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PORTUGAL: PAÍS DE CAMPEÕES!

por Manuel Joaquim Sousa, em 12.07.16

Portugal é um país de campeões. É com orgulho que qualquer português o pode dizer. A prova disso? Ganhámos em todas as frentes. Para além da Seleção Nacional ganhar o campeonato Europeu de Futebol, outros troféus se juntam nestes dias: Sara Moreira sagrou-se campeã europeia da meia-maratona, Patrícia Mamona foi campeã de triplo salto – ambas trouxeram ouro -, Dulce Félix foi vice-campeã europeia na categoria dos 10 mil metros – prata – e Jéssica Augusto terceira classificada da meia-maratona – bronze.

Somos um país de campeões. Que todos se lembrem disso nos momentos em que nos apontarem o dedo como os coitadinhos. Coitadinhos? O nosso mal é sermos um país mal governado e gerido pelas pessoas erradas; se assim não fosse acredito que seríamos uma pequena potência, onde se juntam milhares de profissionais nas mais diversas áreas. Para além de massa musculada para o desporto, existe muita massa cinzenta – a prova disso é recetividade que os nossos profissionais têm no exterior. Somos um grande país e um grande povo – mesquinho, às vezes -; mas dificilmente se encontra por esse mundo pessoas tão espetaculares como nós.

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EURO 2016: GANHÁMOS. ATÉ EUSÉBIO SALTOU NO PANTEÃO.

por Manuel Joaquim Sousa, em 11.07.16

Os portugueses explodiram de alegria. Deixaram que o grito contido saltasse para o exterior. Precisavam os portugueses de deitar a cabeça no travesseiro com rouquidão na voz de tantos gritos de alegria e de tanto êxtase.

Crónica de uma vitória anunciada - era o título do meu último artigo neste blogue. Uma vitória anunciada foi o que aconteceu ontem. Vitória saborosa frente à França. Ganhámos. Sofremos. Ganhámos. Tivemos esperança. Ganhámos. Era esse o nosso fado. Ganhar. Ser campeões. A vitória limpa. Ninguém a pode contestar. Vitória sem margem para dúvidas - quem as tiver que reveja o golo. Esta vitória é para muitos, sobretudo os mais velhos, um acerto de contas com o passado por uma anterior derrota frente aos franceses. Esta vitória é uma lição para os que diziam à boca cheia que Portugal não merecia estar no Europeu - esta vitória tira todas as dúvidas e deixou muitos críticos de boca aberta. Críticos não existiam só lá fora. Por cá, a esperança na chegada às meias finais era mínima. Havia quem achasse a Selecção murcha, incapaz de ganhar no tempo regulamentar. Queriam um futebol mais bonito e exibicionista - que não combina com resultados. Se passamos todas as fases e a selecção se tornou campeã, significa que o importante é ser eficaz - mais resultados e menos manias. Merecemos esta vitória pelo sofrimento que tivemos durante todo o jogo e pela esperança que os nossos jogadores transportavam. Merecemos este resultado pela lição que demos ao mundo, acerca da integração de pessoas com as mais diversas origens e em quem valeu a pena acreditar (a prova de que os nacionalismos não são as glórias dos países). O jogo da final provou que a equipa é mais que o protagonismo do Cristiano Ronaldo e que consegue ganhar sem este dentro das linhas de campo - duvido da mesma capacidade da selecção sem Ronaldo por perto, nem que seja no banco. Ronaldo sagrou - se campeão por ser mais que um jogador, por ser também o capitão que eu duvidei, por ter chorado sem vergonha no momento em que a sua condição física não lhe permitiu mais, por ser o motivador fora de campo e querer transmitir aos colegas a garra que estava dentro de si. Merecemos ganhar pelo treinador que está aos comandos da selecção nacional - integridade, motivação, capaz de apostar naqueles que qualquer outro colocaria fora das suas opções. Merecemos ganhar pela necessidade de uma glória nacional que tanto necessitamos para revigorar o patriotismo ameno. Somos saudosistas e tristonhos porque a vida não oferece o desafogo que merecemos. Os portugueses explodiram de alegria. Deixaram que o grito contido saltasse para o exterior. Precisavam os portugueses de deitar a cabeça no travesseiro com rouquidão na voz de tantos gritos de alegria e de tanto êxtase. Obrigado Selecção pela alegria que provocaram nos nossos corações. Eu escrevi num post anterior que o Napoleão deveria dar voltas no túmulo e deu; além do Eusébio que saltou no panteão a comemorar a vitória. A França engoliu parte do seu orgulho e de cada vez que se cruza na História com Portugal fica sempre um sabor amargo. Mas afinal, o que seria da França sem os portugueses? Viva Portugal!

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EURO 2016: AMANHÃ NAPOLEÃO DARÁ VOLTAS NA SEPULTURA

por Manuel Joaquim Sousa, em 09.07.16

Independentemente do resultado final da disputa entre a Seleção de Portugal e de França, podemos manter o orgulho nacional pelo feito conseguido. Eu e muitos querem que Portugal ganhe. Espero e desejo muito esta vitória. Será uma alegria imensa para o meu coração. Espero que igualmente para o coração de todos os portugueses. Espero mais uma vez arrepiar-me ao ouvir o hino nacional nesta final – o mundo vai ouvir e vai sentir o desejo de também ter a sua seleção ali. Ao ouvirem o hino pensarão: Portugal existe, não é província de Espanha; aqueles craques da bola são mesmo bons. Os Franceses vão engolir aquilo que pensam de Portugal, sobretudo quando disseram que Portugal não deveria estar neste Europeu. É do catano. Os franceses não contavam com esta. Poderia falar aqui da relação entre franceses e portugueses que emigraram, mas fica para outra discussão. Sinto-me contente por saber que o Napoleão, onde quer que esteja, dê voltas e voltas na sepultura porque na disputa entre Portugal e França as coisas não são fáceis e, apesar de pequenos, somos duros de roer – o fulano, o Napoleão, vai lembrar das tentativas de invasão a Portugal mal sucedidas. O meu fervor pela Seleção Nacional não está nada relacionado com fervor futebolístico – de futebol pouco percebo -, está sim relacionado com o orgulho pela equipa, pelo país, pela lição que fica para a Europa: Uma seleção com mistura de cor, origens, com o mesmo amor e orgulho. Enquanto uns se querem fechar ao mundo contra a vinda de emigrantes, nós provamos em campo que, com abertura, podemos construir algo poderoso. Aos nossos jogadores obrigado. Força. Pela vitória lutar, lutar. Não interessa jogo bonito; interessa ganhar.

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EURO 2016 - CRÓNICA DE UMA VITÓRIA ANUNCIADA

por Manuel Joaquim Sousa, em 08.07.16

Jogava Portugal e País de Gales. O país tinha parado para assistir à partida. O país estava em suspenso. Nem o respirar das pessoas se ouvia. Estava tudo recolhido nos cafés, restaurantes, em casa, nas praças com ecrã gigante. O sentimento era comum entre todos – fanáticos, simpatizantes ou simplesmente desligados. O orgulho nacional estava em causa – queríamos cantar de galo.

A primeira parte do jogo tinha perigos, mas estava a perder aquele entusiasmo e para não me irritar com as falhas liguei a telefonia; na rádio o relato é melhor – tem mais vida. A segunda parte começou morna para quem estava sedento de golos. Aproveitei o momento calmo e decidi ir à farmácia comprar os comprimidos que estava a precisar com urgência; mas para não perder nada do jogo levei o rádio do telemóvel com os auscultadores. Preparado saí de casa. Ainda à espera do elevador aconteceu o primeiro golo. Brutal. Espetáculo. A esperança começa a ser cada vez mais real. Viva. Volto para trás para ver na televisão o golo do Cristiano? Não já passou. Fogo, pela vivacidade do locutor da TSF isto foi mesmo brutal – é um golo, é sempre brutal. Volto para trás, não volto. O locutor canta o bailinho da Madeira com letra de sua autoria adequada ao momento. Não, prefiro ouvir a música e esta emoção que a ver a repetição do golo. Continuei a minha ida à farmácia.

Entro. Não há clientes. Os quatro funcionários estavam no balcão do canto a ver o jogo através da modernidade do PC. No momento em que me viram chegar desmobilizaram; uma foi talvez para o armazém; outra veio para o balcão onde estava; a senhora das limpezas fez a parte de limpar o balcão onde estava (já devia estar mais que limpo pensei, era a reação mais rápida para mostrar que estava a trabalhar); o senhor ficou no mesmo sitio a ver o jogo. Pedi a caixa de comprimidos e no vai e vem da senhora aconteceu o segundo golo. Quando a senhora chegou à caixa disse:
- Foi golo.
- Sim, estamos a ganhar – disse a senhora.
- Foi outro.
A senhora ficou com um ar estranho a olhar para mim - estaria a pensar que eu estava alucinado das ideias -, olhou desconfiada para o colega que tem os olhos pregados no monitor a dar indicações indiretas que eu estava a falar de outro golo. O senhor ficou com um olhar estranho para mim, a tentar perceber o que se estava a passar porque afinal o primeiro tinha sido há três minutos. A senhora das limpezas e a outra funcionária voltaram a correr para o monitor e com a cabeça lá enfiada estavam a abana-la porque não percebiam porque falava eu num golo e nada tinham visto. Duvidaram logo da tecnologia.
- O senhor está a ouvir no rádio e sabe primeiro – explicou o funcionário.
Paguei. Saí. Deixei os quatro novamente mergulhados no monitor a tentar ver o que iria acontecer. Certamente comemoram o golo tempos depois de uma maioria já o ter festejado.

Por muito que a tecnologia tenha evoluído, a rádio continua a ser a melhor forma de, mais cedo, saber o que acontece naquele campo onde estão todas as atenções.

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VIVA PORTUGAL! SEMPRE.

por Manuel Joaquim Sousa, em 13.06.16

São dias de euforia. São dias em que o futebol aquece as almas. Vibram os portugueses pela sua Seleção. A Seleção é a esperança que nos vale – última para muitos.

Pela Seleção se decora tudo com as cores nacionais - até o rosto decoramos -; as nossas casas ganham vida; as nossas varandas tornam-se no orgulho nacional com as bandeiras hasteadas. Era bom que este fervor patriota fosse para além do futebol. Temos tantas vitórias, em tantas modalidades desportivas, em tantas áreas onde somos os melhores. Facilmente esquecemos, facilmente desvalorizamos ou ignoramos.

Era bom que o fervor patriota fosse maior. Hastear a bandeira de quatro em quatro anos quando todos os anos comemoramos o dia de Portugal ou a implantação da Republica é sinal que precisamos de lutar e defender mais a nossa nacionalidade e o nosso país.

Viva Portugal e a todos os que lutam para que este seja um país melhor.

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