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BLOGUE DO MANEL

A vida tem muito para contar e partilhar com os demais. Esta é a minha rede social para partilhar histórias, momentos e pensamentos, a horas ou fora de horas, com e sem pés nem cabeça. Blogue de Manuel Pereira de Sousa

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A vida tem muito para contar e partilhar com os demais. Esta é a minha rede social para partilhar histórias, momentos e pensamentos, a horas ou fora de horas, com e sem pés nem cabeça. Blogue de Manuel Pereira de Sousa

AS LEIS SÃO COMO AS MULHERES, SÃO PARA SEREM RESPEITADAS

Manuel Pereira de Sousa, 08.10.12

"As leis são como as mulheres, são para serem violadas", afirmação de José Manuel Castelao Bragaño, 71 anos, quando estava a protestar contra uma ata. A sua ideia era violar a lei, um ato grave como violar uma mulher é também um ato grave.
 

Independentemente do cargo que este senhor desempenhava é mais que suficiente para pedir a sua demissão, por falta de ética com o trabalho e com as regras e ao mesmo tempo revela uma falta de humanidade para com as mulheres.

Não há grandes comentários que se possam fazer a esta afirmação que não sejam de repúdio a uma personagem, que numa frase demonstra o tipo de pessoa que é. O único comentário que posso fazer mesmo é: As leis são como as mulheres, são para serem respeitadas.

QUEM É A REPUBLICA?

Manuel Pereira de Sousa, 08.10.12

 
Se por vezes a sociedade se espanta com algumas obras de arte por serem tão puras, a ponto de mostrarem a intimidade do corpo, não se percebe porque aceitam a Efígie da Republica Portuguesa - uma mulher envergado a bandeira portuguesa ou os símbolos nacionais, mas um pouco despida para estar em público. Naqueles tempos o pudor não parecia existir (ainda bem).

Alguém sabe quem é esta senhora ou alguém sabe em quem se inspirou Simões de Almeida, escultor da Republica? Esta é uma mulher com traço português e com ar de lutadora e guerreira, que, ainda hoje, é considerada como símbolo da Republica Portuguesa como a Bandeira Nacional. Pena que a sua imagem tenha caído em desuso e não faça parte de muitos edifícios públicos - se calhar significa que estamos a dar pouca importância à Republica.

QUANDO A SIC CHEGOU À TERRINHA

Manuel Pereira de Sousa, 08.10.12
Fonte: Blogue SIC

Eu conheci a SIC mais tarde, que o seu nascimento.
 

Vivia no Gerês, com 8 anos, quando surgiu esta frescura na televisão, mas que eu conheci anos mais tarde. Ainda me lembro de estarmos sempre a sintonizar o aparelho para ver se surgia alguma coisa na televisão; mas na realidade não se via mais nada que uma grande chuva na imagem e um fantasma do símbolo da estação.
 

Lá na Terrinha ninguém tinha ainda a SIC; todos viviam na ansiedade de um dia ter a alternativa à estática estação do Estado. Porém, muitos anos se passaram até esse sonho se tornar realidade. Até isso acontecer, o que se dizia da SIC? Muito pouco. Por incrível que pareça, ainda me lembro de ouvir os mais velhos lá do sítio, nas conversas de rua dizerem que este canal tinha umas cenas quentes à Sexta-Feira à noite (senas de sexo puro como nunca antes tinha passado na televisão) - já estou mesmo a imaginar o que se diria por esse país ainda conservador e fechado às novidades, acharem que este era o canal depravado que veio acabar com a moral e o sossego da televisão pública.

Um dia a SIC chegou à Terrinha. Lembro-me bem que em minha casa começamos a ver num Sábado à tarde. Tarde de azáfama. O pai no telhado para virar a antena para o sítio certo, o meu irmão a sintonizar o aparelho e a dizer-me se estava melhor ou pior ou se a antena se tinha de virar mais para a esquerda ou para a direita e eu a berrar lá para o telhado - sintonizar a televisão e coordenar a antena era algo complicado. «Mais prá direita, mais um bocado. Agora dá bem. Agora dá pior. Piorou. Volta a rodar. Não mexas mais. Está bem assim».

O que me lembra de estar a dar? Hum. Lembro-me do «Chuva de Estrelas», o «Mini Chuva de Estrelas» e a telenovela era «Irmãos Coragem» e sem esquecer do «Ponto de Encontro» (que o meu avô achava mágico as pessoas, separadas há anos, aparecerem no programa como se fosse magia; eu tentei explicar como tudo se fazia, mas ficou sempre aquela ideia de magia).
 

Apesar de fiel a alguns programas da Estação Pública e defensor da causa pública que sou, lá em casa a SIC passou a dominar durante todo o tempo em que se via televisão. Foi uma grande novidade. Foi uma nova forma de ver televisão. Por vezes estranhava aquele jornalismo fora do que estava habituado a ver, a ponto de o achar sensacionalista, mas tudo mudou.
 

Se a TSF foi a novidade para a rádio, a SIC foi a novidade para a televisão.
 

Posso dizer que os grandes acontecimentos do mundo e do país foram acompanhados através das emissões da SIC e SIC Notícias (11 de Setembro, Invasão no Iraque, Tragédia de Entre-os- Rios, Morte de Amália, emissões do tempo das eleições, etc).

No fundo, o meu avô tinha razão, a televisão tinha magia e a SIC trouxe uma magia diferente à forma como se lia o mundo.