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FELIZ 2012

por Manuel Joaquim Sousa, em 31.12.11

Um ano cheio termina. 2011 foi um ano de que muitos não terão saudades, sobretudo para os portugueses mergulhados que estão na crise sem fim à vista. 2012 não será um ano fácil - disso já todos sabem -, mas nem por isso deixamos de estar ansiosos com a sua chegada.
Ouvimos discursos de alerta, de apelo à cautela e união nacional para que a crise seja ultrapassada, porém, a esperança é muito pouca porque a vida está muito dificil para o comum dos portugueses.


Por muito pouca que seja a esperança no ano que se avisinha, não podemos ficar impavidos. Vamos fazer o nosso melhor para ultrapassar as dificuldades que nos são impostas por Governos e pela União Europeia.
Um Feliz Ano de 2012 para todos. 

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PAGAMENTOS DO APOIO JUDICIÁRIO: POLÉMICA OU FRAUDE?

por Manuel Joaquim Sousa, em 12.12.11

Na RTP Informação está-se neste momento a debater a crise na justiça, em que se aborda um assunto bem polémico entre Advogados: os pagamentos que o Ministério da Justiça deve aos advogados que prestam apoio judiciário e as suspeitas de corrupção ou fraude nos montantes apresentados.
De um lado a Justiça acusa as irregularidades que ascendem a montantes assustadores, por outro lado o Bastonário da Ordem dos Advogados diz que é uma provocação quando ainda estão a ser apuradas informações sobre os valores que estão a pagamento que permitirá concluir se se trata de fraude ou erros processuais.

O que pensa um cidadão comum de tudo isto?

Recomendo a leitura do artigo siponível no site da Ordem dos Advogados: Comunicado do Conselho Geral

Manuel de Sousa
manuelsous@sapo.pt 

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A EUROPA NO ABISMO: SERÁ QUE SE SALVA?

por Manuel Joaquim Sousa, em 12.12.11

A Europa está à beira de um abismo, mas não sabe se se atira ou se fica na ponta de um pequeno pedaço de terra que ainda lhe resta. A última cimeira foi mais uma igual a tantas outras cimeiras em que se tomam meras decisões (pequenos panos quentes) para acalmar os mercados – que já não acreditam nestas decisões e manifestam-no com quebras no rating e subidas nos juros sobre as dívidas soberanas.
Merkel quer desesperadamente tomar conta da União Europeia (UE) à sua maneira e com as suas regras – pretende a implementação do limite do défice nas Constituições ou tratados nacionais.
É compreensível que as contas públicas têm de ser regularizadas e que os países devem ter controlo sobre os gastos excessivos. Mas, ao tornar como constitucional os problemas económicos do país está a seguir-se por um caminho que é um erro. Estão os Estados a permitir que a sua soberania seja regulamentada por normas internacionais e não por opção própria. Não pode a senhora Merkel exigir que os países tenham défices como o da Alemanha e terem penalizações automáticas porque as economias nacionais, que compõem a UE, são muito diferentes. Além disso, não tendo memória curta, quando na década passada se impuseram limites ao défice nos 3% - com duras penalizações para quem o ultrapassasse -, a Alemanha foi perdoada por ter ultrapassado esse mesmo limite. Perante isto, que dirão os restantes europeus? Não deveriam ser tratados de forma igualitária?
Isto vem provar que as medidas tomadas na passada semana são meras medidas de cosmética que não têm a capacidade de resolver o grave problema Europeu.
Pretende-se criar uma Europa a 3 ou 4 velocidades e quebrar a pouca união que existe. Uma Europa com falta de união porque tem falta de carisma político, ideológico e porque não tem, na liderança, alguém que procure a unidade.
Vejo a Europa prestes a cair num precipício com uma grande assistência apática com os acontecimentos.

Manuel de Sousa
manuelsous@sapo.pt

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TUDO ISTO É FADO

por Manuel Joaquim Sousa, em 04.12.11

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RELEMBRAR O D. DINIS - LEIAM

por Manuel Joaquim Sousa, em 04.12.11

A nossa História - de Portugal - está talhada de bons e maus momentos, de dificuldades e glórias, como a de todos os países. Mas a nossa História é muito peculiar em relação à dos restantes porque o mundo que hoje conhecemos foi descoberto por almas lusas, que partiram à aventura do desconhecido. Mas, antes dos descobrimentos, muitas conquistas e grandes trabalhos foram feitos no nosso país - a construção de Portugal, muito mais que um pequenino Condado.
Tal como hoje, grandes Homens fizeram obra e outros simpelsmente não fizeram nada. Agora, vale sempre apena lembrar aqueles que marcaram o país de forma positiva e que contribuiram para a sua construção - lembro D. Dinis.
«D. Dinis a quem lhe chamaram lavrador» é o título do novo livro de Cristina Torrão, que procura recordar este homem trabalhador, responsável pelas grandes reformas no país - construção da primeira Universidade Portuguesa, reforma dos castelos do país, construção do pinhal de Leiria, implementação da Língua Portuguesa nos meios oficiais.
Se tiverem oportunidade comprem esta obra, que promete de forma detalhada retratar a vida de um grande homem e de um pedaço da História de Portugal. Visitem também a editora Ésquilo para saberem mais pormenores deste livro.

Manuel de Sousa
manuelsous@sapo.pt  

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ADEUS 1 DE DEZEMBRO

por Manuel Joaquim Sousa, em 02.12.11

Por: Manuel de Sousa


 


Assim acabou… Foi ontem o último dia em que se comemorou a Restauração da Independência de 1640. O 1 de Dezembro deixará de ser feriado nacional – segundo a vontade do governo - a bem da nossa economia para recuperarmos da crise. Dizem que não faz sentido parar a meio da semana para um feriado sem importância, num país em que existem feriados a mais - entre religiosos e civis. Será que existem assim tantos feriados? Será que somos um país que arranjamos motivos para não trabalhar? Será que o 1 de Dezembro não faz qualquer sentido no calendário de feriados?

Os feriados não são assim tantos para o número de dias do ano em que trabalhamos. Não é pela abolição de dois que o país vai ter mais produção e que a economia vai dar um salto desejado. Se bem que os feriados, sobretudo os que calham numa Sexta ou numa Segunda permitem a dinamização da economia porque muitos aproveitam para sair das suas rotinas para outras paragens. O comércio, turismo teriam a ganhar com estes feriados, pois é destes que muitos empregos ainda subsistem em Portugal como bolhas de ar para mais uns trocos na facturação.

Os portugueses ainda são povo que trabalha, desde que organizados e incentivados – compare-se com a qualidade de produção e serviços que existe em Portugal; compare-se com a boa imagem que existe dos emigrantes portugueses. Certamente que o aumento da produtividade se resolve com outros métodos e não com o corte de dois dias a meio da semana num ano de trabalho.


Quanto à importância do 1 de Dezembro, para muitos deve ser relativa, pois nem todos os portugueses sabem o que representa este dia, apenas sabem que é um dia de pausa. O dia da restauração da independência por graça é retirado por não ter importância – afinal a nossa soberania já não existe porque agora pertencemos à Troika e dependemos das decisões dos senhores da Europa. Ficaremos à espera do dia em que novamente recuperaremos a nossa soberania e aí estaremos em condições de criar um novo feriado nacional, que certamente deverá fazer mais sentido para os portugueses - 1640 já lá vai há muito tempo.

Curioso também lembrar que em 1640, altura em que se dá a restauração, Portugal era uma província de Espanha (sob os desígnios da Dinastia Filipina) e vivia numa crise económica que nem os negócios dos descobrimentos estavam ajudar, ou melhor que estavam arruinados com os impostos que éramos obrigados a pagar para manter o império Espanhol. Hoje estamos numa situação semelhante – a História é feita de ciclos – e necessitamos de uma nova restauração para recuperar a soberania que os nossos políticos entregaram em troca de uns fundos.

Enfim… Por muitos votos de protesto que surjam a vontade será inevitável. Adeus 1 de Dezembro.


manuelsous@sapo.pt

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