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CAÇA ÀS BRUXAS NOS PARTIDOS

por Manuel Joaquim Sousa, em 03.10.13

Passadas que estão as eleições autárquicas, estamos em maré de reflexão sobre os resultados e as leituras dos resultados – leituras nacionais e partidárias.

As leituras nacionais podem ser efectuadas, mas existe sempre a dúvida se é coerente fazer análises de escolhas locais e comparar com o estado do país e o desgaste/desagrado do governo. Na realidade, a votação deveria ser sempre em relação à pessoa e não em relação ao partido porque são as pessoas que irão governar as autarquias e freguesias. Porém, a escolha de independentes para os lugares de destaque revela o desgaste dos partidos políticos e isso é a realidade nacional da política (aí a análise nacional faz sentido).

Quanto às leituras partidárias, estas tratam-se de ajustes de contas e acções vingativas contra militantes que não concordam com a orientação dos partidos e dos aparelhos – um mau perder, uma forma pouco humilde de reconhecer fraquezas e falta de orientação para a política de utilidade pública e mais orientação para o aparelho. Obviamente que cada partido tem a liberdade de fazer o que bem entender aos seus militantes . Os militantes sabem que serão sempre mais importantes aos olhos do eleitorado que o partido e, por isso, nada têm a temer sempre que concorrerem sozinhos – a nomeação de independentes é a confirmação.

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ECONOMIA PARALELA: 44 MIL MILHÕES DE EUROS!!!

por Manuel Joaquim Sousa, em 01.10.13

O montante atingido pela economia paralela em 2012 foi de 44 mil milhões de Euros (perceberam bem, 44 mil milhões de Euros) – um valor quase que suficiente para tirar o país dos pesados défices orçamentais e que paga grande parte dos 78 mil milhões de Euros emprestado pela troika no último resgate.


Esta é, em meu entender, a razão pela qual ainda existe muito dinheiro em circulação e a razão para existência de muitas empresas que declaram prejuízos sucessivos ou poucos lucros declaram, apenas o necessário para justificar a sua existência. A tendência de aumento deste tipo de economia será maior quanto maior a política de austeridade que este governo continuar a implementar sobre os contribuintes e empresas.

 

Se um produto fica mais barato 23% por não ter emissão de factura e isso para a empresa que o vende garante o cliente, então por não fazer uma venda na economia paralela? Este deveria ser o raciocínio impensável num país civilizado, porém, é fomentado pela política fiscal do governo e do Estado.

 

Se em lugar de uma política austera para os trabalhadores existisse uma política fiscal adequada aos tempos de crise, a grande maioria dos 44 mil milhões de Euros seriam tributados/facturados e os cofres estatais estariam a ganhar com isso.

 

Desconfio que este valor de 44 mil milhões de Euros ainda esteja aquém do valor real – deve haver muito mais dinheiro escondido. “O dinheiro onde está não fala”.

 

Paga com factura ou sem?

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