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COMO ME IRRITAM OS GRITINHOS NA TV

por Manuel Joaquim Sousa, em 11.03.15

Nestes últimos dias decidi tirar umas férias para acompanhar umas obras lá em casa e, de vez em quando, ao meio da manhã, vou tomar o meu cafezito ali ao lado. O que eu tenho reparado é na fantochada de programas que passam na televisão generalista portuguesa - já tinha uma noção, mas agora fiquei com a consciência disso mesmo. Aqueles talkshows são tão fraquinhos. As pessoas atrás batem palmas porque lhes pagam para isso e é a sua função ali - não têm outra utilidade. Mentira, também cantam em coro o número 760 para onde os espetadores devem ligar para ganhar o prémio.

A piorar a situação é que a Estação Pública segue a mesma linha. O Canal 1 também tem o mesmo tipo de programas, quando deveria primar pela diferença do setor privado. Ou estarei errado?

Poderão sempre argumentar que o público que está em casa a esta hora não quer outra alternativa e a prova é que as audiências comprovam a preferência das pessoas. Pois, a questão das audiências até mesmo na RTP tem a sua importância. Audiências não implicam qualidade, mas serviço público implica diferença de conteúdos. A minha sorte é que facilmente desligo do que está a passar na televisão - exceto quando se ouvem aqueles gritos em coro ensaiados. A sorte é que em casa tenho alternativas da TV paga, onde encontro muitas opções para ver, ms há muitos que não têm.

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SILÊNCIO QUE AGORA FALA JORGE JESUS

por Manuel Joaquim Sousa, em 08.09.14

 

 

fonte da imagem: twitter

 

Pedro Boucherie Mendes tem razão. Ainda esta semana estava a almoçar e durante quase todo o tempo do meu almoço a televisão esteve a transmitir uma conferência de imprensa do Jorge Jesus. Durante quase todo o tempo, pensei que a televisão estava ligada na Benfica TV – não, não estava. Perguntei a outras pessoas que estavam ao meu lado se era assim tão importante o que ele estava a dizer - acho que ninguém estava a prestar atenção. Estaríamos em alguma fase futebolística tão importante que justificasse este tempo de antena? Pelos vistos não. Era uma semana como as demais. Peço desculpa aos meus amigos Benfiquistas – nada relacionado com o clube, diria o mesmo se fosse um outro treinador qualquer. Mas, é verdade que as nossas televisões estão mais preparadas para o futebol que para comentar e avaliar, com o mesmo detalhe, a decisão judicial do processo Face Oculta. Impressionante. Será uma questão de audiência porque o país se preocupa com muito com questões futebolistas?

Dada a importância do caso Face Oculta para a sociedade seria bem interessante que a comunicação social estivesse preparada para tratar do assunto com seriedade e destaque que merece. O meu receio é que o destaque agora dado seja inferior à fase do processo em que se falava de escutas, só porque um dos escutados foi o ex-primeiro-ministro, José Sócrates – o processo era mais que isso, quase 3000 páginas de acórdão. Ainda me choca algumas prioridades de assuntos e de polémicas nas notícias. Deve ser algo a que me terei de acostumar. 

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FINAL DE FACTOR X: A FINAL

por Manuel Joaquim Sousa, em 09.02.14

 

 

Mais um concurso de talentos que chega ao fim. O futuro deste jovens está na sua capacidade de decisão e de aproveitar a porta aberta.

A Mariana, é uma cantora e interprete muito boa com um potencial de crescimento inesquecível. Veio dos Açores e trouxe algo de novo e de fresco ao programa. Evoluiu e demonstrou ser capaz de dominar muitas áreas da música.

O D8, é outro fenómeno, de quem no início existiam muitas dúvidas sobre as suas capacidades e sobre o seu tipo de música. Porém, semana a semana este rapaz foi crescendo de forma excecional e com grande qualidade das suas letras. Como dizem os jurados, canta aquilo que as pessoas desejam ouvir e de forma simples. Terá uma grande carreira, mesmo que não seja o vencedor desta final.

O Berg é o cantor doce e muito perfeito no que faz e na forma que canta. Mais sedutor, mas com um talento escondido que se foi revelando ao longo dos programas. Um artista também muito completo a ponto de, em muitas das atuações, só lhe conseguirem pôr defeitos nos sapatos.

Todos têm potencial e acho que quanto a isso não existem grandes dúvidas.

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TELEVISÃO: LEMBRAR DE QUEM ESTÁ ATRÁS DAS CÂMARAS

por Manuel Joaquim Sousa, em 06.02.14

Por vezes não consigo perceber porque razão a ficha técnica no final de alguns programas de televisão passa tão rápida, a ponto de nem sequer conseguirmos ver quem são as pessoas que produzem e realizam os programas – será que alguém se interessa por essas pessoas, as que vivem atrás das câmaras? Deve ser obrigatório a apresentação da ficha técnica, mas acho que ninguém a lê – mesmo que quisessem não seria possível.
O mesmo acontece com os filmes; alguém tem paciência para ler a extensas fichas técnicas? - os canais generalistas até omitem, mas os especializados em filmes passam exaustivamente que até parece que estão a preencher espaço na grelha. O mesmo se passa nos cinemas, pois é a altura em que toda a gente se vem embora.
Lembramos sempre os atores principais, os apresentadores, esquecemos os que trabalham para que tudo se faça e chegue até nós.
Aqui fica uma homenagem aos realizadores, produtores, carpinteiros, eletricistas, câmaras, ajudantes de câmaras, guionistas, guarda-roupa, maquilhadores, assistentes de som, etc, etc, etc.

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D8 - A REVELAÇÃO DO FACTOR X

por Manuel Joaquim Sousa, em 03.02.14

Sabemos bem que os programas de talentos, dignos de grandes audiências, são uma incógnita para as carreiras daqueles que buscam neles a sua sorte – por vezes, são “sol de pouca dura”: acaba o programa, termina o sonho. O mercado português é muito pequeno para ser capaz de absorver todos os talentos vencedores destes programas, ainda que os prémios sejam uma carreira na música, ou pelo menos o lançamento para uma carreira.

Os formatos destes programas são diferentes, embora todos se resumem a um só objetivo: a música e o espetáculo. Engraçado como a globalização até aqui está presente; se antes nos contentávamos com os programas lançados por cá (cópias de formatos estrangeiros), atualmente grande parte dos espetadores são consumidores dos mesmos formatos realizados noutros países (coisas que a TV de subscrição nos oferece e no qual nos viciamos).

A razão de estar a escrever esta crónica, na madrugada de segunda, é inspirada num programa de talentos: o Factor X, da SIC. Este Domingo assisti à 10ª Gala, onde muito talento e grandes vozes marcaram presença (Pedro Abrunhos, Rita Guerra, Dengas e Áurea) para duetos com os concorrentes.

Porém, aquilo que me faz escrever neste momento é a segunda atuação de  D8 – o jovem de 16 anos – que vem conquistando o público com o seu RAP - um formato de música nem sempre apreciado pelas massas - e com as suas letras que espelham a sua realidade.
Se inicialmente este rapaz pouco me conquistou, a ponto de achar que a sua permanência no programa seria breve, pouco fugaz e ofuscada por outras grandes vozes e talentos, hoje “tiro-lhe o meu chapéu” pela forma como foi crescendo ao longo do programa e pela sua capacidade na escrita de letras com um grande sentido, conteúdo e capaz de transmitir a mensagem que deseja (independentemente da subjetividade dessa mensagem). Ao longo do programa comecei a achar que mesmo que ficasse pelo caminho e não chegasse à final, este jovem teria um dia uma carreira na música e uma carreira com sucesso porque as suas letras tocam as pessoas e são aquilo que elas querem ouvir.

As mensagens podem ser simples - mas é isso que a música precisa: mensagens simples para que todos sejam capazes de entender e discordar ou aceitar. As letras necessitam de ser coerentes – são elas que fazem as grandes músicas que perduram muito mais que umas semanas nos tops (custoso saber que existem letras de sucesso sem sentido algum, mas que servem para fazer as pessoas cantarolarem).

D8 nesta gala tocou muita gente, até os elementos do júri, com a letra “Feliz Dia do Pai”, onde fala da ausência sem porquê do seu pai na sua vida. Nem sempre se encontram palavras que possam descrever esta capacidade de exprimir uma vivência e a capacidade de contagiar o público com uma letra simples, mas tocante, mesmo para aqueles que não passaram pelas mesmas dificuldades que este jovem. Foi capaz de provocar nas pessoas a consciência da importância de um pai na vida de um filho. Foi uma letra dura.

Não encontro mais palavras que possam descrever o talento deste rapaz, que esteve em risco de não ser escolhido, mas o destino (sabe-se lá outra coisa) provocou a mudança de ideias e daqui saiu uma grande surpresa: um artista com o Factor X.

Independentemente do seu futuro no programa, muitos estarão curiosos com aquilo que este rapaz nos dará no futuro: esperemos que muito mais.

 

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O EXCESSO DE NOTÍCIAS

por Manuel Joaquim Sousa, em 18.06.13

Chego a casa e utilizo aquelas maravilhas da televisão paga, em que posso recuar na emissão e assistir ao noticiário - já que não cheguei a horas para assistir. Entretanto continuo por casa entretido com as tarefas diárias a que estou obrigado e, de repente, reparo que já passou tanto tempo e o noticiário continua a dar (apesar de ter passado o intervalo). Já nem me lembro qual foi a notícia de abertura e ainda continuo a ver notícias - é tempo de mudar de canal.

Quanto mais vejo notícias, mais sinto a impressão de que sei menos do que se está a passar no meu país e no mundo à minha volta. Um noticiário tão longo está a contribuir para o aumento da minha ignorância - como se o noticiário contribuísse para a sua diminuição.

Em tempos de crise os espaços informativos da televisão, com excepção do canal público, são excessivamente grandes e, para além de esmiuçar os acontecimentos nacionais, excede-se nas reportagens sem assunto, para preencher espaço de televisão antes das telenovelas - por si só são autenticas novelas com grande enquadramento político.

 

Em contrapartida, as reportagens internacionais são reduzidas a escassos momentos - um mero apontamento.

 

Aqui fica o desabafo!

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QUANDO O COMANDO NOS TIRA O SOSSEGO

por Manuel Joaquim Sousa, em 28.02.13

Que bem que se está aqui no sofá, com aquecedor ligado, manta de lã pelas costas, a ver televisão e a relaxar de mais um dia de trabalho. Ao mesmo tempo estou irritado porque por mais que carregue nos botões de comando da box não consigo mudar de canal. Carrego, carrego e nada, nada de nada; as pilhas estão gastas e não tenho mais pilhas para trocar - que chatice.
Porque razão é que carregamos com mais insistência quando o problema não é nos botões, mas nas malditas pilhas que têm a mania de estarem gastas?


Ainda bem que a Universidade de Aveiro está a inventar um comando em que não é necessário pilhas - vai ser a grande inovação, quando estiver no mercado, mas até lá ainda vou ter de comprar pilhas para este.

A única forma de resolver no imediato é ter de levantar para mudar no próprio equipamento. Toca a sair do cómodo sofá para mudar de canal ou então bem que fico a ouvir a enfadonha telenovela que está a passar neste momento e que já me deixou suficientemente colado, enquanto me decido a arrastar até à televisão.

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AS CONVERSAS NO CAFÉ DA TERRA PEQUENA

por Manuel Joaquim Sousa, em 26.11.12

- Olha, quem é aquele que vai ali?
- Pelo carro é o Zé, filho da Maria.
- É mesmo. Vai com a mulher.
- Vão deixar o lixo na reciclagem. É sempre assim, os dois vêm colocar o lixo na reciclagem muitas vezes.
- Quem é aquele que vem acolá, a pé?
- É o Francisquinho.
- Ah! Coitado. Já vai todo tombado.
- A esta hora já deve estar com um copo a mais.

Assim continuam as conversas de Domingo à tarde, lá pelo café do sítio - típico de terras pequenas, onde há que arranjar alguma coisa com que se possa ocupar o tempo, matar o silêncio, já que o tempo de chuva e frio é pouco convidativo para passeios na rua.

Por vezes, o rapaz que veio da cidade, e que vai ao café do sítio para ver os presentes e contar novidades da terra desenvolvida, fica estranho com o teor da conversa a que já não está habituado. Mas, a estranheza passa depressa ou não se lembrasse que sempre assim foi, mesmo nos tempos em que o rapaz por cá vivia.

O jovem rapaz, nos tempos em que vivia cá no sítio pequeno, não gostava nada destas conversas – que iam muito para além de comentar e perguntar quem é aquele, mas estendiam-se para pormenores da vida pessoal e privada de cada um, baseada no “diz que disse” e em julgamentos sem fundamento algum – e criticava, assim como, desejava ver-se fora daquele meio para um outro mais evoluído e desejado. Porém, hoje mantém esse desejo, mas sorri ao lembrar que tudo continua como antes, por mais voltas que o mundo dê.

Na terra pequena, a televisão apenas alimentou mais as conversas de mal dizer e de circunstância com a abundância das telenovelas, dos reality shows e talk shows sobre a vida alheia e cor-de-rosa. O mundo da televisão por cabo chegou, mas os programas tradicionais mantém-se no top das preferências.

Na terra pequena, novidades como as redes sociais espalharam-se da mesma forma que nas cidades, com os mais novos a mostrarem o seu destaque e modernidade. Também estas alimentaram as conversas tradicionais de café sobre a vida de cada um e as fotografias, comentários e afins que andam a circular por esse grupo pequeno. Para os restantes, trata-se da “pouca vergonha” que anda por aí a estragar namoros e que faz essa gente enrolar-se a torto e a direito com qualquer um.

Na terra pequena, tudo continua como antes – aos olhos do jovem da cidade – por mais informação ou evolução que haja. O respeito por esta forma de estar em sociedade faz com que, muitas vezes, entre no café calado e saia mudo, mas pensativo sobre tudo isto.

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QUANDO A SIC CHEGOU À TERRINHA

por Manuel Joaquim Sousa, em 08.10.12
Fonte: Blogue SIC

Eu conheci a SIC mais tarde, que o seu nascimento.
 

Vivia no Gerês, com 8 anos, quando surgiu esta frescura na televisão, mas que eu conheci anos mais tarde. Ainda me lembro de estarmos sempre a sintonizar o aparelho para ver se surgia alguma coisa na televisão; mas na realidade não se via mais nada que uma grande chuva na imagem e um fantasma do símbolo da estação.
 

Lá na Terrinha ninguém tinha ainda a SIC; todos viviam na ansiedade de um dia ter a alternativa à estática estação do Estado. Porém, muitos anos se passaram até esse sonho se tornar realidade. Até isso acontecer, o que se dizia da SIC? Muito pouco. Por incrível que pareça, ainda me lembro de ouvir os mais velhos lá do sítio, nas conversas de rua dizerem que este canal tinha umas cenas quentes à Sexta-Feira à noite (senas de sexo puro como nunca antes tinha passado na televisão) - já estou mesmo a imaginar o que se diria por esse país ainda conservador e fechado às novidades, acharem que este era o canal depravado que veio acabar com a moral e o sossego da televisão pública.

Um dia a SIC chegou à Terrinha. Lembro-me bem que em minha casa começamos a ver num Sábado à tarde. Tarde de azáfama. O pai no telhado para virar a antena para o sítio certo, o meu irmão a sintonizar o aparelho e a dizer-me se estava melhor ou pior ou se a antena se tinha de virar mais para a esquerda ou para a direita e eu a berrar lá para o telhado - sintonizar a televisão e coordenar a antena era algo complicado. «Mais prá direita, mais um bocado. Agora dá bem. Agora dá pior. Piorou. Volta a rodar. Não mexas mais. Está bem assim».

O que me lembra de estar a dar? Hum. Lembro-me do «Chuva de Estrelas», o «Mini Chuva de Estrelas» e a telenovela era «Irmãos Coragem» e sem esquecer do «Ponto de Encontro» (que o meu avô achava mágico as pessoas, separadas há anos, aparecerem no programa como se fosse magia; eu tentei explicar como tudo se fazia, mas ficou sempre aquela ideia de magia).
 

Apesar de fiel a alguns programas da Estação Pública e defensor da causa pública que sou, lá em casa a SIC passou a dominar durante todo o tempo em que se via televisão. Foi uma grande novidade. Foi uma nova forma de ver televisão. Por vezes estranhava aquele jornalismo fora do que estava habituado a ver, a ponto de o achar sensacionalista, mas tudo mudou.
 

Se a TSF foi a novidade para a rádio, a SIC foi a novidade para a televisão.
 

Posso dizer que os grandes acontecimentos do mundo e do país foram acompanhados através das emissões da SIC e SIC Notícias (11 de Setembro, Invasão no Iraque, Tragédia de Entre-os- Rios, Morte de Amália, emissões do tempo das eleições, etc).

No fundo, o meu avô tinha razão, a televisão tinha magia e a SIC trouxe uma magia diferente à forma como se lia o mundo.

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Então começa a terceira série da Casa dos Segredos, na TVI, e ninguém me diz nada...

Eu sei que já aqui fiz a minha declaração de amor à RTP e não a retiro, mas a Casa dos Segredos e a Teresa Guilherme no seu melhor, não se pode perder. Qual crise qual Passos Coelho, eu queria ver as novas personalidades deste país e que têm segredos para revelar, maiores que os meus segredos.

 

Ai não se deve ver o programa; dizem que é fraco e de baixa cultura; fomenta a burrice nos espectadores - mas aquilo é a maior paródia nacional. Lembram-se que na série anterior aprendeu-se muito de cultura geral. Lembram-se de questões como: O que é um grupo de pássaros? Um passarinheiro. Um país da América do Sul? África e fica para cima de Portugal (depende da posição do globo ou do mapa). Onde fica o alpendre (de uma casa)? Dizem que se pode encontra-lo num Globo. Qual é o maior mamífero terrestre? Dinossauro. Qual o antónimo de bué? É fixe.

Estes eram as coisas que a Cátia ensinava aos portugueses. Sentiram-se mais ricos com estes conhecimentos? Claro que sim. Então porque dizer tão mal deste programa. Isto sim, é serviço público de qualidade, digno de ser transmitido na RTP.

 

 

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