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JÁ NÃO HÁ INDEPENDÊNCIA PARA COMEMORAR A RESTAURAÇÃO

por Manuel Joaquim Sousa, em 01.12.12

A terminar um dia de feriado – 1 de Dezembro – o último em que se comemora a Restauração da Independência – que ocorreu a 1 de Dezembro de 1640.
 

Restauração da independência? Sim, conta a História que, em tempos idos, vivíamos sob a dinastia Filipina – Filipe I (II em Espanha), Filipe II e Filipe III – que colocou em causa a soberania da nação.
Porque caímos nesta situação delicada? O Rei D. Sebastião, como todos sabem, desapareceu em terras de África (não se soube do seu paradeiro) sem deixar qualquer descendente (ainda era muito novo).

Assim está explicada a razão para que o dia de hoje seja declarado feriado e muito importante – ou não estivessem os portugueses contra o Governo por o ter eliminado. Eu concordo com o Governo. Sim, para quê sermos saudosistas e desejarmos um feriado que comemora a independência que já não existe? Não somos independentes, mas dependentes de ajuda exterior – pedida por certos governantes – que, para além de trazer umas tranches, corta e risca no que deve ser feito no nosso país - trata-se de uma espécie de governo tripartido.

Eu já andava desconfiado que a independência era condição do passado. A certeza confirmou-se quando o Presidente da Republica hasteou a bandeira nacional ao contrário, no dia 5 de Outubro, como que um pedido de socorro denunciando oficialmente a perda de soberania. Afinal, a Republica já não existe.

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UM MURRO NA MESA CONTRA "VOU-LHE USAR"

por Manuel Joaquim Sousa, em 01.12.12
(fonte: Youtube)
http://www.facebook.com/DarUmMurroNaMesa


Por vezes, vejo episódios da telenovela “Gabriela” e surpreendo-me como, em tempos antigos, a mentalidade das pessoas era tão fechada – fechada em conceitos que a sociedade determinava como verdades instituídas.
Se há expressão que me dá nojo e mesmo arrepio pelo significado que carrega é a de coronel Jesuino: “Se prepare que eu vou-lhe usar” – pronunciada quando pretende fazer sexo com suas esposas. Esta personagem tem no seu historial a morte da sua primeira esposa - apanhada em flagrante com um amante – do qual goza da completa imunidade e impunidade pelo crime cometido, tido como defesa da honra e bons costumes, ainda que este fosse frequentador de casas de prostituição; para além das constantes ameaças de morte da sua noiva, caso na noite de núpcias não sangrasse – a esposa teria de ser virgem. Para além desta personagem, existem outras que demonstram total desprezo pela mulher e com cenas de violência por atos das quais não tinham qualquer culpa.

Isto trata-se apenas de ficção – eu sei. Porém, ainda que distantes do tempo descrito na telenovela, estamos ainda muito próximos em formas de pensamento e atitudes – o que seria uma representação do passado ainda acontece. A violência doméstica existe, expressasse em números gordos, é considerada como um crime, mas ainda está muito escondida na sociedade. Existe medo das vítimas em denunciar a violência de que sofrem por temerem a sua vida. Tantas vezes as culpas das marcas físicas da violência são atiradas para os armários de casa, contra quem se bate muitas vezes, deixando que os agressores sejam impunes pelos atos cometidos irracionalmente.
Quantas vezes as mulheres são usadas sexualmente contra sua vontade?

Falamos do sofrimento das vítimas “diretas” da agressão, mas existem as vítimas que presenciam a tudo o que se passa na vida familiar e que psicologicamente ficam afetadas de forma profunda e, muitas vezes, para o resto da vida – memórias que os tempos não apagam.

O silêncio é a arma do agressor. É tempo de um murro na mesa.  

 

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