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UMA NOTA SOBRE O SR. ORGASMO

por Manuel Joaquim Sousa, em 26.12.12

Prometi aos leitores deste blogue a publicação de uma entrevista com o Sr. Orgasmo – não está esquecida. Digamos que tem sido difícil ter a oportunidade para que a mesma seja concedida – o orgasmo anda sempre de fugida, tipo rapidinha em tudo quanto é lado. Mesmo em tempo de crise tem sido muito solicitado – ainda que os estudos digam que em tempos de crise o desejo sexual decresce –, contrariando todos os estudos.
No tempo de Natal, o Sr. Orgasmo tem sido muito solicitado porque, no meio de tantas prendas, há aquelas bem “malandrecas” que os casalinhos logo querem experimentar. Na passagem do ano também se prevê uma época de bastante trabalho para este senhor, pois são muitos os casais que querem atingir o ponto do clímax na viragem do ano – imaginem os quilómetros que terá de percorrer do Oriente a Ocidente e em cada hora de passagem do ano num determinado país. Por estas e outras razões que uns atingirão o clímax antes e outros depois (não se trata de orgasmo precoce ou retardado como muitos tentam explicar – é mesmo incapacidade do Orgasmo chegar a todos os locais em que está a ser solicitado). A próxima passagem do ano será com muito sexo (?), pelo menos em Portugal, porque 96% dos portugueses prevê passar o ano em casa, em vez das saídas para as discotecas ou para outras festas um pouco por todo o lado.
Em tempos de austeridade fico feliz que o Sr. Orgasmo tenha muito trabalho, agora mais nas casas dos desempregados que fora de casa ou nos locais de trabalho.
Continuaremos à espera de uma entrevista para que os segredos sejam desvendados. E se necessitarem do Sr. Orgasmo na passagem do ano, reservem com antecedência.

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O LIVRO DE 2012 - ESCOLHA PREFERIDA

por Manuel Joaquim Sousa, em 26.12.12

O ano de 2012, foi ano de muitas leituras, mas existe aquele livro que se destaca por: ser o livro que me acompanhou em duas viagens ao estrangeiro e pela história que bem poderia ser a do nosso país. Falo de “Ensaio Sobre a Lucidez”, de José Saramago.
Posso dizer que até é um livro pouco volumoso, mas que demorou o seu tempo a ler – uma história bem escrita e de forma simples – porque em cada capítulo era merecida uma paragem para pensar em tudo o que foi lido, perceber o sentido e perceber se em alguma altura a história poderia ser real – e podia.
Por muito que a capital, onde se desenrolaram os acontecimentos, pudesse ser uma qualquer, eu não deixo de direcionar o meu pensamento para a nossa capital e para a fuga do nosso Governo. Esta história poderia ser tão real porque, neste ano de 2012, o povo saiu, por diversas vezes, para a rua manifestando-se contra as medidas do Governo e contra a forma como fomos governados em tempos de democracia. Foram manifestações pacíficas, no seu geral, e únicas desde a restauração da democracia – no livro também existe a passagem da manifestação silenciosa pelas ruas da capital, por onde todos seguiam com a mesma determinação.
Tal como no decorrer do livro descreve que os defensores do regime que tentaram sair da capital - com medo do que as ações populares pudessem desencadear, mas por impossibilidade de ultrapassar as barreiras de cerco à capital tiveram de regressar – foram recebidos, não com uma banho de sangue, mas com apoio dos opositores, também os portugueses se uniram numa só voz, mesmo aqueles que nas urnas votaram para a eleição deste executivo.
Também este ano foi recheado de notícias protagonizados interferências de um Ministro no media portugueses, o que se assemelha com a história do Ministro do Interior que tenta minar a informação, para que a mensagem a passar não seja a realidade, mas aquela que provoque o medo.

Diria mesmo que José Saramago foi um profeta dos acontecimentos do nosso país, pois cada capítulo do livro simboliza trechos da História recente – se fosse vivo e se este livro fosse publicado em 2012, seria acusado de querer inflamar a política e apelar à abstenção maciça nas próximas eleições.

Somos conduzidos até à importância de sermos lúcidos na forma como vemos o que acontece à nossa volta, o que marca a diferença dos que evitam a cegueira procurando pensar por si próprios e usarem do direito à liberdade para lutarem por aquilo em que acreditam.

É um livro com uma presença política muito forte, mas que se justifica nos tempos que correm, quando tudo é dominado pela política ou dela depende – existe sempre o poder de mudar o que quer que seja, sem medo de ficarmos barricados na própria cidade.

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