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ANDA MEIO MUNDO A LIXAR OUTRO MEIO E QUEM NÃO LIXA...

por Manuel Joaquim Sousa, em 31.07.12

Apreciar a escrita de Margarida Rebelo Pinto não é o meu forte. Há falta de algo que me cative nos textos dela ou eu sou um . Tenho esta opinião formada porque já li alguma coisa desta senhora - dois livros (já não é mau), o que me permite criticar livremente (ao contrário dos que criticam sem terem lido).

 

Perdoe-me Margarida, mas Deus que é Deus não agradou a toda a gente. Desejo força para o trabalho, para o sucesso desta escritora e que seja capaz de atrair muita gente para a leitura - sempre é melhor um livro de Margarida Rebelo Pinto que nada.

 

Apesar da minha opinião sobre a escritora, há uma lição de vida que dela retiro, do livro "Não Há Coincidências ", que é mais ou menos assim: Anda meio mundo a fod... outro meio e quem não fod... está fudi... Para bom entendedor meia palavra basta - não quis ser tão evidente a ponto de ferir algumas mentes. Uma lei de vida que está muito em voga nos tempos que correm e que faz parte do imaginário familiar, cultural, social e profissional. É desta forma que se perdem as energias, com aquilo que é desnecessário e fútil, só para que o outro não passe à frente. Chama-se a isto a tacanha mentalidade, que em nada ajuda o país. Temos um bom coração, é certo, mas que se demonstra apenas nos tempos da desgraça.

 

O povo é assim e assim será.

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BICLAS: AS NOSSAS ESCRAVAS

por Manuel Joaquim Sousa, em 30.07.12

Agora presto muito mais atenção às bicicletas - como são feitas, os modelos mais bonitos, os pormenores das suas funcionalidades e das suas peças - porque depois de ter aprendido não quero outra coisa. Tem de existir um momento na semana para desfrutar de um belo passeio, aqui pela cidade. Será uma boa opção para as férias.

As biclas - como muitos lhes chamam - são as nossas escravas e nós escravos delas. Pedalamos fortemente para chegar a algum lado. Abusamos da resistência do material e do nosso corpo, para batermos as próprias limitações físicas e mentais.

No final, fica o cansaço, o suor e a boa sensação de termos conseguido terminar mais uma etapa.

 

 

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COGITARE IV: VIDA DE MOSCA...

por Manuel Joaquim Sousa, em 23.07.12

A vida de mosca é uma vida que não queria ter. Por muito que seja uma vida própria deste ser, há muitos que por aí se parecem com moscas. Somos tão distantes e tão próximos.

 

Porque te lembras disto? - perguntarão alguns.

 

Estou sentado numa mesa, a tomar o meu café e vejo umas quantas moscas a esvoaçar em círculos próprios que elas criam, sem se cruzarem umas com as outras. Ali ficam nesta mórbida corrida por tempo indeterminado - é preferível do que estarem sempre a pousar sobre nós e sobre a nossa comida de forma insistente. Por vezes são seres chatos (já começaram a chatear-me; leram os meus pensamentos) e determinados a tirar os demais do sossego de suas vidas.

 

A vida de mosca é uma vida parva - para além de chatas e de quererem as nossas coisas, alimentam-se e regozijam-se por estarem nos locais mais porcos, nojentos e mal cheiros que existem (não necessito de ser mais descritivo, pois não?).

 

E que tem isso a ver com a vida dos humanos? - voltam a perguntar.

 

Reparem à vossa volta e vejam quem age desta forma.

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JOSÉ RELVAS NO TOUR DE FRANÇA E EM PORTUGAL

por Manuel Joaquim Sousa, em 20.07.12

Todos os dias nos chegam notícias do Sr. Ministro e da sua caricata licenciatura de um ano. O caso estendeu-se de tal forma que até surgem cartazes no tour de França, alusivos ao Sr. Ministro Relvas, Miguel Relvas. Bem me parece que toda esta polémica tem sido "cozinhada em lume brando", com polémica a conta gotas, para queimar devagar e durante mais tempo - uma tortura prolongada.

 

O jornalismo tem destas coisas, um poder fantástico que trata da saúde a qualquer um que se "passe pela frente" e como forma de defesa quando se sente atacado. É o elevado preço da liberdade de imprensa para aqueles que tentam abafar casos e polémicas através de telefonemas para as redacções com simpáticas ameaças, que depois são negadas em público.

 

Eu também gostava de tirar uma licenciatura de um ano; acho que muitos de nós desejaríamos, em vez de "marrar" uma série de anos, para além das propinas elevadas que cada aluno tem de pagar. Da forma como o desemprego se tem alargado entre os jovens licenciados e a forma como são pagos muitos dos empregos que exigem formação superior, bem que aparece este senhor com o seu curso a "tirar por terra" o esforço que os outros fazem para serem profissionais credíveis.

 

A acreditar na política de créditos, muita gente da nossa terra poderia ter um licenciatura com a experiência de vida, no campo, na industria e no mundo do trabalho. Acho que até eu já tenho créditos suficientes para comprar uma licenciatura.

 

Ainda não sei como - no meio de tanta polémica - se aguenta este Ministro (independentemente de ter ou não curso superior) ao ser alvo de tanta chacota nacional, que apenas tem contribuído para a má imagem do restante governo, que se vê obrigado a fazer silêncio, mas a manter uma confiança oca.

 

Enfim... estes são os caminhos da nossa saudosa política. Questionou-se tanto a licenciatura do Sr. Sócrates e agora que lhes acontece o mesmo é o que se vê...

 

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NO PEDAL PEDALAR, PEDALAR

por Manuel Joaquim Sousa, em 17.07.12

Hoje é um daqueles dias em que me sinto satisfeito. Um dia puramente normal como os demais, é certo, mas depois de uma longa viagem de bicicleta - longa de 11 km da totalidade (gente do pedal não se riam) - sinto-me muito bem pelo exercício. Foi um dia em que tive de puxar pelos músculos das pernas, dos braços e todos quantos tivesse para conseguir atingir o objectivo a que me tinha proposto quando saí de casa.

Mas, o que são 11 km, mesmo com algumas subidas? (Estão neste momento a perguntar alguns dos que lêem este artigo). Para mim é algo satisfatório porque aprendi a andar de bicicleta há poucos dias; semanas pronto; nem um mês. Pois, aos 29 anos ultrapassei o grande dilema de não saber andar de bicicleta (que vergonha!).

 

Mas, posso explicar porque não aprendi em pequeno.

 

Eu vivia numa aldeia (agora vila) lá num alto, ou seja, à porta de casa tinha uma grande rampa e a minha mãe tinha o medo de com uma bicicleta me estampar por ali abaixo

                                         (já me estampava a correr, imaginem de bicicleta).

Porém, comecei a magicar a ideia que se calhar até era fixe andar de bicicleta, como motivo de fazer algum desporto ao ar livre, de forma económica e quiçá uma alternativa ao automóvel - para evitar o trânsito nesta cidade (Braga). De um momento para o outro... feito... comprei a dita cuja. E depois? Um dia combinei com a minha cunhada para me ensinar - aí começou o grande trabalho - segurando no slim para eu não cair.
Foram horas de um domingo, final de tarde, vividas com intensidade - umas conquistas, mais umas frustrações pelo meio; avanços e recuos. No final do dia as minhas pernas estavam estouradas e o meu rabo... Pois, o meu rabo estava tudo em cangalhas, mesmo a precisar de um novo.

Continuei. Força de vontade lá em cima. Se os miúdos que passavam por mim nas suas bicicletas com a maior das descontracções eu também iria conseguir. Nos dias seguintes, depois do trabalho, ao cair da noite, sozinho, nas traseiras dos prédio (para não fazer figuras) lá tentava eu, mais uma e depois outra; mais vitórias, mais recuos, mais uma "pisadura", mais uma dor de rabo. Mas consegui. Consegui.

Ultrapassei a fase do medo, da vergonha e ando como um homem grande. Agora, à excepção de ir para o trabalho (porque a gente transpira pelo caminho) vou de bicicleta para os vários pontos da cidade ter com o pessoal para tomar café. Um loquete para prender o veículo a alguma coisa, capacete para proteger a cabeça, farol e reflectores para viagens nocturnas, água, Cambra de ar suplente, bomba d'ar, e lá vou eu ao caminho.

Sinto um gozo muito grande por andar de bicicleta e satisfeito por esta maravilha. Faz bem à saúde porque praticamos exercício, poupamos gasolina e desgaste do carro, chegamos aos mesmos locais, contribuímos para a melhoria do ambiente. Vantagens e mais vantagens.

 

Estou maravilhado! Três a quatro vezes por semana lá vou eu às voltas pela cidade, à procura de uma perspectiva diferente do que vejo, aliviar a cabeça da rotina.

 

Recomendo.

 

Juntem uns trocos e comprem algo simples em pouco tempo compensam com o que se poupa em combustíveis cada vez mais caros.

Uma mudança de atitude para o meu bem e daqueles que me rodeiam.

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UM CAFÉ, POR FAVOR!

por Manuel Joaquim Sousa, em 15.07.12

 



O Verão tem andado muito envergonhado, este ano - tempo fresco, noites desconfortáveis para estar na esplanada até tarde, dias encobertos para a praia. Enfim, hoje melhorou um pouco para sairmos de casa com um espírito mais positivo. (Parece que a troika também quer cortar no Verão para ficar mais barato. Enfim...)

 

Vamos lá tomar um café, numa esplanada, num sitio sossegado; se possível, em contacto com a natureza. Quem diz um café diz uma outra coisa qualquer, que nos saiba bem.

O café é aquela bebida que está na lista dos produtos indispensáveis à vida de muitos, da grande maioria. É o produto que é consumido em grandes quantidades e que em Portugal se traduz num grande costume. Por muito que se fale dos malefícios do café, na verdade, esta é uma bebida dos deuses, que me satisfaz e muito, quando é tirado com gosto, qualidade e simpatia (os mesmos requisitos quando sou eu a tirar o próprio café, lá em casa).

Uma forma de começar bem o dia, para despertar, terminar em grande o almoço ou o jantar, uma forma de fazer uma pausa ao meio de um dia de trabalho, um motivo para estar com alguém. Melhor melhor, quando tomado com tempo, enquanto saboreio a paisagem através da esplanada ou da montra do café. Enquanto bebo café, vivo um momento de satisfação, não só pelo produto em si, mas também pelo momento que este propicia.

Procuro os locais habituais em que sei que o café é tirado como eu gosto e em que a qualidade satisfaz o necessidade da cafeína. Não é por acaso que a imagem acima tem a marca Boundi - uma marca que aprecio, como também um bom Cristina ou mesmo um Sical. Não quero pôr em causa a qualidade das demais, mas gostos são gostos. Também bebo de outras marcas, porém se tiver oportunidade da escolha obviamente que opto pela que mais me satisfaz.

Meus caros leitores, também são apreciadores de um café/simbalino/bica/expresso? Existe preferência?

 

Bem... Está na hora de me decidir a tomar um café - afinal hoje ainda não tomei nenhum e depois deste artigo estou mesmo com vontade de beber um. 

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VOU TIRAR UMA LICENCIATURA À LUSÓFONA E JÁ VENHO!

por Manuel Joaquim Sousa, em 14.07.12

Aos meus caros leitores informo que, por algum tempo, este blogue deixará de ser actualizado porque me vou dedicar aos estudos. Estou inscrito na Lusófona, para tirar uma licenciatura.

Estejam descansados, será rápido. Com a minha vasta experiência em tudo e mais alguma coisa, tenho créditos suficientes para arranjar a licenciatura num instante como o Sr. Minsitro José Relvas.

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SEXTA-FEIRA 13 - NO LO CREO, PERO QUE LAS HAY, LAS HAY!

por Manuel Joaquim Sousa, em 13.07.12

É Sexta-Feira 13! O medo ainda por aí. O medo do azar deste dia que teima em perseguir o pobre mortal que cada um é. 
«NO LO CREO, PERO QUE LAS HAY, LAS HAY!» Não creio, mas que as há, há; um velho ditado, muitas vezes, dito e entoado na língua de nossos irmãos, os do país do lado.
 

Não passes por debaixo da escada!

Cuidado se vires um gato preto!

São tantos os medos, as superstições que se criam para um dia que até pode ser de sorte, de muita sorte - afinal é dia de sorteio do Euromilhões.

 

Só me lembrei que era Sexta- Feira 13 no final do dia, quando perguntei a alguém: Quantos são hoje? Que dia maravilhoso e chuvoso em pleno Verão, fresco. Para já, um dia que está a correr dentro do normal, nesta minha condição de pobre mortal que povoa este mundo. O meu gato é preto e branco, um pobre animal que se fosse todo preto não tinha culpa do medo que se criou em torno deles - é tão querido e simpático e só quer brincadeira.

 

As bruxas andam à solta e estão todas contentes por poderem comemorar o seu dia.

Mas há bruxas?

(agora falando baixinho)

 

Sim, andam por aí as esvoaçar a alta velocidade, por entre as ruas e as casas, as nossas casas e já não usam vassoura - carro a diesel. Têm um riso sarcástico e irritante, mas branco e bem cuidado - andam sempre no dentista. Vestem preto e outras cores da moda - como o comum dos mortais. Usam salto alto e chapéus muito fashion. Vão à praia e no Inverno vão ao solário. Usam cartão de crédito e têm a mania das compras.

Cuidado! há muitas bruxas por aí. Por vezes não as reconheço, mas estão espalhadas por todo o lado. Agora até andam na Universidade e tiram cursos de bruxaria já com Bolonha - ainda não há cursos de um ano como o que o Sr. Ministro tirou.

 

 

NO LO CREO, PERO QUE LAS HAY, LAS HAY!

Se não existissem não se falava tanto de "Caça às Bruxas"

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GERÊS: O MILAGRE DE PORTUGAL

por Manuel Joaquim Sousa, em 11.07.12

Hoje penso na terra que me viu nascer, o Gerês.

Terra pequena, mas tão grande no meu coração, pois parte dele lhe pertence.

São lindas as suas paisagem, que transmitem paz, sossego, tranquilidade interior, saúde e tudo de bom que o nosso corpo e a nossa alma tanto necessitam para estar bem. Esta é terra mágica ou abençoada por riquezas que poucas terras têm. De suas entranhas jorra a água límpida e pura, que mata a sede aos caminhantes e cura os males do fígado.

Na bubete das termas existe uma frase em latim que diz: "Aqui os doentes saem saos" - uma grande verdade, não apenas para os que bebem daquela água.

Miguel Torga, Ramalho Ortigão são nomes de dois grandes escritores que marcaram a história daquela terra porque o Gerês marcou suas vidas e suas obras. Esta terra é mesmo assim: marca todo e qualquer Homem para sempre - marca aqueles que são sensíveis à natureza e à pureza daqueles montes (sejam eles poetas, escritores, pintores, fotógrafos ou simples apreciadores).

Quem tiver oportunidade, viage até ao Parque Nacional da Peneda-Gerês, para sentir e gozar do que aqui tendo transmitir ou descrever, mas que as minhas palavras são tão limitadas para o fazer.

 

Uma das estrofes do hino do Gerês diz:

Óh Gerês tão pequenino,

Mas no mundo sem igual,

És o milagre divino,

Milagre de Portugal.

 

Uma grande verdade.

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COGITARE III: A DEPENDÊNCIA DO SONHO

por Manuel Joaquim Sousa, em 11.07.12

Vivemos dos sonhos, com os sonhos crescemos, de sonhos se faz a vida de cada um. Assim espero que cada Homem possa continuar a sua caminhada - na busca dos sonhos, ou melhor, na procura de realização dos sonhos.

O sonho conduz à felicidade que tanto desejamos e ao estimulo para viver, que tanto necessitamos.

 

Somos "sonhodependentes".

 

No dia em que deixarmos de sonhar, estaremos apagados para esta vida e quiçá acordados para uma outra dimensão de plenitude e perfeição, que só a fé leva a acreditar nessa existência.

 

Continua a sonhar para que acredites que estás vivo.

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