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Será o Sandy uma força da natureza tão poderosa para além dos estragos causados em diversos estados dos EUA? Será que a força do Sandy pode ser decisiva para as eleições americanas, da próxima Terça-feira? Há quem acredite que a atuação do Presidente Obama nesta crise, causada pelo furacão, foi muito positiva e isso constituiu uma grande vantagem em relação ao seu rival Mitt Romney – apagado durante dias por causa da suspensão dos atos de campanha eleitoral, mesmo que pelo meio tenha organizado comícios para juntar fundos a serem entregues às pessoas afetadas pela devastação.


O Sandy tem uma força tão poderosa, a ponto de se acreditar em teorias da conspiração que responsabilizam Obama pela criação do furacão (mais uma nova perspetiva da forte capacidade de imaginação de muitos americanos, que tentam justificar os acontecimentos como obra de quem tenha mais a beneficiar como forma de manipulação da opinião pública).

Apesar do destaque de Barack Obama nestes últimos dias, ainda não existe um candidato garantido, a dispunha será renhida. Mitt Romney mostrou-se um candidato com força e sucessivamente bem preparado nos últimos tempos, apesar dos sucessivos atropelos em algumas declarações públicas (Bush também cometeu as suas gaffes e, mesmo assim, esteve durante dois mandatos no poder) verdadeiramente arrepiantes, sobretudo para quem acompanha o desenrolar da campanha fora do país – acredito que uma grande maioria dos americanos tem um pensamento tão conservador que não contesta ou desvaloriza algum tipo de afirmação do candidato Republicano.

Os EUA estão mergulhados numa crise económica e enfrentam uma taxa de desemprego muito elevada, uma situação que complica a reeleição de Obama. Apesar de ser um líder mais pacífico não cumpriu com a retirada do Afeganistão ou do Iraque, assim como, não encerrou Guantánamo - reprovável aos olhos internacionais. Pode reclamar vitória pela captura de Bin Laden. Pode reclamar uma vitória ao conseguir a criação de uma Sistema Nacional de Saúde, que permita o acesso a cuidados de saúde a muitos americanos desfavorecidos e sem seguro.

Barack Obama foi a esperança de milhões de pessoas, que acreditaram num Presidente diferente que fosse uma viragem na história dos EUA; muito para além de ser o primeiro Presidente negro, mas aquele que defendia uma América única, independentemente da cor ou proveniência. Para muitos, deixou de ser o herói; para muitos outros, continuará a ser.

 Terça, nas próximas eleições, teremos a noção de qual a força de Obama para continuar ou para dar lugar ao Republicano, conservador, defensor de uma atitude de reforço da força militar e do orçamento militar e com uma atitude de neoliberalismo económico forte e anti ambientalista.

No momento em que escrevo estas palavras, faço zapping entre RTP2, SIC Notícias e TVI24 e, por todos eles, passam documentários sobre os dois candidatos, sobre as suas origens e sobre os seus percursos até à atualidade. A atualidade americana continuará a fazer parte de espaços noticiosos no nosso país (como o será em muitos outros países do mundo). Para além do grande interesse cultural e político que a atualidade política tem para nós, é certo que o próximo Presidente dos EUA terá uma grande responsabilidade porque as suas decisões também podem influenciar o nosso mundo – afinal, vivemos na aldeia global.

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DEPOIS DO SANDY VEM O TONY, O VALERIE E O WILLIAM

por Manuel Joaquim Sousa, em 30.10.12

Batizar furacões parece ser uma tarefa difícil e que ao longo dos anos nem sempre reuniu consenso. Bem, pelo menos os nomes que lhes têm sido atribuídos estão longe da sua capacidade destruidora – vejam o caso do furacão que tem sido notícia nos últimos dias, nos EUA e com passagem pelo Canadá, com o nome de Sandy. Sandy nome tão ternurento para a devastação que está a provocar na cidade que nunca dorme – Nova York.

A atribuição de nomes dos furacões tem um passado que remonta aos primórdios do séc. XIX, altura em que lhes eram atribuídos nomes de santos – que grande ofensa quando a santidade é uma virtude. Mais tarde, a latitude e a longitude de formação destes fenómenos passaram a ser um dos métodos, apesar de, mesmo assim, ser muito complicado. Em 1951, os EUA aprovaram a nomeação através de alfabeto fonético – que não teve muito êxito. O consenso chegou logo em 1953, os furacões passaram a ter nomes femininos e, em 1979, os furacões passaram a ter nome masculino – as furacões passaram a ser os furacões (devem ficar meios confusos).

Atualmente, é em Genebra, onde se situa a Organização Meteorológica Mundial, que se escolhem os nomes para os furacões, que vigoram no mundo inteiro. Existem duas tabelas, com seis listas cada tabela com nomes para os furacões – uma tabela para os que ocorrem o Atlântico e uma para os do Pacífico do Nordeste. A lista de nomes é rotativa, uma para cada ano, que se repete por ciclos de 6 anos.

No Atlântico, a seguir ao Sandy vem o Tony, o Valerie, o William e supostamente este ano não virá mais nenhum.

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