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BLOGUE DO MANEL

A vida tem muito para contar e partilhar com os demais. Esta é a minha rede social para partilhar histórias, momentos e pensamentos, a horas ou fora de horas, com e sem pés nem cabeça. Blogue de Manuel Pereira de Sousa

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A vida tem muito para contar e partilhar com os demais. Esta é a minha rede social para partilhar histórias, momentos e pensamentos, a horas ou fora de horas, com e sem pés nem cabeça. Blogue de Manuel Pereira de Sousa

S. BENTO, O PADROEIRO DA EUROPA - O DIA DA ROMARIA

Manuel Pereira de Sousa, 13.08.11

 


 



 


De 12 para 13 de Agosto realiza-se uma das maiores romarias nacionais, em honra de S. Bento de Nurcia, em S. Bento da Porta Aberta, Terras de Bouro, Braga. Na noite de 12, são centenas os grupos de peregrinos que rumam a pé até ao santuário, para pagarem as suas promessas, de graças recebidas, num misto de agradecimento e penitência.

S. Bento, considerado padroeiro da Europa, pelo Papa Paulo VI, em 1964, é venerado um pouco por todo o mundo, mas especialmente na Europa. Veneração reconhecida pela Igreja Católica, Igreja Anglicana, Igreja Ortodoxa e Igreja Luterana tornam este Santo de grande importância para todas a Igrejas pela forma como o culto do Cristianismo foi espalhado pela Europa e pela forma como o mesmo se mantem fiel à regra original. A Regra é dos únicos documentos que se conhecem deste santo, que sendo uma conduta de vida monástica, ainda hoje é praticada em todos os mosteiros da Ordem Beneditina, uma das maiores do mundo, assim como, praticada por diversas ordens religiosas, ou seja, perto de 700 mosteiros masculinos e 900 mosteiros e casas religiosas femininas.

S. Bento nasceu em 480 da nossa era, em Núrcia. Vai para Roma estudar, mas opta por se retirar para o isolamento por não aceitar a dita vida mundana da cidade onde vivia. Terá estado refugiado durante três anos numa pequena gruta, em Affile, até ser descoberto por pastores da zona. Mais tarde, é nomeado abade do mosteiro de Vicovaro, em Itália. Por levar uma vida de austeridade e por ser exigente com os restantes do mosteiro, terá sido tentado em ciladas que outros lhe armaram como o cálice de vinho envenenado e o pão envenenado, mas do qual acreditasse que milagrosamente escapou porque um corvo lho tirou e o levou para onde ninguém o pudesse comer.

Em 529, por inveja de um sacerdote, muda-se para o Monte Cassino, onde funda um mosteiro, que seria o início da Ordem Beneditina que se espalhou pelo mundo com maior influência na Europa até aos dias de hoje. Morreu no ano de 547. As suas relíquias encontram-se na Abadia de Saint-Benoît-sur-Loire (Fleury), próximo a Orleáns e Germigny-des-Prés, no centro da França.

S. Bento conhecido pelos muitos milagres ainda em vida, sempre demonstrou, desde novo, uma grande sabedoria e inteligência, sendo muito procurado por pessoas que necessitavam de conselhos e de ajuda.

Considerado para os crentes como o padroeiro da Europa, sabemos o quanto este nos faz falta nos dias que correm, em que a Europa, mergulhada num relativismo político e de valores humanos, esquece as suas boas raízes dos pensadores da nossa Era e de Eras anteriores. Bem necessita a Europa de uma orientação e de uma definição clara para se orientar nos seus valores e nos princípios que motivaram a criação de um projecto Europeu comum, mas dividido em potências e países periféricos. Atravessamos uma crise de valores que se tornou numa crise económica, em que os mais desfavorecidos se tornaram débeis e desprotegidos. A igualdade e os princípios cristãos que os partidos defensores da doutrina social da Igreja tanto apregoavam foram esquecidos por todos, tendo a Europa assumido um papel capitalista, que apesar de falhado continua a ser defendido.

Manuel de Sousa
manuelsous@sapo.pt  

FUI ASSALTADO

Manuel Pereira de Sousa, 13.08.11

Hoje sinto que fui assaltado novamente ao saber nas novas medidas do nosso Governo. Um aumento brutal nas facturas do Gás e da Electricidade, devido à actualização das taxas de IVA de 6% para 23%.

Continuam a ser sempre os mesmos a ter de pagar a factura dos défices excessivos e dos "desgovernos" dos nossos governos. Pior de tudo é que temos de aceitar estas medidas, pois o Governo até tem legitimidade por ter uma maioria absoluta. O que vale, neste momento, é combater o défice e com esta medida os cofres do Estado angariam 100 milhões de Euros no final do ano. A falta de concorrência no sector da energia ou a tendência dos monopólios existentes fazem com que Portugal seja um país onde a energia tem custos elevados, muito acima de outros países Europeus onde o IVA sempre foi mais elevado, mas a factura final do consumidor acaba por ser mais pequena. Agora se percebe porque é que muitas pessoas das zonas fronteiriças optam por comprar gás em Espanha, mesmo que corram o risco de serem multadas pelo transporte ilegal.

Vamos ter de poupar ainda mais no consumo energético. Por isso, adeus aos banhos de água quente e ao banho diário, nem que para isso se ande a cheirar um pouco pior. No Verão desliguem-se as ventoinhas e o ar condicionado e no Inverno vistam roupa e casacos dentro de casa ou tenham cobertores suficientes para colocar pelas costas ou para dormir. Apaguem-se as luzes, acendam-se velas.  A roupa lava-se à mão e o frigorifico liga-se quando existir comida para conservar. Não utilizem o forno ou microondas e optem por comidas que possam ser consumidas em cru ou que demorem pouco tempo a cozinhar. Não engomar a roupa porque o ferro gasta muita energia e mais vale andar com a roupa de qualquer forma. Assim, talvez se consiga economizar, mas atenção que se o Governo não juntar os 100 milhões ano vai roubar em mais alguma coisa. Temos por onde fugir? Não. Seremos os eternos condenados.

Seremos assaltados de novo quando nos retirarem, em IRS, parte do saudoso Subsidio de Natal que noutros tempos era uma folga para as famílias que vivem "apertadas" durante todo o ano. Falta saber de que forma seremos assaltados de novo e com que estratégias nos apanharão desprevenidos porque de nada vale olhar para todos os lados. Qualquer dia precisamos de fazer um esconjuro contra a alma penada que é o Estado, para ver se a nossa vida deixa de ser tão assombrada.

Manuel de Sousa
manuelsous@sapo.pt

CONTRA O ENCERRAMENTO DOS CORREIOS NO GERÊS

Manuel Pereira de Sousa, 12.08.11

Decorrerá hoje, 12 de Agosto, na Vila do Gerês, frente ao actual posto dos Correios uma manifestação contra o fecho da estação dos CTT daquela vila, que para além de servir o Gerês, serve a restante freguesia de Vilar da Veiga, Rio Caldo e Valdozende.

É injustificável que uma terra turistica como o Gerês, que sempre teve posto de Correios, deixe de ter este serviço, contribuindo para o afastamento dos Turistas e das populações. Não se compreende que se tomem estas medidas economissistas, que contribuem para a degradação da qualidade de vida das pessoas do interior. Não se percebe também o silêncio e a pacividade da autarquia em relação a este assunto, da qual se desconhecem os esforços para manutenção do posto de atendimento dos CTT e mobilização das pessoas em forma de protesto para defesa de algo que é necessário para as populações.

É necessário revolta, indignação ou as pessoas estarão condenadas ao isolamento com a constante perda de condições de serviços indispensaveis.

Manuel de Sousa
manuelsous@sapo.pt 

MOTINS EM LONDRES: O QUE PROCURAM ESTES JOVENS

Manuel Pereira de Sousa, 10.08.11

«Londres a Ferro e Fogo» seria um título para um filme sobre o que se está a passar num país que se diz organizado, pontual e onde a educação é uma marca que passa para outros países, a ponto de, por vezes, se pensar que deveríamos ser como eles. Um exemplo que parece não ser o melhor e que revela que algo de erro está a acontecer na sociedade, sobretudo na sociedade jovem que está a ser a responsável pela pilhagem do país. Jovens que roubam sem motivo ou com o argumento de estar «à rasca» com o futuro que se avizinha, sem quaisquer expectativas.
Perante este cenário catastrófico como é possível acreditar que estes jovens serão o futuro do país e que são capazes de continuar ou construir um novo projecto nacional.
O que faltou no Reino Unido para que os jovens estejam a pilhar o país e a violência se esteja a espalhar para outras cidades?

Manuel de Sousa
manuelsous@sapo.pt

MOTINS EM LONDRES: ONDE NOS LEVA ESTA VIOLÊNCIA

Manuel Pereira de Sousa, 09.08.11

 



Fonte: Youtube - Al Jazira

Fico muito impressionado com as imagens que nos chegam pela televisão e pela Internet dos recentes acontecimentos em Londres e das proporções que uma suposta manifestação pacífica, contra a morte de um negro por parte da polícia, tomaram e que está longe de ser controlada por parte da polícia, que pouco ou nada pode fazer contra estes tumultos. A polícia avança e recua sem que consiga controlar a destruição e limita-se a mudar a violência de rua.
É impressionante o rasto de destruição provocado por por forças anarquistas, que apenas estão a destruir e a pilhar aquilo que terão de pagar para reconstruir. Não se compreeende que os roubos que estejam a efectuar tenham como único argumento a recuperação dos impostos. Esta explosão social era previsível e desencadeia-se nos mesmos locais, que funcionam como "panelas de pressão", que ao mínimo rastilho ou motivo desencadeiam o rebentar de algo que a sociedades ou a política não se preocupou de tratar. 
Quem são estas pessoas? O que procuram? O que pretendem com a destruição absurda do seu país?

Recomendo uma visita ao artigo «Isto está de loucos», em http://tugaemlondres.blogs.sapo.pt/149815.html?view=2065719#t2065719

Manuel de Sousa
manuelsous@sapo.pt  

A ALEGORIA DA PRAIA

Manuel Pereira de Sousa, 06.08.11

Vamos à praia! Mas, o Verão tem sido um fiasco neste início de mês de Agosto, com a chuva a fazer constantes visitas e o sol tímido ressentido da crise como se não pudesse ir à praia porque também está sem dinheiro para a viagem e para a estadia, que lá pelos lados do Algarve não é muito barata nesta altura e, por isso, seja obrigado a encurtar as férias, ou seja, menos sol que o habitual. Os portugueses também parecem estar a contar com a crise e estão solidários com a timidez deste sol. Porém, português cumpre a sua ida à praia como em outros tempos, para descansar de uns meses depressivos em que está obrigado a pensar no pior que está para vir. Como de costume, as filas rumo ao Algarve cumprem a velha tradição e não fogem às notícias do dia.
Não sou critico quanto a isso, nem tão pouco um velho do Restelo que ao ver os outros partir lamenta que tenham perdido a sanidade e estejam a condenar o futuro do país. Antes pelo contrário, prefiro incentivar as férias porque quem trabalha o ano inteiro é merecedor de um tempo de descanso, de preferência lá fora cá dentro. O nosso país vive do turismo, este é um motor que tem de ser explorado para o mercado interno e também para o mercado externo, dado que este pode ser um forte motor de dinamização da economia nacional, desde que explorado convenientemente porque dele dependem muitos postos de trabalho, de pessoas que vivem e sobrevivem do que o turismo lhes dá.
Compreendo que assim seja porque também eu cresci e trabalhei numa terra onde o turismo é um "ganha-pão" para se sobreviver no Inverno, numa terra que não tem outra forma de subsistir. Nestes tempos de crise também essas gentes sentem na pele as dificuldades e sentem muito a falta de quem quer passar umas boas férias num local calmo e agradável como é o Gerês.
Fazer o turismo como motor da economia deve ajudar ao despertar do sol em mês de Agosto, tempo que este deve estar no seu melhor.

Manuel de Sousa
manuelsous@sapo.pt

A INFINIDADE DA ESTUPIDEZ HUMANA SEGUNDO EINSTEIN

Manuel Pereira de Sousa, 05.08.11

Duas coisas são infinitas: o universo e a estupidez humana. Mas, no que respeita ao universo, ainda não adquiri a certeza absoluta.
(ALBERT EINSTEIN)

Esta frase choca qualquer um que se depare com ela pela primeira vez, como a mim me chocou. Chocou-me pela grande verdade em que se torna quando deparado sobre o mundo que me rodeia e a pequenez em que nos tornamos na imensidão infinita da estupidez. Poderão achar que, tal como Einstein, estarei a exagerar e a traçar um cenário catastrofista e incómodo. Mas, na realidade não estou a pensar de forma catastrofista, apenas a constatar um facto, que o próprio autor o constatou com mais certeza que a dimensão infinita do Universo.
Não existem Homens livres dessa estupidez, da mesma forma que não serei eu quem julgará a dimensão da mesma. No fundo, muito ou pouco todos contribuimos para ela. Isso percebe-se nas reacções, atitudes, pensamentos e actos que no quotidiano complicam e tornam o mundo num caos e que mais não é que um mundo de luta pela sobrevivência, em busca de um espaço e de um tempo em beneficio próprio, que mais não é a causa das tristezas que provocamos e criamos.
A ideia de ser grande à luz da natureza e das restantes cadeias do mundo animal é por si só uma atitude de estupidez pura, mas sobre a qual não existe lucidez para pensar.
Os males do mundo, como a guerra, a pobreza, a fome, entre outros, é nada mais nada menos que o fruto da estupidez da acção humana sobre os outros. Por essa razão, é que é tão difícil de calcular algo que atingiu a infinidade tão ou mais rapidamente que o Universo.

M. Brunner

RELEMBRAR ZECA AFONSO

Manuel Pereira de Sousa, 02.08.11
Neste dia 2 de Agosto é sempre bom lembrar a memória de Zeca Afonso, o homem revolucionário através da música, o homem que se imortalizou na cultura portuguesa para sempre. As letras das suas músicas são nestes tempos, de crise, muito actuais e sobre as quais nos deveriamos debruçar e pensar, sem nunca esquecer que somos responsáveis por reerguer este país.

M. Brunner

 

PATRIARCA JUSTIFICA-SE PERANTE O VATICANO. EM QUE PONTO FICA A ORDENAÇÃO DE MULHERES?

Manuel Pereira de Sousa, 02.08.11
A ordenação de mulheres continua a ser um assunto delicado para a Igreja Católica, sobretudo para os elementos mais conservadores do clero. As afirmações do Cardeal Patriarca de Lisboa, José Policarpo, não caíram bem no seio do Vaticano, a ponto de ser chamado a uma audiência com o Cardeal Tarcisio Bertone, o Secretário de Estado do Vaticano, segundoo notícia do Público Online de hoje.

Ainda me chocam estas posições da Igreja Católica, presa a tradições de nomeação apenas de homens para o sacerdócio, como se as mulheres não tivessem qualquer capacidade para desempenhar a sua vocação e como se esse impedimento pusesse em causa algum dogma de fé ou desencadeasse um problema teológico.
Não pode a Igreja fechar-se de um debate aberto entre os seus membros sobre esta questão, quando entre si não existe um concenso de posições, que geram sucessivos mal entendidos e que traduzem para o exterior uma imagem de tradicionalismo e conservadorismo infundado, que muitos crentes não entendem.

Os passos para a abertura a novas realidades são necessários e os príncipios de igualdade entre pessoas deve também ser aberto às mulheres, que durante séculos foram um pilar na construção e evolução do Cristianismo e que sempre estiveram presentes na Igreja sob outras formas e outros cargos demonstrando cumprimento de deveres insttituidos por uma instituição de liderança masculina.

Os tempos são outros e é necessário mais abertura e diálogo entre todos os que têm um papel activo na construção e evolução da Igreja e dos seus princípios.

Manuel de Sousa
manuelsous@sapo.pt

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