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EM QUE DIFEREM OS POLÍTICOS ACTUAIS DOS DE OUTROS TEMPOS?

por Manuel Joaquim Sousa, em 30.11.11

O ensaio autobiográfico que Mário Soares está prestes a lançar em Portugal relata a vida de um homem político profissional, com grande influência e relevo na política nacional. Na entrevista de hoje na SIC Notícias deixa-nos uma grande reflexão, que certamente muitos já tiveram a oportunidade de pensar:


A Europa actual vive uma grave crise económica e mesmo ideológica, culpa dos políticos dos nossos tempos que não têm o mesmo carisma dos políticos de outros tempos, que esqueceram inimizades e se uniram para a criação do projecto Europeu – após a II Guerra Mundial.

Em que diferem os políticos actuais dos políticos de outros tempos? Falta de princípios?
Falta de carisma? Falta de ideologia? Falta de frontalidade face ao poder económico?

Manuel de Sousa
manuelsous@sapo.pt

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Por: Manuel de Sousa


manuelsous@sapo.pt


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


Amália, quis Deus que fosse o seu nome e o seu nome ficou imortalizado para sempre na memória do fado. Falar de fado implica falar de Amália, que trouxe a este uma profunda remodelação e deu-lhe a dimensão mundial - que nunca outro estilo de música portuguesa teve. A canção portuguesa, que traça o destino alegre ou triste deste povo, correu pela voz de Amália Rodrigues o mundo inteiro e encantou muita gente, muitos povos e muitos portugueses espalhados pelo mundo.


Volvidos 10 anos após o seu desaparecimento, o seu nome e a sua voz ainda se faz ouvir com grande intensidade, não apenas pelas pessoas da sua época, mas também pelas correntes jovens, que encontram na voz de Amália e do fado a sua própria forma de expressão e de cultura. Ainda hoje se cantam os seus fados; ainda hoje grupos e diferentes formas musicais transformam o música e a voz de Amália, não deixando que se perca ou que fique limitada, mas que se adapte, se transforme e se revalorize como ícone da cultura portuguesa, cada vez mais transcendente.


Apesar da sua partida, a saudade da despedida atenua-se com o doce tom melodioso da voz que fica nas gravações e nas imagens e que se imortaliza com o som das palmas que por todo o mundo se bateram em homenagem à grande diva. Com Amália imortalizaram-se poetas, escritores e compositores que deram um contributo à construção da cultura portuguesa. Imortalizaram-se nomes como Luis de Camões, Ary dos Santos, Pedro Homem de Mello, David Mourão Ferreira, Alexandre O'Neill, José Régio, Aberto Janes, entre muitos outros homenageados pela sua música.


A dimensão de Amália Rodrigues não se traduz apenas pela doçura da sua voz, mas também pela intensidade com que vive cada uma das músicas que interpreta e que representam não só a sua forma de ser e de estar, mas que mostram a realidade do povo português. É por isso, que muitos se revêem nas suas frases, nas suas músicas. Intensidade no sentimento e nas vivências, polémica nas suas letras e manifestação -muitas vezes conotada ao regime ditatorial de Salazar, mas na realidade uma pessoa que sempre manifestou em favor da liberdade do seu povo, aquele que trazia no peito. O «Fado de Peniche» e o «Povo que Lavas No Rio» são alguns dos fados que mostram a dimensão política e revolucionária no tempo da ditadura e da clandestinidade e que chegaram a ser proibidos pela censura.


Mulher de grandes viagens, conheceu o mundo inteiro, pisou os grandes pallcos do mundo - Olympia, Philarmonic Hall, o Palais des Beaux Arts ou o Lincoln Center, nos EUA - e cantou para várias estações de televisão do mundo. Porém, nunca negou as humildes raízes de um bairro de Lisboa.


Nascida a 23 de Julho de 1920, na Pena, em Lisboa, Amália da Piedade Rodrigues viveu grande parte da sua infância com os seus avós. Após o tempo de escola dizem que foi bordadeira e que também embrulhava bolos. Porém, foi mais conhecida como vendedeira de fruta, no Cais da Rocha. Em 1936 integra a marcha de Alcântara, nas festas de S. António de Lisboa e concorre num concurso da época que se chamava «Concurso da Primavera» para o título de Rainha do Fado, que na realidade se tornou. Passou pelo cinema, no filme «Capas Negras», pelo teatro de revista, no Teatro Maria Vitória.


Amália Rodrigues foi homenageada em Portugal e no mundo inteiro. Recebeu as mais elevadas condecorações - o Grau Oficial da Ordem do Infante D. Henrique, das mãos do Presidente da Republica de então, Mário Soares; a Ordem Nacional da Legião de Honra por Francois Mitterrand e mais tarde é homenagiada na Cinemateca Francesa. Os aplausos surgiram por todos os locais por onde passou - Rio de Janeiro, Tóquio, Roma, Unão Sovietica, Londres, Nova York, Paris, Madrid, entre muitos outros, sobretudo onde existiam comunidades portuguesas.


Nos últimos tempos, a sua voz apresentava algumas debilidades e dificuldades em tentar expressar-se com a mesma força e vigor de outros tempos, mas a emoção do público atingia o seu auge com a sua presença e o seu sentido de vivência, mesmo que da sua boca apenas saíssem murmúrios ou gemidos.


Parte aos 79 anos de idade, a 6 de Outubro de 1999, altura em que se viveram 3 dias de luto nacional pela perda da grande voz. Centenas de pessoas assistem ao seu funeral e acompanham-na até ao Cemitério dos Prazeres e, mais tarde, em homenagem nacional, acompanham-na até ao Panteão Nacional, onde jaz juntamente com outros nomes da História de Portugal.


O adeus a Amália pelo humilde povo português, enquanto o seu corpo circulava pelas ruas de Lisboa, num cortejo fúnebre, ficará sempre na memória como expressão de luto e saudade, que este humilde povo sente pela voz que os representava e que representou Portugal.


Amália Rodrigues, a rapariga que vendia laranjas no mercado, foi, é e será a Diva a e Rainha do Fado. Esta é a mulher que revitalizou o fado e que permitiu de certa forma, que outros grandes nomes surgissem e que também farão a sua história e terão o seu contributo para a riqueza e variedade da cultura portuguesa.


«Quando eu morrer vão inventar muitas histórias sobre mim, se inventaram sobre a severa e não se sabe se ela existiu, e de mim sabem concerteza que eu existi.» Amália Rodrigues.


 


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ELEIÇÕES ESPANHA: NÓS NÃO SOMOS PORTUGAL

por Manuel Joaquim Sousa, em 19.11.11

«Nós não somos Portugal». Esta era a expressão várias vezes repedida para os lados de Espanha, nos momentos em que os mercados duvidavam de certas economias Europeias – Portugal, Grécia, Irlanda. Porém, a situação não parece que esteja fácil para os vizinhos porque, depois da Itália, os mercados estão nervosos em relação à economia Espanhola e à sua vulnerabilidade. Espanha está perto da barreira traumática dos 7% e o resgaste poderá ser necessário, em breve. Esse resgate poderá inevitável qualquer que seja a mudança política que se veja a registar.
Amanhã realizam-se eleições em Espanha e os nuestros hermanos estarão na iminência de uma mudança.
«Nós não somos Portugal» é um facto. Estaremos em vantagem?

Manuel de Sousa


manuelsous@sapo.pt

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LISBOA: TARIFAS NOS COMBUSTÍVEIS E PORTAGENS NA CIDADE

por Manuel Joaquim Sousa, em 19.11.11

Não vivo em Lisboa, mas não posso ficar indiferente à notícia do JN de hoje, na edição Online, onde refere que António Costa, Presidente da Câmara de Lisboa, defende a cobrança de uma taxa sobre o combustivel vendido na cidade para financiar os transportes ou mesmo a introdução de portagens à entrada da cidade. Algumas medidas abelidosas e fáceis para resolver o grave passivo das empresas de transportes. Simples, mas que paga é o Zé Povinho - como sempre.

A serem implementadas estas medidas é mais dinheiro que entra nos cofres das empresas, mas isso não resolve o seu passivo e a gestão danosa que por lá possa existir – antes pelo contrário, permite que se cometam mais exageros.

Eu quando estive em Lisboa utilizei transportes públicos e achei que o seu custo é elevado para quem tem de utilizar esta opção no seu dia-a-dia. Se é necessário que mais pessoas utilizem os transportes públicos, para diminuir o trânsito e aumentar as receitas das empresas de transportes, porque não baixar as tarifas? Estarão os transportes públicos actualmente adequados às deslocações das pessoas e aos seus horários? Se não estiverem as pessoas não os irão utilizar? Se a proposta de redução de linhas e horários for colocada em prática as pessoas não terão outra alternativa senão deslocarem de automóvel.

Primeiro é necessário saber os porquês e depois propôr alternativas, mudanças, que realmente beneficiem as pessoas.

Manuel de Sousa
manuelsous@sapo.pt

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SEJA DADOR: POR TODOS OS QUE PRECISAM

por Manuel Joaquim Sousa, em 18.11.11

O filho de Carlos Martins, Gustavo, com 3 anos de idade, precisa de um transplante de medula óssea, para tratamento da aplasia medular. Este acontecimento, que suscitou o natural interesse da comunicação social, por se tratar do filho de um jogador, fez disparar o número de pessoas a fazer colheita de sangue em todo o país.
 


O caso de Gustavo não é o único no país ou no mundo, muitas crianças, por doenças diversas, continuam a necessitar de um transplante de medula óssea. A dificuldade neste processo é encontrar um dador compatível. Segundo dados do Portal da Saúde, cerca de 80 por cento dos casos que necessitam de um transplante de medular tem pelo menos um potencial dador compatível – percentagem que pode aumentar se existir cada vez mais pessoas dispostas a serem dadoras.


Espero que este caso mediático, que despertou consciências na população e fez aumentar as afluências a vários centros de colheita, seja também para o bem de muitas outras crianças ou adultos que necessitem de encontrar um dador.

Ser dador não custa nada, é um processo rápido de colheita de sangue, cerca de 120 ml, do braço. O importante é ficar inscrito num banco de dadores para que uma doação seja utilizada para várias pessoas que necessitem ou venham a necessitar. O importante é que ser dador são seja por uma questão de moda, mas por uma questão de principio de igualdade para qualquer cidadão – independente se ser famoso, é importante que na altura da intervenção não se desista de doar a medula, prejudicando todo o processo de um doente em perigo de vida.

Necessitar de medula óssea é algo que pode acontecer a qualquer um numa fase da vida. Nessas alturas, temos que contar com a generosidade de uma pessoa anónima que se dispõe a ajudar porque muito dificilmente alguém da família é compatível com a doação.

Consultem o Portal da Saúde para estarem informados de todo o processo relacionado com a doação e transplante de medula óssea.

Eu sou dador recente. Seja também.

Manuel de Sousa
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EIS A QUESTÃO: SERÃO OS NOSSOS UNIVERSITÁRIOS IGNORANTES

por Manuel Joaquim Sousa, em 17.11.11

Fonte do vídeo: Youtube.com

O vídeo publicado na Revista Sábado, esta semana, sobre a ignorância dos universitários portugueses provoca grande polémica e tornou-se motivo de chacota por muita gente nas redes sociais como no facebook – não deve haver pessoa que não tenha um amigo que tenha publicado no mural este polémico vídeo.

Um dos entrevistados contra-ataca e ameaça recorrer aos tribunais, por considerar que o seu bom nome foi posto em causa e porque os jornalistas apenas se preocuparam em passar as respostas que este deu erradamante e ignorar as que tinha acertado. É errado que se ponha em causa a inteligência e a cultura de uma pessoa pelo facto de ter errado a uma pergunta, numa área em que o entrevistado se sinta pouco à vontade? Mas, as respostas que ouvimos, na maioria dos casos, são muito aberrantes e incomodativas para grande parte das pessoas que procuram estar actualizadas e dentro dos parâmetros culturais estabelecidos – existe algum parâmetro (?).

No entanto, fica uma grande questão: até onde se pode medir e como se pode testar a cultura geral de um indivíduo apenas com a avaliação de uma única resposta - porque é apenas uma resposta que ouvimos em cada um dos entrevistados? Seria mais justo que os jornalistas, desta resportagem, publicassem todas as respostas de todos os entrevistados para cada leitor avaliar o grau de cultura de cada um? Terá sido esta reportagem redutora – tendo em conta que cria uma imagem generalizada dos estudantes universitários, que pode não ser a real?

Este vídeo deixa-me a pensar, e muito, sobre o estado da cultura do nosso país com estas respostas tão constrangedoras a que assistimos.
Não quero aqui julgar ninguém, mas isto dá que pensar – concerteza que dá.


 


Manuel de Sousa
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ECONOMIA: O FIM DO ESTADO DE GRAÇA DO MINISTRO

por Manuel Joaquim Sousa, em 17.11.11

O estado de graça do Ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, terminou. Foi um estado bastante longo – em demasia, direi. Não se compreende qual o rumo deste palmo de terra – Portugal – numa crise financeira que tenta a todo o custo afundar-nos. Não percebo – assim como muitos portugueses não entendem – que num ritmo alucinante se tenham tomado medidas na área das finanças – medidas que se trataram de mais sacrifícios para os mesmos de sempre – e tão poucas ou nenhumas na área económica para tentar salvar o pouco que resta de uma economia, onde as empresas estão cada vez mais estranguladas. Portugal não subsiste, não cresce, sem empresas que produzam riqueza; mas afunda-se com gastos e a gestão danosa de empresas públicas – os verdadeiros buracos (crónicos), onde por muito que se mexa piores e com mais danos ficam. O país não se consegue desenvolver e crescer sem mão-de-obra paga ao custo justo pelo valor do seu trabalho e esforço (a saída de muitos portugueses, jovens, é o pior que pode acontecer num país que precisa dessas cabeças e do seu trabalho) para que o poder de compra permita que a economia funcione. Não sei – como muitos não sabem – o que terá o nosso Ministro da Economia e o seu super ministério projectado no plano económico, para salvar o país. Sei que por cada dia que passa, sem que nada seja feito, situação será bem pior nesta economia cada vez mais debilitada.

Manuel de Sousa
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ANIMAIS: SÃO COMO NÓS

por Manuel Joaquim Sousa, em 16.11.11

Fonte de imagem: SIC Online
 


Duas histórias diferentes, mas com o mesmo sentido, as que passaram na SIC, na semana passada, sobre cães que viram os seus donos desaparecerem e que voltam diariamente ao local da separação.
Pode ser algo um pouco lamechas ou sem qualquer interesse para notícia, mas muitos devem ter sentido alguma comoção e devem ter ficado pensativos – afinal é uma relação forte que os donos criam com os animais. O sentimento de dor e de perda não se manifesta apenas entre seres humanos, mas também se estabelece entre animais – que, por vezes, é diminuída por se tratarem de seres irracionais.


Estas histórias revelam também a sinceridade e fidelidade – valores tão importantes na nossa vida e que tantas vezes são colocados em causa pela nossa ignorância e limitação - que os animais podem estabelecer connosco e que se mantem, mesmo quando existe uma separação. Estas histórias não são únicas, todos conhecem ou ouviram falar de situações que espantam – parte-se do falso julgamento de que não deve acontecer com animais – e que provocam admiração entre nós.


São estas notícias que deveriam consciencializar as pessoas para a valorização das relações humanas em momentos tão contorbados como estes; para a consciencilização de que é necessário valorizar os animais como parte integrante no nosso mundo – o abandono dos animais e os maus-tratos não são justificaveis.


 


Manuel de Sousa
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PORTUGAL: VENCE E CONTAGIA PORTUGUESES

por Manuel Joaquim Sousa, em 15.11.11

Portugal está aporado para o Campeonato Europeu de 2012; venceu a Bósnia por 6-2.
Pouco habituado a cometarios de futebol e a escrever de futebol, não posso deixar de sentir uma felicidade pelo resultado de hoje. A Seleccção Portuguesa conseguiu, de certa forma, uma reconciliação com os portugueses, que durantre muito tempo não mostrou os resultados desejados.


O jogo de hoje não foi numa horta e teve uma audiência que muito animaram a equipa. Com tudo isto se conseguiu um jogo cheio de emoções.
Porém, em tempo de euforia, é necessário muito trabalho para que o optimismo nacional se reflita e traga resultados positivos no campeonato de 2012.

Manuel de Sousa
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O SILÊNCIO DE JARDIM

por Manuel Joaquim Sousa, em 06.11.11
Semanas se passaram das eleições da Madeira e Alberto João Jardim foi reeleito, apesar de toda a polémica em torno do buraco das finanças da ilha. Passaram a eleições, passaram as polémicas e o silêncio em torno do assunto voltou, como se nada tivesse acontecido.
A investigação jornalística parece ter sido adormecida e apenas conveniente no tempo da campanha, o que leva a acreditar que tudo não passou de uma cabala contra a eleição do Sr. Jardim. Esta atitude dos media parece dar razão ao Presidente eleito e, por isso, este continua a ser e a fazer tudo o que bem entende, de forma descarada e arrogante perante a inactividade dos políticos do Continente.


Manuel de Sousa

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