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BLOGUE DO MANEL

A vida tem muito para contar e partilhar com os demais. Esta é a minha rede social para partilhar histórias, momentos e pensamentos, a horas ou fora de horas, com e sem pés nem cabeça. Blogue de Manuel Pereira de Sousa

BLOGUE DO MANEL

A vida tem muito para contar e partilhar com os demais. Esta é a minha rede social para partilhar histórias, momentos e pensamentos, a horas ou fora de horas, com e sem pés nem cabeça. Blogue de Manuel Pereira de Sousa

SE A MODA DO BANHO PEGA...JÁ PEGOU.

Manuel Pereira de Sousa, 18.08.14

 

fonte: SIC

 

Pelos vistos é moda. Com este Verão estranho parece ser uma moda esquisita. Que seja por uma boa causa - pelos vistos é. O banho público ou o banho gelado estão na moda pelo Facebook entre os famosos e os anónimos que se associam à ideia, por diversão ou por diversão e causas humanitárias. Há quem ache isto uma vergonha, sem interesse e banal. Até pode ser. Mas, em tempos que a moralidade das pessoas anda tão baixa, a iniciativa é interessante tendo como ponto de vista o bem humanitário da ação. Tudo o que contribui para um mundo melhor é válido, por mais ridícula que possa parecer a ideia - se ela atinge o objetivo é sempre uma boa ideia.


OBRIGADO SAPO!

Manuel Pereira de Sousa, 15.08.14

Obrigado sapo pelo destaque na página principal.

Muita gente veio cá ler e pensou de forma diferente sobre a urtiga (ou não). Em semana de férias para muitos portugueses dá mesmo vontade de mandar isto tudo às urtigas - até o tempo quando não ajuda com as suas temperaturas de Primavera; até nossos conhecidos da política que fazem o seu tradicional regresso. É tempo de aproveitar o pouco tempo que temos e esquecer aquilo que nos preocupa. Temos esse direito.

 

 

MANDAR ÀS URTIGAS

Manuel Pereira de Sousa, 13.08.14

Hoje, a caminho do trabalho, levei como companhia a minha querida TSF onde aproveito para ouvir as primeiras notícias do dia. Por acaso liguei no momento em estava no ar um programa que falava sobre agricultura e se falava daquelas plantas que pouca importância o povo lhes dá, apesar da sua grande utilidade. Eis que falaram da urtiga.

 

Pobre planta que até dá para fazer bolos, de aspeto verde, e que é tão pouco apreciada na nossa culinária. Será que o seu desprezo está relacionado com o prurido, comichão que causa quando nos encostamos a elas? Talvez, o olhar desconfiado. Segundo o dicionário Priberam, urtigas descreve bem o que significa esta planta e explica que é uma planta com pêlos que faz penetrar um líquido pela pele. Medo!

Mesmo na sabedoria popular, não tem muita fama – “Vai às urtigas”, já o devem ter dito muitas vezes quando se enchem de alguém, quando alguém vos atazana o juízo. Não é mesmo nada de bom. Porquê? Só por causa do seu líquido que faz uma comichão danada?

 

Por outro lado há um ditado popular muito positivo e que dita o contrário: “Junto da urtiga nasce a rosa”. Mais bonito que isto?

Pela internet há muitos sites com muitas indicações de propriedades medicinais. Vi agora o i-legumes uma série de benefícios – consultem.

Mas, por vezes, ainda me apetece enviar muita gente às urtigas. Vós também, certamente. Nos tempos que correm a vontade é mesmo maior, quando somos afrontados de todos os lados - governo e bancos a sugar o mexelhão até não haver que tirar.

PAGAM TODOS PARA O NOVO BANCO

Manuel Pereira de Sousa, 10.08.14

Já referi neste espaço que a economia portuguesa sofre do Ébola há muito tempo. Na última semana o PSI20 caiu 7% acumulando perdas de 17% desde Janeiro deste ano. As crise no BES e todas as alterações que estão a decorrer na sua salvação fizeram-se sentir em perdas acentuadas nos restantes bancos – ainda que estejam numa situação aparentemente mais segura. BPI caiu 15,5%, Millennium BCP 17% e Banif 22%. São dados preocupantes. A banca portuguesa vale neste momento 1400 milhões de Euros. O empréstimo do Estado é de 3,9 mil milhões.

O Novo Banco – criado em tempo recorde, enquanto a restante banca descansava o seu fim de semana – precisa de uma injeção de dinheiro superior ao que se esperava e superior à almofada que o BES dizia existir de 2,1 mil milhões de Euros. Uma almofada que não dá conforto – é muito baixa.

A opção de se criar o Novo Banco - o lado bom do BES - e separar o lixo tóxico - que fica no mau banco – foi a solução que o Banco de Portugal criou como forma de salvar o que ainda resta do BES e para segurar os clientes. É a solução que o tempo dirá se boa se má. Alguma coisa tinha de ser feita rapidamente. Muito tempo já se perdeu com esta história.

Durante a semana que passou a comissão parlamentar permanente – se assim se chama – ouviu de Maria Luís Albuquerque esclarecimentos que não foram novidades perante o que já havia sido dito numa entrevista à SIC. Desde sempre reiterou que a decisão foi do Banco de Portugal, que o governo nada decidiu. Aquilo que a Sra. Ministra das Finanças disse foi que o governo “sacode a água do capote” e despe-se de todas as responsabilidades presentes e futuras dos acontecimentos. Por essa razão, o Sr. Primeiro-Ministro continuou as suas férias. O Governo dá assim a impressão de normalidade e de que o assunto é da economia privada. Errado. O Governo tem responsabilidades no assunto. Quem gere o dinheiro da Troika? O Governo. Quem vai emprestar 3,9 mil milhões ao Novo Banco? O Governo. Quem vai pagar parte do juros deste empréstimo? O contribuinte. Quem gere o que os contribuintes pagam de impostos e juros dos empréstimos da troika? O Governo. Concluindo: o Governo é responsável na gestão do caso do BES. Poderei ter cometido erros pelo meio do meu raciocínio de perguntas e respostas, mas é desta forma que a informação nos chega e é desta forma que faço a relação entre tudo.

O juro a ser pago pelo Novo Banco por este empréstimo é baixo, o que pode obrigar o Estado a pagar a diferença desse juro com o juro real aplicado pela troika. Significa isto que os portugueses terão de pagar através dos seus impostos uma boa parte para salvar a banca. É justo? Não, não é. Nem para os clientes como eu. Nem para os que não são clientes. Todos estarão a pagar por um prejuízo do qual não têm responsabilidades.

Mesmo que parte do dinheiro venha do tal fundo de resolução pago pela banca para estas situações criticas, não deixa de ser um imposto que cada cliente paga ao Estado através da Banca e a Banca vê neste fundo um investimento futuro para uma aquisição – o Novo Banco é esse investimento. Se esse investimento não fosse assim tão rentável não estariam agora interessados no reforço do fundo de resolução.

O Novo Banco pode nascer mais seguro. Há dinheiro fresco. Qual a garantia do seu sucesso? Se o pânico dos depositantes levar a levantamentos sucessivos? Deixa de ter clientes, dinheiro em caixa, deixa de ter valor comercial, crédito, deixa de conseguir pagar o empréstimo. O sucesso é incerto e há sempre o risco dos portugueses terem de carregar mais este prejuízo nas suas vidas e nas suas economias, independentemente do banco a que pertencem.

Há muitas interrogações que não se resolveram na criação do Novo Banco porque há bens e pessoas que podem ingressar no Novo Banco. Poderá não ser assim tão linear porque bens e imóveis a quem pertencem? Servem de garantia ao Novo Banco ou ao banco mau?

A distinção entre ativos para o banco bom e ativos tóxicos para o banco mau baseiam-se em quê? Se eu tivesse um ativo que ficasse no banco mau teria todo o direito de saber com que critério e poderia recorrer à justiça para um reclassificação desse ativo porque no fundo entraram como poupanças e com garantias. Assim se podem criar processos sucessivos de inúmeros clientes inconformados. Assim se pode contaminar o banco bom com prejuízos. Assim 3,9 mil milhões se podem tornar em muito pouco. Assim o banco mau se torna bom.

São inúmeras as interrogações e incertezas que os contribuintes gostariam de ver acautelados para sua segurança. São as explicações que todos têm direito já que todos pagarão mais um prejuízo com maior impacto que o BPN. São negócios de risco como aqueles que ditaram o fim do BES.

O ÉBOLA CONTAMINA A ECONOMIA E A OPINIÃO PÚBLICA.

Manuel Pereira de Sousa, 09.08.14

O vírus Ébola parece ter chegado a Portugal, muito antes dos recentes acontecimentos em África. Há muito que ele contamina a economia portuguesa, que a cada sinal de retoma cai de seguida por mais uma crise em alguma empresa que domina o sistema. Já o disse: a economia portuguesa é muito pequena e vacila quando uma das grandes empresas passa por um momento menos bons ou quando uma pessoa que era Dona Disto Todo cai em desgraça pública, pelos erros que cometeu alegadamente em favor de si próprio e da sua família santa.

Poderia dizer que já chega de tantos artigos sobre a história do BES e de Ricardo Salgado, mas sendo este um assunto que domina a economia do país, que interessa a todos os portugueses – não apenas aos clientes – e que a cada dia que passa tem cada vez mais contornos económicos e políticos, interessa sempre falar dele as vezes que forem necessárias. As opiniões que passam pela opinião pública são óbvias e todos concordam, mas são tão necessárias como a necessidade de nos lembrarmos sempre do assunto porque os segredos duraram tempos demais para nosso prejuízo. Um prejuízo que agora sai caro a todos.

Agora que “a corda rebentou” somos todos economistas de bancada e com créditos de opinião como se fizéssemos diferente do que fez o Governo, o Banco de Portugal, a CMVM ou a Justiça. Até poderíamos fazer porque todos tinham possibilidade de agir em tempo próprio. Porém, para quem está de fora a visão das coisas é sempre muito diferente daquela que se tem quando se está dentro - as circunstâncias do momento e os jogos de poder são fundamentais, determinantes e condicionam a movimentação das estratégias.

Prefiro criticar, mas sempre com a reserva de que essa critica vale o que vale perante a verdade dos factos e o calor do momento. Até porque seria sínico se dissesse que este assunto não me tem interessado. Tem todo o meu interesse pelas circunstâncias que envolve o meu dinheiro como cliente e como fiel contribuinte deste Estado.

Por vezes, somos “8 ou 80” – passivos demais ou extremistas. Corre nas vais. É a manifestação do vírus. Aquele que contamina a economia do país.

SALGADO - O POBRE

Manuel Pereira de Sousa, 08.08.14

Eles sabem fazer bem as coisas. São gente esperta. Quando alguém tenta apanhar alguma coisa já vai tarde. É o que dá para pensar quando vejo nas notícias que Ricardo Salgado não tem qualquer bem em seu nome – nem um carro. Aquele que era o Dono Disto Tudo transforma-se num pobre sem nada. Mesmo assim tem uma sala num hotel para trabalhar. Mesmo assim deve ter um motorista, uma casa onde viver e continua a alimentar-se. Não é caridade certamente. Sabem bem como colocar os seus bens a salvo de finanças, tribunais e de todos os que lhe possam cobrar pela gestão danosa que fez. Gestão danosa para os outros porque para si soube ter cuidados. O ex-Dono Disto Tudo agora deve rir de toda a “roda viva” em torno do banco e empresas do grupo, sem que um tostão do seu dinheiro sofra qualquer dano. Por vezes, há injustiças, mas é assim a vida…

TODOS ESQUECEM O TREMOÇO?

Manuel Pereira de Sousa, 06.08.14

 

fonte da imagem: http://tolaecarola.wordpress.com/

 

Todos se esquecem do tremoço. Há alimentos da moda. Alimentos que compõem as dietas de gentes que querem ficar na linha. Estar na linha para estarem bem na praia a queimar ao sol. Mas essas dietas esquecem o bom do tremoço. Pelo menos não ouço falar dele. Deve ser um parente pobre. É para os pobres que não podem acompanhar o camarão com a boa e fresca cerveja. Nada como uns tremoços numa noite quente de Verão acompanhados de uma ou várias cervejas bem frescas e instalados numa esplanada a deixar o tempo passar.
O tremoço é o alimento barato para acompanhar a bebida e também muito saudável – pena que nem se lembrem disso.

Neste espaço quero deixar o meu apreço pelos tremoços – ainda agora acabei de comer. É justo. Espero que compreendam. Os tremoços fazem bem à saúde. São leguminosas com um valor nutricional muito elevado – Vitamina E, ómega 3 e 6, fósforo, potássio, fibras, sais minerais cálcio e ferro. Sabiam que ajudam no combate à obesidade porque saciam e diminuem o apetite e são muito pouco calóricos? Ajudam no combate ao colesterol mau e dos diabetes. O único contra é o elevado teor de sal – resolve-se com uma passagem por água. Em 100 gramas de tremoços apenas 1,1 gramas é que são de gordura insaturada.

São excelentes razões para todos respeitarem os tremoços e assim olharem como ajuda na nossa alimentação com ou sem cerveja. Viva o tremoço!

QUANTOS TERÃO DE MORRER PARA QUE A GUERRA TERMINE?

Manuel Pereira de Sousa, 05.08.14

“Nova violação flagrante dos Direitos Humanos Internacionais” é a qualificação de que o Secretário-Geral das Nações Unidas classifica o bombardeamento da escola da ONU, em Rafah, na Faixa de Gaza. O bombardeamento foi por parte dos Israelitas que continuam numa guerra absurda contra palestinianos. Uma guerra absurda porque já perderam todos os argumentos possíveis que justificam as suas ofensivas. Ofensivas que nunca se justificaram – pelo menos enquanto provocaram a morte de milhares de civis alheios às motivações de Israel.

Por muito que exista o interesse em destruir os ditos túneis. Por muito que queiram matar os terroristas do Hamas. Por muito que queiram fazer justiça aos bombardeamentos com origem na Faixa de Gaza. São meras pretensões que nada justificam o que está a acontecer na Faixa de Gaza, aos olhos do mundo inteiro. Por muito que Israel justifique, as consequências são desastrosas.

Estranho que em alguns lugares do mundo se chorem lágrimas de corcodilo – os EUA estão estupfactos com os acontecimentos. São lágrimas de corcodilo as suas porque incentivam a guerra com o fornecimento de armamento. São também estes responsáveis pelo derramamento de sangue inocente.
Estranho que a comunidade internacional permaneça de cabeça metida na areia e alheia aos acontecimentos, sem coragem de tomar uma atitude que salve as vitimas inocentes. Apenas a voz dos povos de várias partes do mundo que se desdobram em manifestações de apoio ao povo palestiniano.

Quantas pessoas mais terão de morrer para que a guerra pare?

EU TAMBÉM SOU CLIENTE DO BES

Manuel Pereira de Sousa, 04.08.14

Sou cliente do BES. Mas, daqueles clientes bem pequenos, que olha para os seus tostões, enquanto os acionistas olham para os milhões que acumularam durante anos. Sinto preocupação com o que se está na passar no banco em que confiei desde sempre as minhas parcas economias. A banca é assim mesmo. Há aqueles que entregam o pouco que conseguem poupar em vez de guardar no colchão e aqueles que investem o dinheiro em investimentos de risco, investimentos em dívida com o objectivo de ganhar muito mais. Por vezes, fico confuso: quem gere melhor o dinheiro? Eu que me fico com uma conta a prazo ou pessoas experientes, como os gestores da PT, que deixaram 700 milhões de Euros escaparem?

Apesar de cliente e preocupado com as minhas economias - ainda que seguras pelo fundo de garantia do Estado - compreendo os demais que são contra qualquer intervenção do Estado no banco, acabando os portugueses por pagarem um prejuízo que não lhes é devido – aconteceu com o BPN. Se o Estado investir dinheiro no banco para tapar os mais de 3 mil milhões de euros de prejuízo significa que esse dinheiro vai faltar noutras áreas essenciais ao país e aos cidadãos. Receio que o Estado possa negociar e vender o “BES bom” e ficar com o “BES mau”.

Quem deveria pagar o buraco financeiro e os respetivos prejuízos às pessoas lesadas seriam os investidores que utilizaram as entregas dos depositantes para investimentos tóxicos, alguns sem qualquer autorização dos clientes. Quem deveria pagar seriam os que financiaram empresas do grupo GES – grandes buracos que serviram para alimentar a família.

A economia portuguesa não pode ficar dependente da banca e dos seus prejuízos. Os portugueses não têm que sentir os impostos subirem ou não têm que carregar penosamente para o seu futuro os erros dos abutres. A justiça teria que ser mais penosa ou estes casos estarão sempre a suceder.

Aconselho a leitura de um artigo muito interessante, de
Raquel Varela.

COMO FICAR BRONZEADO SEM SOL?

Manuel Pereira de Sousa, 03.08.14

Pois que o verão está a pregar umas partidas aqui ao pessoal. Querem todos ir de férias, para apanhar banhos de sol. Sol? Onde está ele? Foi de férias? Também ele quer apanhar sol. Sol escondido e temperaturas amenas fazem as delícias de quem não gosta de calor.
Será que este verão as pessoas vão estar mais brancas que normal? Talvez. Mas pensem bem: para quê apanhar sol se as peles morenas ficam envelhecidas mais cedo? Eu gosto da brancura, que torna a pele mais jovem. Enfim. Digo isto porque não fico moreno nem por nada, a começar pela pouca paciência em estar deitado a torrar na toalha.

A propósito. Há um artigo no jornal Sol que refere dez alimentos que ajudam a ficar bronzeado, pela sua quantidade de betacaroteno. Sim. É esse senhor que pode fazer alguns milagres. Poderia haver em pó ou pomada para deitar sobre a pele e assim evitar que se tenha de comer grandes quantidades destes alimentos, por muito que goste deles.

Enfim, foi algo que me lembrei de partilhar enquanto lá fora chove como se fosse inverno.