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HISTÓRIA DE VIDA DO ORGASMO

por Manuel Joaquim Sousa, em 01.08.12

Ainda a propósito do Dia do Orgasmo, celebrado ontem, que já tive a oportunidade de falar aqui no meu blogue, continuei a pensar sobre a razão - inteligente ou não - de se ter criado um dia a si dedicado em alternativa a outras causas ou coisas quaisquer. Não quero pensar (já pensei) no que estavam a pensar ou a fazer as pessoas que dedicaram o 31/07 como um dia importante para a sexualidade mundial. Pensei sim, na razão de se terem lembrado do Orgasmo que tem andado bastante deprimido nos últimos anos.

 

A história de vida do orgasmo deve ser recordada nestas linhas e a si deve ser dedicada uma homenagem ao seu esforço e dedicação, em proporcionar o prazer de homens e mulheres deste mundo e de todas as vivências felizes que foi proporcionando - ainda que no final cada um tenha ido para cada seu canto (não todos, alguns). É louvável esta atitude gloriosa de guerreiro... de guerreiro talvez não... de Pai Natal da sexualidade (da mesma forma que o Pai Natal vai em todas as casas na noite de Natal, também o orgasmo corre por muitos sítios em pouco tempo; é em casa, no carro, na praia, no hotel, na tenda, no elevador, na casa de banho, no escritório, etc, etc, etc; é longa a liste de sítios onde o podemos encontrar).  O orgasmo é um daqueles amigos recebidos sempre com uma vontade imensa, ora de forma silenciosa, ora de forma mais acalorada e estridente, a ponto dos vizinhos darem conta da sua chegada - é um amigo do peito e de outros sítios.

 

Mas, nem tudo são maravilhas (antes fosse). O orgasmo anda deprimido faz algum tempo e isso reflete-se na frequência das suas viagens pelo mundo. Com os cortes nos investimentos e nas mordomias, apenas pode viajar em classe turística e quando é estritamente necessário, tendo provocado um congestionamento de pares a desejarem o orgasmo. Os portugueses, pelo menos, tiveram de aprender a fazer o acto (o sexo) na mesma velocidade que o Ministro das Finanças fala, para dar tempo a que o orgasmo chegue. Por vezes, chega atrasado e bastante soado e sofrido.

 

Ele tem-se queixado muito da crise - é isso que o deixa deprimido. Cortaram-lhe o subsidio de Natal e de Férias - isso deixou-o estoirado. Actualmente vê-se confrontado com a deslocação para o quadro de mobilidade com horário zero (imaginem que desgraça aí vem se o horário zero lhe é atribuído) e confrontado com as contratações em regime de Outsourcing que poderão provocar a sua dispensa de funções de utilidade pública. 
A agravante de tudo isto: o orgasmo não tem estabelecida idade de reforma, trabalha até que as gentes ainda tenham força e coragem para praticarem sexo. Trabalhar com a supressão dos feriados e diminuição dos dias de férias é o que lhe espera, para além de, receber um valor muito baixo pelas horas extraordinárias (já sabem que se o orgasmo não chegar naquele momento é porque fez greve às horas extra. Optem por fazer o serviço e chamarem-no a horas de expediente).

 

É uma vida f... esta de orgasmo mal amado e mal pago. Assim se tratam os heróis.

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INACREDITÁVEL: O ORGASMO TAMBÉM TEM DIA!

por Manuel Joaquim Sousa, em 01.08.12

Há coisas que não percebo, então não é que ontem, 31/07, foi o dia do orgasmo! Fiquei surpreendido quando ouvi na rádio, pela manhã, os locutores a anunciarem-me esta novidade. Imediatamente pensei, criam-se dias para tudo e mais alguma coisa, para que nada na vida seja esquecido durante o ano.

 

Leram bem, nada na vida seja esquecido. O orgasmo está esquecido na vida para ser lembrado durante o ano? Hum... Há qualquer coisa de errado. O que seria se no sexo o orgasmo fosse esquecido? Não tinha piada nenhuma... Não faria sentido os parceiros andarem-se a comer durante um período de tempo para depois não dar em nada. É claro que o fim de uma relação é sempre o orgasmo, para que tudo fique em beleza (agora imaginem a cara de felizes que todos fazem, no final, quando realmente houve satisfação).

A propósito, lembram-se de, há uns anos, existir uma linha gratuita para esclarecimento de dúvidas sobre sexo? Sim, essa mesma... Malandros, devem ter ligado muitas vezes às escondidas. Eu confesso que também liguei. Lembro-me como se fosse hoje. Andava no 8 ano e liguei num dos intervalos das aulas. Na minha escola existia uma cabine telefónica ao pé da sala onde tinha aulas (estou mesmo a ver como se fosse hoje) e combinado com os meus colegas (eu é que era corajoso) liguei para lá, para perguntar o que era o orgasmo. Esperei algum tempo para ser atendido (se calhar a senhora estava longe do telefone ou andava ocupada com essas coisas do sexo) por uma senhora muito educada. Eu ganhei uma grande coragem e fiz a questão (com alguma vergonha, mas fiz). Qual foi a resposta? A resposta foi bastante convincente. Porquê? Porque foi dita com sensualidade.

 

Ah! a resposta, pois... O orgasmo é o maior prazer mutuo que um homem e uma mulher podem atingir numa relação sexual. Agora pensem na resposta dita de forma estrondosa e sedutora porque foi com essa percepção com que fiquei ou era um louco.

 

Poderia agora dizer e manifestar-me contra a descriminação positiva em relação à criação de um Dia Mundial do Orgasmo, quando se deveria pensar nele todos os dias e não pensar apenas, pratica-lo também. Se foi criado um dia para ele é porque tem sido profundamente mal tratado pela sociedade (acho isto daria um grande tema de conversa).

 

Bom dia e bons coisos... Desculpem foi ontem, mas hoje também pode ser.

 

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