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D. AFONSO HENRIQUES ESTÁ ZANGADO!

por Manuel Joaquim Sousa, em 31.08.14

 

Fonte de imagem: Wikipédia

 

O rei está zangado. D. Afonso Henriques foi vandalizado, esta noite, em Guimarães. Parte da sua espada em bronze foi partida. Foi guerra? Não. Foi alguém que decidiu brincar às espadas e a terá partido. Dizem que não terá sido a primeira vez que aconteceu um ato destes junto à estátua. Este deu nas vistas. Este provocou revolta. Com razão. Assim se trata o património histórico português. É um crime. Essa pessoa que pague o ato que fez. Não terá sido acidente. Foi mais desrespeito pelo rei, pelo berço da nacionalidade.

 

Guimarães é uma cidade que mal conheço, apesar de viver perto, mas é uma cidade que me cativa pela forma como se encontra organizada, restaurada, limpa. Admiro a suas gentes orgulhosas do que têm. Admiro-os pelo bairrismo em defender a cidade com "garra".

 

Achamos que o jovem merece castigo pelo dano que causou. Pelo menos está a ser criticado por muita gente. Mas, não olhem apenas para o dedo, se ele aponta para a lua. Olhem para onde aponta. Há muito património histórico nacional ao abandono. A ser estragado pelo tempo. Há muita irresponsabilidade, atraso e muita falta de orgulho no património histórico nacional - já foi pior, mas ainda continua mal. O Estado, detentor desse património deve ter responsabilidades acrescidas, muitas mais que aquele jovem, em que o seu ato é uma consequência da inconsciência do Estado (o inconseguimento do Estado diria a Presidente da Assembleia da Republica).

Sabemos bem que o património restaurado traz turistas, vendas de bilhetes. O património pode ser um grande receita para o PIB nacional, para além de manter a memória da glória dos nossos antepassados.

O rei está zangado, não apenas com o dito jovem, mas com todos aqueles que não cuidam ou simplesmente vandalizam o país que fundou e defendeu com o fio da sua espada. 

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FRASES ETERNAS I - O NOSSO EÇA

por Manuel Joaquim Sousa, em 29.08.14

 

Frase de Eça de Queirós: "Políticos e fraldas devem ser trocados de tempos em tempos pelo mesmo motivo".


 

 

Infelizmente chego à conclusão de Eça de Queirós tinha a sua razão. Acho que todos chegamos à mesma conclusão. Não apenas agora. Desde sempre.
A política tem tanto de bom como de mau. Tanto de bom enquanto a dita fralda está limpa. Tanto de mau quando a fralda está suja. É uma comparação interessante. A política mesmo assim é sedutora para muitos, embora todos vejam nela muitas intensões, sejam os que estão dentro ou os que estão fora. Será sempre assim para sempre. A política nunca será pura. Terá sempre o seu lado negro, sujo, promiscuo. Se calhar há muita coisa no mundo que é promiscuo e nem se quer reparamos. Reparamos quando nos sentimos a ser "espezinhados" em favor de outros. A política é hoje criticada porque as pessoas se sentem "espezinhadas" ao verem os seus direitos em causa, ao sentirem que os pratos da balança estão desequilibrados. Há os velhos do sistema que se governam. Há os que para nada servem. Há também os que são úteis e rumam contra a corrente bastante forte - acredito que ainda há.

Apesar de tudo, a democracia ainda é o sistema político melhor entre os piores, em que apesar de tudo me permite escrever estas palavras sem a censura dos políticos - a censura de hoje vem das redes sociais. Será que Eça escreveu sobre elas, apesar de no seu tempo ainda não existirem?

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A FORÇA DE UM MEET

por Manuel Joaquim Sousa, em 26.08.14

Acordamos para uma nova realidade provocada pelas Redes Sociais. Antes eram banhos gelados para angariação de fundos. Atualmente são os “meet”. Parece que passou muito tempo entre estes dois sucessos das redes sociais. Não, a importância dos meet na comunicação social foi de um dia para o outro. A Rede é mesmo assim – instantânea e rápida, quase mais rápida que o tempo.

O que é um meet? Palavra estranha. Mais que isso. Pelos vistos é uma espécie de ajuntamento de pessoas convocada pelas redes sociais e que se espalha com muita rapidez, onde supostamente é atribuído uma forma de vestir, um código a seguir. O que fazem? Dizem que é para passar o tempo livre que tem nas férias. O que temos visto nas notícias, suscita outra opinião sobre este tipo de organização. Pelo menos foi o que nos chegou – mesmo que se tenham feito outras meets com intenções mais pacíficas e que em nada se identifica com as notícias dos últimos dias.

O meu word não conhece o termo meet – prefiro que continue a manter-se assim.

Também não sabemos se uma meet que deu problemas de maior, como aquela que ocorreu junto ao Centro Comercial Vasco da Gama, seja o motivo para que outras com as mesmas intenções venham a ocorrer. Estaremos perante um fenómeno que os Media ajudaram a criar baseado num caso e seja agora a oportunidade para aqueles que pretendem “arranjar confusão”? Poderiam os Media ficar alheios a este fenómeno? Estarão a ter uma atitude sensacionalista?

Pelo que se comenta poderá continuar a crescer em outros acontecimentos livres como no recente concerto de Anselmo Ralph, em Cascais. Diz-se também que poderia ter sido uma tragédia. Nunca saberemos ao certo. Tudo o que se gera nas redes sociais é incerto.

Sabemos bem que cada vez mais fácil, rápido e gratuito partilhar conteúdos e convocar encontros, manifestações através das redes sociais. Este é o risco da facilidade na era digital. Funciona tanto para o bem como para o mal. Os convites podem tornar-se virais e é incerto saber qual a proporção e a aceitação que vão ter junto do público.

Porquê este fenómeno? Ao que se pensa ser uma forma dos jovens encontrarem uma ocupação nas férias, há também uma necessidade de afirmação que os jovens têm nestas idades. Necessidade de se identificar com estas modas para ser cool; necessidade de afirmação perante os outros; necessidade em filmar, fotografar, criar eventos dos quais se possam orgulhar no seu meio.
O destaque que foi dado nos últimos dias pelos órgãos de comunicação social gera o motivo e a concretização desses jovens, que vêem as suas necessidades concretizadas – ego cheio. Há uma certa dose de imaturidade nestes jovens, que nem pensam nas consequências desastrosas que estão a causar e na possibilidade de um meet sair fora do seu controlo – aquele que convoca pode deixar de ser aquele que domina e transforma a intensão inicial.

Será que da parte dos pais há alguma cota de responsabilidade? Como podem controlar os seus filhos, muito avançados que estão na rede? Como lhes podem pedir contas do local para onde vão e com quem vão? Será que estes problemas com meets são causados por famílias em que os pais estão pouco interessados com a vida dos seus filhos e o que eles contribuem para a sociedade?

Estarão as nossas autoridades preparadas para estas novas formas de insegurança? - podem ter proporções incalculáveis e a força musculada tem efeitos futuros imprevisíveis, dada a sensibilidade dos casos e os resultados ou consequências futuras, assim como, a imagem que é passada das forças policiais.

As escolas estarão preparadas para estes fenómenos? Sabemos bem que estes mega-agrupamentos de escolas, com elevada concentração de alunos e diminuição de pessoal, dificultam o controlo de atos violentos até à chegada de uma intervenção policial. Ainda me lembro de quando, há muitos anos atrás, no liceu a mensagem de uma porrada ou acerto de contras entre dois indivíduos ou grupos, a determinada hora do dia, circulava a uma velocidade galopante. Hoje é tudo muito pior e mais grave. A facilidade com que os atos chegam à internet para o mundo e para a comunidade escolar aumenta a ameaça. Espero que toda esta minha ideia seja uma criação e não passe de um caso isolado.

Os locais públicos, com entradas gratuitas para concertos, onde se esperam grandes multidões facilitam a ação do meets com más intensões. Ao contrário de festivais de Verão em que é necessário pagar e onde o controlo dos movimentos de pessoas é mais controlado por polícias e seguranças privados. Da mesma forma que os carteiristas procuram locais livres e grupos de pessoas para fazerem a sua ocasião. O mesmo pode acontecer para ação de grupos de pessoas mal-intencionadas. Pessoas em geral, não pretendo aqui falar em etnias, raças ou cor porque estes movimentos criam-se de qualquer forma, sem qualquer motivo sem qualquer predominância racial. Espero que estes casos não levem a ações xenófobas sem qualquer fundamento na população em geral.

Os meet terão o seu tempo. Espero que já tenham terminado. Espero que exista uma moda mais benéfica para o bem comum – a afirmação de identidade dos jovens também pode ser feita de forma mais construtiva para a sociedade.

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AS COSTAS LARGAS DE HENRIQUE RAPOSO

por Manuel Joaquim Sousa, em 25.08.14

O cronista Henrique Raposo, do Semanário Expresso, escreveu estes dias sobre o Algarve. Polémica instalou-se. Pelos vistos muitos Algarvios manifestaram repudio pela forma como o cronista falou do Algarve. Eu se fosse algarvio também me manifestaria contra – “quem não se sente não é filho de boa gente”. Mas, pelos vistos o artigo pode ter sido lido a metade – eu na altura li por completo. Conclusão: a par de uma critica vem um elogio ao povo algarvio. Acontece que foi esquecido ou apagado das memórias de quem leu e de quem partilhou o artigo pela Internet.

Eu nunca passei fárias no Algarve, nunca fui apologista das corridas no mês de Agosto em direção à confusão do Algarve – pode ser que um dia vá. Porém, conheço muitos que para lá vão e há opiniões para todos os gostos. Muitos adoram porque ficam em zonas mais calmas e pacatas. Muitos protestam porque na confusão não são atendidos como deviam e a par dos preços elevados da época alta, nem sempre há sorrisos no atendimento do cliente/turista. É muito difícil no mês do aperto esboçar sorrisos e atender com calma. Por um lado compreendo quem trabalha – eu trabalhei na área da hotelaria e sei bem o que custa – e por outro compreendo o cliente que paga para ser bem atendido/servido.

Apesar de todos os prémios que o Algarve vem recebendo anualmente como um dos melhores destinos turísticos do país e mesmo internacionais, sempre existiu - acredito que erradamente – o preconceito de que o português parecia não estar no seu próprio país, em que o atendimento era sempre iniciado em inglês – a piorar esta ideia foi a ideia luminosa de algum ministro em rebatizar a região para Allgarve -; eu bem me poderia queixar porque quer a norte, quer a sul muitos se dirigem para mim em Inglês (mesmo o arrumador de carros).

Eu gosto de defender o meu povo e a minha gente e acredito que no Algarve e em qualquer região do nosso país o povo é simpático, acolhedor e até com certo ar bonacheirão.

Porém, em relação ao artigo há um certo alarido, se calhar desnecessário, porque em todo o artigo, Henrique Raposo, faz uma análise com os lados bom e menos bom do Algarve. Talvez houve quem ficasse pelo artigo à metade. Em tudo há um lado bom e menos bom – até em nós.

Enquanto há quatro décadas eramos silenciados pela censura imposta pela ditadura, com a liberdade a censura passou a ser imposta pelas pessoas; passou-se a ter muito cuidado com a opinião manifestada e o impacto que esta pode ter nas redes sociais. Por vezes, situações, expressões são retiradas do seu contexto, sem que se tenha refletido na alteração que pode sofrer fora do seu contexto.

O direito ao contraditório é importante, mas com alguma dignidade, discussão saudável e sem extremismos. Com a sociedade livre poderemos ficar atingidos pela autocensura e ficamos pior que há 40 anos.
Por estas situações deturpadas da realidade é que concordo com aqueles que preferem ficar fora das redes sociais – ainda que seja um grande esforço para o fazer – mesmo que sejam considerados retrogradas.

Quem escreve tem mesmo de ter costas largas ou então fica quieto – Henrique Raposo acredito que as tenha.

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QUANDO ME APETECE MANDAR A TECNOLOGIA ÀS URTIGAS...

por Manuel Joaquim Sousa, em 24.08.14

A propósito de um pot que li no blogue da excelente escritora Helena Sacadura Cabral, em Fio de Prumo e a forma como a tecnologia nos consome a paciência que há em nós. Aqui deixo um excerto do texto:

"Hoje foi um dia fatal para as modernas tecnologias que possuo e nas quais o meu trabalho assenta. Tudo se dessincronizou. Não sei se a palavra existe, mas sei que a situação é real.

Com efeito, aqui em casa toda esta aparelhagem está sincronizada e quando uma falha, o resto vai atrás de roldão. 
A saga começou quando tentei mandar uma fotografia duma parede do meu terraço para uma amiga me dar a sua opinião sobre qual o arbusto que lá deveria ser colocado a fim de evitar que me olhassem de fora e também para que a minha vista ficasse limitada apenas ao Tejo.
Impossível. O mail não saía, por mais ordens que lhe desse. Resolvi recorrer à mensagem multimédia. Qual quê, a foto não bugia e o correio não se mexia. Numa última tentativa, ensaiei o refresh. Nada de nada. A esferazinha parecia enlouquecida a girar sem parar. 
Entretanto, o arroz de pato ia esturricando porque, na fúria tecnológica, pura e simplesmente me esqueci dele no forno. Lá se foi o chouriço ao ar, dado que não aguentou a intensidade bronzeadora e mirrou até à sua expressão mais ínfima."

Escrito por Helena Sacadura Cabral, em Fio de Prumo, http://hsacaduracabral.blogspot.pt/.

 

Há dias assim. A tecnologia tem a mania que pode mandar acima dos humanos e fazer o que quer. Eu sei que a tratamos de forma escrava, madrasta. Eu sei que sacrificamos os nossos aparelhos às nossas necessidades, devaneios, fúrias e às horas mais indecentes. Têm direito à revolta? Sim. Ou não. Sei lá.

Ter Apple e Samsung como o caso de Helena parece-me algo que não convive muito bem - basta ver como as duas empresas se tratam no mercado. Eu acredito que os seus aparelhos a considerem a Helena (com todo o respeito) uma traidora. Pois, pode ser essa a origem da revolta.

Ao ler o seu post pensei naqueles dias que queremos fazer alguma coisa no nosso pc ou telefone e perdemos tanto tempo com isso; tantas voltas lhe dados, tantas energias perdemos e... não foi nada produtivo. Pior eu fico irritado, impotente e com a sensação estúpida de ter perdido parte tão importante do meu tempo.

Cara Helena Sacadura Cabral, fiquei contente por alguém ser solidário comigo nesta guerra com a tecnologia - mas não me consigo separar dela pelas maravilhas que nos dá. Como podia escrever coisas aqui a partilhar com os demais? Como poderia fazer em qualquer lugar como neste momento o faço enquanto acabo de saborear um café? Será que tenho cura nos meus 31 anos?

 

Por vezes zango-me com a tecnologia. Por vezes, apetece-me mandar tudo às urtigas para incompreensão do meu gato. Mas, é passageiro.

 

 

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PASSOS CHAMA MINISTROS E OS PORTUGUESES TREMEM

por Manuel Joaquim Sousa, em 23.08.14

O Sr. Primeiro-Ministro Pedro Passos Coelho convoca os seus ministros, para uma reunião, um Conselho de Ministros para terça-feira. Para quê? Segundo o jornal Expresso, não abre o jogo. Ficamos sem saber quais os motivos da reunião apressada, extraordinária, de última hora – como lhe queiram chamar. Não sabemos os motivos, mas sabemos o conteúdo e o resultado que pode vir dessa reunião. Vejamos: a despesa aumenta, a dívida pública também, o chumbo do Tribunal Constitucional a 30 de Maio implica outras reformas, um orçamento retificativo. Sabemos bem que na prática, para o cidadão comum, implica um novo aperto do sinto. Vem aí mais medidas de austeridade, que se traduzem num novo aumento de impostos – IVA e TSU. Como de costume, esperemos pelo comentário de Marques Mendes, na SIC, ao Sábado – tornou-se o mensageiro que prognostica os pensamentos e as ideias do Governo.

Será que desta vez o povo vai reagir de forma diferente? Será que vamos aceitar um novo assalto aos nossos bolsos, que compromete ainda mais a recuperação da economia? Era 2012 o ano da mudança, depois 2013, depois 2014… Enfim, não há fim à vista para que terminem os sacrifícios, para que se aliviem os bolsos dos que menos podem e dos que têm pago a crise estes anos todos.

Anos e anos a aplicar a receita da subida da carga fiscal e mesmo assim o país continua a necessitar de mais apertos e mais austeridade. Alguém que governa já pensou que esta equação matemática não funciona?

Aguardemos por mais e más notícias nos próximos tempos. Aguardemos para ver se em Belém continuará a existir o silêncio de que estamos habituados.

 

(É por isso que me apetece mandar tudo ás urtigas)

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O QUE MOTIVA 100 MIL JOVENS NAS "JOTAS" PARTIDÁRIAS?

por Manuel Joaquim Sousa, em 22.08.14

Fui atraído a ver uma reportagem em destaque no sapo com o título O que motiva os 100 mil jovens inscritos nas "jotas" partidárias?, emitida pelo Porto Canal. Realmente é uma excelente questão para refletir. 100 mil jovens inscritos – é um número considerável. Em Portugal, apesar da emigração ainda existem muitos jovens, muito mais que 100 mil, mas é um número bastante elevado de inscritos em partidos políticos, quando o espectro político português é pequeno – essencialmente PS, PSD, CDS, PCP e BE.

Com exceção ao BE, todos os partidos têm os seus membros “jotas”, que partilham da ideologia base do partido e que são a grande porta de entrada para muitos jovens chegarem á política ativa e profissional – tendo em conta que a política não estará ao alcance de todos, mas ainda assim permite que muitos consigam ter um lugar ativo em órgãos públicos.
Há muito a ideia por aí, não sei se correta ou incorreta, que as “jotas” são uma mera porta de entrada para o poleiro e alternativa a muitos jovens que não querer fazer parte do mercado de trabalho e encontrar um emprego para a vida na política. Quero acreditar que nem todos sejam assim, se possível uma minoria.

A “jota” que importância tem para a política? A ideia que tenho, para além do trampolim para a política profissional e ingresso nos partidos “velhos”, é de uns jovens que pretendem mudar o mundo, mudar a sociedade, que se juntam em manifestações estudantis e que andam de noite a colar cartazes para o partido “velho”. Estou errado? Quanto à sua opinião, será que conta para alguma coisa? Qual o peso de cada voz? Que podem estes jovens fazer mais pela sociedade?

Na mesma reportagem, uma jovem do Bloco de Esquerda, diz: “Não fazemos o que muitos partidos fazem, que é ter uma jotinha, que depois toma posições que o partido dos mais velhos não pode tomar porque isso já fica mal ao partido dos mais velhos” – O BE não tem “Jota”. Por sua vez, um jovem da JS diz: “A JS é um espaço mais reivindicativo que está mais à frente do PS”, posição que vai de encontro à opinião de um elemento da JSD.
Se há uma discrepância entre a “jotas” e os partidos mais velhos, qual o sentido da sua existência? Até que ponto as suas ideias chegam à luz da concretização sem sofrerem o corte do partido oficial? Faz sentido existirem como parte integrante de um partido socialista ou social-democrata se estão contra as correntes destes? Qual o objetivo das “jotas” se as ideias dos seus militantes esmorecem quando estes transitam para o partido “velho”? Valeu a pena defende-las?

 

Na reportagem percebemos que a JCP está em total sintonia e continuidade com o PCP, mesmo sendo um órgão com total autonomia – à uma obediência aos princípios do Partido Comunista. Serão estes e os do BE mais coerentes por seguirem a mesma linha?

Será que esta discrepância entre o pensamento “jota” e o partido “velho” é também um motivo para o descrédito da política, para a falta de renovação ou para o afastamento de muitos jovens que poderiam e pretendiam ter um papel mais ativo na sociedade?

Não sei até que ponto os novos e antigos pensaram sobre esta matéria, se é que lhes seja útil pensar sobre isso, se é que existe espaço para tal.

Voltando à ideia dos 100 mil jovens – são muitos jovens e muita massa cinzenta onde existe gente com ideias e capacidades de avançar para um futuro diferente e mais credível na política portuguesa. Estaria aqui uma forma de mudança, de aproximação e de combate ao desinteresse nacional nos políticos, traduzido numa abstenção tendencialmente elevada?

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DECAPITAR JORNALISTA COM QUE RAZÃO?

por Manuel Joaquim Sousa, em 20.08.14

A suspeita sobre a morte de um jornalista norte-americano, no Iraque, por um elemento do Estado Islâmico, é chocante. Chocante pelo ato e pela escolha do cidadão em si, que não é responsável pelo que tem acontecido no Iraque – apenas retrata a realidade como dita o seu trabalho.

Os jornalistas são o alvo fácil de uma emboscada, mas aqueles a quem não se podem imputar responsabilidades pelos acontecimentos. Da mesma forma que outras pessoas terão morrido e que não têm qualquer relação com a guerra que se instala – estavam no local errado à hora errada.


Os jornalistas vão porque supostamente aceitam o desafio da cobertura jornalística em locais de conflito. Acredito que sejam voluntários a tal. Porém, se os jornalistas não fossem como saberíamos o que acontece em determinado ponto do mundo e que tipo de ataques têm acontecido nesses locais? Sem os jornalistas muita da história do nosso mundo era desconhecida e nem percepção tínhamos do que acontecia no nosso mundo. É uma função essencial, mesmo em locais de crise.

A confirmar-se o que aconteceu é um choque, que não abona em favor de um Estado que quer reivindicar os atos injustos cometidos contra os seus. Será?

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A PROPÓSITO DE (RE)COMEÇAR

por Manuel Joaquim Sousa, em 19.08.14

A proposito de um artigo no blogue Um Sussurro No Teu Ouvido, deixei lá um comentário que decidi partilhar.

Pois acredito que por vezes seja difícil andar por aqui - por falta de tempo ou de inspiração. No fundo, voltamos sempre. É mais forte que nós. Ainda bem que assim é. Se a receita é trocar o visual, então troque muitas vezes. Se a receita é partilhar um pouco de quem é, então escreva muito.

Por vezes digo "voltamos" porque o seu é o nosso pensamento, o meu pensamento também. Gosto de vir sempre aos blogues dar um passeio. É uma forma de partilha, desabafo, alternativa às Redes Sociais onde as coisas são mais resumidas e instantâneas.

Dizem que os blogues passaram de moda. Será? Mas se há tantos blogues e sempre milhares de posts e comentários diariamente porque passou de moda. Não passou, continuam a estar presente. Quem gosta de blogues gosta sempre de voltar e não os deixa por nada de nada. Ainda bem que assim é.

Nem sempre se tem inspiração para escrever, mas sai qualquer coisa quando se lê ou se ouve algo que nos provoque uma ideia ou a expressar uma opinião. Agora por exemplo saiu algo. Quem nos lê gosta que voltemos sempre e por um que seja vale bem a pena voltar.

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PAPA PODE RENUNCIAR

por Manuel Joaquim Sousa, em 19.08.14

Este título lido assim pode causar algum susto para aqueles que têm em Francisco um amigo e um conselheiro. Também eu me assustei com esta revelação. Fiquem descansados aqueles que desejam que Francisco continue no governo da Igreja - ele renunciará no momento em que não tiver mais forças para continuar o seu caminho. Foi um desabafo, uma confissão consciente, um reconhecimento da atitude do seu antecessor. Ainda bem que não está agarrado ao poder pelo poder, mas está naquele lugar com a consciência de uma missão que tem para cumprir delegada por outros e aceite pela maioria dos crentes.

O lugar eterno de Papa não tem de o ser. O lugar será sempre - ou deverá ser - daquele que quer cumprir com a missão original da instituição a que preside, sem que se acomode com a hierarquia instalada.

Será uma decisão difícil de tomar e mesmo de ser aceite pelos outros - o momento em que Francisco pretender resignar. Porém, o caminho para ela será mais fácil porque Bento XVI "abriu a porta" para o que pensávamos ser a exceção, seja o normal e racional. Se assim for, estaremos perante uma mudança na forma como a Igreja se governa e de quem a governa - a par da espiritualidade deve existir lugar à racionalidade. 

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