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“MP não fez nada. Mulher morreu 37 dias depois de ter apresentado queixa” é o título do público. Ler na íntegra a notícia é um choque. Como é possível que tudo continue na mesma apesar de existir legislação. Como pode tudo continuar na mesma quando a violência sobre mulheres é uma constante e os números são arrepiantes. Como pode a justiça assobiar para o lado e deixar as vítimas indefesas. Tanta polémica sobre as notas de um processo judicial com referência à Bíblia e a um machismo que atenua uma condenação e ainda continuamos a assistir a casos destes por incúria da justiça. Sofre a justiça de maus tratos. Quem pode numa situação como esta garantir a proteção da vítima. Quem pode acabar com a burocracia processual para que as vítimas estejam em primeiro lugar. Qual a sensibilidade de quem analisa, julga perante um caso destes. A sociedade tem obviamente as suas culpas. Sabe. Ouve. Fala. Cala. Não faz queixa. Não chama a autoridade. Todos sabem. Sempre souberam. Encobrem com é um bom rapaz, trabalhador. Foi o caso. O assassino entrou no café e disse que matou a mulher e ninguém acreditou. Como podem as vítimas acreditar na justiça sem sofrerem consequências piores.

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LULA JÁ FOSTE!

por Manuel Joaquim Sousa, em 25.01.18

Lula, a situação está difícil para ti; os juízes não te estão a fazer a vida fácil e teimam em culpar-te por te teres deixado corromper. Mesmo que digas que és inocente e que o apartamento não se encontra em teu nome, é teu – nem os advogados conseguem encontrar provas para refutar o contrário.

O povo brasileiro acreditava que ainda poderias ser o presidente deles novamente. Podes ainda aventurar-te a candidatar, mas receio que tenhas pouca sorte porque depois de todos os recursos tens uma pena de prisão à espera para cumprir – de nove anos e seis meses de prisão determinada pelo juiz Sérgio Moro, agravou-se para doze anos e um mês. Além disso, duvido que te absolvas nos próximos recursos que ainda dispões pela frente - Superior Tribunal de Justiça e depois ao Supremo Tribunal de Justiça -, não me parece que os restantes juízes te queiram livrar a pele.

Perante a constatação de vários juízes e dos recursos quem mais conseguirá provar a tua inocência? Nem acredito que o povo que manifesta todo o apoio acredite realmente és inocente, pois na realidade apenas te querem eleger porque não têm esperança em mais ninguém e porque acreditam que os políticos brasileiros são corruptos e não haverá escolha possível para as eleições que se avizinham.

Lula já foste.

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ADMIRADOS COM A SUPERNANNY?

por Manuel Joaquim Sousa, em 24.01.18

Supernanny. A dita senhora ou o dito programa que anda nas bocas da polémica. Era isto que a SIC estava à espera. O seu risco foi bem calculado. Reparem como as audiências dispararam do primeiro para o segundo programa. As audiências justificam os riscos a que a estação está sujeita. Os programas são criados para ter audiências, para criar opinião nos espetadores. A SIC sabia no que se estava “a meter”, tendo em conta os resultados deste formato noutros países; deve ter solicitado parecer junto da sua área jurídica. Os pais serão os culpados de toda a polémica? Afinal foi destes que partiu a decisão de exporem a vida da criança ao público televisivo e receberem aconselhamento, para saberem lidar com os seus filhos. Aceitaram a exposição e agora têm de assumir responsabilidades. Deveriam ter pensado na autorização que cederam em troca de uma ajuda, que pode ser encontrada sem recurso à exposição televisiva. Todos sabem que a televisão expõe, não serve para mais nada que exposição de casos e notícias. Dúvidas sobre isso? Onde estão os culpados da polémica?

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ADEUS PAPA FRANCISCO!

por Manuel Joaquim Sousa, em 13.05.17

Francisco está de partida. Foi uma visita calorosa e única. Terá sido uma das mais fortes experiências espirituais da sua vida - com toda a certeza. Afirmo com esta certeza porque o seu rosto é muito transparente e permite a qualquer um perceber o que está a sentir no momento - vejo a forma terna e comovida com que acenou o lenço no adeus ao andor da virgem. Nesta viagem fica a sua entrega e veneração mariana, muito voltada para as fragilidades do nosso mundo, que são as fragilidades de todos nós. As imagens falam por si. O sorriso. A proximidade. A concentração no momento da oração. O despejo do terreno. A cumplicidade com cada um e com todos. Por tudo isto, Francisco é um líder carismático - vem de si, não terá aprendido em livros de teóricos. Independentemente da crença religiosa de cada um, quem foi a Fátima ou quem simplesmente tenha acompanhado ao longe a sua visita, não terá ficado indiferente. Ainda bem que não há indiferença - dela está o mundo cheio.

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ESTE PAPA NÃO É DE TODOS!

por Manuel Joaquim Sousa, em 12.05.17

A esta hora o Papa Francisco - o peregrino - já chegou à Base de Monte Real, para uma curta visita a Portugal, neste centenário das aparições de Fátima. No país não se fala noutra coisa. Há claramente razões para isso. Porquê? Francisco não é um Papa qualquer. É acima de tudo um homem que nunca deixou de pertencer ao povo e que gosta de estar com o povo – um Papa de afetos.
Afetos é aquilo que as pessoas mais precisam neste mundo atual. As pessoas – crentes e não crentes – desejam ouvir falar de afeto, amor, paz, concórdia, respeito e fé; as pessoas não querem que lhes falem em grandes verdades teológicas e outras coisas complexas que não entendem e que não têm qualquer sentido prático para as suas vidas – as pessoas precisam de algo emocional e adequado às suas vidas. Francisco tem essa capacidade – falar para os humildes e ser entendido. Nestes tempos, as verdades teológicas escritas merecem o seu debate, a sua reflexão; no entanto, as pessoas precisam muito mais de “verdades” sociais, humanistas para cumprir nas suas 24h do dia. Afinal, o sentido da religião é a ligação do transcendente com o quotidiano das pessoas. Cada coisa em seu lugar. Quem vai a Fátima não vai à procura de grandes verdades da fé – caso contrário não ia -, mas vai à procura de proteção para si, para a família, vai na busca de encontrar a solução para os problemas com que se confronta no dia-a-dia ou até mesmo em simples agradecimento. Quem vai a Fátima procura reconhecimento e um lugar no seio de uma Mãe, que acreditam estar lá para acolher todos os seus filhos; não procura perceber em que escala hierárquica Ela deve ser colocada na Teologia e qual o tipo de veneração se deve fazer.
Francisco percebe que a Igreja tem de falar da Terra, dos vivos, daqueles que são explorados e calcados pelos poderes – os verdadeiros demónios do nosso tempo. Os crentes ouvem-no, compreendem-no e por isso correm atrás de si. A Instituição – excluído aquela que trabalha na obra social – fala do céu, do pecado quando as realidades da vida terrena são duras.
Este é o Papa do povo – ele sorri apenas quando está entre o povo - e não das tristes elites que habitam no interior das paredes dos templos majestosos.


“Ai que riquinho” dizem as pessoas ao meu lado, que acompanham pela televisão cada passo. As pessoas precisam de amor, que é tão imenso, mas infelizmente escasso.

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MENTIRA É UM PONTO DE VISTA?

por Manuel Joaquim Sousa, em 25.02.17

Mentira. Sei bem que vivo rodeado de mentiras – coisas da vida. Todos vivem rodeados de mentira. Estou habituado à mentira. Creio que todos estão habituados. É uma questão de sobrevivência. Mas, é triste se eu e qualquer um se habitua à mentira – cria-se e permite-se um mundo pior é mais promíscuo. É um mundo promíscuo aquele onde vivo. Notícias falsas, acontecimentos que nunca o foram, líderes que governam sobre a mentira para o bem próprio, empresas que vendem mentiras em vez de produtos, filosofias que pregam uma verdade sem nexo. Poderia continuar a lista de tudo o que me envolve e que está envolvido em mentira. Mas, para muitos poderei estar a ser incorreto. Porquê? Porque mentira para mim pode ser uma verdade para o outro – é a consequência da lei do relativismo. Tudo é relativo, até os grandes valores. Assim, a mentira tornou-se numa perspetiva ou ponto de vista que alguém tem sobre algo. O resultado de tudo isto são os constantes recuos da Humanidade.

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EUTANÁSIA, DE QUE LADO?

por Manuel Joaquim Sousa, em 02.02.17

 

Caros deputados da Assembleia da República,

 

Sabemos que o debate sobre a eutanásia está lançado. Será um debate duro, sensível. Está em discussão o mais importante: a vida; ou o fim dela. O que eu desejo é que seja uma discussão com respeito, com calma, fundamentada e longe de qualquer rivalidade política - a rivalidade política não é boa conselheira para a decisão do que fazer pela vida. Será importante seja um assunto que permita a clarificação das consciências, para que as tomadas de decisão seja nesse estado de consciência. Não tenho ainda uma posição tomada sobre o assunto porque vejo argumentos e perigos de ambos os lados, aos quais se recomenda cuidado. Senhores deputados, adoraria maturidade na discussão para que todos se sintam incluídos. Não haverá necessidade de referendo porque acredito que a representação que temos no parlamento será suficiente, independentemente de ter sido um assunto que não esteja nos programas eleitorais. É importante ter presente o sentimento de muitos anónimos que, neste momento, sofrem por padecerem de um mal ou porque a vida lhes causa sofrimento agressivo. É relevante perceber se qualquer pessoa pode, de livre vontade, pedir que alguém ponha fim à sua vida em condições dignas e com outro sentido moral.

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OS BENFIQUISTAS SURPREENDEM!!!

por Manuel Joaquim Sousa, em 31.01.17

Caros adeptos benfiquistas,

Fiquei admirado com o que aconteceu a noite passada - era desnecessário. A receção dos jogadores, em Lisboa, depois da derrota do jogo com o V. de Setúbal - derrota por um golo - pareceu mais um ataque a uma equipa adversária do que à equipa que defendem. Petardos? Violência? Porquê esta fúria? Como desejam que a vossa equipa mude de atitude com este confronto? Como querem que uma equipa tenha resultados positivos se não lhe passam qualquer otimismo e confiança? Qual a razão para uma revolta, quando ainda estão a dominar o campeonato, quando sofreram duas derrotas?
Custa-me a perceber a vossa violência e a perda desnecessária de energias para estas atitudes. Perdoem-me a ignorância na estratégia futebolística, mas a violência é algo que se pode evitar para o bem de todos e não faz mudar resultados e atitudes futuras.

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UMA CARTA A DONALD TRUMP

por Manuel Joaquim Sousa, em 29.01.17

Caro Donald Trump,

Escrevo-lhe esta carta, que ficará apenas divulgada no meu blogue, para lhe dizer que estou surpreendido. Surpreendido pelas imensas promessas que está a cumprir – um político que cumpre com o prometido na campanha eleitoral -; em tempo breve – não e lembro de um político que na sua primeira semana está a executar tudo o que prometeu. Se na primeira semana de governação já despachou tantos decretos, imagino que daqui a 4 anos os EUA estejam totalmente diferentes do que conhecemos atualmente.
Nunca fui fã do povo americano, mas nada tenho contra, talvez agora tenha mais porque permitiu a sua eleição. Pensei que o povo americano fosse mais sério e não se deixasse levar pelo populismo que o senhor presidente foi lançando durante a campanha. Se calhar até lhe acharam piada e decidiram deixar que chegasse ao poder só para ver a forma como governaria o seu país. Espero que aqueles que votaram em si estejam contentes pela concretização das suas promessas. Acho que Hillary Clinton não teria a mesma capacidade de trabalho como o senhor, pois seria a continuidade do Senhor Obama que já muito trabalho tinha feito para uns EUA mais dignos e mais igualitários como refere a constituição. Na realidade, o senhor Trump já fez mais asneiras que o Obama em todo o tempo de governação – se bem que os erros de Obama não são comparáveis com as trapalhadas do Trump.
Não sei se o povo americano apenas irá contestar nestes primeiros dias de governação e depois se calará ou se as contestações continuarão a subir de tom, tendo em conta o aumento da aplicação de decretos que são um atentado à constituição americana.
Sr. Trump, com tanta contestação nestes tempos, os media americanos vão estar constantemente “agarrados aos seus calcanhares” pelas piores razões – espero que não o larguem -; por essa razão, aconselho a ter uma máquina de propaganda muito bem afinada se não quer uma revolta – mais que uma CIA ou um FBI, em Portugal tivemos um modelo que o ajudará bastantes como a PIDE; mas basta percorrer a História dos países europeus e onde existiram ditaduras, existiram polícias políticas.
Espero que o senhor tenha a consciência que os seus eleitores precisam de um programa como o Obama Care se querem ter um acesso a um sistema de saúde. Espero que o senhor se lembre que muito do sucesso dos EUA a nível económico está em cérebros que vieram de outros países. Lembro que se quer livrar dos ataques terroristas deve pensar numa política externa mais aberta e com base nas negociações amigáveis – no tempo do Senhor Obama, os EUA estiveram em paz nos atentados comparado com o temos sofrido na Europa -, e deve analisar os números em relação à criminalidade proveniente de americanos.
Se a sua intenção é criar barreiras e muros, para que o seu país seja isolado, pense no que vai acontecer com as exportações - a pensar só no consumo interno -; na falta de massa cinzenta para desenvolver tecnologia; na ajuda que vai precisar do resto do mundo quando acontecer aquelas catástrofes naturais causadas pelo desrespeito do meio ambiente – que o senhor considera uma treta. Se espera fechar ao mundo, também espero que o mundo se feche em todas as formas ao seu país e daqui a uns anos veremos o que resta do sonho americano – se fizer uma boa campanha vai querer dizer que estão bem, quando o povo necessita de liberdade.
Tive desejo de escrever estas palavras, só para libertar aquilo que pensava, quando assisti à tristeza das notícias de hoje, onde dezenas de pessoas foram detidas nas fronteiras devido ao seu fabuloso decreto anti-imigração. A sua justificação é tão protecionista: “Não queremos deixar que se infiltre alguém que procure prejudicar-nos. É tudo. Sei que em alguns casos isto vai causar inconvenientes.” – falta saber até onde resulta este protecionismo.
Não tenho o prazer de ser mal-educado com os demais, nem gosto de destilar ódio nas redes sociais, mas não posso deixar de lhe dizer que o senhor é um Homem sem princípios humanistas, será um presidente terrível, ignóbil e odiado. No fundo, o senhor até não tem culpa porque me responderia que foi eleito depois de ter feito a campanha que fez e só está a cumprir as suas promessas – por um momento desejaria que não cumprisse as promessas e o mundo estaria mais sossegado.

Não estou sossegado e temo pelos tempos que se aproximam – sobrará para todos.

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TSU E PEC NO DOMÍNIO DOS NOSSOS DIAS

por Manuel Joaquim Sousa, em 27.01.17

TSU terá sido a sigla mais falada nos últimos dias em Portugal. A sigla que tem dominado as notícias todo o tempo. Política, economia tudo às voltas com a TSU. A sigla que significa Taxa Social Única paga pelas empresas à Segurança Social por cada trabalhador. Também os trabalhadores a pagam mensalmente. Assim se garante a sustentabilidade da Segurança Social para o pagamento de pensões, subsídios e complementos que os cidadãos vão usufruindo na sua vida – Estado Social tão importante e tão questionado ao longo dos anos.
A dita Taxa Social, que tanto se tem falado, esteve em vias de descer a fim de compensar a subida recente do salário mínimo nacional – uma compensação para as empresas pelos gastos com o aumento do salário mínimo. No fundo, o Governo acordou a subida do salário mínimo, acabando por ser responsável por essa subida, ou seja, o pagador dessa subida – é do Orçamento do Estado que o acréscimo do salário será pago; trata-se de uma ajuda indireta.
O Governo correu um risco ao acordar na concertação social, aquilo que em sede de geringonça ou no parlamento seria chumbado – o primeiro momento em que o Governo teve de contar consigo próprio e, por isso, certo de que iria perder na votação parlamentar.
Depois desta trapalhada política surgiu a ideia de redução do PEC – uma sigla que vai ultrapassar a TSU, por ser mais simpática e consensual. A minha questão inicial foi quando ouvi falar desta nova medida foi: Se o Governo tinha esta possibilidade em estudo e se era mais consensual porque cismou com a TSU e porque correu o risco de ficar sozinho no parlamento na altura da votação – tendo em conta que os valores em questão são mais ou menos os mesmos?
Normal que a descida da TSU não seja do agrado dos partidos da esquerda porque no fundo são um incentivo à prática do salário mínimo, já que apenas se aplicaria às empresas que o pagam. Mais lógico será uma reforma do PEC (Pagamento Especial por Conta), já que se trata de um imposto pago pelas empresas antes mesmo de apurarem em contabilidade se tiveram lucros ou prejuízos. Para mim, acho mais lógico que as empresas paguem apenas segundo o que realmente faturam e não na hipótese de virem a faturar. Com estas medidas, o Governo compensa muito mais empresas, independentemente do valor de salários que praticam. Além disso, para Portugal ser competitivo com empresas de qualidade e salários justos, a política fiscal necessita de ser revista e mais simples, coerente – caso contrário quem vem para cá investir?

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