos muito em votar naquele que queremos para formar governo - o que é importante -; não podemos esquecer que o voto é também para aqueles que desejamos ter no parlamento. Na Assembleia da República tomam-se decisões importantes, que determinam o futuro de cada um. Por essa razão, a qualidade desses políticos é importante. Não desejam os portugueses ver deputados faltosos ou a dormitar nas bancadas. Desejam discussão acertada, com ideias e propostas longe dos interesses pessoais e corporativos. O MPT Partido da Terra propõe a exclusividade dos deputados da Assembleia da República. Um deputado não pode legislar num período do dia e praticar nos seus escritórios a legislação conveniente que aprovou. O dever de cada deputado deveria ser exclusivamente a defesa dos cidadãos. O cidadão em primeiro lugar.

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FRANCISCO E OS DIVORCIADOS

por Manuel Joaquim Sousa, em 18.09.15

"As pessoas que vivem uma segunda união não estão excomungadas e têm de ser integradas na vida da Igreja". Palavras do Papa Francisco. Palavras sábias. Palavras simples. Palavras de abertura. Henrique VIII deve dar voltas na sua sepultura porque durante séculos a Igreja rejeitou a sua ideia, que deu origem ao ramo Anglicano do Cristianismo. Felizmente que o conservadorismo da Igreja começa a cair por terra em alguns princípios, que não têm qualquer fundamento teológico e que resultam de uma imposição de uma organização que tem por obrigação ser o modelo moral dos seus seguidores. Francisco quebra barreiras. Procura união. Procura reconciliação com os que se afastaram. Tal só é possível com um espírito de abertura. Francisco vem demonstrando essa abertura. Espero que as vozes internas do Vaticano lhe sigam o exemplo.

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EXPOSTOS AO ABALO CHINÊS

por Manuel Joaquim Sousa, em 06.09.15

O colapso da China é inevitável. Em tempos, achava que a aquele país estava a crescer e a expandir-se bem demais. Sempre desconfiei que vender aos chineses as joias da coroa ou os anéis, como lhe chamamos, seria um erro muito grande e com consequências futuras terríveis para a economia portuguesa. Confesso que nunca manifestei muito esta minha opinião, não fossem os senhores da economia acharem ridícula – já que de economia percebo aquilo que entra e sai da minha carteira e fruto da experiência da vida.

A crise das bolsas nestes últimos dias foi aquilo que considero ser o princípio da queda do gigante chinês. A presença deste gigante no mundo e a nossa dependência dele é tão grande, que as bolsas fecharam em baixa como em tempos longínquos da História da economia – fosse apenas a bolsa chinesa a ter a queda e não teríamos qualquer problema.

Sabemos que a China é um país populoso e com muita indústria que produz à escala mundial e de qualidade que muitos duvidam – eu duvido porque nada se compara à qualidade do que é português ou até mesmo de outros países da Europa. No Semanário Expresso, de 05-09-2015, fala das exportações portuguesas de calçado e valores de produção; para terem ideia o preço médio de um par de sapatos, made in Portugal, à saída de fábrica, custa 31,88 dólares; enquanto na China o mesmo valor permite a produção de 151 pares. Quanto à qualidade dos materiais e de fabrico nem valerá a pena falar. Um dia comprei estupidamente uns sapatos nos chineses por uns 15 Euros, que devem ter durado uma semana, pouco mais; mais tarde comprei uns portugueses por 30 Euros, que me duraram muito tempo, até não haver mais sola (a pele ficou como nova).

Certo é que o mundo económico age por conveniência. A China produz a baixo custo. Preocupação com os trabalhadores? Não. Preocupações ambientais? Garantidamente que não, a ver pela névoa permanente nas cidades. Qualidade de produção? Aquela que muitos já conhecem. Tudo isto pouco está a importar aos restantes países que recebem os produtos ou que vedem as suas empresas – o dinheiro é sempre mais importante, ainda que a exposição económica chinesa seja cada vez mais perigosa. O colapso chinês vai ser mais doloroso que o colapso Grego aqui na Europa – a começar por Portugal.

Os problemas que a China terá de enfrentar no futuro serão bem piores que os Europeus. Dependência energética, dos combustíveis fósseis, e pouco investimento na mesma escala em relação a energias renováveis. Dívida pública e privada nos 282% do PIB. Corrupção e sistema financeiro que deve ser menos regulado que na Europa. Problemas demográficos provocados pelo envelhecimento da população. Elevada migração das pessoas para os centros urbanos e falta de mão-de-obra no interior para produção de alimentos.

Apesar de a China ser um dos maiores impérios em termos económicos, isso não tem contribuído para a melhoria das condições de vida das populações na mesma medida que o crescimento. Acredito que, o sistema financeiro corrupto e sombra crie uma sustentabilidade económica “oca” que pode colapsar a qualquer momento. Os primeiros abalos já se verificaram com consequências nada boas. Mas, vamos esquecer isso e vender as joias da coroa portuguesa. Logo se vê o que fazer.

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HOJE, JE SUIS O QUÊ?

por Manuel Joaquim Sousa, em 04.09.15

A imagem choca. Trata-se de uma imagem que não necessita de qualquer legenda. Facilmente sabemos o que retrata. A imagem tornou-se num símbolo, para algo que está às nossas portas, mas para o qual ainda estamos a acordar. Falo da fotografia do menino morto que deu a uma praia. A imagem que está a correr mundo. Capaz de arrancar lágrimas e indignação aos que condenam aquilo que está a acontecer no Mediterrâneo. Já nos comoveu. Será que é capaz de comover quem decide as políticas da Europa? Será capaz de comover aqueles que erguem os muros com medo de perder identidade e de perder o país? Não tocará no coração de muita gente. Infelizmente. Toca pelo menos nos milhares e milhões de pessoas anónimas que sentem a revolta por tudo o que está a acontecer. Falamos de seres humanos. Não falamos de mercadorias. Não falamos de embargos económicos para travar conflitos. Para as mercadorias há tratados, leis, suspensões imediatas. Para a humanidade os tratados estão a ser pensados e as reuniões ainda são segundo plano. Quantas mais crianças têm de dar à costa? Sem vida. O que faríamos se nas nossas praias todos os dias chegasse uma criança morta, enquanto apanhamos saudosos banhos de sol? Ficaríamos calados? Quietos? Simplesmente pena? Se este fosse o meu filho? Como reagiria no meu do sofrimento? Se fosse o teu filho? O que farias para vingar a sua morte? Procuramos desviar esses pensamentos. Não podemos. Qualquer um de nós poderia viver aquela história. Eu tenho vergonha da Europa neste momento. Não aprendemos nada com a Segunda Guerra Mundial, com os campos de concentração para o extermínio. Desta vez a solução para o extermínio é o Mediterrânio. É triste que esta imagem tenha de ser utilizada para chocar a consciência de cada um. Mas assim tem de ser. Fechar os olhos é ignorar o mal que nos bate à porta. Quero acreditar que a Humanidade não se perdeu. O que podemos fazer? Se antes dissemos convictamente: “Je suis Charlie”. Hoje Je suis o quê?

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