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BLOGUE DO MANEL

A vida tem muito para contar e partilhar com os demais. Esta é a minha rede social para partilhar histórias, momentos e pensamentos, a horas ou fora de horas, com e sem pés nem cabeça. Blogue de Manuel Pereira de Sousa

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A vida tem muito para contar e partilhar com os demais. Esta é a minha rede social para partilhar histórias, momentos e pensamentos, a horas ou fora de horas, com e sem pés nem cabeça. Blogue de Manuel Pereira de Sousa

CARO AMIGO - ASSIM ME PEDEM PARA VOTAR NAS PRIMÁRIAS DO PS

Manuel Pereira de Sousa, 02.08.14

O primeiro dia de Agosto deu entrada na minha caixa de e-mail pessoal um e-mail estranho. Por momentos fiquei curioso. Mas, passou rápido. Assim andam por aí os nossos endereços de e-mail. Primeiro a abertura: Caro amigo. Não conheço a pessoa que me dirige o e-mail para a considerar um amigo. Valeu a tentativa. Conheço-o da televisão e dos jornais, mas ele não me conhece - falo de António Costa. Esse mesmo que está a pensar - o Presidente da Câmara de Lisboa e candidato à liderança do Partido Socialista. 
O e-mail convida-me a participar nas próximas eleições primárias do PS, aquelas a que concorre esse senhor que me dirige o e-mail. Muitas outras pessoas terão recebido o mesmo e-mail. O PS está a precisar que mais e mais pessoas possam votar. Melhor, o Sr. António Costa necessita que mais e mais pessoas possam votar, mas, de preferência em si. Como se António José Seguro não estivesse na corrida. 
 
O e-mail convidativo diz: "Esta não é uma questão do PS, é uma opção nacional." Desde quando? Vamos transformar a eleição do Secretário Geral num assunto de Estado ou de legislativas? Estão os Socialistas a dizer que vão ganhar as próximas legislativas? Com que garantia? 
 
A tática até é boa, mas pode ser prejudicial. Poderei ser eu que estranhe esta forma de campanha política. Dirão que se trata de um partido aberto.Talvez. Ainda assim transformar as questões do partido em questões nacionais poderão ser prejudiciais ao partido, num momento em que a política está desacreditada na opinião pública. 
 

Eu não estou interessado em votar nas primárias do PS. Estou interessado em votar nas próximas legislativas e é nelas que focarei a atenção porque essas é que são responsáveis por mudar o meu país.

O FIM DE UM REGIME

Manuel Pereira de Sousa, 01.08.14

Num verão pouco quente em relação a incêndios florestais (ainda bem), há outros incêndios graves a marcar os acontecimentos e as notícias - o fim de um regime. 
 
"O Fim De Um Regime" é o título de uma reportagem, da autoria de Pedro Santos Guerreiro, na Revista do Semanário Expresso. O trabalho é muito interessante para tentar compreender o pouco que se conhece acerca do império Espírito Santo - BES e empresas GES. Apenas o que se conhece porque há sempre novidades a surgirem a público cada vez mais graves, reveladoras das entranhas do poder e da governação de um império que mexe muito com a estabilidade da economia portuguesa. A economia portuguesa mostra-se débil quando algo deste género acontece porque as poucas empresas de topo são detentoras da maior parte da riqueza nacional e a sua debilidade é a debilidade de tudo o resto, mesmo que não dependendo diretamente desse império. 

Serei sempre muito pequeno para conseguir compreender este momento; até mesmo para tecer qualquer julgamento credível do que é justo ou injusto e do que deveria acontecer. Tenho a dizer que tudo isto me choca. Como é possível que, nos tempos atuais, diversas empresas e entidades estiveram alheias a tudo isto, mesmo aquelas que investiram de olhos fechados em dívidas que são difíceis de liquidar (caso da PT)? Custa-me a acreditar em casos de gestão puramente danosa e alheia aos inúmeros especialistas. 
 
Quando me refiro à reportagem do Expresso, quero demonstrar que existiu um órgão de comunicação social que desde muito cedo se preocupou com o caso. Ainda me lembro das primeiras investigações, há anos, em que o BES declarou publicamente cortadas todas as relações comerciais e publicitárias com a Impresa. Enquanto isso, conta-nos o Expresso, alegadamente Ricardo Salgado investia em publicidade nos jornais como forma de os alimentar numa crise publicitária gerada pelas quebras de receitas. Férias e passeios a jornalistas para as conferências do grupo à custa do grupo. Sei lá se mais alguma coisa. 
 
Enquanto Ricardo Salgado era o DDT - Dono Disto Tudo - jamais alguém ousou alguma coisa contra. O silêncio foi para a família Espírito Santo ouro para a ascensão e construção da queda. Agora que Ricardo Salgado saiu do BES e da crise que se instalou na família, todos o atacam de todo o lado. A fera deixou de ser perigo e pode agora ser atacada e vaiada por aqueles que deixaram de ser ameaçados ou até alimentados de forma promiscua. 
 
Custa-me saber que além daqueles que depois da ascensão ficam em desgraça, há uma série de outras pessoas que têm a sua vida em risco e que nada sabem destes negócios e apenas cumprem o seu trabalho. Em relação a esses poucos se preocupam porque onde os abutres poderem buscar o dinheiro enquanto há e onde há, a raia pequena ficará sempre a penar num futuro incerto.

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