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QUEM PARA A UBER? NINGUÉM

por Manuel Joaquim Sousa, em 09.05.15

Talvez a Uber tenha encontrado a melhor forma de publicidade. A polémica da sua legalidade e da providencia cautelar interposta pela ANTRAL (Associação Nacional dos Transportes Rodoviários em Automóveis Ligeiros) está a provocar a curiosidade em muita gente que deseja conhecer melhor esta empresa e todas as suas funcionalidades. Trata-se de uma empresa com sede em S. Francisco, na Califórnia, que através de uma aplicação para smartphone permite o aluguer de veículos com motorista – podendo escolher a gama da viatura, saber quem é o motorista que vai fazer o serviço, conhecer quais os comentários dos vários utilizadores, escolher o tipo de música que ouve durante a viagem, saber a localização em tempo real, escolher o percurso, a hora a que chegará a viatura ao local para o passageiro não ficar eternidades à espera. Os pagamentos são por cartão de crédito registado na aplicação e a fatura é recebida por e-mail. Os motoristas são profissionais com licença para transportar pessoas.

A ANTRAL quer proteger os seus associados, os tradicionais táxis que muitos de nós já utilizamos e de quem muita gente tem queixas pelas mais diversas razões – é importante não generalizar-, de um novo conceito de negócio. Ao querer proteger os taxistas tradicionais, a ANTRAL está a criar uma guerra que a prejudica fortemente pela força e publicidade gratuita que faz à Uber, pelos seus serviços - mais baratos e mais personalizados do que estar na rua e chamar um táxi e logo se vê quem aparece. Alguém dizia no Expresso da semana passada que querer parar a Uber era como parar o vento com as mãos – escapa-se por entre os dedos, tornando-se em tempo perdido. A ANTRAL considera que esta empresa está contra os taxistas e que é insegura para os utilizadores. Como assim? Alugar um táxi está isento de riscos? Em que media posso estar mais seguro ao chamar um táxi? Quais os dados e estudos que suportam esta argumentação? Se eu utilizar a aplicação posso escolher quem me pode transportar, sabendo de ante mão que tipo de motorista estará à minha disposição. Como inseguro se o pagamento é por cartão de crédito e assim se evita trocos ou valores pouco claros no fim da corrida. Em que medida pode ser ilegal quando o serviço é prestado por viaturas e condutores legalizados para o efeito e recebo uma fatura pelo pagamento e serviço prestado. A Uber está para os transportes como o Booking para a reserva de um quarto de hotel quando pretendo fazer uma viagem. Haverá riscos como existem em qualquer serviço prestado por uma empresa. A modernidade obriga à mudança de hábitos e as empresas têm de se adaptar às novas exigências e adaptar novas formas de relacionamento com os seus clientes. A reação da ANTRAL não pode ser: parar o vento com as mãos, mas seguir na sua direção e aproveitar o seu balanço. O tempo e dinheiro que perde em guerras judiciais com a Uber poderia ser aproveitado para a modernização do setor, no relacionamento com o cliente e na procura de alternativas que melhorem a mobilidade das pessoas a custos competitivos. A Uber já ganhou.

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O QUE SERIA DE MIM SEM A ROTINA?

por Manuel Joaquim Sousa, em 09.05.15

Há alturas da vida que me canso daquela rotina e da correria desde o levantar até ao chega a casa - às vezes, até ao deitar. Mas, o que seria de mim sem essa rotina? Faz falta. Quando não a tenho sinto falta dela. Por exemplo, quando a doença impede a rotina e me obriga a parar: fico farto. Fico desejoso por voltar à rotina de antes. A rotina é vida. Para outros acredito que a rotina seja a morte lenta. São as escolhas que fazemos e as oportunidades que temos. A que propósito me lembro disto? A simples razão de me ter sentado naquele café do costume e sem ter pedido nada, a funcionária traz-me gentilmente o café curto. Já sabe. Nem preciso falar para além de um: obrigado. O mesmo acontece num outro sítio em que a determinada hora do dia, o funcionário do costume me traz o café, o pastel de nata e o copo com água. São hábitos, rotinas. Isso revela que sou previsível? Talvez. Pelo menos sabem com o que contam… Essa rotina faz com que em determinadas alturas, em que a quero quebrar, tenha de ser eu a correr em direção ao funcionário dizer-lhe que quero outra coisa – não vá ele trazer em vão o que não quero e tenha de fazer novo percurso. A vida tem sempre rotinas, por muito que se tentem contrariar. Acordar, o banho, lavar os dentes, comer, olhar o telefone, ver os e-mails, ouvir as notícias, comprar o jornal, fumar depois do café, aproveitar as promoções do supermercado, deitar. São tudo rotinas. As que nos dão prazer não nos queixamos, as que dão dor de cabeça são terríveis.

O que seria da minha vida sem uma dose de rotina? O mesmo que sem uma dose de cafeína, o mesmo que sem uma dose de palavras escritas, o mesmo que sem umas linhas lidas do jornal ou de um livro. Por vezes, desejo sair da rotina, mas sabe tão bem estar imbuído nela. Trata-se de uma forma de viver embriagado – embriagado na vida.

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