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A TECNOLOGIA IRRITA-ME!!!

por Manuel Joaquim Sousa, em 21.05.16

As novas tecnologias irritam-me tantas vezes. São a grande revolução dos nossos tempos. Em qualquer lugar posso fotografar e partilhar com o mundo o que estou a ver e como me estou a sentir. Em qualquer lugar abro uma aplicação de escrita e de notas para apontar as ideias brilhantes e aquilo que me vai na alma no momento. Dispenso os cadernos e posterior edição no computador, para enviar para um qualquer lugar – vai logo para as redes sociais e para o meu blogue. Dispenso as cassetes e os cds e toda a “carrada” de coisas para ter música. Posso ler em qualquer lugar um livro ou um jornal, enquanto espero para ser atendido ou quando não tenho nada para fazer. Tantas maravilhas que a tecnologia do portátil, do tablet e do smartphone me pode proporcionar. A tecnologia está presente na minha vida. Irrita-me. Irrita-me a dependência que crio nestes aparelhos. Irrita-me quando quero ligar ou fazer algo e por alguma razão “encrava”. Irrita-me quando tenho de fazer as atualizações necessárias. Irrita-me quando toda a gente está à minha volta e de olhos pregados nos aparelhos, sem trocarem qualquer palavra, mas a partilhar coisas e a pôr “likes” nas coisas uns dos outros. Irrita-me tanta coisa em mim e nos outros por causa destes aparelhos que se apoderam da minha vida – e eu não sou dos mais dependentes dos seres humanos que existem por aí. Ainda dispenso o telefone por uns longos momentos enquanto relaxo, ainda dispenso as redes sociais por uns dias seguidos, ainda gosto de usar a máquina de escrever, as canetas e o papel e ainda gosto do livro em papel e de folhear o jornal de grandes dimensões, que ocupa toda a mesa de café. Mas a tecnologia é maravilhosa.

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QUEM PARA A UBER? NINGUÉM

por Manuel Joaquim Sousa, em 09.05.15

Talvez a Uber tenha encontrado a melhor forma de publicidade. A polémica da sua legalidade e da providencia cautelar interposta pela ANTRAL (Associação Nacional dos Transportes Rodoviários em Automóveis Ligeiros) está a provocar a curiosidade em muita gente que deseja conhecer melhor esta empresa e todas as suas funcionalidades. Trata-se de uma empresa com sede em S. Francisco, na Califórnia, que através de uma aplicação para smartphone permite o aluguer de veículos com motorista – podendo escolher a gama da viatura, saber quem é o motorista que vai fazer o serviço, conhecer quais os comentários dos vários utilizadores, escolher o tipo de música que ouve durante a viagem, saber a localização em tempo real, escolher o percurso, a hora a que chegará a viatura ao local para o passageiro não ficar eternidades à espera. Os pagamentos são por cartão de crédito registado na aplicação e a fatura é recebida por e-mail. Os motoristas são profissionais com licença para transportar pessoas.

A ANTRAL quer proteger os seus associados, os tradicionais táxis que muitos de nós já utilizamos e de quem muita gente tem queixas pelas mais diversas razões – é importante não generalizar-, de um novo conceito de negócio. Ao querer proteger os taxistas tradicionais, a ANTRAL está a criar uma guerra que a prejudica fortemente pela força e publicidade gratuita que faz à Uber, pelos seus serviços - mais baratos e mais personalizados do que estar na rua e chamar um táxi e logo se vê quem aparece. Alguém dizia no Expresso da semana passada que querer parar a Uber era como parar o vento com as mãos – escapa-se por entre os dedos, tornando-se em tempo perdido. A ANTRAL considera que esta empresa está contra os taxistas e que é insegura para os utilizadores. Como assim? Alugar um táxi está isento de riscos? Em que media posso estar mais seguro ao chamar um táxi? Quais os dados e estudos que suportam esta argumentação? Se eu utilizar a aplicação posso escolher quem me pode transportar, sabendo de ante mão que tipo de motorista estará à minha disposição. Como inseguro se o pagamento é por cartão de crédito e assim se evita trocos ou valores pouco claros no fim da corrida. Em que medida pode ser ilegal quando o serviço é prestado por viaturas e condutores legalizados para o efeito e recebo uma fatura pelo pagamento e serviço prestado. A Uber está para os transportes como o Booking para a reserva de um quarto de hotel quando pretendo fazer uma viagem. Haverá riscos como existem em qualquer serviço prestado por uma empresa. A modernidade obriga à mudança de hábitos e as empresas têm de se adaptar às novas exigências e adaptar novas formas de relacionamento com os seus clientes. A reação da ANTRAL não pode ser: parar o vento com as mãos, mas seguir na sua direção e aproveitar o seu balanço. O tempo e dinheiro que perde em guerras judiciais com a Uber poderia ser aproveitado para a modernização do setor, no relacionamento com o cliente e na procura de alternativas que melhorem a mobilidade das pessoas a custos competitivos. A Uber já ganhou.

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ESTAREMOS NÓS DEPENDENTES DA TECNOLOGIA COMO O JOÃOZINHO?

por Manuel Joaquim Sousa, em 29.12.14

O João está no seu silêncio habitual. Sentado no banco de trás do carro dos seus pais mantem o seu olhar preso ao tablet que traz em mãos, a jogar um qualquer jogo que vem instalado no aparelho. Ele e os seus pais estão de regresso a casa depois de um fim-de-semana na casa dos avós.
- Falta muito para chegar? – perguntou ao pai, que vai a conduzir.
- Mais uma meia-hora e chegamos – responde o pai que seguia na sua maior das calmas a aproveitar o sol de final de domingo.
- Ainda falta meia-hora! Nunca mais chegamos; já disseste isso há pouco.
- Pois disse; nem passaram cinco minutos desde a última vez que me questionaste; qual é a pressa?
- Estou a ficar sem bateria para continuar o jogo; estou a precisar de fazer uma atualização e preciso de ligar ao wifi.
- Mais uma vez gastaste a internet toda que tinhas no cartão?
- Claro; na casa dos avós não há wifi e tive que ter a internet do cartão ligada;
- Desligavas o tablet e aproveitasses os poucos momentos com os teus avós.
- É uma seca na casa dos avós não ter net; não sei como conseguem; eu não conseguia.
- Não conseguias porque estás habituado às tecnologias desde pequeno e porque nós temos possibilidade de fazer as tuas vontades quando tiras boas notas na escola; no nosso tempo não havia nada disso; e no teu, mãe, havia? – questionou o pai para a esposa que ia ao lado a olhar para a paisagem.
- Já era bem bom quando, na tua idade conseguia ter aquela boneca que as minhas amigas também tinham ou quando conseguíamos aquele jogo de pintura se não desse erros nos ditados de português.
- Que seca; no vosso tempo não havia nada disto?
- Não – responderam os pais em conjunto.
- Quando os avós vos levavam a passear como passavam o tempo da viagem?
- Apreciava a paisagem como agora – disse a mãe.
- Ou então trazíamos os livros de banda desenhada ou os primeiros calhamaços com histórias mais sérias para ir lendo de tempos a tempos.
- Nem um jogo?
- Não – respondeu o pai.
- Já experimentaste olhar lá para fora para apreciar o sol dourado deste fim de tarde e ver como ele doura o rio e as casas lá em baixo? - Que é que isso interessa? Se calhar é por isso que nunca mais chegamos a casa; o pai vai tão devagar.
- Pois vou. Não é todos os dias que eu e a mãe e tu partilhamos um momento tão calmo; durante a semana andamos sempre nas pressas, agora queremos ter o nosso tempo fora de casa e aproveitar para apreciar a paisagem e o sol.
- Então apreciem; a mim isso não me diz nada.
- Tu que és tão moderno – enervou-se o pai – sabias que as pessoas aproveitam estes momentos, esta paisagem, para fotografar e para partilhar nas redes sociais?
- Isso não é para mim; já basta fazer likes nas fotografias que as miúdas da minha turma publicam; mas só faço os likes para elas não me chatearem a cabeça; falta muito para chegar?
- Falta – resmungou o pai -; se estás sem bateria paciência.
- Tu é que és o culpado porque não trouxeste o teu carregador de isqueiro; agora não posso continuar para avançar para o nível seguinte; ainda por cima tenho que enviar pedidos aos meus amigos do facebook porque preciso deles para subir mais níveis.
- Lamento, mas vais ter de esperar – disse o pai.
- Oh! – desesperou o miúdo.
- Vai fazer birra o menino vai? Vais ter de ter paciência – disse-lhe a mãe.

 

O João ficou “embufado” porque os pais estavam a dificultar a sua vida de dependência das tecnologias. Este rapaz é um dos que pertencem à geração Z, nascidos depois de 1997, que não conhecem outras realidades para além da virtual. A dependência de tecnologia parece ter ultrapassado estratos sociais e tornou-se transversal, apesar de alguns produtos serem proibitivos às bolsas dos pais; porém, existem alternativas no mercado mais baratas que fazem o efeito para o que as crianças necessitam.

 

A era digital está a transformar o mundo a cada instante e a sua evolução é extremamente rápida que nem dá tempo aos consumidores adaptarem-se a um produto – tablet, pc, smartphone – que logo existe um ainda melhor e que se torna no desejo de quase todos. Em 2012, cerca de 85% dos lares portugueses já tinham acesso à internet e a proliferação dos pacotes fixos dos diversos operadores, que antes eram móveis, provocou esta revolução digital, quando se pensava que o que era fixo tinha os seus dias contados. Os jovens são sem dúvida aqueles que estão a provocar esta revolução digital porque só conhecem o mundo desta forma e são eles que também criam o consumo nos seus pais, que tentam manter-se atualizados e que até são seduzidos pelos seus filhos a experimentar. Porém, existe o problema cada vez maior em controlar o que os miúdos fazem na rede, os riscos que isso pode trazer para a sua educação ou comportamento. É do consenso dos pais que não podem deixar os seus filhos muito tempo ligados às redes sociais, nos chats ou na internet porque sabem o vicio que isso provoca e os riscos consequentes; afinal a veracidade do que se lê na rede é muito questionável. Os operadores têm aplicações que ajudam os pais a controlar os filhos, seja no que estão a fazer na rede, seja com quem estão a comunicar por chamada e por telefone e até definir horas em que podem utilizar os seus smartphones, mas ainda assim todo o cuidado é pouco. Sem dúvida que a rede e esta versatilidade de equipamentos apetrechados com as mais diversas aplicações tem muito de bom para a sociedade e para o seu dia-a-dia; todavia a dependência faz esquecer de outros prazeres da vida, de outras coisas que as gerações anteriores valorizavam e que hoje são vistas como antiquadas.

O fascínio pelo VHS – quando se podia gravar aqueles filmes que davam tarde –, pela cassete – gravar música em cima de música e desencravar as fitas que saíam -, o vinil – que voltou a ser moda - e as disquetes – que comprava às dúzias – estão cada vez mais distantes das pens, das clouds, do mp3, do streaming, das boxs que gravam e que puxam atrás. Ainda me lembro de quando, já adulto, tive o meu primeiro telemóvel; comunicava com os amigos por toques para não pagar e da maravilha que foi quando surgiram os primeiros sms gratuitos. Agora temos os messengers do facebook, vibers, wattsapp, etc. Os jovens da geração do João são cada vez mais multitask, mas ao mesmo tempo não conseguem absorver com profundidade todo o conhecimento a que têm acesso – é tudo muito superficial; os assuntos deixaram-se de se estudar a fundo. Ler um título nas redes sociais de algo que aconteceu merece logo um like, uma série de comentários sem bases, sem que se tenha lido em detalhe o que aconteceu. Dá a sensação que quanto mais acesso se tem à informação, mais se deixa escapar.

 

Os jovens já preferem uma pesquisa no Google para fazer um trabalho em alternativa às velhas enciclopédias que nos obrigavam a copiar dezenas de páginas, que agora se faz com um copy paste e que permitem ter a mesma avaliação final, mesmo que não se tenha lido o que foi colado no trabalho. Até que ponto estarão preparados os professores para lidar com esta geração Z? Quando estes conseguem rapidamente mostrar que são mais ágeis na informática e que conseguem com uma aplicação nos markets resolver todas as questões e problemas que o professor manda para trabalho de casa. Mas, mais que os professores, como consegue os sistema educativo fazer frente a uma evolução que se está a impor sem que se esteja a adaptar às novas realidades dos alunos, do conhecimento e da própria forma de ensinar? Tudo isto merece uma boa discussão porque a tecnologia continuará a aumentar, melhorar e a estar cada vez mais acessível ao comum dos habitantes deste planeta como de pão para a boca.

 

Finalmente o João e os pais chegaram a casa. O João saiu com rapidez para chegar à porta do apartamento porque lá já apanhava wifi de sua casa para o “pauzinho” de bateria que ainda tem para gastar – nem se preocupou em trazer o saco com as suas coisas. O tablet estava em perigo de vida.

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Onde estamos seguros? Em lado nenhum. Onde podemos proteger as nossas coisas, sem que ninguém as furte? Em lado nenhum. Vivemos numa insegurança permanente. Os larápios deixaram de estar apenas no virar da esquina para apanhar mais uma bolsa por esticão; de tentar entrar nas nossas casas para levar o que lhe apetecer. Os larápios andam também pela rede – modernizaram-se. Estão em todo lado à espreita, em diversos locais da internet, enquanto nós acedemos com alguma ingenuidade e, por vezes, com falta de precauções.

Com a proliferação das tecnologias e dos dispositivos móveis, sentimos a necessidade de aceder à rede em qualquer lugar, de tirar fotografias – aproveitar o momento -  e guardar no telefone, que depois fará um backup para uma dessas nuvens que proliferam por aí - as Cloud. Nuvens que nos oferecem gigas e gigas para guardarmos informação e assim acedermos em qualquer lugar. Fantástico. Eu e muitos deixamos de correr atrás das promoções dos discos externos e mesmo das pens, pois há alternativas gratuitas com mais memória e mais vantagens. O virtual é que é. Pensamos nesta facilidade e acreditamos que podemos evitar perdas de informação devido a erros dos nossos discos. O risco existe.

Existe? Sim. Recentemente foi público a entrada de um hacker na icloud, da apple, onde fotografias intimas de personalidades famosas foram roubadas e agora circulam pela Internet e se multiplicam em downloads feitos pelos admiradores.

É avassalador. É terrível ver alguém com a sua vida intima totalmente exposta para sempre. Por mais que descubram quem é o hacker, a vida privada dessa pessoa deixou de existir – as fotografias nunca mais sairão de circulação por causa das malditas partilhas ou da troca de e-mails entre amigos.

Pode ser algo muito interessante do ponto de vista de quem ataca estes depósitos de informação, sobretudo de famosos que estão mais vulneráveis às tentativas para se descobrir mais sobre a sua intimidade. Esquecem que um dia o mesmo lhes pode acontecer ou mesmo aos familiares. Será que nessa altura vão achar bonito e vão gostar? Não me parece.

 

Aos restantes recomenda-se proteção das suas senhas, criação de senhas complexas, pouco óbvias e algum cuidado na seleção das imagens que pretende guardar na cloud ou no telefone ou computador. Sou fã de cloud, mas o velho disco externo existe para aquilo que é sensível - embora nem sempre tenha a noção se está totalmente seguro. Nunca estamos, é certo.

Por estas razões, deixo de reclamar quando na empresa onde trabalho tenho de alterar a minha password forçosamente de tempos a tempos. Por esta razão, espero que outros deixem de reclamar também e deixem de adiar esta tarefa para o último dia do prazo. Por esta razão, espero que outros compreendam porque na minha empresa os critérios para criar uma password são muito restritos e têm de preencher critérios muito rigorosos. Da próxima tenho com este caso da icloud um motivo válido e sensibilizador quando um cliente reclamar que criar a sua conta tem excesso de passos de segurança: é para seu bem. Segurança em primeiro lugar, mesmo que isso dê trabalho.

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QUANDO ME APETECE MANDAR A TECNOLOGIA ÀS URTIGAS...

por Manuel Joaquim Sousa, em 24.08.14

A propósito de um pot que li no blogue da excelente escritora Helena Sacadura Cabral, em Fio de Prumo e a forma como a tecnologia nos consome a paciência que há em nós. Aqui deixo um excerto do texto:

"Hoje foi um dia fatal para as modernas tecnologias que possuo e nas quais o meu trabalho assenta. Tudo se dessincronizou. Não sei se a palavra existe, mas sei que a situação é real.

Com efeito, aqui em casa toda esta aparelhagem está sincronizada e quando uma falha, o resto vai atrás de roldão. 
A saga começou quando tentei mandar uma fotografia duma parede do meu terraço para uma amiga me dar a sua opinião sobre qual o arbusto que lá deveria ser colocado a fim de evitar que me olhassem de fora e também para que a minha vista ficasse limitada apenas ao Tejo.
Impossível. O mail não saía, por mais ordens que lhe desse. Resolvi recorrer à mensagem multimédia. Qual quê, a foto não bugia e o correio não se mexia. Numa última tentativa, ensaiei o refresh. Nada de nada. A esferazinha parecia enlouquecida a girar sem parar. 
Entretanto, o arroz de pato ia esturricando porque, na fúria tecnológica, pura e simplesmente me esqueci dele no forno. Lá se foi o chouriço ao ar, dado que não aguentou a intensidade bronzeadora e mirrou até à sua expressão mais ínfima."

Escrito por Helena Sacadura Cabral, em Fio de Prumo, http://hsacaduracabral.blogspot.pt/.

 

Há dias assim. A tecnologia tem a mania que pode mandar acima dos humanos e fazer o que quer. Eu sei que a tratamos de forma escrava, madrasta. Eu sei que sacrificamos os nossos aparelhos às nossas necessidades, devaneios, fúrias e às horas mais indecentes. Têm direito à revolta? Sim. Ou não. Sei lá.

Ter Apple e Samsung como o caso de Helena parece-me algo que não convive muito bem - basta ver como as duas empresas se tratam no mercado. Eu acredito que os seus aparelhos a considerem a Helena (com todo o respeito) uma traidora. Pois, pode ser essa a origem da revolta.

Ao ler o seu post pensei naqueles dias que queremos fazer alguma coisa no nosso pc ou telefone e perdemos tanto tempo com isso; tantas voltas lhe dados, tantas energias perdemos e... não foi nada produtivo. Pior eu fico irritado, impotente e com a sensação estúpida de ter perdido parte tão importante do meu tempo.

Cara Helena Sacadura Cabral, fiquei contente por alguém ser solidário comigo nesta guerra com a tecnologia - mas não me consigo separar dela pelas maravilhas que nos dá. Como podia escrever coisas aqui a partilhar com os demais? Como poderia fazer em qualquer lugar como neste momento o faço enquanto acabo de saborear um café? Será que tenho cura nos meus 31 anos?

 

Por vezes zango-me com a tecnologia. Por vezes, apetece-me mandar tudo às urtigas para incompreensão do meu gato. Mas, é passageiro.

 

 

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SALVE O SEU TELEFONE OU SMARTPHONE

por Manuel Joaquim Sousa, em 12.02.14

Alguns de nós já tiveram a infelicidade de deixar cair o telemóvel ou smartphone em sítios com água, desde piscinas, charcos de água ou então aquela surpresa de o ver na sanita porque o pequeno lá de casa decidiu fazer a experiência para ver o que acontece.

Tirar o telefone da água e colocar ao sol, seca-lo com um secador de cabelo, colocar no forno ou junto à lareira é daqueles truques que muitos recorrem de imediato: secar a humidade de forma mais rápida. Correto ou incorreto? Incorreto.

A resposta vem hoje no site da Visão e pareceu-me importante partilhar.

Para evitar curtos-circuitos o melhor a fazer de imediato é desligar o telefone. Depois optar por:
- secar com uma toalha, de seguida enrolar em papel de cozinha e colocar o telefone num recipiente em arroz e deixar durante umas 24, 36 ou mais horas;
- alternativa é mergulhar em sílica gel (que vem com móveis, carteiras ou roupa em pequenos sacos e também usada para a higiene dos gatos) e fechar o recipiente porque este material absorve tudo à volta.

Soluções parecem existir, os métodos como secador ou forno são agressivos e podem estragar os componentes eletrónicos, por isso, é que nos manuais recomenda não deixar os smartphones expostos a temperatura elevadas.

Na pior das hipóteses o telefone pode não ressuscitar e aí, o melhor é assistência técnica se compensar o valor de reparação.

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