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NÃO HÁ MEDALHAS COM CORTES A RÉGUA E ESQUADRO

por Manuel Joaquim Sousa, em 27.05.13

Rui Tavares Guedes, no seu artigo para a Visão, de 27 de Maio de 2013, refere algo que infelizmente é o reflexo da estratégia que se pretende para o nosso país – nem no desporto existe uma estratégia de mérito e excelência para os que têm conquistado alegrias para Portugal.
Se é necessário existir um corte de 20% nas verbas destinadas ao desporto de alto rendimento, o mesmo não tem de ser na mesma medida em todas as áreas do desporto, mas pode ser aplicada em função das medalhas e vitórias que os desportistas alcançam ao longo das suas carreiras. Premiar o mérito é muito apregoado pelas vozes governativas, porém parece ter um efeito prático irrelevante quando se fala na atribuição de verbas públicas.

Assim, será difícil que os méritos possam continuar a existir e a cultura desportiva para além do futebol possa ganhar força que tanto exigimos quando os nossos atletas estão nas provas internacionais.

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Era uma vez um país em que os palhaços eram os governantes e o povo ria e ria das piadas e trapalhices que cada um desses palhaços fazia em público. Este era um país muito feliz, onde todos viviam numa autêntica palhaçada. Cada lei, cada notícia, cada artigo motivava a gargalhada geral, pois ninguém acreditava em tudo o que acontecia à sua volta. Não existiam desgraças porque estas eram a palhaçada, motivo de riso.

Este país poderia ser Portugal? Poderia, mas não é. Apesar da forma como somos governados ser considerada por grande maioria dos portugueses uma palhaçada, na realidade não o é porque, ao contrário das palhaçadas, esta governação faz-nos chorar e perder a esperança no futuro.

Miguel Sousa Tavares foi forte, ao alegadamente considerar Cavaco Silva como sendo o palhaço. Verbalizou aquilo que muitos portugueses têm na cabeça, mas não o pronunciam. Foi forte e por isso pediu desculpas e reconheceu o seu erro. Há muito moralismo na praça pública; espero que os mesmos moralismos não provenham de pessoas que no seu inconsciente tenha a mesma afirmação que a verbalizada pelo Miguel Sousa Tavares, seja em relação ao Presidente ou a outro político.

Eu prefiro não o condenar, para que um dia não tenha de “comer” estas palavras quando um político, seja ele qual for, tenha o desrespeito de fazer ou dizer algo que eu não goste.

De qualquer das formas, a classe política merece respeito, apesar de a vermos como um fruto podre que deveria ser abatido do nosso pomar; mas, no fundo, quem está a governar foi eleito (ainda que à custa de verdades falsas e promessas impossíveis). 

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Fui apanhado de surpresa, através das redes sociais de uma nova polémica surgida no programa Prós e Contras, emitido na RTP1, acerca do testemunho de Martim Neves e da intervenção de Raquel Varela. Argumentos de ambos os lados numa discussão que, a meu ver, não tem contraditório e que se trata de uma partilha de um testemunho - o sonho e a concretização de Martim como designer de moda e a emancipação da sua marca (se bem pude perceber).

Martim Neves aos 15 anos começou a desenvolver o seu projecto criando uma marca de moda que se tornasse acessível à grande maioria das pessoas e teve a inteligência de publicita-la com ajuda das miúdas mais bonitas da sua escola - tinha a ideia e soube criar a estratégia para a concretizar e obter sucesso. Hoje, com 16 anos é um caso de sucesso na área de empreendedorismo - um exemplo para muitos outros jovens e outros empreendedores -; é um rapaz sonhador, ambicioso e com ideias próprias para o seu projecto.

Independentemente da crise que o país atravessa, do desemprego que atinge cada vez mais jovens, não podemos usar esta desgraça para condenar o talento e o trabalho de Martim. Com isto, pretendo dizer que as declarações de Raquel Varela por muito verdadeiras e alarmantes que possam parecer não se enquadram com este testemunho, de um jovem que em tempo algum pode ser responsabilizado pela forma como trabalhadores no nosso ou noutros países são tratados.
A mesma questão poderia ser devolvida à interveniente: será que ela sabe onde e em que condições a roupa que usa foi produzida?

É impensável que se tente desvalorizar o trabalho de empreendedores e de pessoas que alcançaram o sucesso em tempos de crise; impensável obrigar que as outras pessoas baixem os braços e deixem de luta pelos seus sonhos só porque existe muita gente no desemprego. Por muito que o Salário Mínimo Nacional seja baixo e que obriga as famílias a um esforço orçamental, tal não deve ser motivo para que as pessoas prefiram cruzar os braços e fiquem no desemprego. Entre duas escolhas: é melhor o Salário Mínimo que o desemprego.


A luta pelo aumento dos salários é outra - é mais que aceitável - e tem de ser feita em tempos adequados para que essa luta tenha uma outra força ou um outro valor. A forma como Raquel Varela introduziu o assunto foi errada, despropositada, descontextualizada e provocou a revolta em pessoas que poderiam ser solidárias e apoiantes das causas dos trabalhadores e que, nesse momento, passaram a ter uma postura de reprovação.  Com esta intervenção, arrisco a dizer que o papel da esquerda está dificultado com a imagem que se criou. As perguntas poderiam ser feitas a quem governa, a quem tem responsabilidades sociais, a quem provocou o caos em que vivemos.

Deixem que existam muitos Martins Neves em Portugal, para que exista mais valor acrescentado, mais projectos, mais pessoas com sonhos e ambição, que possam ser um motor para que o nosso país encontre um rumo melhor. 

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OBRIGADO SAPO

por Manuel Joaquim Sousa, em 22.05.13

Obrigado equipa do SAPO pelo destaque de hoje.

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A CONSUMAÇÃO DO DIVÓRCIO - MOURINHO VS REAL MADRID

por Manuel Joaquim Sousa, em 21.05.13

José Mourinho está de saída do Real Madrid - uma rescisão que terá sido por mútuo acordo. O anúncio foi tornado público ao fim da tarde de Segunda pelo Presidente do Real Madrid, Florentino Pérez. Certamente que esta terá sido uma decisão que deixará Mourinho num grande alívio e que termina com uma relação tendencialmente difícil, que transbordou para o exterior - a ponto de chamar a atenção de pessoas que não ligam ao futebol como eu. A sua relação com os jogadores nem sempre foi pacífica e a sua táctica no balneário não terá sido a melhor - dizem os entendidos - porque desde cedo criou uma série de crispações entre os jogadores, com as quais não soube lidar. Se no Inter Mourinho deixou lágrimas entre a equipa, no Real deixou alguma fúria e má disposição. Apesar ser uma atitude pouco recomendável, a imprensa espanhola soube explorar ainda mais e até à exaustão cada caso, aumentando ainda mais a guerrilha interna.

Mourinho nem sempre se mostrou muito aberto com essa imprensa desportiva e quanto mais afiava os seus comentários num espanhol "macarrónico", mais a dita imprensa o tentava crucificar - como em tudo, exageros não devem ter faltado.

O divórcio há muito anunciado terminou de uma forma cordial, cheio de boas palavras e votos de felicidade, como forma de acalmar os sérios momentos; palavras de compreensão da parte do presidente ao considerar que foram momentos de grande pressão e este era um dia triste com o anúncio da rescisão.

José Mourinho está agora no desemprego (?), mas, pelo que se ouve por aí, estará voltado para o Chelsea onde fez uma grande carreira e onde ganhou uma série de títulos, a ponto de elevar a qualidade e importância desse clube. Mas, no Real Madrid deixa também uma marca na sua história, mesmo não tendo ganho tudo quanto existia para ganhar e mesmo que esta não tinha sido uma boa época (talvez a pior de sempre na sua carreira) - Taça do Rei em 2010-11, Liga em 2011-12 e Supertaça no início da temporada 2012-13.

José Mourinho será sempre entendido como alguém que gera uma grande controvérsia no mundo do futebol, por ter uma personalidade muito própria, exigente, inflexível e mesmo imprevisível seja com quem for. Mas, teremos sempre que o reconhecer como um grande profissional disposto a ganhar. Será sempre a grande imagem de um português dentro e fora de portas.

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O PORTO É CAMPEÃO? É SIM SENHOR!

por Manuel Joaquim Sousa, em 20.05.13

O meu forte para crónicas futebolísticas está muito lá em baixo, a anos e anos luz dos comentadores da nossa praça pública e das nossas terras. Porém, não posso ficar indiferente ao acontecimento do dia - a vitória pelo FCPorto do Campeonato Nacional 2012/2013.

Foi um campeonato renhido até ao jogo final e isso fez com que muitas pessoas vivessem até ao apito final num nervosismo entediante, sem que existam vencedores antecipados que fazem perder o interesse pelos jogos.

Sem dúvida que a energia em torno do futebol e das suas comemorações populares é contagiante e ajuda a elevar o espírito cabisbaixo das pessoas nestes tempos de crise. Por momentos, o país vive uma noite e um dia mais alegre antes que tudo volte ao normal.

Aquilo que menos gosto neste frenesim, é o tratamento que adeptos de todos os clubes tecem aos seus adversários, através de cantares e gritos de ordem ofensivos - coisa velha no futebol português e que jamais será erradicado dos momentos de vitória seja ela onde estiver.

O título foi difícil e bem merecido a quem muito trabalha para que esse fosse atingido - mesmo eu que não tenho paixão futebolística. 

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BRAGA: EXPROPRIAR PARA QUÊ?

por Manuel Joaquim Sousa, em 16.05.13

Braga passa despercebida aos olhos do nosso país, apesar de ser uma das maiores cidades do nosso país. Porém, existem alturas em que o seu nome é público por razões menos boas e que envolvem a política e os negócios de alegado favorecimento – expropriação de terrenos contíguos à Casa das Convertidas.

Segundo denúncias da oposição, a Câmara teria intenção de expropriar terrenos para a construção de uma Pousada da Juventude, sendo que esses pertencem a familiares directos do Presidente da Câmara, Mesquita Machado. Os terrenos terão sido vendidos quatro dias antes a uma imobiliária, para depois ser iniciada a aquisição por parte da autarquia. Apesar dessa venda, o valor a ser pago pela autarquia seria para pagamento da hipoteca existente em nome dos familiares do Presidente da Câmara.
Além disso, ainda não existe projecto para a pousada ou qualquer certeza para o financiamento do projecto, apenas uma pressa na expropriação dos ditos terrenos.

O assunto tem andado na boca das gentes da cidade, que têm condenado estas actuações e que apenas foram travadas graças à denúncia vinda dos partidos da oposição, que mostraram-se, ainda bem, atentos ao desenrolar do processo e permitiram que o mesmo fosse travado a tempo.

Por muito cristalino que seja o processo, para o cidadão comum tem tudo menos de cristalino – trata-se de um alegado favorecimento familiar. Falta saber se isto continuará impune perante a lei ou mesmo nas eleições – se bem que Mesquita Machado está de saída da presidência do Município.

Mesmo que exista transparência, que duvido seriamente, para quê expropriar terrenos para um projecto que não existe e que nem garantia de financiamento existe?

Assim se organiza o poder autárquico e assim se criam buracos públicos que os portugueses mais tarde têm de pagar. Qual o peso dos buracos “camarários” no défice público?

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O DIA DE ALGUÉM ESPECIAL - MÃE

por Manuel Joaquim Sousa, em 05.05.13

Hoje é um dia especial, mais especial um bocadinho que todos os dias porque me lembro de alguém especial que me conhece desde que nasci, há umas décadas, e me conhece melhor que ninguém, mesmo que esteja distante – basta uma simples conversa ao telefone para entender se estou bem ou se se passa algo de estranho, se estou doente ou na maior das felicidades. Nem sempre é preciso dizer nada, para que esse alguém perceba intimamente e de imediato tenha uma palavra amiga ou se dispõe a ajudar e defender, mesmo nas situações em que não ajo bem. Esse ser especial de quem me lembro hoje é a minha mãe – lembro-me todos os dias, mas hoje ainda com mais intensidade e com um carinho muito maior porque a vida é tão rápida que pode apagar esses momentos que não quero se desapareçam.

Lembro, várias vezes, as birras e as zangas de miúdo por querer fazer aquilo que me era proibido ou das surras por ter feito asneiras depois de estar avisado. Nesses momentos, a fúria levava-me a dizer coisas sem sentido ou a ter o pior dos pensamentos; mas hoje agradeço a sua educação e reconheço os frutos que tiveram. Tantas vezes desejaria voltar a ser pequenino para continuar a aprender e a aproveitar o máximo da sua sabedoria – ainda se vai a tempo, mas a vida é tão cheia que pouco espaço e tempo resta comparado com os tempos de miúdo.

Alguém me disse um dia que, só valorizamos os nossos pais depois de partirem; temo que essa seja uma dura realidade à qual não saberei contornar, por maior que seja o reconhecimento e o amor que tenha por este ser tão especial a quem chamo mãe.

A minha mãe não tem facebook, nem blogue, nem internet, nem tão pouco sabe trabalhar num computador, por isso, não irá ler estas palavras, mas saberá que existe algo muito mais forte que as torna tão reduzidas quando comparadas ao amor que se pode sentir por alguém tão especial como a nossa mãe.

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É TEMPO DE DIZER: BASTA!

por Manuel Joaquim Sousa, em 04.05.13

Até quando terão os contribuintes que pagar a crise? Até quando continuarão a existir cortes e sacrifícios? Até quando teremos um Governo que apenas pensa em cortar e não pensa em relançar a economia? Até quando teremos de ter um Governo que não pensa nas necessidades das pessoas? Até quando os portugueses vão aguentar este castigo?
É tempo de dizer basta!

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