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CECÍLIA FAZ ARTE AO RESTAURAR IMAGEM ECCE HOMO, DO SEC XIX

por Manuel Joaquim Sousa, em 23.08.12
(Fonte de vídeo: www.sic.pt)

O conceito de arte está profundamente baralhado entre nós. Quanto mais evoluímos como seres pensantes mais baralham a arte e o que querem dela ou o que representa para todos nós.

Lá por termos acesso à arte de uma forma cada vez mais ampla, não significa que sejamos todos apreciadores de arte e críticos conceituados, a ponto de menosprezar o esforço de muitos pela criatividade.

A Cecília, de 80 anos, cidadã Espanhola, é vítima daqueles que criticam a arte de forma pouco construtiva. Teve a humilde ideia de artista plástica de restaurar uma imagem de Cristo, há muito degradada pelo passar do tempo - uma forma de recuperar uma obra de Elias Garcia Martínez. Pelos vistos a senhora teve de sair a meio do restauro para ir buscar o filho e quando voltou a “tenda já estava armada” e não pode terminar o seu trabalho.  Como é possível que esta senhora não tenha terminado o restauro que a pintura estava a precisar? Como é possível tão grande polémica em torno de alguém que já pinta desde os 5 anos, que já fez muitas exposições e vendeu muitos quadros?

São questões que eu, defensor da arte que rompe com as tradições e as leis conservadoras (até fiquei admirado com esta designação), não consigo responder. Lá por Cecília não ter a mesma projeção que Picasso ou até que o criador original Elias Garcia Martínez, não significa que a sua arte seja menor.

Quando o Picasso fez os seus traços e rabiscos o mundo da arte e dos críticos abriram a boca de espanto; quando Dali pintou aqueles abstratos exagerados (frutos da sua loucura) a admiração e a tentativa de encontrar um significado é um trabalho filosófico; Leonardo D Vinci pintou a pobre Mona Lisa e agora o Louvre é motivo para milhões de visitantes; quando Paula Rego expõe as suas obras de mulheres grosseiras, eis que se torna na crítica e exposição das realidades sociais; quando a grande Cecília restaura uma imagem de Cristo com uma arte mais moderna, abrem-se as bocas da crítica como se ela fosse uma herege.

O que dirá o Cristo no meio de tudo isto?
Quem nunca pintou mal que atire a primeira pedra.

Vou tentar entrevistar Cristo para ver o que pensa sobre tudo isto.


(Escrito de forma irónica e de acordo com o novo acordo ortográfico)

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A REVOLTA CONTRA O PINGO DOCE É COMPRAR AO LADO

por Manuel Joaquim Sousa, em 23.08.12

Porque todos falam (pelo menos a maioria) da recente campanha do Pingo Doce aos seus clientes - aquela dos pagamentos por Multibanco apenas para compras superiores ou igual a 20 Euros - eu também quero falar e deixar a minha humilde e sábia opinião.

Já repararam que cada vez que o Pingo Doce faz alguma coisa com impacto para os seus clientes é amplamente anunciado nos media? Acho que se trata de publicidade gratuita, para fazer frente às campanhas publicitárias do Continente, nos intervalos da programação.

 

Primeiro: a transferência de todo o património para sede na Holanda (já quase todas as empresas do PSI 20 haviam transferido para o exterior e ninguém se lembrou disso).

Segundo: a campanha dos 50% de desconto em compras, no dia 1 de Maio, a ponto de provocar o caos e a ordem publica nas lojas de todo o país.

Terceiro: a campanha dos pagamentos por Multibanco.

Quarto: ainda não sei o que vai ser, mas já estão todos à espera.

 

Como português que sou e que protesta contra todas as situações, pois com certeza que estou revoltado com esta medida porque a crise faz-me andar com pouco dinheiro no bolso e só posso pagar com o multibanco. Com esta ladroagem que anda por aí, não me arrisco a andar com dinheiro no bolso; só ando com uns trocados para pagar o café se for o caso. Como no Multibanco só se pode fazer levantamentos a partir dos 10 Euros eu não vou levantar 10 Euros quando podia pagar um Kg de arroz e quatro pães com o cartão. Concordam comigo? Quando não tiver 10 Euros na conta para levantar, como pago a minha despesa?

Mas, protesto não protestando. Como? Não vou para a porta do Pingo Doce manifestar ou moer a cabeça às senhoras da caixa; a minha forma de protesto é ir ao Minipreço que fica do outro lado da rua ou continuar a comprar nos supermercados ao pé de casa - que até tem boas ofertas em termos de preço/qualidade. Eu apoio o comércio tradicional.

Antes do Pingo Doce fazer qualquer alteração, como as que fez nos últimos dias, deveria existir um referendo à população, para saber o que se pensa. Assim evita-se a indignação dos clientes, que depois de tantos protestos continuam a encher os carrinhos abnegados que estão com esta situação.

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