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BLOGUE DO MANEL

A vida tem muito para contar e partilhar com os demais. Esta é a minha rede social para partilhar histórias, momentos e pensamentos, a horas ou fora de horas, com e sem pés nem cabeça. Blogue de Manuel Pereira de Sousa

BLOGUE DO MANEL

A vida tem muito para contar e partilhar com os demais. Esta é a minha rede social para partilhar histórias, momentos e pensamentos, a horas ou fora de horas, com e sem pés nem cabeça. Blogue de Manuel Pereira de Sousa

ÍNDIOS DA MEIA PRAIA

Manuel Pereira de Sousa, 09.07.12
(fonte:Youtube)
Hoje, fora d'horas, partilho convosco uma música que me anda no ouvido. Os "Índios da Meia-Praia", de Zeca Afonso.

Outros tempos, outras necessidades, muitas dificuldades, mas uma grande vontade em mudar. Uma reportagem que a SIC fez sobre o que está por detrás desta música, que conta uma grande história. Vale apena ver, recordar quem são ou foram os «Índios da Meia-Praia».
(fonte: Youtube. Reportagem SIC)
Parabéns à equipa de reportagem da SIC por este belo trabalho.

CEGUEIRA POLÍTICA: VENHA MAIS AUSTERIDADE! AO CORTE DE SALÁRIOS!

Manuel Pereira de Sousa, 08.07.12

(foto de Manuel Joaquim Sousa de página do Jornal de Notícias)

 

Por vezes até tenho medo de ler as notícias do dia. Medo em pensar no que vão fazer os governantes para sacrificar ainda mais as pessoas, tal é a cegueira em controlar o défice.

«Há mais vida para além do défice», creio ser uma frase de Jorge Sampaio, quando era Presidente da Republica. Uma frase que continua a fazer todo o sentido nos dias de hoje aos políticos e governantes que vêm o controlo do défice a salvação da nação. Por muito que haja a necessidade de ter contas públicas em ordem, para o bem do país e como correcção de erros passados, há mais prioridades que são fundamentais às pessoas.

O povo não pode depender de agiotas que lhes sugam o pouco que ainda tem. Já não há mais espaço para aperto do cinto. Os portugueses estão a ser obrigados a emigrar porque está a ser difícil manter uma vida digna e sem necessidades. A margem de manobra para os cortes há muito que não existe. Como consequência: temos o colapso da economia que está em forte contracção, com a subida alarmante do desemprego e consequentemente um maior número de pessoas a dependerem de prestações sociais - um aumento de despesas para o Estado. Cortar nos salários como avança o Jornal de Notícias, na edição de 07/07/2012, não me parece numa medida com equidade e justa, da mesma forma que a medida para corte dos subsídios de Natal e de férias dos Funcionários Públicos, que o Tribunal Constitucional veio considerar como inconstitucional. A média de salários nacionais é baixa e qualquer corte ou taxa em IRS é catastrófico para o poder de compra dos portugueses.

 

É compreensível que o mais comum dos cidadão se questione e esteja contra toda a austeridade a si imposta quando se poderia muito fazer para reequilibrar as contas públicas. Como? Rever a política de parcerias publico-privadas, cortar todos os luxos e mordomias estatais, encerrar Institutos Públicos sem utilidade para o país e relançar a economia de forma que cada vez mais pessoas tenham emprego e não dependam de prestações sociais.

 

São factos matemáticos que as medidas pelo lado das receitas apenas penalizam a economia e que nunca chegam para controlo do défice. Não acredito na vontade política do Governo em equilibrar as contas por cortes na despesa.

 

Não me cortem mais no salário, que os descontos que mensalmente faço do meu vencimento e que já considero um absurdo, pela forma como esse dinheiro é gerido.

CANUDOS HÁ MUITOS

Manuel Pereira de Sousa, 07.07.12

Miguel Relvas tem sido dos nomes mais falados neste últimos dias - televisão, jornais e rádios, redes sociais, blogosfera e tudo mais onde circulam as massas.  À "boca cheia" por todo país tem sido um verdadeiro falatório sobre a questão do curso superior que foi tirado num ano, quando o suposto seria em 3 anos.

Bem... Nem sei bem que pensar de tudo isto, desta onda mediática que se gerou sobre um Ministro que tem andado na "boca do mundo" de uns tempos a esta parte. Arrisco-me a concordar com Jerónimo de Sousa quando diz: "Canudos há muitos". De facto há. Este é o país de muita gente com canudo - uns por mérito, outros sabe-se lá qual o tipo de mérito. O que é certo, é que há aqueles que se safam independentemente da origem e forma como tiraram o seu curso e outros que infelizmente são obrigados a emigrar, se querem ter um trabalho a ser pago a valores dignos.

 

Em Portugal ainda se valoriza o titulo de Senhor Doutor ou Engenheiro, mais que o mérito e trabalho das pessoas. Acredito que essa mentalidade aos poucos esteja a alterar e as ideias; o trabalho e o esforço seja o que compensa no mundo profissional. Não quero com isto desvalorizar quem estuda e que todos tenham a oportunidade de tirarem o seu curso, o que não invalida que se possa evitar o excesso de graus titulares como única forma de mérito e de prestigio.

A questão do Ministro e da forma como tirou uma licenciatura, assim as suspeitas criadas em tempos em relação ao ex-Primeiro-Minsitro José Sócrates, não me chocam. O que mais me choca é a forma como somos governados e a necessidade se sairmos do buraco em que estamos metidos.

COGITARE II: ESCRITA: UM ACTO DE SEDUÇÃO E DE FÉ

Manuel Pereira de Sousa, 01.07.12

A escrita é uma forma de sedução do tempo, que teima em fugir e fazer que tudo passe tão depressa sem termos tempo de viver, sentir, abraçar, saborear.
Escrever permite que os pensamentos, os desejos, os sentimentos fiquem congelados para a eternidade, contornando as fortes limitações temporais em que vivemos. Além do mais, permite que os escreventes parem por momentos, para sentir o que realmente vai dentro de si.
A escrita é uma terapia para os escravizados do tempo repentino e em constante fuga para a rotina tenebrosa do dia-a-dia.
Por vezes, temos dificuldade em escrever uma única palavra onde quer que seja. Não podem escreventes e escritores permitir que isso aconteça em qualquer momento de suas vidas, para que a sua liberdade se mantenha e assim o que desejamos, pensamos e sentimos possa ficar registado para a eternidade.

O acto de escrever ajuda o Homem a ser eterno, como se escrever fosse um acto de fé. Na verdade é um acto de fé, que implica acreditar que se pode passar em palavras bonitas e deliciosas o que tantas vezes desejamos. Os escreventes procuram essa fé em cada frase e em cada palavra, enquanto que os escritores são os seres iluminados que dão aos outros pão que necessitam para a sobrevivência como seres pensantes.

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