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QUANDO O COMANDO NOS TIRA O SOSSEGO

por Manuel Joaquim Sousa, em 28.02.13

Que bem que se está aqui no sofá, com aquecedor ligado, manta de lã pelas costas, a ver televisão e a relaxar de mais um dia de trabalho. Ao mesmo tempo estou irritado porque por mais que carregue nos botões de comando da box não consigo mudar de canal. Carrego, carrego e nada, nada de nada; as pilhas estão gastas e não tenho mais pilhas para trocar - que chatice.
Porque razão é que carregamos com mais insistência quando o problema não é nos botões, mas nas malditas pilhas que têm a mania de estarem gastas?


Ainda bem que a Universidade de Aveiro está a inventar um comando em que não é necessário pilhas - vai ser a grande inovação, quando estiver no mercado, mas até lá ainda vou ter de comprar pilhas para este.

A única forma de resolver no imediato é ter de levantar para mudar no próprio equipamento. Toca a sair do cómodo sofá para mudar de canal ou então bem que fico a ouvir a enfadonha telenovela que está a passar neste momento e que já me deixou suficientemente colado, enquanto me decido a arrastar até à televisão.

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ZECA UM SÍMBOLO DE CULTURA - CULTURA É SOBERANIA

por Manuel Joaquim Sousa, em 26.02.13

A música "Grândola Vila Morena" deixou de ser música do passado, associada a uma das maiores revoluções da História de Portugal. A música de Zeca Afonso passou a ser cantada como forma de protesto contra a política a que estamos submetidos e que não é apenas destes anos, mas um acumular de sucessivos Governos que nos governam e que tornam a democracia como algo pouco apelativo e pouco desejável - como se fosse um modelo esgotado e sem capacidade para mudar o estado das coisas.

 

A música de Zeca é também um símbolo de soberania nacional e de identidade de um povo. Assim deve ser entendida a cultura de um país - uma forma de soberania nacional. Sem cultura não há soberania - não há Portugal. Para que exista cultura é necessário que existam criadores - escritores, músicos, actores, produtores, pessoal técnico e muitos mais - e para que esses criadores trabalhem é necessário que possamos consumir, a fim de gerar dinheiro, para que as pessoas possam ser remuneradas pelo seu trabalho e possam produzir ainda mais e com mais qualidade. A Cultura, ao contrário do que se pode pensar, é uma forma de gerar riqueza nacional - monetária e cultural - que também deve merecer o nosso interesse e o interesse da política.

Não faz qualquer sentido que o medíocre Governo condene a Cultura a uma mera Secretaria de Estado, tornando esta área redutora para o futuro de Portugal. Como diz o presidente da Sociedade Portuguesa de Autores, não faz qualquer sentido que a classe política apenas se lembre dos agentes da cultura nos tempos eleitorais.

Viva a Cultura!

Grândola Vila Morena

Terra da fraternidade

O povo é quem ordena
Dentro de ti Ó cidade....
  

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CRÓNICA 2: ATÉ ONDE PODE IR A "GRÂNDOLA VILA MORENA"?

por Manuel Joaquim Sousa, em 21.02.13

Grândola Vila Morena passou a ser musica que marca a actualidade política Nacional. A música é hoje mais do que uma senha da revolução, que não deixa indiferente povo e políticos e rapidamente se espalhou como rastilho de pólvora pela blogosfera, pelos media e nas redes sociais.

Aproveitando o embalo da polémica deixo algumas sugestões de leitura de blogues do sapo que abordaram o tema. Não estão cá todos, mas cá fica uma amostra.

 


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CRÓNICA 1: A RESIGNAÇÃO DE BENTO XVI

por Manuel Joaquim Sousa, em 20.02.13

Uma semana depois da resignação, as notícias continuam a falar sobre Bento XVI e o futuro da Igreja Católica. Aqui fica mais uma crónica.

 

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A MINHA CRÓNICA 0: A TENTATIVA

por Manuel Joaquim Sousa, em 18.02.13
Tentei inovar. Eu tentei, mas nem por isso saiu alguma coisa de jeito. 
Eis a primeira crónica em áudio. Tenho dificuldade em reconhecer a minha voz e aquele tom - um bocado à tio - que nada se parece comigo. 
A ideia parece boa, mas ainda está em fase de concepção.

No final, nem, microfone do chinês aguentou. Ele é o chinês...
 

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NÃO TEM DE SER PAPA ATÉ À MORTE

por Manuel Joaquim Sousa, em 11.02.13


                                                                                                 Fonte: Santa Sé
 

O mundo Católico vive o dia de hoje com a inesperada notícia de renúncia de Bento XVI ao seu cargo de Sumo Pontífice. Pelo que se pode perceber, para a generalidade dos Católicos é pacífica esta decisão, ainda que seja uma decisão fora do comum - Bento XVI foge à tradição de manter-se no cargo até à morte.

Num período histórico relativamente curto temos dois Papas com percepção do destino bem diferentes:

- João Paulo II, homem de grande carisma e modelo para muitos Católicos, manteve a sua posição de Sumo Sacerdote até à morte, ainda que estivesse perante um grande sacrifício público, mas que sempre o aceitou como a cruz que levaria até ao fim. O mundo comoveu-se, mesmo que da sua boca não se percebessem palavras.

- Bento XVI, homem de grande capacidade teológica - mais voltado para a estrutura interior de uma Igreja desarrumada porque o seu antecessor procurou mais as pessoas - entende que a sua saúde, idade avançada, não lhe permitem fazer frente a um magistério exigente como o governo da Igreja Católica.

Tomar um decisão que rompe com a tradição é de coragem e humildade de quem não se quer manter agarrado ao poder, mas que o entrega a quem possa conduzir a Igreja por caminhos que são muito exigentes. Os Católicos precisam de um líder com carisma e com capacidade de fazer frente aos desafios actuais e futuros do mundo. Mais importante que o poder, é fazer frente aos poderes que dizimam o mundo, sem quaisquer escrúpulos e sem qualquer sensibilidade pelos Homens e pelos que menos podem.

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