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SOMOS OS ETERNOS CULPADOS PELO COLAPSO DO BES E DA PT?

por Manuel Joaquim Sousa, em 25.10.14

O que está a acontecer com o Grupo PT é aterrador para a economia portuguesa e uma confirmação: durante muitos anos a imagem de empresas sólidas era apenas uma imagem de fachada, onde se escondia o pior da economia.
Isto explica o que se passa com a economia do país. Este caso explica porque chegamos a este ponto. Quando durante tanto tempo andaram a culpar os portugueses por terem gasto mais do que deviam e que lhes era permitido, sabemos bem que por detrás desta teoria – usada só para nos sacrificar com mais cortes, impostos e dificuldades – estava uma bolha sob pressão que mantinha os grandes grupos à tona da crise.

Ao comum dos portugueses, como eu, que vem assistindo ao evoluir da situação do país para uma situação cada vez mais precária e sem acreditar muito que existe uma luz ao fundo do túnel, ficamos à espera das consequências futuras do colapso de um Banco e de uma Operadora, que eram os grandes senhores disto tudo. Vamos todos pagar o que está a acontecer. Sairá do nosso bolso. Quando sair do bolso será o governo a dizer que somos os culpados para justificar o motivo de termos de pagar.
O comum contribuinte, seja ele funcionário público ou privado, terá sempre as culpas de tudo o que acontece de mal à economia. Somos piegas – diz o nosso primeiro-ministro. Somos preguiçosos se criticamos o Orçamento de Estado – diz o mesmo senhor arrogante. Mas, não sabe o Senhor Primeiro-Ministro o quanto trabalham muitos portugueses para conseguirem ganhar a sua migalha para ter pão em casa e manter uma casa ou uma família de pé.

Sim. Seremos os eternos culpados. Assim nos passam a mensagem. E nós, bem comportados que somos, aceitamos o que estes cretinos nos fazem.

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A VELHA MÁQUINA DE ESCREVER VOLTOU

por Manuel Joaquim Sousa, em 24.10.14

Nova máquina de escrever mistura nostalgia e tecnologia moderna - é o título de uma notícia no Diário Digital. Excelente notícia para alguns maníacos como eu que adoro andar por aí a escrever - escrever com canetas de tinta permanente e variados bicos. Estou condenado a gostar de coisas clássicas como aquelas velhas máquinas de escrever - fico sempre a admirar umas quantas naquelas feiras de velharias. Porém, a modernidade e a necessidade em escrever para a rede, fazem-me pensar sobre a utilidade prática no dia-a-dia. Pelos vistos vai ser possível escrever com a velha batida, mas sem ter que passar tudo a limpo no computador - até guardar as memórias na nuvem. Fantástico. Preços? Ainda não há. Fico ansioso e na expectativa, mesmo que me digam que pesa dois quilos.

É cada vez mais complicado escrever com o acesso à internet, como atualmente, porque mais facilmente me distraio com tudo o que anda pela rede. A tentação de ir a um site ver qualquer coisa antes de escrever é muito forte.

É uma mania de tolos - eu sei. Mas não serei o único...

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O BOIA

por Manuel Joaquim Sousa, em 15.10.14
Segundo o meu dicionário de português, o termo boia significa: objeto flutuante que pode ser encontrado nos barcos, redes de pesca, que pode ser utilizado para sustento do corpo em água, que pode existir em mecânica ou até no autoclismo lá de casa.
Pelos vistos há mais significados. Hoje aprendi um novo significado: polícia. Sim, o boia é o mesmo que o polícia... Já sabiam? Eu não. Fiquei admirado quando uma jovem me explicou hoje. Onde aprendeu? Numa série cultural muito importante: "Morangos Com Açúcar".

É gritante a forma como se inventam termos ou significados para a língua portuguesa, baseados em séries sem credibilidade e sem qualquer contributo positivo para a língua ou para a sociedade. É de arrepiar saber que muitos jovens recebem esses conhecimentos das séries e utilizam-nos normalmente. Depois ficam muito admirados quando nós - os mais velhos - dizemos que não sabíamos que o boia era o polícia.

No meu dia-a-dia de formador preparo pessoas que estão no mercado de trabalho - muitas delas recém-licenciadas - e sou confrontado com o desafio de eliminar da linguagem destas os "bués" ditos em qualquer frase, os "tipos" como um artigo de ligação entre palavras. Pior é que as mesmas ficam escandalizadas quando tentamos que percebam o erro e o grosseiro que é utilizar linguagens tão pouco apropriadas num ambiente profissional. O que se aprende na escola? Não deveria o que se aprende na escola se sobrepor ao que se aprende nos duvidosos programas de televisão?

Fico preocupado com esta tendência... Eu que me martirizo quando escrevo uma palavra e fico na dúvida se é com acento ou sem, se é com "b" ou "v".

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O ÉBOLA É O EGOÍSMO NO SEU PIOR

por Manuel Joaquim Sousa, em 12.10.14
O Ébola poderia ser um vírus mais simpático se nos permitisse encontrar a cura, antes de se espalhar em forma de epidemia. O alarme por todo o mundo está instalado.

Recentemente ouvia na rádio Júlio Machado Vaz, no programa da Antena 1, "O Amor É", concluir qualquer coisa deste género (espero não ter interpretado mal as suas palavras): preocupamo-nos com o Ébola, não por uma questão de solidariedade com as pessoas que padecem até à morte com esta doença, mas porque temos medo que chegue até nós. Somos egoístas.

Certamente que todo este alarme que se está a gerar em torno da epidemia Ébola é fruto do egoísmo do mundo, que ao deparar-se de forma impotente para a devastação das mortes, que têm ocorrido nos últimos tempos, corre na procura da cura e alerta para a necessidade de prevenção. Enquanto era uma epidemia controlada em determinados países de África, bem longe dos nossos países, poucas preocupações se manifestaram e há na minha cabeça a ideia que os donos do mundo e muitos de nós pensavam e diziam: deixem-nos lá no canto deles desde que não chegue até nós; até se pode enviar uns médicos voluntários estudar o vírus, para sabermos do que se trata e até financiar uns programas de controlo e investigação, mas nada de muito caro porque existem outras prioridades mais importantes por resolver.

Por muito que me digam que se fizeram investimentos no tratamento e investigação da doença, não me sai da ideia que tudo foi por mera caridade e não para irradicação da doença ou mesmo encontro da cura. Ainda assim, o que valeu durante estes anos para essas populações africanas foram o inúmeros voluntários, desde médicos, enfermeiros e cientistas, entre outros profissionais, que destemidamente foram para o terreno procurando controlar a epidemia e ajudando as populações - sem esse voluntariado o pior há muito que tinha acontecido.

Como disse, até posso estar errado e alguém me prove que desde sempre houve o empenho máximo de governos na ajuda que deram a África. Se empenho houvesse e dinheiro existisse, nesses países as infraestruturas de saúde estavam mais desenvolvidas e capacitadas para tratamento, prevenção sem que representasse risco para as populações e para os profissionais de saúde. Sabendo que este vírus se aproveita a falta de higiene básica para uma propagação eficaz, o que fizeram os governos do mundo? De pouco nos vale fechar fronteiras para isolar pessoas, quando o mundo nunca esteve preparado para isso e quando não sabemos qual a real propagação do vírus neste momento.

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EM TEMPO DE MALDITAS PRAXES

por Manuel Joaquim Sousa, em 03.10.14

Estava a ler o artigo do blogue Caçador de Lulas e lembrei-me que estamos em época de praxes. As tão polémicas e malditas praxes para muitos, para outros o melhor momento para curtir o primeiro ano de faculdade. Andam por aí doutores mortinhos por praxar os caloiros que chegam às faculdades ainda sem saberem como organizarem a vida. Um jogo que querem que seja sociável, mas em muitos casos se torna numa forma de ser superior e mandar nos outros com ordens, por vezes, nem todas, estapafurdias.

As praxes infelizmente cairam em desgraça. Por muito que me digam que há muita vida lá nas praxes, não acredito em muitas histórias bonitas que se contam, nas maravilhas daquelas práticas para o bem da integração dos estudantes recém chegados. Muitos são praxados contra sua vontade e no medo em se recusarem por causa das conseqêncisas. Há um medo de exclusão desnecessário. Os amigos fazem-se em qalquer e condição. Uma integração que se cria por interédio do medo não é integração mas reclusão.

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O NOME PARA O MEU CARRO

por Manuel Joaquim Sousa, em 02.10.14

Hoje de manhã fiquei com uma ideia na cabeça. Na Rádio Comercial anunciaram que hoje é o dia - para além de outras coisas - do nome do carro. O certo é que durante a manhã me fui apercebendo que havia muita gente com a paranóia de dar nome ao seu carro, de preferência utilizando as letras da matricula.
Pior é que eu decidi pensar num nome para o meu; mas não decidi ainda qual - tenho de conversar com ele para saber com o que se sente bem. Quero evitar que fique deprimido com um nome qualquer que lhe seja atribuído.

Depois desta paranóia como queremos nós ser pessoas soltas, livres e nada agarradas aos nossos pertences, mesmo que não tenham vida?

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OBRIGADO SAPO!

por Manuel Joaquim Sousa, em 02.10.14

O SAPO mudou. Está mais bonito. Confesso que a minha curiosidade era muita para saber o que aí vinha. Valeu a pena esperar pelas novidades. Está mais organizado, dinâmico e futurista. Já tive outros blogs noutras plataformas, mas sem dúvida que o SAPO é a minha plataforma preferida porque esteve sempre a inovar e a surpreender-me pela positiva. Ainda bem.

Para quem tem um blogue deseja estas novidades, que provocam um estímulo para continuar por aqui, fiel à marca e ao gosto de partilhar algo com todos.

Com o aparecimento das Redes Sociais chegou-se a pensar no fim dos blogues. Porém, os blogues souberam resistir, inovar e manter-se na preferência de muitos para partilharem por cá os seus conteúdos. Há uma liberdade muito maior na edição e quantidade caracteres. Continua a ser imediato na publicação e quem por cá anda a ler ou a escrever já procura uma certa profundidade sobre os temas.

O SAPO foi capaz de permitir que os seus blogues fossem procurados, lidos, divulgados e permitiu que alguns se tornassem numa marca muito importante.

Ainda bem que o SAPO tem a equipa que tem e que sempre procurou estar atenta aos seus bloguistas ou bloggers. Ainda me lembro quando questionei uma dúvida no Blogue dos Blogues e alguém da equipa esclareceu e deu opinião para resolver outras questões gráficas com a solução a implementar.

Por isso, tenho a dizer: Obrigado equipa do SAPO. São grandes :)

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O SILÊNCIO DOS PASSOS E O SEU ESQUECIMENTO

por Manuel Joaquim Sousa, em 01.10.14

E agora Sr. Primeiro-Ministro? Já está tudo mais calmo? Já recuperou a sua memória em relação ao passado?
A poeira parece estar a assentar em relação à polémica sobre o que o Sr. Pedro Passos Coelho ganhou, não ganhou, declarou, não declarou no passado em que era o responsável por uma organização não governamental, que pertencia à Tecnoforma. Era ou não deputado em exclusivo que lhe permitia ou não receber valores de outras empresas fora do Parlamento.
A forma como a história nos é contada torna-se confusa, tão confusa como todos os enredos que envolvem histórias entre muitos políticos e os interesses para lá da política. Acredito que muitas pessoas se tenham alheado da história, limitando-se ao julgamento.
De modo algum quero colocar em causa a palavra do Sr. Primeiro-Ministro nos seus esclarecimentos ao Parlamento – não tenho provas que me permitam referir que está a mentir. Porém, o que acho estranho e que me leva a desconfiar de toda a história foi o tempo que o Sr. Pedro Passos Colho demorou a esclarecer as situações – durante muito tempo procurou refugiar-se na falta de memória sobre os factos. Estranho que alguém tenha esquecido se estava como deputado em exclusivo ou não e é muito estranho que alguém não se lembre se estava a receber salário na prestação de um serviço – neste caso da dita organização ou da Tecnoforma. Podemos não lembrar dos tostões exatos, mas teremos sempre uma ideia dos valores auferidos durante a vida nos diversos cargos e empregos pelos quais passamos – pelo menos eu tenho essa ideia.
O que mais me repugna nesta história é saber que a transparência de quem nos governa, por vezes, tem que ser arrancada a ferros. O que mais me espanta é saber que os documentos da Assembleia da Republica têm falhas porque existem documentos que nos dizem que Pedro Passos Coelho era deputado em exclusividade e outros não.
A transparência política ou capacidade de se resolverem os mistérios sem grandes enredos, é aquilo que esperam os portugueses. Este caso pode será um elevado preço que o Primeiro-Ministro terá de pagar politicamente porque fez levantar polémica e alimentar histórias enquanto se resumia ao silêncio.

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