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SERVIÇO PÚBLICO PORQUÊ E PARA QUÊ?

por Manuel Joaquim Sousa, em 31.08.12

Nos últimos dias temos assistido à defesa do serviço público de televisão - algo positivo, sem dúvida. Porém, esta defesa deixa de existir (ou esmorece) quando deixa de existir polémica. Porquê?

Nas Redes Sociais existem "movimentos" de apoio e defesa de manutenção da RTP2 - talvez com mais pessoas que aquelas que realmente assistem aos programas do canal. Porque será? Eu não vejo, mas defendo que deve existir?

 

Nos tempos "mortos" contesta-se a forma de financiamento e as audiências situadas abaixo de valores expectáveis. Que valores são considerados aceitáveis? Porque só agora se levanta a bandeira da qualidade em detrimento das audiências?

Questões que merecem reflexão, antes da aplicação de qualquer modelo.

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UNIÃO POLIAFECTIVA - O AMOR SEM LIMITES

por Manuel Joaquim Sousa, em 30.08.12

As sociedades estão cada vez mais evoluídas e cada vez mais complexas. Primeiro era o Adão e Eva que se casaram e do qual tiveram Caim e Abel – assim se consagrou o conceito tradicional de família.
Com o passar dos séculos, este conceito tradicional defendido pela Lei e com forte peso na religião teve de evoluir para as novas situações que se impunham (ainda que escandalosas). Adão e Eva, já com dois filhos, não se entendiam e separaram-se - quebram o conceito tradicional de família. Adão fica com a guarda de Caim (que era o mais malandro) e mete-se noutra relação, enquanto Eva fica com Abel e vive sozinha – temos novos conceitos: o de família monoparental de Eva e uma outra segunda família, de uma segunda relação no caso de Adão (que já durava há vários anos, ainda durante o casamento).
Adão e Eva são namorados e, depois de muito fornicarem, nasce o Abel. Neste cenário temos duas situações: a relação perdura - há o conceito de família sem casamento, mas que tem traços do modelo tradicional; Adão sai da relação de fininho e Eva fica mãe solteira – família monoparental.
Adão e Eva até tinham uma queda um pelo outro, mas descobriram que tinham gostos alternativos: Adão apaixonou-se por outro homem e Eva por outra mulher – o conceito de família deixou de ser o tradicional relacionamento entre pessoas de sexo oposto e passou a incluir pessoas do mesmo sexo. Neste contexto de família existe já a necessidade de se legislar a adoção, já que não existe reprodução – criam-se novos modelos de família já completamente diferentes de um conceito tradicional.

(Alternando as personagens para não ficarem confusos).

Otelo Saraiva de Carvalho acende a polémica e admiração num país conservador – assume bigamia. Durante a semana tem relação com uma mulher e ao fim-de-semana tem relação com outra mulher (Por lei não é permitido que exista, mas como não é casado com nenhuma não comete qualquer tipo de infração) – estamos perante um outro conceito de família perfeitamente aceitável, certo?

Agora chegam notícias do Brasil em que foi permitido legalmente o casamento a três (duas mulheres e um homem) – um modelo mais simples que o de Otelo (ao menos fica tudo em casa). Estamos perante um novo conceito de família que a lei, pelo menos no Brasil não proíbe por ter uma lacuna. Agora pergunto: Qual a revolta por isto? Se já viviam há 3 anos a partilhar casa, despesas e entre muitas outras coisas (que não vou referir).

A sociedade é complicada, desvirtua os modelos originais sei lá criados por quem; mas quem pode, por força moral, impedir que sejam felizes?

 

União entre três pessoas foi oficializada no Brasil - Público

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AGORA SÃO AS ALFORRECAS, AS CARAVELAS?

por Manuel Joaquim Sousa, em 30.08.12

Primeiro um tubarão em Vila Nova de Mil Fontes, agora alforrecas - a caravela portuguesa - também por lá. Serão sinais do além que nos querem dizer alguma coisa?

Podiam oferecer umas Caravelas aos senhores do FMI. de certeza que iriam gostar da prenda. Afinal, foram as Caravelas e as Naus portuguesas que deram novos mundos ao mundo.

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PAGUE O SEU DÍZIMO ATRAVÉS DO FACEBOOK

por Manuel Joaquim Sousa, em 30.08.12

Irmãos, estamos aqui reunidos para vos comunicar a boa nova das tecnologias, fruto do nosso Criador, que inspirou um grande homem, Mark Zuckerberg, e que hoje torna felizes milhares e milhões de pessoas por todo o mundo.
Irmãos, muitos mais poderiam beneficiar desta boa nova se tivessem Internet e um computador para se ligarem a nós; nós que estamos iluminados por esta grande criação que é o Facebook.
Mas nós, irmãos, nós fomos muito mais além da criação desta rede, que nos coloca em comunhão em qualquer lugar e em qualquer momento; criamos para ti uma aplicação onde poderás pagar o teu dízimo com toda a segurança e com toda a fé, para que ele seja entregue nas mãos da boa gente. Na aplicação só tens de escolher os projetos sociais em que desejas entregar a tua contribuição. Podes contribuir, desde que não seja para o Estado que é o maior diabo que existe e que deixa os pobres na miséria com tantos impostos para pagar. Aqui, pagas o teu dízimo, nem que seja o teu último tostão, pois amanhã o sol brilhará e trará nova sorte para o futuro.
Vem à nossa aplicação, mostra o quanto tens de bondade com a tua esmola e liberta a tua alma do poder maligno do dinheiro; quanto mais deres mais leve estarás.
Vem, sente a luz que ilumina o teu caminho e ajuda-nos a construir um templo, a pagar as viagens e estadias por vários países onde procuraremos pregar o amor, a paz e o desprendimento pelos bens materiais.
Este é um caminho de luz e verdade. Esperamos por ti no facebook e não esqueças dos dados das tuas contas, para contribuíres.

O Bispo da Igreja do Bem Material

(Qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência. Este texto pretende fazer concorrência ao noticiado no jornal Público: IURD usa Facebook para receber o dízimo e outras doações). 

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ANUNCIO DE TRABALHO PARA A VERA PEREIRA

por Manuel Joaquim Sousa, em 29.08.12

A Vera Pereira é a mulher do momento. Arrancada à força do anonimato (sem culpa alguma) vê o seu nome nos Meios de Comunicação Social, nas Redes Sociais e na Blogosfera. Neste momento, vê-se atarefada em tentar corresponder a todas as solicitações e a responder às questões para as quais, se calhar, não tem resposta. Culpa de quem? Do IEFP, os senhores do emprego e formação profissional que publicaram no site que oferta de emprego para educadora de infância só poderia ser aceite pela Vera Pereira.

Vera, todos os portugueses sabem para onde vai trabalhar e quanto vai ser o seu salário. Para cada canto que olhe, enquanto trabalha, terá alguém com ar inquisidor a verificar se está a realizar o seu trabalho com dedicação - mais que os possíveis candidatos ao emprego que ficaram "congelados" ao ver o anuncio de um emprego que já estava destinado a alguém.

No final de contas, a Vera respondeu ao anuncio? Se estiver alheia a tudo o que se passa e se esquecer de concorrer, haverá vaga para quem necessite de emprego? Se existir mais que uma Vera Nunes, qual será o outro critério especifico de selecção? 

Porque se coloca um anuncio de emprego quando já se sabe quem é o candidato a ser escolhido? É uma imposição legal que assim o determina?

Bem, podem crer que o nosso país é fantástico na criação de ideias estapafúrdias e que geram grandes insatisfações. O IEFP acendeu um daqueles fogos, que não haverá exércitos de bombeiros que lhe valha para acalmar os efeitos repentinos da indignação.

Eu gosto do meu país, mas há sempre acontecimentos que ainda me espantam...

 

 

Alguns locais de visita:

IEFP de Faro invoca 'legalidade' na indicação de uma trabalhadora para oferta de emprego - no SOL
Delegado do IEFP de Faro nega favorecimento em oferta de emprego - JN
http://sicnoticias.sapo.pt/economia/2012/08/28/centro-de-emprego-de-tavira-publica-anuncio-de-trabalho-com-o-nome-da-pessoa-a-admitir - SIC 

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AGUARDAMOS O REGRESSO DO ORGASMO

por Manuel Joaquim Sousa, em 28.08.12

Depois dos artigos INACREDITÁVEL: O ORGASMO TAMBÉM TEM DIA! e a grande HISTÓRIA DE VIDA DO ORGASMO surgiu a ideia de QUE TAL ENTREVISTAR O ORGASMO?

A entrevista está a ser preparada. Acontece que o orgasmo foi de férias e anda por outras paragens. Aguardamos o seu regresso para a Grande entrevista “Orgasmica”. Já recebemos algumas questões. Podem continuar a enviar questões que gostariam de fazer. Se tiverem alguma vergonha em deixar comentário enviem e-mail para manuelsous@sapo.pt .

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Não digam nada a ninguém. Segredo absoluto. Eu vou comprar a RTP.
Aquela ideia maravilhosa (que os portugueses estão a gostar) do Sr. Dr. António Borges achar que se deve dar a concessão da RTP para uns 15 a 25 anos foi minha. Pensavam que lhe tinha saído da cabeça? Mentira. Fui eu que lhe dei o toque, assim num daqueles jantares de negócios à grande, com um bom vinho a acompanhar para convencer o homem a lançar a ideia deste negócio.

Foi um grande negócio. 20 Milhões de Euros de lucro por ano já dá um certo jeito – 260 milhões das contribuições pagas na fatura da EDP mais uns 40 milhões em publicidade e gastos de 180 milhões – e não tenho de ter muito trabalho porque esse é garantido. Eu se calhar até consigo gastar menos que os 180 milhões de Euros; basta que contrate pessoal a ganhar o salário mínimo, renegoceio os salários das estrelas televisivas, mais a ajuda de alguns que estão pelo rendimento mínimo (já que agora têm de fazer trabalho para a comunidade, que seja para a RTP – que trabalha para a comunidade) e devo conseguir fazer televisão por 100 milhões. Destes 100 milhões já estou a contar com o ordenado de eventuais contratações por troca de favores (sabem como são estas coisas dos negócios, é em qualquer lado).

Quanto à questão de acabarem com o Canal 2, ainda estou a ponderar. Se calhar, para diminuir a pouca discórdia que existe por aí, fico com ele e arranjo uma programaçãozita que dê para as minorias culturais (pelo menos é o que dizem os especialistas – são poucos os que sintonizam). Falo com as Universidades para produzirem conteúdos a título gratuito, só para fazer alguma divulgação destes jovens, que querem muito mostrar que produzem com qualidade.

Quanto à programação dos restantes canais é um assunto a pensar com calma. Vou pôr no ar o que der mais audiência, para manter o mercado publicitário assegurado - não podem haver fugas de anunciantes para a concorrência. Estou aberto a qualquer tipo de ideias (baratas) para programas com interesse para as massas e que ponha as pessoas por aí a falar da RTP como se não existisse outra estação de televisão. Programas/concursos como: Maratona às promoções do Pingo Doce; Quem foge mais aos impostos; Quem pede mais faturas; Quem consegue apertar o cinto e Quem acerta no preço da gasolina. Acho interessante estimular a produção nacional com séries e telefilmes: Apanhem o gangue dos multibancos; Paixão pela Troika; Justiça Penosa; Guerra dos submarinos. Programas semanais de economia e educativos como: A venda do que é nacional; Os estudos de Relvas. Como podem concluir, todos têm a ganhar com a concessão da RTP.

Mas, para já, não contem a muita gente, para ver se fazemos isto sem grandes alaridos porque isto de PPPs é “sete cães a um osso” e não quero pagar muitos favores.

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UM PONTO FINAL NA HISTÓRIA DA MARGARIDA.

por Manuel Joaquim Sousa, em 27.08.12

A defesa da honra das mulheres, não só das gordinhas, foi o que pretendi com o meu artigo REESCREVO A CRÓNICA DE MARGARIDA REBELO PINTO E PERCEBO PORQUÊ A GORDINHA, aqui no blogue. Esperava eu que a minha singela opinião e forma de escrita fosse capaz de transmitir alguma indignação e pôr realmente os “pontos nos iis”.
Pelas reações recebidas, fiquei com a sensação de ter sido bem acolhido pelo público feminino e mesmo masculino (com igual direito de se indignarem). Por isso, considero que os objetivos foram alcançados – pena que a visada e criticada por muitos não vá ler este artigo (ou se o lesse ignoraria por completo).

Respondendo a quem já me questionou se era capaz de substituir a autora da crónica no semanário “Sol”: sim, seria capaz de fazer algo melhor ou pelo menos mais digno para homens e mulheres. Poderia até brincar, mas manter a dignidade que todos merecem.
Só que a sorte de escrever para um semanário não está ao meu alcance neste momento (acredito mais que me saia o Euromilhões) porque ninguém me conhece e não tenho livros publicados (independentemente da qualidade). Só com um movimento social é que o Sol contrataria este cidadão.

Se atacar Margarida Rebelo Pinto é fácil, banal como a escrita light e atrai audiência ao meu sítio, até é verdade; mas, o que me moveu foi a revolta que me fez teclar noite dentro, em vez de ficar a dormir um sono tranquilo. Não quero ser o moralista de serviço (para isso já temos a escritorazinha), apenas expressar uma opinião livre e revoltada. Foram milhares os que cá passaram em dois dias – coisa que nem imaginava (pensava que vinham cá meia dúzia).
A todos os que aqui escreveram e deixaram a sua opinião agradeço o tempo dedicado. Voltem sempre e sejam livres de aceitar ou repudiar as minhas opiniões.

Às gordinhas quero que continuem a ignorar as opiniões menores da outra que se acha boa (se forem magras para muitos homens perdem o interesse, mas isso são gostos). O que interessa é que sintam bem consigo próprias e com os outros. Procurem ser felizes. Se quiserem perder uns quilos não seja por causa da outra, mas por vontade própria (força) e com cabeça.

O ar deprimido e triste é da outra. Uma mulher pode ter beleza, forma, produção visual top e com isso encher o olho a qualquer homem (uma verdade). Porém, se por dentro for vazio, oco, uma câmara de ar (que ventania), deita por terra toda a sensualidade.

Mulheres, cuidem do interior e isso passa para fora – isso vos fará mais bonitas.

Homens, é melhor cuidarmo-nos porque elas vão arrasar.

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(Hoje tenho andado com a cabeça na lua - culpa dos jornais e de uma amiga.)

Neil Armstrong faleceu ao 82 anos, devido a várias complicações resultantes de intervenções cirúrgicas, para resolver problemas de bloqueios nas artérias coronárias. Morreu assim o primeiro homem a pisar a Lua, integrado com mais três astronautas na missão Apollo 11. Estávamos a 20 de Julho de 1969.


No momento em que Armstrong desceu da Apollo 11 e pisou a Lua disse: «Um pequeno passo para o Homem, um salto gigante para a Humanidade». No planeta Terra, no tempo em que as emissões eram a preto e branco e com qualidade de imagem muito aquém da qualidade, milhões de pessoas ficaram acordadas a acompanhar a emissão especial. Também o Portugal dos tempos da ditadura teve a oportunidade de ver esta maravilha do século através da RTP.

 

Tempos passaram e os nossos pais e avós viveram encantados neste acontecimento (bem, acho que os avós não ficaram convencidos ou não gostaram porque estão sempre a dizer que: desde que o homem foi à Lua e andaram a meter as coisas lá para cima, o tempo nunca mais ficou direito!) e ainda hoje se lembram, com saudade, de quando estiveram frente à televisão do café (porque em casa poucos tinham) colados na emissão. Porém, as gerações mais jovens parecem não estar convencidas e: há quem acredite que tudo não passou de uma invenção.

O homem na lua. Verdade ou ficção?
Eu fico um bocado baralhado com as histórias que se contam e com os argumentos de cada uma das partes. Mas, será que tudo não foi mais que uma invenção teatral?

Digamos que no tempo da Guerra Fria tudo poderia ser possível para que os EUA - Capitalista - e a URSS - Socialista - estivessem um passo à frente do desenvolvimento tecnológico espacial – digamos que uma luta pelo domínio do global, que inicia com a Laica enviada pelos Comunistas.

Teóricos acreditam que aquela imagem da pegada de Armstrong era nada mais que a sua pegada na zona 51, em Las Vegas; assim como, se pensa que tudo terá sido criado num estúdio de televisão com um fundo negro e com ausência de estrelas (ou que brilhavam pouco para um local sem atmosfera); estranho que existam sombras do homem e da bandeira projetadas para lados opostos, por origens de luz de diferentes pontos (mas na lua a única luz seria do sol); mais estranho ver uma bandeira a esvoaçar quando na Lua não há vento; também se pensa que a forma de andar pela superfície lunar não era a correta – era semelhante ao andar na superfície da Terra; além de que, com uns fatos volumosos e com luvas seria muito difícil tirar fotografias como aquelas que nos chegam; impossível que as fotografias, através dos filmes, tenham chegado sem qualquer defeito (impossível por causa da exposição a radiações); estranho, dizem, é o facto da nave ter aterrado sem que tenha aberto qualquer cratera com a pressão dos foguetes usados para a alunagem.
Será que tudo isto é credível? Há quem explique que tudo seria um cenário real na Lua e de que as lacunas têm uma explicação cientifica por testes efetuados na Terra e com a mais alta tecnologia.

Se o domínio do global e difícil era o que Kennedy tanto queria atingir com este projeto, o que trouxe ele de novo para a Humanidade nos anos que se sucederam? Qual a razão para hoje a Lua deixar de ser atrativa em relação a 1969? Porque na realidade nunca aconteceu?

Se na realidade a NASA e os EUA esconderam este embuste, como foi possível, quando neste projeto trabalharam mais de 400 mil pessoas?

 

Será mesmo verdade que os astronautas não embarcaram na Apollo, tendo subido por um lado e descido por outro?


Será que os meios existentes na altura eram suficientes e seguros para a expedição espacial, sendo expostos a radiações extremas e às explosões solares? Acredita-se que não.

Seria possível inventar e construir todas as amostras de rochas, que hoje são objeto de análise e com provas de que não são da superfície terrestre?

Tendo a URSS equipamentos para escutar as missões da Apollo 11, ficariam calados se tudo isto se tratasse de um embuste, em vez de reconhecerem publicamente que os EUA conseguiram realmente estar na vanguarda do avanço espacial?

Acordar as pessoas que acompanharam com atenção a emissão espacial à lua com tais teorias de conspiração é provocar a revolta de uma noite que poderia ser bem dormida. Mas, a emoção que as pessoas conservam do momento e guardam da memória jamais vai acabar com a realização do sonho do Homem em querer conhecer e estudar um mundo fora de portas.

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Há coisas do passado que quando são remexidas dão estragos dolorosos piores que nos momentos em que são lançados. Margarida Rebelo Pinto, em Setembro de 2010 publicou o artigo As gordinhas e as outras que parece ter passado despercebido ("sei lá" porquê), mas que agora o Semanário "SOL" decide republicar e eis que se instala uma revolta contra a escritora (deve ser a magricelas da crónica) um pouco por toda a internet - blogosfera e Redes Sociais não ficaram indiferentes.

Ao princípio não estava a perceber muito do que se estava a passar ao ouvir tanta revolta contra a escritora, até ter lido na integra o artigo. Qual o objectivo de o ter escrito?

Poderiam existir várias explicações para a situação:

- Necessidade de lançar a sua carreira de escritora de sucesso, para ganhar ainda mais leitores e não cair no esquecimento;

- Ataque a alguém que pertence a um grupo de amigos próximo;

- Desejo de ser a personagem da crónica, para ter a liberdade de "fazer chichi num beco do Bairro Alto".

Das três possíveis, acredito que as últimas duas encaixam-lhe perfeitamente - pela forma como escreve e espezinha aquelas que são as gordinhas do grupo. As gordinhas parecem tirar as atenções da magrinha, que passa despercebida, e com quem os outros não querem nada mais que curtir uma rapidinha sabe-se lá em que canto.

Ora bem. Homem que sou vou pôr os "pontos nos iis".
Espero que não me acusem de plágio, mas apeteceu-me pegar na crónica e reescreve-la com a minha visão. A rosa e itálico são as palavras de Margarida Rebelo Pinto a preto são da minha autoria. 

 

Serve esta crónica para retratar e comentar um certo elemento que existe frequentemente em grupos masculinos e que responde pelo nome genérico de ‘Gordinha’.

A Gordinha é aquela amigalhaça companheirona que desde o liceu cultivava o estilo maria-rapaz, era espertalhona e bem-disposta, cheia de energia e de ideias, sempre pronta para dizer asneiras e alinhar com a malta em programas. Ora acontece que a Gordinha é geralmente "rechonchudinha" e com muitas formas, tornando-se aos olhos masculinos algo até apetecível - não como a outra que só serve em noites longas regadas a mais de sete vodkas, nas quais o desespero comanda o sistema hormonal, transformando - a numa mulher sexy, mesmo que seja uma burra com belas unhas e um bronzeado falso, feito à última da hora.

A Gordinha é porreira, é fixe, é divertida, quer sempre ir a todo o lado e está sempre bem-disposta, portanto a Gordinha torna-se uma espécie de mulher do grupo que todos protegem, porque, no fundo, todos gostam do seu à-vontade e descompromisso com as críticas. E é assim que a Gordinha acaba por se tornar muito popular, até porque, não tem problemas em arranjar um namorado, que na maior parte dos casos, faz a outra - a meninas bela e bem comportadas - ficar roída de inveja. Mesmo tendo namorado está sempre muito disponível para os mais variados programas, nem que seja ir comer um bife à Portugália e depois ao cinema.

À partida, não tenho nada contra as Gordinhas, nem me irrita que haja quem considere que tenham um estatuto especial entre os homensque tanta inveja faz à outra. Às Gordinhas tudo é permitido como a qualquer outra: podem dizer palavrões, falar de sexo à mesa, apanhar grandes bebedeiras e consumir outras substâncias igualmente propícias a estados de euforia, podem inclusive fazer chichi de pernas abertas num beco do Bairro Alto sem que ninguém veja; pois são práticas, descomprometidas para as criticas da outra e não por uma questão de graça. Quanto a isso, só a outra é que acha razão para condenar.

A outra acha que se uma miúda gira faz alguma dessas coisas surge logo um inquisidor de serviço a apontar o dedo para lhe chamar leviana, ordinária, desavergonhada e até mesmo porca. A outra acha que não tem direito a esse tipo de comportamentos porque não é one of the guys: acha-se uma mulher mais do que todas e, consequentemente, deve comportar-se como tal. E o que mais irrita é quando as Gordinhas apontam também elas o dedo às giras, quando estas se tentam comportar de forma semelhante porque o sonho da gira é ser como a gordinha.

Ser gira dá trabalho e requer alguma diplomacia, muita base, muito bronzeado, muita pintura, para esconder que na realidade é feia e não tem nada que se coma. É por isso que as suas amigas mais bonitas e boazonas que foram vendo a sua reputação ser sistematicamente denegrida por dois tipos de pessoas: os tipos que nunca as quiseram levar para a cama e as gordas que são desejadas em ser levadas para a cama. Uma mulher gira não pode falar alto nem dizer palavrões que lhe caem logo em cima porque o dizem de forma artificial encenada, repetida e ofensiva. Já uma Gordinha pode dizer e fazer tudo o que lhe passar pela cabeça, porque o sabe dizer com classe naturalidade, com graça e não por ter conquistado um inexplicável estatuto de impunidade.

Porquê? Porque não é vista como uma mulher, mas como um MULHER? Porque todos gostam dela? E, já agora, porque é que quando uma mulher está/é gorda nunca ninguém lhe diz, mas quando está/é magra, ninguém se coíbe de comentar: «Estás tão magra!?» porque gostam dela como ela é.


Espero que seja restituída a dignidade da gordinha sob a pseudo-inteligência da civilizada Margarida Rebelo Pinto. A sua crónica tem um outro lado escondido, que é a inveja de ser como uma gordinha.

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