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O SMS AINDA DÁ QUE FALAR!

por Manuel Joaquim Sousa, em 11.05.15

Com a constante evolução das tecnologias e a tendência consumista da população por telemóveis, smartphones e acesso à internet, pensei eu que o SMS estaria com os dias contados - afinal o facebook messenger, watsapp, viber, entre outras estão em grande expansão. Engano meu. O SMS ainda dá que falar e chegou à atualidade política - ora a demissão via SMS de Paulinho, ora a ameaça do Costinha ao diretor- adjunto do Expresso.

Do Paulinho já sabemos bem que irrevogável é palavra com um significado diferente daquele que vem nos dicionários - comprem a edição dicionário de português de Paulo, o Portas.

Do Costinha, desconhecia-se o seu mau-feitio. Pelos vistos não é novo. Tem o seu ar de durão - mas não à Durão Barroso. Se José Sócrates teve a fama de estar sempre a pressionar jornalistas e diretores de jornais e de ter uma bem conhecida aversão às gentes destas profissões, António Costa parece querer seguir o mesmo caminho, mesmo que o artigo seja de opinião e mesmo que não tenha qualquer tipo de ataque pessoal - para Costinha era um ataque pessoal.

Será Costa um animal feroz? Como terá capacidade de manter a calma durante a campanha que se avizinha? Quantos SMS terá de escrever aos jornalistas que o tentarem prejudicar nas sondagens - não que queiram prejudicar, mas porque se põe a jeito para que o façam.

Ouvi dizer que o assunto do SMS de Costinha foi tratado com excessivo zelo e empolado sem necessidade. Cada um entende como quiser, mas ao menos sabemos concretamente o que aconteceu. Quando se fala em pressão, ameaça de políticos sobre a comunicação social não sabemos casos em concreto, nem que palavras foram utilizadas - é tudo muito vago -; ao contrário deste caso em que claramente conhecemos os termos e os modos em que foi feita essa pressão.

Sr. António Costa, lembre-se que um SMS tem 160 caracteres e se utilizar pontuação consome muitos caracteres da mensagem. Tenha cuidado, não vá depois ligar para o seu Operador, com mau-feitio, a queixar que gastou três SMS, quando apenas enviou uma mensagem.

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K DRIA MGEL TORGA SE VISS OS SUS TXTS SCRITS CMO SMS?

por Manuel Joaquim Sousa, em 07.06.12

"A lngua port tm mt k se lh dga e em tmpo d acord ortogrfic ha dsafios k superm a lei e os gov: sao os dsafios d pvo e as mdanças K sts faxem a lngua port - Modas ou mnias sab-s la. Pra mim stas plavrs sao dfceis d scrver ms pra mt st e a scrit nrmal, scrit d tmpos mderns pra poupr letrs."

 

Não sei se perceberam o que tentei escrever no parágrafo anterior, mas podem crer que foi difícil e demorou tempo, o que para muitos é uma forma simples e rápida de escrita porque os tempos assim o ditam – dirão os que escrevem desta forma.

 

Não há acordo ortográfico que valha para a escrita de SMS, nem regras para a utilização dos x e dos k; tudo serve para se “dizer” muito em 160 caracteres de um SMS. O certo é que existe a tendência para que exista a massificação desta forma de escrita em todos os contextos, num mundo social cada vez mais voltado para as redes sociais e com necessidade contínua de querer contar tudo o que passa ao seu redor.

 

Quantas voltas dará Camões na sua sepultura cada vez que se escreve desta forma ou cada vez que se fala num acordo ortográfico - que já nem se sabe se sai ou se é obrigatório? O que pensariam escritores dos clássicos que se estudam na escola sobre as novas tendências da escrita?

 

Pois… Nem sei o que pensar de tudo isto, mas partilho convosco o que partilharam comigo, há tempos, e que por curiosidade tentei ler: o Diário XII, de Miguel Torga, escrito em linguagem de SMS. Esquisito? Estranho? Chocante? Curioso? Atentado à língua? Sei lá… Pode-se pensar muita coisa, mas é importante que faça pensar toda esta massa critica de leitores e escreventes. E se esta for a melhor forma de se chegar ao público mais jovem?

 

Deixo-vos a pensar nesta ideia, se já não pensaram antes, e partilhem a impressão que vos ficou. Eu continuo a preferir a forma corrente da língua porque a falta da regra para a escrita é a desorganização do pensamento do Homem. No entanto, quem constrói a língua é quem a fala ou a escreve por muito que existam directivas e acordos onde o consenso não é geral.

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