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O SONHO E AQUILO QUE SOMOS

por Manuel Joaquim Sousa, em 14.07.11

«-Muitas coisas diferenciam o homem - continuou Paulo. - Acima de todas, diferencia-o a faculdade de sonhar. Na origem de tudo quanto de belo se fez na história e de tudo quanto de belo possamos fazer, na origem de todas as realizações e façanhas, sempre e sempre encontramos essa maravilhosa faculdade de sonhar. Todos sonhamos, amiga, todos. Sonhamos com um melhor mundo onde uns homens não vivam da dor de outros homens, onde se não matem crianças com metralhadoras, onde o ar se respire com liberdade. É esse o sonho que nos dá forças para lutar e para sofrer, para nos afirmarmos felizes na nossa vida, mesmo quando perdemos muito do que nos é querido. Mas não é esse o nosso único sonho. Mentiríamos aos outros e a nós próprios se negássemos que sonhamos também com a felicidade pessoal, que ansiamos ardentemente o amor, filhos que o inimigo não mate, tranquilidade, um mínimo de conforto. Os militantes dão tudo, amiga, mas não devem renunciar a nada. Se matássemos o sonho, matávamo-nos também a nós próprios como seres humanos que somos.»


Manuel Tiago, em Até Amanhã Camaradas.


 


O Homem tem a maravilhosa capacidade de sonhar e com sonho fazer grandes coisas na sua vida e no mundo. Todos sonham sem dúvida com um mundo melhor e à sua maneira, ainda que o sonho de uma pessoa possa ser o desgosto ou o sofrimento de outra.


O homem sonha e esta é uma capacidade maravilhosa, que nos proporciona a realização de coisas fantásticas na nossa vida e dos nossos desejos. Se não fosse a capacidade de sonhar, o que seria do nosso mundo e da Humanidade?


É certo que o sonho de muitos provocou o sofrimento de muitos mais, através de guerras, extermínios, tentativas de dominar, usurpação do alheio ou submissão do outro para o bem próprio, etc. Porém, por detrás de muita coisa má há muita coisa boa, que vale sempre apena lembrar e para o qual o sonho tem o seu papel importante nas grandes realizações do Homem.


Sonhamos com a concretização dos nossos projectos pessoais, com uma vida melhor, com conforto, estabilidade e com o preenchimento do coração com o amor de uma cara-metade. É o sonho que nos traz a esperança por um amanhã diferente e com o sonho podemos ganhar a capacidade de lutar pela sua concretização.


O sonho é uma constante da vida, com a qual sempre iremos conviver até ao último dia porque à vida faz falta o sonho, como sendo um alimento. Mas, não devemos deixar que esse sonho, por alguma razão, se transforme em pesadelo para nós e para os outros. Caso assim seja, estaremos a desvirtuar a magnificência desta faculdade que contribui para a felicidade do Homem.

M.Brunner 

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Valerá apena chorar pela partida de alguém que nos é querido, quando do outro lado sentimos indiferença?
Do outro lado nunca saberemos ao certo o sentimento. Às vezes a indiferença pode ser uma capa protectora para o controlo das emoções, embora, para quem sente a dor da partida seja mais doloroso, ao pensar que de uma amizade não sobrou nada que valesse um abraço, em lugar de um simples e vulgar cumprimento.
A vida e as ralações pessoais estão cheias de incógnitas às quais as maiores filosofias têm dificuldade em descrever, explicar ou resolver. Há muitas parábolas que se enviam em formato power point para os nossos e-mails pessoais, mas, na realidade, por mais bonitas que sejam as palavras, os sentidos das frases e o conteúdo da história, fica sempre um vazio em quem lê, um vazio que não é preenchido com essas ternuras de palavras e imagens. O vazio, esse apenas é preenchido pelo afecto real e pelo sentimento que se partilha com alguém que nos é próximo.
Por muito que nos digam que a vida se encarrega de muitas coisas, seja trazer à tona uma verdade, seja sarar todas as feridas expostas, haverá sempre a desconfiança em relação a isso. Na hora, no momento quente em que se vivem as situações, todas e quaisquer palavras de conforto fazem falta, mas não têm qualquer utilidade porque o sentimento domina e as emoções controlam qualquer racionalidade, por mais racional que seja o Homem dos tempos modernos.
Nesses momentos crus da vida, toda e qualquer divindade é posta em causa e todas as crenças se batem por terra porque achamos que mudaram o curso do caminho que desejávamos seguir.
O sentimento é algo que não se domina em qualquer altura da vida. Podemos ter a ideia que o controlamos, mas trata-se de uma simples ilusão. Tudo surge novamente com mais e mais força. Não domines o sentimento do momento para que não te sintas traído por ele mais tarde.
Lidas estas palavras, apenas te digo que não valem de nada na hora do aperto do peito, na hora de uma despedida, por qualquer que seja a razão. Não valem de nada, apenas servem como desabafo.
Findo tudo isto, valerá apena sentir pena ou sofrer por quem está ao teu lado ou quem esteja no pensamento com frequência? Talvez. Mas, deixa que o tempo dê a sua resposta. Por vezes, do outro lado, existe um sentimento sincero que deseja não ser manifestado. Se existir, tudo bem, tudo o que sentiste vale o seu esforço e a sua lágrima.
 


M. Brunner

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PORTUGAL: O QUE É SER PORTUGUÊS?

por Manuel Joaquim Sousa, em 14.07.11



Pesado país que ainda vives, Portugal, neste dia 10 de Junho. Pesados vivem os teus tristes e, muitas vezes, deprimidos portugueses que incrédulos assistem a uma lenta agonia de teus dias cada vez mais incertos. Que futuro esperar de ti Portugal? Que fazer para mudar a tua face e trazer-te de novo à glória?

Por vezes, se duvida que o projecto a que se chama Portugal consiga resistir à crise económica e à crise de valores também fortemente enraizada. Questiono a actual soberania e a capacidade de sozinhos podermos vencer.
Tanto esplendor no passado, tantas conquistas, tantas glórias, tantos conhecimentos, tantas revoluções políticas e sociais compõem a nossa História. Necessitamos de mais revoluções? Necessitamos de mais astúcia? Necessitaremos com certeza de muita coisa que nos traga à tona. Justiça, equidade, educação, é tanto aquilo que necessitamos com urgência para que os desígnios da nação não se percam definitivamente.
Tantas vezes vivemos mal e no fundo de desespero. Fomos tomados por estrangeiros e sempre vencemos com a nossa força e a nossa luta. Tantos verteram sangue e suor por uma réstia de esperança. Está na hora de buscar a força, a inteligência e a astúcia para reerguer Portugal e para se fazer cumprir os desígnios do país.

Mas, o que é ser português?
Não é apenas melancolia, sonho ou fado, é muito mais e melhor; é pertencermos a uma força muito maior e para além do humano, material e racional; é pertencer a um esplendor que está com todos e no meio de cada um. Podemos viver mal ou no desenrasque, mas há muito mais que isso; há uma nação que não deixa de ser indiferente todos aqueles que vêm de fora e que de cá partem. Partem diferentes e com uma alegria que os marcará para sempre. Somos acolhedores, amigos de todos os povos; somos humildes e honestos, contrariamente a alguns que envergam o poder; somos um povo que constitui uma nação que marca a diferença neste nosso mundo.


 


M. Brunner

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