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ATÉ QUANDO? O GOVERNO TEM DE DECIDIR E AGIR.

por Manuel Joaquim Sousa, em 31.07.11
Que estamos em crise económica, já é algo que todos sabem e sabem-no há muito tempo, que já lhe perdeu a conta. Muda o Governo mudam-se as políticas e as prioridades, mas a crise é a mesma que tem de ser combatida, para que Portugal não esteja condenado ao fracasso como a Grécia.
Pedro Passos Coelho, o nosso primeiro-ministro, de onde se esperam medidas e de onde se depositam grandes expectativas quanto às suas ideias, tem cada vez menos tempo para apresentar as suas medidas de combate ao défice e da necessária redução da despesa pública. Este impasse de saber o que irá acontecer nos próximos tempos e de saber o que tem este Governo para nos apresentar, tem sido uma fonte de pressão para o executivo, embaraçado com o que se considera de colossal o que há para fazer. Apenas temos, para já, medidas bonitas e bem intencionadas como a redução das frotas e as viagens em classe económica. Só que apesar disso ser um bom começo não é a solução e não serve para emagrecer o Estado tanto quanto este necessita.
O nosso governo tem pouco tempo para agir e os portugueses ainda vivem no suspenso, à espera do que ainda está para vir. Até quando?

Manuel de Sousa

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O LOUCO BREIVIK DA NORUEGA

por Manuel Joaquim Sousa, em 30.07.11

Anders Breivik é um louco? Não propriamente. A ideia de o querer passar por louco é a ideia de o tornar coitadinho, fruto da evolução e das contrariedades da sociedade actual. Breivik é um homem inteligente, apesar da sua interligência ser utilizada para algo impensável ou intolarável, mesmo que os motivos que o moviam fossem aceitaveis, mas que não eram aceitaveis.
Somos acordados para uma forma de terrorismo preocupante a que as autoridades pouco podem fazer para o controlar. É mais fácil investigar e cercar organizações como a Al-Qaeda, entre outras, que estão organizadas, constituidas por estruturas e que se espalham com facilidade entre vários países, mas que permitem seguir o seu rasto, descobrir os seus planos e evitar massacres. Díficil será controlar e identificar indivíduos isolados que arquitectam livremente os seus planos para os colocar em prática com a maior das facilidades e das naturalidades. Por muito que na Internet se possa encontrar documentos, chamadas de ordem, apelos à luta e tratados como os de Breivik, será muito díficil saber até que ponto são verídicos e se alguma vez alguém será capaz e avançar com os mesmos, confundidos que são com meros desabafos de loucos, mas que não são loucos.
Os atentados em Oslo, na Noruega, podem ser, na pior das hipoteses, para muitos uma fonte de inspiração e um motivo para também avançarem na cruzada que defendem necessária para a limpeza da Humanidade.

Mais uma vez, a Europa é sacudida por monstros do passado que ainda estão presentes na actualidade e que ainda servem de inspiração. A Europa ainda não se reconsiliou com o passado de Hitler, Mussolini, Franco e até mesmo Salazar, para não falar de outros nomes. Essa falta de reconciliação com o avivar destes medos, demonstram que a Europa vive mais que uma crise economica, uma crise de valores bastante forte, que tenta contrariar com a abertura ao multiculturalismo, mas que alguém, num simples e acto bárbaro, consegue fazer tremer esses pilares ainda frescos. Talvez esses pilares de multiculturalismo não estejam bem assentes porque se acredita em muito na teoria do relativismo, em que os valores de uns passam a estar sob o domínio de outros, que se acham puros e sedentos de justiça, mas que apenas espalham a injustiça porque não são capazes de viver num mundo livre.

Pena que em nome de Deus, que se acredita ser o criador da variedade e do multiculturalismo das espécies, se mate e se espalhe o terror, como se esse Deus alguma vez desejasse que tal fosse feito.

Manuel de Sousa

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SOMOS UM LIVRO

por Manuel Joaquim Sousa, em 28.07.11

Somos um livro de histórias com uma duração invariável, que depende dos anos da nossa vida e das peripécias que a constituem.
No livro da vida há acção, romance, mistério, investigação, drama, tudo em formato de poesia e de prosa.
Somos o reflexo dos livros que lemos e que gostamos e as nossas acções assemelham-se aos livros, por mais impossíveis e imprevisíveis que possam ser.
A vida é recheada de páginas e de cores, dependentes das nossas tendências e frustrações e de histórias ou contos que não são contados até ao fim.
Somos vítimas de um enredo, em que, de leitores, passamos a personagens principais ou figurantes. A nossa vida pode tornar-se num livro descritivo ou simplesmente sintético em que pouco há para contar.
Os livros não mentem sobre aquilo que somos. Da próxima vez que leres um livro e disseres que gostaste muito, lembra-te que ele é o espelho do teu ser.

M. Brunner

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O CULTO DA MORTE PARA O ALCANCE DA VIDA

por Manuel Joaquim Sousa, em 28.07.11

Vivemos o culto da morte com muita intensidade, na procura da vida, da vida em plenitude.


Por vezes penso que os Homens têm o culto exagerado pela morte, desde os funerais, ao dia dos Finados (2 de Novembro), à Semana Santa. Dá-se muita importância a este estado de vida terrena, que não é nada mais nada menos que o fim. Fica a incógnita se este é o fim de tudo, da vida e da construção do indivíduo ou se apenas os fim de uma etapa da vida do Homem; o fim como ser de carne e osso, o fim de uma vida terrena e a passagem para uma outra vida, num outro estado físico numa dimensão inimaginável. Na realidade, o mundo Cristão (Católico e Protestante) acredita nessa outra dimensão de vida, que está para além da vida na Terra. Acreditam numa vida eterna, perfeita e em plenitude e é nessa esperança que vivem a sua fé ao longo dos dias.


Se não fosse esta crença numa continuidade faria sentido existir o Cristianismo? Faria sentido a existência de uma Igreja Católica? Faria sentido a existência de Deus?


São questões de difícil resposta, sobre as quais os grandes teólogos se debruçaram na procura de respostas que não são concretas porque tudo que envolva a fé não é concreto e move-se para além do princípio da relatividade.


É facto que a base que sustenta as Igrejas Cristãs é a doutrina do Messias, doutrina centrada na ressurreição e como doutrina para a mudança do mundo e do Homem, de forma a prepara-lo para a morte e passagem à vida plena, mesmo que necessitando de passar por fases de purificação. Se não existisse crença na ressurreição não existiria Igreja, não existiria crença no mundo sobrenatural que se prolonga para além do estado físico.


É por isto que o culto da morte está fortemente enraizado na vida de muitos e na cultura de muitos povos que anseiam pela libertação, anunciada e apregoada durante séculos e séculos e não se sabe até quando. Este culto da morte pode também ofuscar o culto da vida que temos e das alegrias que também cá podemos viver. Esquecemos, muitas vezes, que ainda estamos vivos e que ainda há muita vida por aí para ser aproveitada. A morte não se trava e é uma etapa da vida que obrigatoriamente temos de passar, independentemente do que possa ou não existir depois. Mas, a pesar dessa condição há que aproveitar o hoje e o agora.


Apesar de não existirem certezas quanto à existência do outro lado, de sermos imortais, existe a certeza de que a memória de alguém pode ficar imortalizada, dependendo da sua obra terrena e do legado que possa ter deixado por cá. Muitas almas ficaram imortalizadas pela música, escrita, política, trabalho social/humanitário, etc. Pelo menos esse têm sobrevivido com o passar dos tempos e ainda se manifestam vivos cada vez que os evocamos pelas boas e mesmo más razões.


Acredita-se que a imortalidade defendida pelas religiões está ao alcance de qualquer um, pelo menos segundo a doutrina de Cristo. No entanto, existe a condição de sermos bons caminhantes e seguidores de princípios base que orientam o Homem por uma conduta correcta. Conduta essa que pode ser muito controversa e que pode chocar com determinados princípios sociais instalados, que se modificam com o passar dos tempos e a evolução do mundo.


Será que a grande maioria apenas tem uma determinada conduta social a pensar na entrada no Reino dos Céus? Se este Reino não existir ou se não fosse apregoado como seria a conduta de muitas pessoas?


O sentido da imortalidade que muitos acreditam possuir ou que simplesmente acreditam ainda tem muito a ser explorado, com muitas questões, com muitas respostas em aberto. O princípio da Ressurreição que Jesus doutrinou é uma grande dúvida para muitos, uma certeza para alguns crentes. Todos caminhamos no sentido da morte. Será essa outra vida a perfeição e plenitude? Será que o Homem apenas atinge esse auge com a morte? A perfeição pode ser atingida na vida terrena? Pelos vistos aqueles que atingem esse auge em vida são considerados pelos demais como os loucos porque a sua pessoa passou a estar a anos-luz da realidade terrena e da restante Humanidade.


Se a outra vida existe e é bem melhor que esta que vivemos porque lutamos por viver mais tempo na terra? Porque lutamos contra o envelhecimento? Porque procuramos ser imortais de uma outra forma? Será que existe o medo de morrer e não existir mais nada para além da morte?


O culto da morte está enraizado porque nela se encerram muitas incertezas, curiosidades e medos. Viveremos sempre com essa incógnita e com essa sensação.


 


M. Brunner

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PROFESSORA, ATÉ ONTEM

por Manuel Joaquim Sousa, em 25.07.11

Eis um e-mail que recebi:


 


«Professora, até ontem

O meu nome é Sónia Mano, até ontem era professora de Matemática na escola E.B. 2,3 de S. Torcato, em Guimarães (onde me encontrava a trabalhar com contrato a termo incerto). Hoje de manhã, por volta das 9h, recebi um telefonema da Secretaria da referida escola a informar-me de que o meu contrato de trabalho cessara no dia anterior.

Até aqui, poderá pensar-se... é uma coisa natural, mais uma professora dispensada do serviço após mais de seis meses de trabalho árduo com alunos oriundos de meios socioeconómicos muito desfavorecidos: Até eu estava já preparada para a eventualidade de receber a notícia nestes moldes. Mas e o que é feito do prazo legal de três dias para avisar um
empregado de que o seu contrato vai terminar? Eu sou apenas mais uma das vítimas do Estado e da actual conjuntura que o país atravessa.
Mas o porquê do meu e-mail vai muito para além das queixas para com o sistema. É mais um grito, uma tentativa de que dêem algum tipo de atenção a certas situações que estão a acontecer neste país. Como eu,
fomos várias as pessoas dispensadas hoje de manhã, ou melhor, informadas hoje de manhã de que o nosso contrato terminara no dia anterior. Não será isto mais uma vergonha do nosso país? Não há qualquer respeito pelos profissionais, nem pelo seu trabalho e esforço.

Mais acrescento, neste meu desabafo, que iniciei, a meio da semana passada, a correcção de EXAMES NACIONAIS do 9.º Ano! Este trabalho, não está concluído! Termina apenas amanhã, dia 8 de Julho. Entretanto, já amanhã, tenho uma reunião para aferição de critérios de avaliação,
reunião essa de carácter obrigatório. E agora eu pergunto: O MEU CONTRATO DE TRABALHO E A MINHA LIGAÇÃO AO MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
TERMINOU ONTEM. Como vão os alunos ter avaliação no referido exame?
Quem vai suportar as despesas de deslocação de Vila Verde (minha
residência oficial) até Guimarães?!

Hoje a minha vontade é não entregar os Exames, mas mais forte do que essa vontade é a necessidade de nunca prejudicar os alunos por causa de mais um erro do nosso sistema de ensino. Amanhã, eu irei suportar despesas de deslocação e voltarei a fazê-lo na sexta para entrega dos
Exames. Durante esses dois dias, vou fazer uma aplicação criteriosa dos critérios de classificação. Mas precisava de fazer este desabafo: parem de chamar incompetentes aos professores portugueses, aqueles que
lutam todos os dias por melhores condições numa escola cada vez mais pobre em valores, tais como a entre-ajuda e a solidariedade.
Ajudem-nos a ajudar os vossos/nossos filhos a crescerem como cidadãos e, por favor, na luta pelos meus direitos enquanto
trabalhadora/professora/EDUCADORA. Ajudem-me a divulgar este caso que é apenas mais uma das vergonhas em que o nosso Estado está envolvido!

Tenho provas e documentos oficiais que comprovam cada uma das
afirmações que estou a divulgar. Não sei mais onde me dirigir: é preciso que os portugueses saibam o que se está a passar numa escola pública de Portugal.

Sónia Mano»

Recebi este e-mail, reencaminhado para mim e para muitas pessoas e assim continuará este mesmo a ser reencaminhado pora mais pessoas, tantas quantas as que se indignam com a situação descrita.
Nem tudo aquilo que se lê nos e-mails pode ser verdade, mas não é este o caso úncio que aqui está retratado, mas que tem sido recorrente com outros professores. Pode dizer-se que se trata de algo insólito no nosso país, onde os insólitos acontecem todos os dias, de foma propositada e sem qualquer respeito pelos cidadãos.
A ideia de que são necessários cortes sucessivos para redução da despesa pública em nome do défice é o motivo para que o Estado cometa estes atropelos com os professores, que são despedidos de um momento para o outro e informados com atraso desse despedimento, quando estes ainda têm tarefas educativas para cumprir.

Não há palavras que possam descrever tal indignação e falta de respeito que o Estado Português tem para com os demais, quando este deveria ser o exemplo a seguir pelas restantes entidades patronais. Mas de facto não é.

Manuel de Sousa
manuelsous@sapo.pt


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O SONHO E AQUILO QUE SOMOS

por Manuel Joaquim Sousa, em 14.07.11

«-Muitas coisas diferenciam o homem - continuou Paulo. - Acima de todas, diferencia-o a faculdade de sonhar. Na origem de tudo quanto de belo se fez na história e de tudo quanto de belo possamos fazer, na origem de todas as realizações e façanhas, sempre e sempre encontramos essa maravilhosa faculdade de sonhar. Todos sonhamos, amiga, todos. Sonhamos com um melhor mundo onde uns homens não vivam da dor de outros homens, onde se não matem crianças com metralhadoras, onde o ar se respire com liberdade. É esse o sonho que nos dá forças para lutar e para sofrer, para nos afirmarmos felizes na nossa vida, mesmo quando perdemos muito do que nos é querido. Mas não é esse o nosso único sonho. Mentiríamos aos outros e a nós próprios se negássemos que sonhamos também com a felicidade pessoal, que ansiamos ardentemente o amor, filhos que o inimigo não mate, tranquilidade, um mínimo de conforto. Os militantes dão tudo, amiga, mas não devem renunciar a nada. Se matássemos o sonho, matávamo-nos também a nós próprios como seres humanos que somos.»


Manuel Tiago, em Até Amanhã Camaradas.


 


O Homem tem a maravilhosa capacidade de sonhar e com sonho fazer grandes coisas na sua vida e no mundo. Todos sonham sem dúvida com um mundo melhor e à sua maneira, ainda que o sonho de uma pessoa possa ser o desgosto ou o sofrimento de outra.


O homem sonha e esta é uma capacidade maravilhosa, que nos proporciona a realização de coisas fantásticas na nossa vida e dos nossos desejos. Se não fosse a capacidade de sonhar, o que seria do nosso mundo e da Humanidade?


É certo que o sonho de muitos provocou o sofrimento de muitos mais, através de guerras, extermínios, tentativas de dominar, usurpação do alheio ou submissão do outro para o bem próprio, etc. Porém, por detrás de muita coisa má há muita coisa boa, que vale sempre apena lembrar e para o qual o sonho tem o seu papel importante nas grandes realizações do Homem.


Sonhamos com a concretização dos nossos projectos pessoais, com uma vida melhor, com conforto, estabilidade e com o preenchimento do coração com o amor de uma cara-metade. É o sonho que nos traz a esperança por um amanhã diferente e com o sonho podemos ganhar a capacidade de lutar pela sua concretização.


O sonho é uma constante da vida, com a qual sempre iremos conviver até ao último dia porque à vida faz falta o sonho, como sendo um alimento. Mas, não devemos deixar que esse sonho, por alguma razão, se transforme em pesadelo para nós e para os outros. Caso assim seja, estaremos a desvirtuar a magnificência desta faculdade que contribui para a felicidade do Homem.

M.Brunner 

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Valerá apena chorar pela partida de alguém que nos é querido, quando do outro lado sentimos indiferença?
Do outro lado nunca saberemos ao certo o sentimento. Às vezes a indiferença pode ser uma capa protectora para o controlo das emoções, embora, para quem sente a dor da partida seja mais doloroso, ao pensar que de uma amizade não sobrou nada que valesse um abraço, em lugar de um simples e vulgar cumprimento.
A vida e as ralações pessoais estão cheias de incógnitas às quais as maiores filosofias têm dificuldade em descrever, explicar ou resolver. Há muitas parábolas que se enviam em formato power point para os nossos e-mails pessoais, mas, na realidade, por mais bonitas que sejam as palavras, os sentidos das frases e o conteúdo da história, fica sempre um vazio em quem lê, um vazio que não é preenchido com essas ternuras de palavras e imagens. O vazio, esse apenas é preenchido pelo afecto real e pelo sentimento que se partilha com alguém que nos é próximo.
Por muito que nos digam que a vida se encarrega de muitas coisas, seja trazer à tona uma verdade, seja sarar todas as feridas expostas, haverá sempre a desconfiança em relação a isso. Na hora, no momento quente em que se vivem as situações, todas e quaisquer palavras de conforto fazem falta, mas não têm qualquer utilidade porque o sentimento domina e as emoções controlam qualquer racionalidade, por mais racional que seja o Homem dos tempos modernos.
Nesses momentos crus da vida, toda e qualquer divindade é posta em causa e todas as crenças se batem por terra porque achamos que mudaram o curso do caminho que desejávamos seguir.
O sentimento é algo que não se domina em qualquer altura da vida. Podemos ter a ideia que o controlamos, mas trata-se de uma simples ilusão. Tudo surge novamente com mais e mais força. Não domines o sentimento do momento para que não te sintas traído por ele mais tarde.
Lidas estas palavras, apenas te digo que não valem de nada na hora do aperto do peito, na hora de uma despedida, por qualquer que seja a razão. Não valem de nada, apenas servem como desabafo.
Findo tudo isto, valerá apena sentir pena ou sofrer por quem está ao teu lado ou quem esteja no pensamento com frequência? Talvez. Mas, deixa que o tempo dê a sua resposta. Por vezes, do outro lado, existe um sentimento sincero que deseja não ser manifestado. Se existir, tudo bem, tudo o que sentiste vale o seu esforço e a sua lágrima.
 


M. Brunner

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PORTUGAL: O QUE É SER PORTUGUÊS?

por Manuel Joaquim Sousa, em 14.07.11



Pesado país que ainda vives, Portugal, neste dia 10 de Junho. Pesados vivem os teus tristes e, muitas vezes, deprimidos portugueses que incrédulos assistem a uma lenta agonia de teus dias cada vez mais incertos. Que futuro esperar de ti Portugal? Que fazer para mudar a tua face e trazer-te de novo à glória?

Por vezes, se duvida que o projecto a que se chama Portugal consiga resistir à crise económica e à crise de valores também fortemente enraizada. Questiono a actual soberania e a capacidade de sozinhos podermos vencer.
Tanto esplendor no passado, tantas conquistas, tantas glórias, tantos conhecimentos, tantas revoluções políticas e sociais compõem a nossa História. Necessitamos de mais revoluções? Necessitamos de mais astúcia? Necessitaremos com certeza de muita coisa que nos traga à tona. Justiça, equidade, educação, é tanto aquilo que necessitamos com urgência para que os desígnios da nação não se percam definitivamente.
Tantas vezes vivemos mal e no fundo de desespero. Fomos tomados por estrangeiros e sempre vencemos com a nossa força e a nossa luta. Tantos verteram sangue e suor por uma réstia de esperança. Está na hora de buscar a força, a inteligência e a astúcia para reerguer Portugal e para se fazer cumprir os desígnios do país.

Mas, o que é ser português?
Não é apenas melancolia, sonho ou fado, é muito mais e melhor; é pertencermos a uma força muito maior e para além do humano, material e racional; é pertencer a um esplendor que está com todos e no meio de cada um. Podemos viver mal ou no desenrasque, mas há muito mais que isso; há uma nação que não deixa de ser indiferente todos aqueles que vêm de fora e que de cá partem. Partem diferentes e com uma alegria que os marcará para sempre. Somos acolhedores, amigos de todos os povos; somos humildes e honestos, contrariamente a alguns que envergam o poder; somos um povo que constitui uma nação que marca a diferença neste nosso mundo.


 


M. Brunner

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