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A LITERATURA QUE REPUGNA OS JOVENS. CULPA DE QUEM?

por Manuel Joaquim Sousa, em 19.06.12

No blogue Escada Acima, a Joana publica um texto "Por Favô" em jeito de desabafo que no exame de hoje não lhe apareçam os Lusíadas ou a Mensagem no exame de Português. Os mais velhos dirão: que insensibilidade para com obras de grande renome e que são representativas da cultura literária portuguesa. Eu nos meus tempos de estudante também era insensível a este tipo de obras. Com o tempo fui-lhes dando valor e com o tempo fui desfolhando e lendo cada estrofe com uma delícia que não sentia antes. Hoje valorizo mais que nos meus tempos de estudante.


A Joana amavelmente me respondeu: "Na verdade, Manuel, dou muito valor a estes autores. Sei bem o valor que têm e a grandiosidade das suas obras. Hoje, infelizmente, não os há assim. A única razão pela qual eu não "queria" que saíssem em exame era o facto de achar que a interpretação é muito subjectiva. Aliás, aconteceu-me fazer o exame e, ao ver os critérios, reparar que fiz uma interpretação completamente antagónica à sugerida como correcta."

 

Perante isto respondi que compreendo bem que nem sempre as nossas interpretações são bem vistas pelos outros - os corretores das provas que se cingem à folha de correção. O nosso ensino e mesmo a leitura de bons clássicos peca por este ponto: somos obrigados a seguir um padrão de interpretação e de leitura e nada podemos fugir deste (se fugirmos estaremos condenados a errar ou a ser considerados como "hereges" da literatura). 
Por isto que em Portugal se lê muito pouco e não sei se lerá cada menos. Pensar que é fruto da crise é verdade, mas mais que da crise económica é da crise de valores. Ninguém gosta de ler contra vontade e numa sociedade livre deveria ser permitido pensar e expressar livremente o que se sente quando se lê uma obra ou um poema e esquecer o que é determinado pelos critérios estatais que determinam o pensamento - isso é querer que se tenha um pensamento único contrário às leis democráticas conquistadas com a revolução dos cravos.

Em conclusão: evito condenar apenas os jovens pela falta de leitura ou pelo desapego à cultura literária; critico muito mais quem constrói os programas estáticos, que nem sempre olham para a variedade da nossa literatura, mesmo da contemporânea.

É natural que o que aqui escrevo pode ser uma profunda heresia para quem trabalha no ensino, mas é a opinião de quem já passou pela fase que os estudantes passam neste momento (medo de um exame por poderem interpretar de forma diferente ao instituído).
Nunca fui um bom exemplo a português e por essa razão, poderei não ser um bom exemplo ao expressar esta opinião, porém é o que penso. Estarei errado?

(já que estamos a falar de Português, agora mesmo reparei que o meu word foi actualizado e a correcção está a ser feita de acordo com o novo acordo ortográfico. Aqui no Sapo ainda se mantém a fórmula antiga. Tenho mesmo de pensar o que vou fazer no futuro). 

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COGITARE I: NUNCA PERCAM A ESPERANÇA

por Manuel Joaquim Sousa, em 19.06.12

Já são horas de dormir...
É um facto - são quase 3 da manhã.
Mas, ainda quero deixar aqui umas palavras antes de deitar.
Porquê?
Uma necessidade de partilhar algo com todos.

Como assim? A esta hora já todos estão a dormir até o meu gato.
Uma verdade, talvez já ninguém esteja por cá com paciência para o que quer que seja.

Uma noite tranquila é o que desejo a todos, para que amanhã seja mais um dia de labuta neste mundo que vive tão apressado. Há sempre a esperança de que amanhã será tudo melhor ou pelo menos procuraremos fazer para que seja melhor.
Em tempos difíceis é necessário ter-se coragem e força na procura do que se deseja, sem que a esperança se perca pelo caminho. Nunca percam a esperança. Lembrem-se sempre do vosso potencial único, que se encerra em vós, e partilhem-no com todos aqueles que vos rodeiam.

Por muito que a vida seja difícil (madrasta) há que ter força para seguir em frente e se possível com um sorriso, mesmo que seja preciso um esforço para o esboçar - o resultado em ti e no outro será muito positivo.

Bem, já partilhei alguma coisa convosco. Se é útil! Talvez possa ser. Mal não fará certamente. Podem achar que de coisinhas e palavras bonitas está o mundo cheio, mas o que é certo é que o mundo continua a precisar de mudar, deixar de ser tão cinzento.

Boas noites ou bons dias! Desculpem fazer perder o vosso tempo.
 

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