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É TRISTE VER O MEU PAÍS A ARDER.

por Manuel Joaquim Sousa, em 29.08.13

É triste ver nas notícias como Portugal está a ser domado pelos fogos florestais e pela forma como as populações e bombeiros correm para apaga-los e para salvar os seus bens. É triste saber que este ano 4 soldados da paz perderam a vida no desempenho de um serviço à sociedade, que na maioria dos casos é um serviço voluntário. É triste saber que estes episódios de desespero acontecem todos os anos em Portugal.

Nesta altura, todos parecem discutir os incêndios e os motivos por que acontecem. Fala-se em falta de meios e coordenação, mas pior que isso, sabe-se que a prevenção é algo que apenas se fala quando a floresta arde e quando o combate é a única solução neste momento. Passa a época de incêndios, o assunto é esquecido até ao Verão seguinte porque existem outras notícias mais importantes e porque as prioridades são outras. Sabe-se que em Portugal é gasto mais dinheiro no combate que na prevenção e isso é o retrato de um país sem planeamento e estratégia de conservação da natureza.

O que mais me aterroriza é que a maioria dos incêndios florestais é causada por pessoas delinquentes, que se encaixam no chamado perfil do incendiário, em fase de depressão, desemprego, de mal com a vida e até por motivos matrimoniais. Como é possível? Que explicação existe para que estas pessoas sintam que o atear um incêndio é uma forma de levantar a moral? Que culpa tem os bombeiros, populações, natureza e demais afectados pelos incêndios?Que fazem estas pessoas na nossa sociedade, com estes prazeres injustificados?

É triste que na cidade onde moro, sinto o cheiro a incêndio há alguns dias. Agora, vinha uma chuva para ver se a situação acalmava um pouco por todo o país. Já é tempo das pessoas e bombeiros terem o seu merecido descanso.

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LÁ ESTAVA ELA...

por Manuel Joaquim Sousa, em 18.08.13


Lá estava ela, deitada sobre o relvado do jardim, em plena praça pública, à descarada de todos, nua, sem qualquer preconceito dessa nudez, numa plena posição de liberdade perante o mundo e muda de qualquer comentário jocoso de quem passa. Porém, olhando com atenção, vislumbro uma beleza encantadora e uma sensualidade natural, nada atrevida, que me deixa estupefacto e com um olhar estático de admiração. Tiro a fotografia, numa calma para que o momento não seja interrompido e a sua sensualidade não se esconda com vergonha da lente. Ali ficou, imóvel e serena, completamente aberta para que a imagem possa ser captada com a maior qualidade e permita que cada detalhe e contorno do corpo fiquem bem evidenciados.

A beleza da mulher por vezes é indescritível, mas haverá sempre a tentação de a descrever, ainda que se fique sempre pelo princípio.

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OMNIPRESENÇA DO SISTEMA COMO GRANDEZA DIVINA.

por Manuel Joaquim Sousa, em 17.08.13

Trabalho numa empresa, onde existe um sem número de aplicações informáticas, algumas muito complexas, que interagem de tal forma que nem eu consigo perceber muito bem a dimensão do sistema que se cria em torno de tudo aquilo, para que funcione. Quando alguém me diz que não consegue fazer algo porque o sistema não permite, sinto uma inquietação com esse termo – o sistema – pois se me perguntarem o que é eu não sei definir. O sistema (e abro os braços) é algo superior, que do físico se torna em abstracto e omnipresente.

O Estado é algo semelhante e muito mais complexo – tem omnipresença, lidera sistemas informáticos e gere muito dinheiro e pessoas. A sua omnipresença é tal, que a maioria dos portugueses vive dependente dele – salários, subsídios, pensões, impostos, saúde, educação, justiça, etc - e torna esta figura sem rosto responsável pela forma como tudo é gerido. A sua omnipresença não resolve todos os problemas porque permite que uma série de pessoas cometa atropelos e injustiças sem que sejam julgados.


O Capitalismo é outra das figuras sem rosto e omnipresente; controla pessoas e dinheiro, chega a ter a dimensão que ninguém sabe ao certo qual é, tal a capacidade de se ramificar por entre países e paraísos. Sabemos do seu poder, contestamos a sua actuação, mas nada podemos fazer para o derrubar porque não tem rosto.


É difícil para muitos acreditar que Deus existe porque consideram impossível a sua omnipotência e omnipresença; porém, vivemos rodeados de sistemas abstractos criados pelo homem, mas que deixa de ter qualquer controlo sobre os mesmos, tal a capacidade que adquirem se tornarem em algo muito superior à dimensão humana.


Por vezes, o sistema é a justificação para as incompetências de pessoas que vêem nele a justificação para todas as coisas e o motivo para o conformismo.

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HOMENAGEM AO CÓNEGO MELO?

por Manuel Joaquim Sousa, em 13.08.13

Era Sábado, 10 de Agosto, quando a estátua em honra do Cónego Melo foi edificada na rotunda de Monte D'Arcos, junto ao cemitério, em Braga. Ao que se fala tudo foi feito da forma mais rápida e discreta, já que se esperava alguma polémica em torno do assunto.
No Domingo, uma primeira reportagem da TSF no local permitiu conhecer as primeiras reacções das pessoas que passavam e ficavam a admirar o momento. “Acho bonito e fica bem”, ou “só deveriam pôr quando fosse para inaugurar” eram algumas das expressões repetidas ao longo do dia. Porém, muitos outros manifestam o seu descontentamento perante a figura exposta, mas ainda não inaugurada.


Os protestos fazem-se sentir por grupos ligados ao PCP e ao BE e pessoas que não vêem no Cónego Melo uma pessoa de bem – conhecido por apoiar a ditadura do estado Novo, por ser o responsável pelo incêndio do Centro de Trabalho do PCP, em Braga, entre outros assuntos polémicos e bem quentes da História recente, exemplo do caso Padre Max, e ataques bombistas no Verão de 1975. O descontentamento é transversal ao PCP e BE, pois o PSD e CDS abstiveram-se na votação de Assembleia Municipal da proposta para a homenagem. Já em 2002 existiu uma tentativa de aprovação de uma homenagem que não foi aceite, tendo a estátua permanecido guardada alguns anos até uma outra altura que veio agora ser mais propícia. Entretanto, O Cónego Melo gerou novamente polémica, quando foi inaugurada uma pintura na Cripta do Sameiro, onde o referido Cónego estava no altar juntamente com três Papas e a Nossa Senhora do Sameiro.

Por muito que se tente criar consenso em torno de pessoas que tiveram o seu relevo na cidade, existe a necessidade de respeitar a memória de todos. É certo que Deus não agradou a toda a gente, é certo que nem todas as pessoas homenageadas em estátuas e tabuletas são de unanimidade geral, porém, podem sempre gerar algum consenso geral para a merecida homenagem – o que não é o caso.

Até poderíamos estar perante criticas inflamadas de algumas facções políticas, mas apenas o Partido Socialista terá aprovado, o que consideramos que existe uma grande distância de um consenso.

Se o país deve reconhecer feitos democráticos e condenar o todas as forma de terrorismo, fascismo e ditadura, o município deveria pensar sobre o impacto em muitas famílias que este assunto iria causar, ainda que a personalidade tenha desempenhado um papel importante na região ou no país.

Os protestos em torno da estátua devem continuar, falta saber o que decidirá a autarquia, se atender aos manifestantes, se deixar a “poeira assentar” para uma inauguração posteriormente.

Notícia no Público em: http://www.publico.pt/local/noticia/manifestantes-prometem-voltar-enquanto-a-estatua-do-conego-melo-permanecer-em-braga-1602930

 

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5S, UMA FILOSOFIA DE ADMINISTRAÇÃO

por Manuel Joaquim Sousa, em 09.08.13

Existem filosofias para administração de empresas que podem ser banais, mas que são fundamentais para a organização, rentabilidade do tempo e sucesso de empresas. A filosofia japonesa dos 5S pode ser um ponto de partida para a organização da forma e rendimento de trabalho baseada no conceito de limpeza e organização dos espaços físicos.

5S (Seiton, Seiri, Seiso, Seiketsu e Shitsuke)


Deixo aqui a sugestão de leitura, que permite entender cada um dos conceitos. Pensarem numa mudança de rumo (pelo menos para aqueles que ainda não a colocam em prática). 

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O Sol vai sofrer uma inversão dos seus pólos nos próximos três a quatro meses. Este é um acontecimento que ocorre a cada onze anos, altura em que o sol completa um ciclo solar. As consequências deste acontecimento propagam-se pelo Sistema Solar inteiro – mesmo até ao planeta Plutão – porque nesta altura as explosões e erupções solares são mais fortes e serão emitidos raios cósmicos mais fortes.
O planeta Terra será gravemente afectado com este acontecimento e isso terá implicações no imediato nas frequências de satélite e rádio. A ser assim, as comunicações terão quebras muito fortes e quando os nossos telefones deixarem de funcionar ou o facebook ficar com deficiências na actualização é porque está debaixo de mais um raio cósmico, que provocará uma forte instabilidade.

Estima-se que, nos EUA, o programa de espionagem terá alguns momentos de quebra no controlo de comunicações de voz e SMS, assim como há uma forte probabilidade que alguns e-mails escaparão ao lápis azul informático existente para sinalizar informação potencialmente sensível. Além disso, prevê-se que a Rússia durante estas quebras no sistema de espionagem consiga fazer trocas de informação sem que sejam detectadas pelos EUA.

Baraka Obama já fez uma declaração pública ao povo dos EUA para que fiquem descansados e não se sintam vulneráveis a qualquer tipo de ameaça terrorista porque tudo está a ser feito para que os efeitos dos raios cósmicos sejam minimizados.

 

Em Portugal estão a ser tomadas medidas de precaução para evitar danos de maior. Será decretado recolher obrigatório das praias, para que as pessoas não sejam atingidas pelos raios cósmicos e corram o risco de ficarem queimadas. No Governo, serão suspensos os briefings com os jornalistas de forma a evitar que as quebras de comunicação causem distorções nas notícias ou que as mesmas sejam adulteradas. Na Presidência da República estima-se que o Sr. Presidente apenas publicará opiniões no facebook nos intervalos das explosões cósmicas.

Ainda não se conhecem mais pormenores acerca das medidas que estão a ser ultimadas para evitar consequências graves. 

(qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência). 

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SWAPS - UMA NOVELA DE ESTADO PARA ESTE VERÃO

por Manuel Joaquim Sousa, em 08.08.13

Já aqui escrevi sobre swaps e sobre a confusão que tudo isto me causa enquanto contribuinte cumpridor dos meus deveres; mas, mal eu sabia que esta novela política ainda estava em fase de desenvolvimento para chegar ao caricato – um caricato que entristece a política e descredibiliza por completo os políticos.

Se o assunto já de si é complicado de gerir - assunto que o Ministério das Finanças procurou usar como forma de acusar o anterior governo de José Sócrates, pelos contratos ruinosos celebrados com empresas públicas e com o intuito de esconder dívida pública e um défice problemático.
Como as arquitecturas económicas feitas até ao momento não se traduziram em resultados positivos para o país, a descodificação de tudo o que está em torno dos swaps é bem o reflexo dessa arquitectura contabilística e financeira – cujas pernas do polvo não sabemos bem onde terminam, apenas podemos ter em ideia que o cérebro está no sistema financeiro que ludibriou o Estado em proveito próprio.

Depois de, em praça pública, se ter questionado a idoneidade de Maria Luís Albuquerque para liderar o Ministério das Finanças e após a crise política que condicionou o país, surgiu esta semana mais uma crise em torno do Ministério das Finanças, causada por Joaquim Pais Jorge – a pessoa que, em 2005, tinha um cargo na direcção do Citigroup e foi responsável pela apresentação da proposta ao Governo de então e actualmente desempenha funções como Secretário de Estado do Tesouro.

Por muito que este Secretário de Estado se justifique e não se lembre se esteve presente na reunião, existem documentos que provam que terá sido o responsável pela proposta – ou então a teoria da conspiração do Ministério das Finanças confirma-se e os documentos divulgados pela Visão e pela SIC são falsos, ou seja manipulados só para denegrir ainda mais a imagem do Secretário de Estado. Se o mesmo documento foi fornecido pela residência do Primeiro-Ministro, então existe quem dentro do governo manipule informação em prejuízo próprio. Se o documento foi criado pela SIC e Visão, tal era apenas um acrescento ao guião das sucessivas trapalhadas dadas em público.

Estas criaturas devem querer passar um atestado de ignorância aos portugueses complicando o que é simples de perceber pelos acontecimentos dos últimos dias.
Além disso, gostaria de entender se o Sr. Presidente da Republica tem algo a dizer sobre o que está acontecer, dado que afirmou no seu último discurso que estaria atento e que os seus poderes não estariam diminuídos ao manter a continuidade política do actual governo.

A equipa do Ministério das Finanças parece que está longe de ter a sua credibilidade assegurada, pelo menos enquanto todos os lugares não forem remodelados. Para já temos um secretário de Estado demissionário, que não sabemos em que grau de irrevogável está a sua decisão.

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BRINCAR AOS POBREZINHOS

por Manuel Joaquim Sousa, em 04.08.13

“É como brincar aos pobrezinhos” - A frase que chocou muitas pessoas ao lerem a reportagem da Revista do Expresso, no passado fim-de-semana.
A mesma tem provocado reacções bastante acesas nas redes sociais – a inquisição dos tempos modernos.

Como eu pertenço ao clube dos pobrezinhos, gostaria de poder “brincar aos riquinhos”, mas não tenho meios para tal, nem que fosse apenas durante umas férias num paraíso de sonho. Já nada me choca neste tipo de declarações, atiradas sem qualquer cuidado e sem que se pensem nas eventuais consequências – ninguém consegue pensar em todas as consequências que todas as palavras ditas podem causar. Já me espantei com as palavras de Isabel Jonet, acerca dos hábitos dos portugueses ou das palavras da miúda que queria muito em 2013 ter uma mala da Channel, ou as afirmações do Sr. Ulrich acerca da austeridade. Estas afirmações já não me espantam e já consigo estar mais imune, pois quero acreditar (crente que sou) que são meras frases e que não passam disso mesmo, sem que existam consequências para os “pobrezinhos”.

Quem me dera, quem nos dera poder brincar aos pobrezinhos – era sinal de que estaríamos muito bem e que os portugueses não estariam a passar por necessidades básicas.

Os entrevistados, sobretudo aqueles que vivem bem socialmente e economicamente, têm de pensar muito bem no que dizem publicamente, em tempos tão agrestes e que é dirigido ao público em geral (digo “pobrezinhos”) porque a sua liberdade está condicionada pela inquisição das redes sociais, bem mais grave que os métodos de repressão dos tempos antigos, tal a exposição e rapidez de expansão que estas atingem – sabemos bem os julgamentos em praça pública (entenda-se redes sociais) que são feitos de forma gratuita e sem qualquer avaliação.

Vivemos num país que se considera livre, onde cada um pode dizer o que pensa, mas a liberdade de uns pode chocar o outro. Como tal, a liberdade é uma espada e as nossas palavras passam sempre sobre o fio da lâmina.

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