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UMA ÁRVORE DE NATAL ALTERNATIVA

por Manuel Joaquim Sousa, em 18.12.12


 

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É Natal. É tempo de fazer a tradicional árvore para enfeitar as nossas casas, locais de trabalho e locais públicos. Ainda me lembro dos tempos de menino, em que vivia na aldeia e, por esta altura, íamos até à serra procurar o pinheiro mais jeitoso e com o tamanho ideal para cortar e levar para casa – aquele que seria a árvore de Natal.

Era sem dúvida algo saudável, mas uma prática que hoje não faria, tendo em conta a necessidade de protegermos a floresta de invasões. Porém, a árvore de Natal pode continuar a ser feita com a mesma alegria e ansiedade de outros tempos. Sempre se pode comprar uma artificial – com custos já aceitáveis – e guarda-la para o ano seguinte.

Mas, quem quiser optar pela originalidade pode sempre optar por reciclar, aproveitando materiais que deitamos ao lixo e que normalmente não se atribui qualquer valor para aproveitamento. Pois bem, no meu local de trabalho o Natal é azul, com uma iniciativa de grupos de colaboradores fazerem a sua árvore de Natal, feita com aproveitamento de materiais, por forma a fomentar ecologia, imaginação e tradição.

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AS NOSSAS TRADIÇÕES PERANTE A MORTE

por Manuel Joaquim Sousa, em 02.11.12

Por vezes, penso que as nossas tradições são um pouco mórbidas e deprimentes, por muito respeito que tenha pelas mesmas.


Dia 2 de Novembro, lembramos os fiéis defuntos, aqueles que partiram deste mundo e, segundo a tradição Católica, estarão noutra vida, a eterna.

Em Portugal existe o costume de, nestes dias, se visitar os entes queridos ao cemitério. Estes locais tornam-se sítios de peregrinação e azafama para os familiares. É comum verem-se pessoas a limpar as campas e os jazigos a fundo e a ornamentar com as mais belas e caras flores e com velas, de forma a tornar aquele espaço em algo cuidado e belo - como se os mortos estivessem ali para apreciar e aprovar toda aquela dedicação festiva.


Por vezes penso: se vamos para uma outra vida significa que não estamos ali, então porquê tudo isto? Talvez por ter sido o último local em que vimos ou depositamos aquele ente querido.

Porém, também penso que aquele embelezamento possa ter outra razão de ser porque há quem deseje mostrar que o seu jazigo ou campa esteja bem cuidada e se compare com os demais. Há muito quem goste de passear pelo cemitério, só para ver as campas dos outros e para depois tecer os seus julgamentos morais.

Se existe tanto cuidado, nesta data, com o tratamento dos espaços, que cada um tem no cemitério, qual a razão para que durante o ano estejam ao abandono, sem uma flor, uma vela ou mesmo uma visita?

As nossas tradições apegam-se muito ao luto e ao sofrimento, ainda que se queira acreditar num outro mundo melhor.

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