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BELEZA DA SIMPLICIDADE - ASSIM É PORTUGAL

por Manuel Joaquim Sousa, em 28.09.12
"Beleza da simplicidade" demonstra um bocadinho do que é Portugal, este canto plantado junto ao mar. Um destino turistico de excelência, um país a preservar. Este é o nosso país, a nossa casa.

O filme está a ser distinguido internacionalmente como grau ouro no Festival Internacional de Filmes de Turismo e Ecologia da Sérvia; distinguido no Festival Cannes Corporate Media & TV Awards 2012; medalha de ouro no “Tourfilm Riga” 2012, categoria Filme Comercial, na Letónia; medalha de prata no “World Best Films Awards”, categoria Curta-Metragem, em Nova Iorque.

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PROJECTO AMÉLIE QUER MUDAR UM POUCO A NOSSA VIDA

por Manuel Joaquim Sousa, em 28.09.12

(trabalho meu publicado no P3, do jornal Público, que partilho por aqui)

As mensagens são muitas e os locais onde estão coladas são na sua maioria insólitos: cabines telefónicas, sinais de trânsito, semáforos, portas, caixas multibanco e troncos de árvores.

 
         (imagem de Martim Dornellas)
 

Se alguma vez ao caminhar pela cidade de Lisboa te deparaste com mensagens criativas como “Lembra-te dos teus amigos”, “Não te esqueças de quem és” ou “Leva o que precisas”, não estranhes, são pensamentos de Martim Dornellas, fundador doProjecto Amélie.

 

Em entrevista ao P3, Dornellas diz-nos que este projecto, já antigo, “nasce de uma vontade de mudar só um pouco o dia-a-dia das pessoas”. "Sempre mexeram muito comigo projectos como os Abraços Grátis ou as cenas dos Improv Everywhere e sempre andei a magicar uma forma de interferir, mesmo que ligeiramente, na rotina das pessoas.”

 

Inspirado no “ChillOut Song do Ze Frank” decidiu que era “exactamente isso que queria fazer”. Pelos vistos conseguiu interferir na rotinas das pessoas, não só de Lisboa, mas daqueles que acompanham o seu projecto através do Facebook. “Com as inúmeras mensagens que me chegam, consigo ter noção que o projecto tem tido um impacto positivo”, afirma.

 

Autolocante rima com crise

As mensagens são muitas e os locais onde estão coladas são na sua maioria insólitos: cabines telefónicas, sinais de trânsito, semáforos, portas, caixas multibanco ou mesmo em troncos de árvores. “Ando sempre com autocolantes no carro e nos bolsos e volta e meia colo um ou outro”, confessa.

 

À hora de almoço ou o final do dia “vou colando”. “Nunca fiz uma acção gigante, nunca colei milhares de autocolantes de um dia para o outro.” Não esconde que sente alguma vergonha e quando vai aos locais é muito rápido para que as pessoas não se apercebam. Cola e no dia seguinte aparece para tirar umas fotos. “Gosto do gesto e da reacção das pessoas que o vêem, não gosto muito é da exposição, por isso sou tão desajeitado”. O risco é calculado. “Se não colar, o projecto fica só na teoria. E é importante materializar as ideias”.

 

Os portugueses sentem necessidade destas frases ou pensamentos? “Infelizmente", responde Martim Dornellas. "Foi uma coincidência a minha vontade de fazer este tipo de projectos com o estado que o país atravessa".

 

Entre as acções com maior impacto destaca os semáforos onde coloca corações. "São os mais complicados de colocar e por isso aqueles que faço menos”. O contágio não é apenas em Lisboa, “tem-se espalhado pelo país e há imensa gente a colocar autocolantes no Porto, Coimbra, etc”.

 

Martim diz que as ideias “vão surgindo". "Não tenho um plano, mas a ideia é fazer sempre novos”. Fica a dica para continuarem ou começarem a acompanhar o projecto Amélie que certamente irá continuar a surpreender os seguidores e rasgar sorrisos nos transeuntes das nossas cidades. “Não há que ter medo nem vergonha. No fundo, basta combater alguma inércia e ver um bocadinho menos de televisão”.


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Momentos complicados se vivem no nosso país com o crescente número de pessoas descontentes com a política económica e social – estamos num período cada vez mais insustentável. A situação caótica não é apenas em Portugal, já o é, há muito tempo, na Grécia e agora com mais intensidade em Espanha – os recentes acontecimentos em Madrid não me deixam indiferente. Falta saber qual será o próximo país a entrar em colapso e a ver manifestações nas ruas, de um povo em estado de revolta e aflito com o rumo da vida.

Em Espanha as manifestações não são tão pacíficas quanto as que se realizaram em Portugal. As nossas manifestações foram em muitas cidades e, em qualquer uma delas, em número muito maior que as que se realizaram nos últimos dias em Madrid. Dizem que somos “hermanos”, mas de temperamentos muito diferentes. Felicito os portugueses que demonstraram descontentamento com uma maturidade política impressionante e capaz de “meter medo” porque não existiu nada que se pudesse apontar contra as manifestações, aponto de direitas e esquerdas se terem unido contra uma política macabra do Governo de Passos e Gaspar – fez-me lembrar José Saramago, na obra Ensaio Sobre a Lucidez. O Governo recuou (ainda que tente por outros estratagemas retirar do nosso bolso o que conquistamos com trabalho e esforço).
Em Espanha, a violência que a polícia desencadeou sobre os manifestantes, e o aumento progressivo desta, permitiu que esses manifestantes estejam a ser desacreditados perante o poder político e perante os restantes 47 milhões de habitantes. Isto não pode acontecer. A rua não pode ser condenada por uma luta de defesa dos cidadãos que estão a ser encurralados pelos políticos por meio de polícias. São inaceitáveis as declarações de Rajoy, descritas no EL PAÍSPermítanme que haga aquí en Nueva York un reconocimiento a la mayoría de españoles que no se manifiestan, que no salen en las portadas de la prensa y que no abren los telediarios. No se les ven, pero están ahí, son la mayoría de los 47 millones de personas que viven en España. Esa inmensa mayoría está trabajando, el que puede, dando lo mejor de sí para lograr ese objetivo nacional que nos compete a todos, que es salir de esta crisis” – basicamente está a reconhecer os milhões de espanhóis que decidiram ficar em casa e não se manifestaram e que são essas que contribuem para a Espanha saia da crise. De facto são, da mesma forma que acredito que muitos milhares que estavam nas manifestações também estão a pagar a crise. Não acredito que um povo tão explosivo como os “nuestros hermanos” se resuma a milhares nas ruas, acredito que em pouco tempo serão em milhões, que se encontram no limite da austeridade.

A crise não é apenas em Portugal, Espanha, Grécia ou Irlanda, haverá muito mais défice escondido nas grandes economias como Itália, França e Alemanha. Esta é uma crise Europeia. Eu acredito que a Europa falhou porque se está a desviar dos seus objetivos iniciais de criação. Vejam os milhões que chegaram aos países como um maná e não resolveu os problemas profundos – mais que o dinheiro são os valores que estragam a Europa.

Reportagem Público: http://www.publico.pt/Mundo/governo-elogia-forma-proporcional-como-a-policia-actuou-em-madrid-1564607

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Nem sei o que pensar sobre a notícia que li com algum detalhe no Público, sobre o corte de apoios a dez fundações e a redução de 30% dos apoios a outras quarenta. Diz o PS que “a montanha pariu um rato” – será? Pois existem muitas mais fundações que aquelas que surgem mencionadas e publicitadas nas notícias. Parece que querem cortar em algumas das que até têm utilidade pública e não querem extinguir as que não têm qualquer utilidade para o cidadão comum. Parece-me que estamos num cenário virado ao contrário. Desconheço os critérios que estão a ser utilizados para estes cortes.

O que mais me preocupa é a criação de novas fundações. Será que ainda existe possibilidade de criação de novas fundações, mesmo com a publicidade que o Governo apregoa de querer reduzir algumas gorduras (se calhar ainda muito pouco)?
Estou interessado na criação de uma fundação para obter algum financiamento público. Com a crise em que vivemos dava jeito um financiamento extra e este era sem dúvida um dinheiro limpo e sem esforço.
Qual a utilidade da fundação? Hum… ainda não pensei bem, mas será de utilidade pública com toda a certeza – pelo menos terá utilidade para mim e para aqueles que estiverem comigo.
Qual o nome? Hum… ainda não pensei bem; mas será um nome sonante, tipo Fundação Para o Desenvolvimento e Cooperação de alguma coisa – parece bem?
Terá Presidente, Assembleia, Presidente da Assembleia, Concelho Consultivo, Secretariado, Assessores e Assessores dos Assessores, Vogais, Motoristas e viaturas de serviço. Ainda estou a pensar na localização da sede onde todos possam trabalhar.

Se calhar esta não será a melhor fase porque o assunto está muito quente e todos dariam conta. Talvez opte por aguardar uns tempos, que todos se esqueçam desta medida mediática e de propaganda para o Governo.

Não quero dizer mal das fundações porque quem tem telhados de vidro não atira pedras e à que zelar por uns fundos públicos para a carteira.

 

http://www.publico.pt/Pol%C3%ADtica/fundacao-cidade-de-guimaraes-vai-ser-extinta-casa-de-braganca-oriente-e-comunicacoes-moveis-perdem-todos-os-apoios-1564491

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O QUE SERIA DO HOMEM SEM SEXO?

por Manuel Joaquim Sousa, em 26.09.12

Uma questão bem pertinente, que certamente poucos ousaram pensar ou nem sequer põem essa hipótese por tão terrível ou mesmo absurda que possa parecer. 

Dizem que viver sem sexo, em total abstinência, é possível porque este não é uma necessidade para a vida como a água ou a alimentação. Porém, não seria a mesma coisa. Sexo é das coisas, dos actos mais velhos do mundo, presente na generalidade do Reino Animal. A multiplicação e continuidade da vida das espécies estariam seriamente comprometidas se de um momento para o outro o sexo deixasse de existir. 

O sexo é acima de tudo um acto animal e fisiológico, mas que, pelo menos no ser humano pode ser muito mais que um acto fisiológico, mas uma manifestação de prazer, desejo, amor, sensualidade e muito mais. 
Apesar de alguns animais terem relações apenas como objecto de procriação, não temos bem a certeza ou pelo menos não existem estudos suficientes que nos garantam que estes também buscam sexo para obter satisfação. Mal de nós se apenas procurássemos o sexo apenas para procriação. Não sei, mas viveríamos um caos psicológico e patológico ou então habituávamo-nos à ideia (será que muitos se habituariam?). 

O sexo muito mais que um acto físico é também um exercício de libertação e satisfação a vários níveis, que pode contribuir para o funcionamento e equilíbrio emocional e psicológico das pessoas, assim como, a melhoraria do bem-estar e do dia-a-dia de cada um. É também uma demonstração de amor e intimidade por alguém e uma forma de selar uma aproximação entre elementos do acto sexual. De forma homo ou hetero, todos procuram algo e isso faz do sexo uma contribuição para a busca da essência mais íntima de cada um, a essência que se encontra mais escondida e talvez mais real de cada ser humano. 
É claro que muitos encontram no sexo uma emancipação social. Mostrar aos amigos e às amigas que «comeram» aquele ou aquela ou mesmo a procura de satisfação quando o outro alguém já não é capaz de satisfazer ou transmitir aquilo que se deseja. 

Sexo pode ser para muitos um negócio onde se compra e vende, sendo o corpo um objecto de trabalho para que se consiga seduzir o outro e provocar-lhe prazer. É um negócio onde se vendem milhões, mas de forma mais escondida e pouco falada. Quanto contribuiria a industria do sexo no PIB do nosso país se tudo fosse feito às claras e na legalidade? Não haveria certamente défices orçamentais. 

Não se pode pensar no Homem sem a sua componente sexual ou então resumiríamos muito da sua essência como pessoa. 
Por muito que se diga que o sexo é um fruto proibido e apesar de durante muito tempo se ter doutrinado o sexo como um pecado, o certo é que, se assim fosse, a grande maioria viveria em pecado irremediavelmente e os filhos fossem fruto desse pecado e os mal amados do mundo.

É tempo de abolir esses preconceitos e ignorar que a maioria não se delicia com uma relação porque já ninguém acredita que as cegonhas trazem os bebés ou que estes têm origem num feijãozinho. Já nem as crianças acreditam nessa teoria. 
O sexo é dos actos que melhor faz ao Homem e o ajuda a ser Homem no dia-a-dia, enquanto tiver desejo e forma de satisfazer esse desejo.

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POLÍTICOS, POLVOS E A RAIA PEQUENA

por Manuel Joaquim Sousa, em 25.09.12

A política tem tanto de bom como de mau. Tanto é responsável pelas coisas boas deste mundo como pelas coisas piores que se possam imaginar. Tem pessoas de uma grandeza pessoal como tem das pessoas mais podres e mais horríveis que se possa imaginar.

A Política é mais uma espada de dois gumes; ou se gosta ou se odeia. Ela estraga o mundo e a sociedade, mas ao mesmo tempo sem ela nada se faz e nada se decide, para a evolução da terrinha, da freguesia, do concelho, da cidade, do país e do mundo.

 

O problema é que a noção de que a política é importante para a nossa evolução é cada vez menor, devido à descrença que esta tem provocado na nossa sociedade. Enquanto, antes se vibrava por um bom comício, por um bom debate, hoje são poucos os que assistem e que perdem tempo - a não ser que haja qualquer outra coisa em troca. Enquanto antes o país parava para ouvir uma declaração do Primeiro-Ministro ou do Presidente da Republica, hoje as declarações passaram a meros diretos televisivos com cada vez menos influência - a pouca influência que ainda tem deve-se ao facto de existirem alguns comentadores políticos em programas temáticos que vão analisando e debatendo o assunto.

Os comícios passaram a ter cada vez menos gente porque os discursos passaram a ser meras críticas e trocas de acusações pessoais e deixaram de debater e apresentar ideias, deixaram de ter a verdadeira ideologia partidária para uma mera propaganda publicitária vazia de conteúdo e de princípios. Muitos sabem que, no final de um comício, as grandes verdades declaradas são esquecidas devido às conveniências do momento. Poucos são os que vão a um comício e triste é ouvir dizer que esses estão lá a agitar a bandeira do partido por conveniência própria e na procura de um favor.

 

A política depende dos votos da raia pequena que existe de norte a sul do país, mas decide-se junto dos polvos cada vez mais gordos que não governam na política, mas que comandam a economia e decidem o querem fazer. As decisões anunciadas por um Governo são as decisões tomadas pelos polvos, que sugam a raia pequena e dos quais depende essa raia.

Já no Sermão de Santo António aos Peixes, se falavam dos polvos e parece que passados séculos eles ainda continuam por aí, de forma escondida, mas ativos e capazes de cativar aqueles que lhes interessam.

 

É neste ponto, do negócio entre políticos e polvos, que a classe política atinge o seu lado mais negro e as ideologias partidárias e muito anunciadas nas campanhas são esquecidas para benefício próprio. Passados quatro anos ou se as coisas não correrem muito bem, os elementos da classe política encontram nos polvos forma de subsistência própria, enquanto que, a raia pequena fica à mercê de mais uma crise e de um futuro hipotecado.

Triste vive um país quando tem de conviver com este mundo bem frente aos seus olhos, mas nada poder fazer. Nada pode fazer porque se acomoda no seu canto e se levanta na altura em que o candidato anda pelas ruas a distribuir mais um beijo e mais um abraço. Triste vai a política e mal vai a democracia quando chegamos a este ponto.


Ainda se está para acreditar que a revolta popular perante os acontecimentos políticos e económicos do presente sejam motivos de revolta pura, para a mudança de consciência da raia pequena.

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DEMOCRACIA DO SOFRIMENTO, SEGUNDO HELENA SACADURA CABRAL

por Manuel Joaquim Sousa, em 25.09.12

Partilho convosco um artigo que li há uns tempos e que é um relato verdadeiro da nossa democracia: A democracia do sofrimentoda autoria de Helena Sacadura Cabral, no seu blogue "Fio de Prumo".

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OLHAR A AUSTERIDADE COM ALEGRIA

por Manuel Joaquim Sousa, em 25.09.12

“Não há mal que sempre dure e bem que nunca acabe”. Já devem conhecer este velho ditado, que agora nos faz falta repetir muitas vezes ao dia, à semana e ao mês.
Mergulhados numa austeridade terrível vamos acreditar no futuro, no amanhã sorridente e na prosperidade que dentro em breve inundará Portugal.

Acreditar é o que todos devem ter em suas mentes, mesmo que alguém vos esteja a tirar do bolso de forma silenciosa e sem piedade.

Vamos acreditar que o Natal vai ser farto de prendas, bacalhau, peru e doçaria, mesmo que sejam retirados tostões do subsídio de Natal.

Vamos acreditar no futuro porque a TSU mantém-se nos 11% sobre o salário, mas vamos contribuir sob a forma de IRS.

Vamos acreditar no amanhã que floresce, em que a luta por emprego será a luta saudável para a nossa economia que vive atrofiante e decadente, mas com cada vez mais competitividade.
 

Vamos acreditar no futuro de jovens que partem alegremente para outros países na procura de uma vida de sonho, mesmo que aqui seja muito boa.
 

Somos um povo adorável, que recebe bem os seus políticos com manifestações e apupos - que eles tanto adoram e se regozijam com a festa que lhes fazemos.

Eles sentem na pele a nossa alegria imensa em os ter por cá, para nos governar com todo o empenho de nos tornar cada vez mais pobres e humildes, mas esperançosos no amanhã que trará a prosperidade.
 

Eu acredito que estamos no bom caminho, ainda que a minha visão seja muito irónica.

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O DIÁOLOGO DO HOMEM COM O SEU PÉNIS PELA MANHÃ

por Manuel Joaquim Sousa, em 21.09.12

- Bom dia! Está tudo bem aí por baixo?
- Como todas as manhãs. Nada de diferente. E tu estás bem?
- Mais ou menos. Para ser sincero não estou muito bem.
- Dói-te a cabeça?
- Não, isso é com as mulheres em períodos específicos do mês.
- Ah! Não me lembres disso porque eu não gosto muito daquilo que as mulheres têm todos os meses. Mas, então o que tens?
- O mesmo incómodo de sempre, de todas as manhãs.
- O quê?
- Já falamos sobre isto em várias fazes da minha vida.
- Ah!!! Não estava a atingir. Estás a queixar-te por eu estar firme e hirto todas as manhãs.
- Nem mais.
- Não vejo qual é o incómodo; até te devias sentir satisfeito com o símbolo da virilidade masculina.
- Pois… é muito bonito para eu fazer ver a elas. Não é muito agradável de manhã quando quero dar a minha mijinha. Sabes bem que o teu tesão não é propriamente erótico, é mais fisiológico. Percebes?
- Claro que sim. Desculpa lá estar a dificultar o teu ato de urinar, mas são fisiologias que eu nem sempre domino. Não trabalho sozinho; essa cabeça aí em cima tem muita influência.
Digo sempre que um pénis sozinho não é tudo, apesar de muito homens pensarem isso (pensam sempre com a cabeça de baixo). Por detrás da minha beleza e do meu admirável físico, há toda uma psicologia que é preciso entender e que para as mulheres funciona de uma forma diferente.
- Essa agora! Estás a querer dizer que és um sabichão e doutorado em matéria de encantamento como as flautas que encantam as serpentes.
- Pois, se eu não fosse sabichão não provocavas as delícias nelas. Se não fosse eu o que seria de ti? Não comias.
- Está bem, está bem. Tens razão. Mas não abuses. Afinal não te trato assim tão mal.
- Por acaso não. Bem… tirando as vezes em que me escravizas e eu tenho de trabalhar em dose dupla ou tripla, posso dizer que me tratas minimamente bem. TIRANDO AS VEZES, COMO AGORA, EM QUE ME TORCES O PESCOÇO PARA MIJAR, até me estarias a tratar bem.
- Eu sei que não gostas, mas tenho de resolver isto. Da próxima mantém-te quieto e ensonado, que assim já posso fazer as minhas necessidades sem ter torcer o pescoço.
Isso, bom menino.

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O QUE MUDA SE JESUS FOSSE CASADO?

por Manuel Joaquim Sousa, em 20.09.12
Leio no jornal Público o artigo Papiro cita Jesus a falar da sua mulher. Tudo indica, apesar de existirem testes de autenticidade ainda a decorrer, que o dito papiro será autêntico. Mesmo que se confirme a autenticidade, muitos afirmarão que tudo isto é mais uma encenação, como a que o livro Código de Da Vinci tentou lançar com a sua ficção.
 

Bem, eu continuo a pensar o mesmo que sempre pensei até aos dias de hoje. Católico como sempre me identifiquei, sempre defendi que o grande Homem, que foi Cristo, teve o direito de ser casado, de ter namoradas e de curtir a vida porque os sacrifícios que passou na sua vida terrena foram mais que suficientes.
 

Então não teria o direito de ter uma vida amorosa, quando a sua doutrina era amor? Qual o problema de ter as suas relações sexuais e mesmo filhos? Nada disso invalida a sua doutrina, que foi sempre muito tolerante e progressista. Quiçá seria Maria Madalena ou outra qualquer. Simplesmente não interessa.

Não percebo os que têm medo que um dia se provem estas teorias. Sendo homem como os demais tem o mesmo direito de desfrutar dos prazeres da vida. A vida privada de Jesus pouco me importa, espero que pelo menos possa ter sido feliz como qualquer um de nós deseja ser feliz numa relação.

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