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OPINIÃO PÚBLICA COM MAIS SUMO!

por Manuel Joaquim Sousa, em 27.01.14

Os programas de Opinião Pública estão-se a massificar um pouco por todos os canais de informação, quer na rádio, quer na televisão - sinal de que a opinião dos espectadores também conta e gera interesse na audiência. Esta é também a consequência da liberdade de expressão que, felizmente, existe no nosso país e que permite aos anónimos opinarem sobre todos os assuntos. 
 
Estes programas têm tanto de bom e democrático como de mau e pouco sumo a retirar em síntese porque a existe um grande número de pessoas que pouco percebe sobre os temas ou pouca capacidade tem de expressão que seja capaz de chegar a todos os que estão a ouvir. Há assuntos que são mais complexos em que a formação de opinião sobre estes exige uma capacidade de estudo muito intensiva. Também existe quem apenas deseja falar - falam de outros temas que não têm haver com o tema do programa do dia, contribuindo para a perda de tempo, tão necessária para que outras pessoas possam falar e deixar questões e apontamentos algo interessantes. 
 
Por vezes, tento ouvir estes programas, mas sei o risco que corro em ouvir nada de jeito a ponto de mudar de canal; creio que os media tenham esta noção quando criam estes espaços de opinião, que de longos se podem tornar curtos para o que é realmente interessante. 
 
Longe de mim pensar que se deva erradicar estes espaços; porém, devem ser repensados de forma que as duas ou uma hora sejam mais construtivas para o debate e para a formação de opinião. Mais cuidado para quem produz e edita e mais cuidado a quem deseja participar.

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OS INFILTRADOS

por Manuel Joaquim Sousa, em 22.01.14

No artigo anterior do meu blogue refiro-me ao filme "12 Anos Escravo", tendo referido que neste filme é retratado algo intemporal - que ainda hoje se pratica -, quando poderia pensar que a sociedade já evoluiu o suficiente, para que tais atos fossem condenados e eliminados. 
 
Os infiltrados, assim chamam os Israelitas aos africanos oriundos da Eritreia e do Sudão, que chegam os milhares a Israel, para fugirem á fome e à miséria. A reportagem da SIC, da autoria de Henrique Cymerman, retrata bem a forma como os africanos são tratados - são presos, trabalham de dia, mas a partir das 22 horas são obrigados a permanecer na prisão construída para o efeito. Na própria reportagem faz referência que são os próprios africanos que constroem a prisão e as vedações que os separam da restante comunidade. Na rua israelitas dizem aos africanos que não são dali. 

O século XX deixou marcas muito profundas, que por vezes se apagam da memória. Os Israelitas estão a fazer o mesmo que os Nazis fizeram com os Judeus, por altura da II Guerra Mundial. Os judeus deixaram de ser livres, passaram a viver em guetos, andavam com marca no corpo para serem identificados como Judeus e depois passaram para campos de concentração onde foram mortos aos milhares, em câmaras de gás. Podem dizer que não existe qualquer comparação entre as épocas e os atos, mas a ideia é a mesma e o sentimento de exclusão e repulsa começa por aqui - se não fosse a comunidade internacional não saberíamos que outras medidas seriam tomadas. 
 
Não se pretende que Israel acuda a todos os problemas de África, mas a solução encontrada não terá sido acertada aos olhos da comunidade internacional - Israel tem um grave problema de integração com diversos povos. A História dá as suas voltas e esperava-se que israelitas não fizessem o mesmo que aos seus antepassados.

 

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Ao final da noite, enquanto me refastelava no sofá a descansar um pouco, fiquei surpreso com a quantidade de blogues e comentários no facebook sobre Isabel Jonet - perdoem-me a ignorância, mas, apesar do nome me soar a alguma coisa, não fazia ideia que era da senhora que governa o Banco Alimentar Contra a Fome. Fiquei admirado com o forte debate que se estava a gerar contra e a favor da senhora – dizem que umas certas afirmações suas na SIC Notícias não foram bem acolhidas. Dei-me ao trabalho de ler muitos comentários, mas para saber exatamente o que se passou, e não andar também a atirar filetes, decidi ouvir as declarações da senhora Jonet.

Pois que, não percebo porquê tanta indignação com o que a senhora disse e com o facto de ter generalizado o que acontece em sua casa (possivelmente) com o que acontece na minha e na casa de quem lê este artigo.
Acha a senhora que “vivíamos acima das nossas possibilidades”- uma grande verdade. Andamos por aí todos a gastar o que não temos – ganhamos 1 Euro e depois vamos gastar 2 Euros. Por exemplo, hoje não sabia como gastar o dinheiro que ganhei pelo meu dia de trabalho e como não me apetecia cozinhar fiz a desforra total, fui comprar meio frango de churrasco e três pães. Depois de ouvir isto martirizei-me por ter comprado meio frango e três pães, quando podia ter estrelados dois ovos e comprado um pãozinho, mesmo que estivesse com a verdadeira fome que tinha.

Por este raciocínio, Isabel Jonet disse que: “vivemos de uma maneira completamente idiota” quando fala de consumo – tem razão. Porquê ter comprado frango, idiotice a minha. Porquê ter comprado no mês passado umas botas para o Inverno, quando ainda tenho os sapatos de Verão para usar ou os ténis de pano; para quê ter pago a conta da luz quando poderia deixar para outra altura que houvesse mais dinheiro ou viver como antigamente sem luz. Para quê ter televisão por subscrição se posso muito bem aguentar com a fantochada dos outros canais e não assistir a programas onde esta senhora participa. Vivemos de uma maneira idiota sim porque temos de trabalhar muito para conseguirmos ter pão na mesa e conseguirmos pagar as despesas correntes. Viver acima das possibilidades é o que todos os portugueses gostam porque os bancos têm sempre crédito para oferecer a boas taxas.

Em todas as famílias existe o costume como os da senhora Jonet  - “os meus filhos lavam os dentes com a torneira a correr” e também se tem uso de lavar a loiça em água corrente, o que é um grande desperdício de água – já para não falarmos na necessidade de tomarmos banho regularmente, quando sabemos que isso é um desperdício.

O dinheiro não chega para tudo e as nossas prioridades nem sempre são as melhores “ou vamos a um concerto de rock ou podemos tirar uma radiografia quando caímos numa aula de ginástica”, até porque os portugueses têm todos essa mania de aulas de ginástica, os ginásios são um em cada esquina e a fila de espera para se ter aulas de ginástica demonstra que este luxo não deveria estar ao dispor dos portuguesas e os concertos de rock deveriam terminar – além de tudo o que são concertos de música ou espetáculos culturais que são o abuso às prioridades das famílias.

É uma verdade: “se não há dinheiro para comer bifes todos os dias, não podemos comer bifes todos os dias (…) estávamos habituados a comer bifes todos os dias ou achávamos que podíamos comer”. Eu próprio comecei a ficar enjoado da quantidade de bifes que comia. Todos os dias a mesma receita, já que a alternativa, que seria marisco, não sou apreciador. Por essa razão, hoje optei pelo frango para desenjoar um pouco e do qual me arrependi porque temos de viver com menos e frango é algo que está acima das minhas possibilidades.

Não se esqueçam: “em Portugal podemos estar mais pobres, mas não temos miséria” porque temos tudo o que necessitamos e que compramos acima das nossas possibilidades. Os que vivem na rua, debaixo da ponte ou em casas sem condições de habitabilidade, assim como aqueles que não têm comida e vão ao Banco Alimentar são pessoas que estão mais pobres e nunca na miséria.

Eu compreendo a senhora Isabel Jonet e não percebo quanta contestação há nas ruas contra os governos e todas as políticas que têm sido feitas contra os portugueses e contra os seus empregos. Foram os portugueses que permitiram os roubos como o BPN, privatizações a preço de saldo, PPPs, etc, etc, etc.

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ANUNCIO DE TRABALHO PARA A VERA PEREIRA

por Manuel Joaquim Sousa, em 29.08.12

A Vera Pereira é a mulher do momento. Arrancada à força do anonimato (sem culpa alguma) vê o seu nome nos Meios de Comunicação Social, nas Redes Sociais e na Blogosfera. Neste momento, vê-se atarefada em tentar corresponder a todas as solicitações e a responder às questões para as quais, se calhar, não tem resposta. Culpa de quem? Do IEFP, os senhores do emprego e formação profissional que publicaram no site que oferta de emprego para educadora de infância só poderia ser aceite pela Vera Pereira.

Vera, todos os portugueses sabem para onde vai trabalhar e quanto vai ser o seu salário. Para cada canto que olhe, enquanto trabalha, terá alguém com ar inquisidor a verificar se está a realizar o seu trabalho com dedicação - mais que os possíveis candidatos ao emprego que ficaram "congelados" ao ver o anuncio de um emprego que já estava destinado a alguém.

No final de contas, a Vera respondeu ao anuncio? Se estiver alheia a tudo o que se passa e se esquecer de concorrer, haverá vaga para quem necessite de emprego? Se existir mais que uma Vera Nunes, qual será o outro critério especifico de selecção? 

Porque se coloca um anuncio de emprego quando já se sabe quem é o candidato a ser escolhido? É uma imposição legal que assim o determina?

Bem, podem crer que o nosso país é fantástico na criação de ideias estapafúrdias e que geram grandes insatisfações. O IEFP acendeu um daqueles fogos, que não haverá exércitos de bombeiros que lhe valha para acalmar os efeitos repentinos da indignação.

Eu gosto do meu país, mas há sempre acontecimentos que ainda me espantam...

 

 

Alguns locais de visita:

IEFP de Faro invoca 'legalidade' na indicação de uma trabalhadora para oferta de emprego - no SOL
Delegado do IEFP de Faro nega favorecimento em oferta de emprego - JN
http://sicnoticias.sapo.pt/economia/2012/08/28/centro-de-emprego-de-tavira-publica-anuncio-de-trabalho-com-o-nome-da-pessoa-a-admitir - SIC 

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