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O NAMORO DA GERINGONÇA CHAMADA GOVERNO

por Manuel Joaquim Sousa, em 06.01.16

Há uma geringonça chamada governo. Melhor, há um governo que lhe chamam geringonça. Qualquer coisa deve servir neste trocadilho de palavras, que vai tudo dar ao mesmo. Acho que ainda não tive a oportunidade de escrever sobre o Governo. Talvez porque até ao momento ainda não surgiu nada que me levasse a comentar. Talvez porque aguardo com expectativa o desenrolar desta paixão de esquerda que inunda o PS. Paixão que, como muitas paixões na vida, é fruto de pouca dura e corre muito bem naqueles momentos em que há química no ar e borboletas na barriga quando se dá o primeiro beijo. Embalado neste romantismo político, nem sei ao certo se neste “menage à trois” existiu o primeiro beijo ou se se tratou de uma paixão mais à moda antiga – por carta ou à janela. Espero que este namoro seja duradoiro para o bem de todos os portugueses porque não queria eu, nem muita gente, que o casal (de três) se separasse, a fim de evitarmos aquelas birras de namorados, tão sem graça e para as quais ninguém tem a mínima pachorra. Se me perguntam se aprovo o namoro. Entre ter um governo de direita que nada pode fazer, que mesmo “ganhando eleições” – na realidade votamos para a Assembleia - não foi capaz de criar mais consensos na Assembleia da Republica, para uma maioria estável e um governo de esquerda que chegou a consenso, em algumas matérias, e que se propõe a ter uma política diferente; eu até aceito o António Costa. Se acredito num namoro de legislatura? Pois… isso é mais complicado. Os namoros têm surpresas. São bonitos enquanto saem para passear de mão dada. São tramados quando têm que viver juntos e governar a mesma casa. Fico a aguardar novas núpcias.

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TRAPALHADAS SOCIALISTAS

por Manuel Joaquim Sousa, em 10.08.15

Ainda a campanha vai no adro e a polémica já se faz sentir. O Partido Socialista está a “meter os pés pelas mãos” nesta campanha, por causa da sede na vitória – sabe o Partido Socialista que a batalha será difícil, tendo em conta as sondagens que mostram um empate entre Coligação PSD/CDS e o PS. Só a sede de vitória e de descolagem nas sondagens justifica a polémica com os outdoor espalhados por aí com as supostas histórias falsas, números pouco precisos e sem a autorização dos fotografados. Muita trapalhada que mais não serve que confundir os portugueses e aumentar o descrédito daqueles que neste momento vão decidir as eleições – o centro.

O PS carece de uma liderança, não está a ser capaz de demonstrar que é a alternativa para o país, muito menos para constituir a maioria que o Presidente da Republica deseja. Custa-me a crer que uma campanha tão oleada como a do PS cometa estes erros num tempo tão próximo das eleições. Custa-me a crer que um partido que nos deseja governar esteja numa situação financeira tão delicada – como se governa a casa dos outros se a casa própria está fora de controlo? – a ponto de estar completamente hipotecado com uma dívida de milhões.

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A MINHA MÃE PENSAVA QUE HOJE TINHA DE VOTAR

por Manuel Joaquim Sousa, em 28.09.14

“O Costa quer é outro tacho”, foi a frase várias vezes repetida por uma idosa à mesa do café, juntamente com mais duas amigas. Como dá para ver uma apoiante de Seguro nesta cavalgada até ao poder do PS.

É hoje o grande dia, em que saberemos qume vai ser o candidato do PS a primeiro-ministro – assim definem alguns artigos da imprensa nacional. Porém, muito mais importante que isso, pelo menos no momento mais imediato, é saber de que forma ficará o PS – o after day. Poderemos ter um partido muito dividido para alegria da coligação PSD/CDS.

Nos últimos tempos as notícias têm sido tantas que parece estarmos perante eleições legislativas em que o futuro do país se decide hoje. Tivemos três debates televisivos como se estes candidatos tivessem assim tanto que discutir, para que os simpatizantes e filiados tivessem de escolher dois rumos diferentes para o PS. Na realidade, a discussão foi medíocre. A clareza entre o que um pensa e o que o outro deseja fazer é ténue. Achei que as questões foram mais pessoais – pouca estratégia política e poucas ideias claras quanto ao futuro.

A publicitação desta campanha foi tanta que duas destas idosas pensavam que tinham de ir votar, desconhecendo que apenas os militantes e simpatizantes inscritos é que poderiam fazer. Mas, não apenas elas pensavam assim. Ontem, a minha mãe que pouco percebe de política – muito pouco – enquanto estava na cozinha teve uma reflexão profunda sobre as eleições no PS e perguntou-me:
- Qual deles é melhor o Costa ou o Seguro? – eu a caminhar pela casa parei e pensei a que propósito vinha tal pergunta.
- Nem sei. Acho que são os dois iguais. – respondi – Porque perguntas?
- Assim nem se sabe em quem votar – havia aqui qualquer coisa que não estava a bater certo.
- Eles lá sabem o que devem escolher; também não és militante, não tens que te preocupar.

- Eu pensava que tínhamos de ir votar amanhã – agora percebi aquela preocupação em saber o que fazer com o seu voto.
- Não, só para os militantes e os que se inscreveram como simpatizantes.
Seria só a minha mãe que ficou baralhada com a quantidade de notícias que circularam por aí e que causaram alguma confusão acerca destas eleições? Hoje confirmei através das conversas de café que não. Há muita confusão – por falta de atenção das pessoas e por excesso de mediatismo em relação a certos assuntos.

Espero que no after day – como se costuma chamar ao dia seguinte – os portugueses não pensem que Pedro Passos Coelho já não é primeiro-ministro ou isto fica uma grande confusão.

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DUELO DE CAMARADAS – COSTA E SEGURO

por Manuel Joaquim Sousa, em 10.09.14

Hoje foi o segundo frente-a-frente - António Seguro e António Costa. Ontem não tive a possibilidade de ver - apesar de poder voltar atrás na emissão para assistir ao primeiro debate, acho que não quero fazer. Dizem os comentadores que nada de novo se passou que fosse útil ao debate ou à discussão de ideias. Hoje, pelo que dizem, a estratégia de ambos mudou um pouco. De ontem ficou-me a ideia que António Seguro disse: se for primeiro-ministro e tiver de aumentar impostos demite-se. Saberá este senhor qual o estado do país? Terá ideias suficientemente claras e evidentes que garantam o crescimento da receita do Estado sem recurso ao aumento de impostos? Há soluções – eu acredito, mas falta ouvi-las da boca destes candidatos.

Pelo que se diz, no primeiro debate existiu muita tendência ao ataque pessoal. Hoje foi diferente. Existiram várias ideias e hipóteses, mas por vezes o debate queria fugir para a acusação - “fica-te mal”. Preocupa-me não se ter falado de défice, que tem sido um dos grandes assuntos que dominam a política económica do país e que certamente os portugueses tinham interesse em ver debatido. Falou-se da Europa. Falou-se de industrialização. Fugiu-se um pouco da educação. Não se quiseram comprometer em relação a alianças com outros partidos – talvez isso influencie em muito a decisão dos simpatizantes e filiados. Continuamos sem perceber ao certo que ambos pretendem para o Estado, para justiça e para a saúde. Serão questões que ainda podem chegar ao terceiro debate.

Será que António Costa se irá preparar melhor para amanhã? Será que Seguro dará mostras que tem capacidade para continuar a liderar o PS e ser uma alternativa para o país? Talvez amanhã tenha paciência para ouvir nova discussão.

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PS METIDO NUM CASO DE POLÍCIA?

por Manuel Joaquim Sousa, em 04.09.14

Já muito tenho falado de política. Continuo a falar porque há assuntos que não posso ficar indiferente. O PS. Sim, o partido que vive uma guerra interna, que passou a ignorar os problemas do país ou que simplesmente trocou a suas prioridades. Sim. Assistimos a uma troca de prioridades. Esta semana foi notícia o acerto dos debates entre Costa e Seguro, nos três canais generalistas. Há assunto para três debates? Estamos perante eleições de um partido ou eleições legislativas? Porquê tanto espaço dedicado, ainda que sejam partidos com peso elevado na sociedade?

No PS aparece dinheiro vindo do nada. Alguém misteriosamente pagou as cotas de militantes que morreram, que emigraram ou que simplesmente se afastaram do partido, para ficarem elegíveis para votar nas próximas eleições. Um caso de polícia? Seriedade precisa-se. Seriedade em nome da dignidade da política. Como podemos conquistar, despertar o interesse dos portugueses pela política, pela continuidade da democracia?
Justificações precisam-se, mesmo para aqueles que não fazem parte do PS. Não é um problema totalmente interno do PS, quando este se quer apresentar a eleições legislativas num futuro próximo. Com este caso de polícia, queremos que sejam eles que nos governem.

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CARO AMIGO - ASSIM ME PEDEM PARA VOTAR NAS PRIMÁRIAS DO PS

por Manuel Joaquim Sousa, em 02.08.14

O primeiro dia de Agosto deu entrada na minha caixa de e-mail pessoal um e-mail estranho. Por momentos fiquei curioso. Mas, passou rápido. Assim andam por aí os nossos endereços de e-mail. Primeiro a abertura: Caro amigo. Não conheço a pessoa que me dirige o e-mail para a considerar um amigo. Valeu a tentativa. Conheço-o da televisão e dos jornais, mas ele não me conhece - falo de António Costa. Esse mesmo que está a pensar - o Presidente da Câmara de Lisboa e candidato à liderança do Partido Socialista. 
O e-mail convida-me a participar nas próximas eleições primárias do PS, aquelas a que concorre esse senhor que me dirige o e-mail. Muitas outras pessoas terão recebido o mesmo e-mail. O PS está a precisar que mais e mais pessoas possam votar. Melhor, o Sr. António Costa necessita que mais e mais pessoas possam votar, mas, de preferência em si. Como se António José Seguro não estivesse na corrida. 
 
O e-mail convidativo diz: "Esta não é uma questão do PS, é uma opção nacional." Desde quando? Vamos transformar a eleição do Secretário Geral num assunto de Estado ou de legislativas? Estão os Socialistas a dizer que vão ganhar as próximas legislativas? Com que garantia? 
 
A tática até é boa, mas pode ser prejudicial. Poderei ser eu que estranhe esta forma de campanha política. Dirão que se trata de um partido aberto.Talvez. Ainda assim transformar as questões do partido em questões nacionais poderão ser prejudiciais ao partido, num momento em que a política está desacreditada na opinião pública. 
 

Eu não estou interessado em votar nas primárias do PS. Estou interessado em votar nas próximas legislativas e é nelas que focarei a atenção porque essas é que são responsáveis por mudar o meu país.

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O POSSÍVEL DISCURSO DE SEGURO...

por Manuel Joaquim Sousa, em 13.09.12

Portugueses, é com enorme tristeza que tenho a dizer que o Governo vos quer limpar o sebo a todos, menos a nós políticos que ganhamos um pouco mais que o ano passado (cerca de 11%). Pelo menos o que mais nos preocupa seria alguma baixa nos nossos rendimentos.


Contestamos as medidas propostas por este executivo, mas não significa que, apesar de contra, chumbemos o Orçamento de Estado. Há reservas da nossa parte, o que nos leva a não ser tão radicais e contestatários quanto os nossos amiguinhos da esquerda. Interessa da nossa parte manter boas relações com o executivo. Não estamos por isso interessados que se crie uma crise governativa porque não temos hipóteses de ganhar e porque o meu partido ainda não se encontra preparado e limpo da imagem marcada por Sócrates.

Eu sei que existem elementos históricos do partido, mais radicais, que já afirmaram publicamente o apoio às manifestações agendadas para os próximos dias. Reajo com cautela, mesmo que digam que «Soares é fixe».

Lamento que o governo tenha tomado um caminho tão agreste para os portugueses. Lamento que tenha como argumentos que o PS é o culpado desta crise, quando nós quisemos mostrar ao país que estava tudo bem e que existia dinheiro para gastar. Nunca o PS iria impor aos portugueses medidas tão duras como aquelas que têm sido aplicadas. Nós não vamos por aí.

Portugueses, quero daqui manifestar a minha preocupação, a ponto de me reunir com o Sr. Presidente da Republica; não é que dele tenha ouvido conselhos, apenas ouvi um grande silêncio que acredito ser o apoio incondicional às nossas ideias. Soubemos também que este tem sofrido arduamente com os cortes nas reformas a que será sujeito e que terá sérias dificuldades de sobrevivência assim que abandonar a Presidência da Republica.

Deixo-vos esta palavra de conforto e de apoio e estarei disponível para continua a mostrar a minha indignação por aquilo que vos está a ser feito.

Público: http://www.publico.pt/Pol%C3%ADtica/seguro-faz-uma-comunicacao-ao-pais-a-tarde-1562863

(qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência)

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ACABEI A MINHA LICENCIATURA

por Manuel Joaquim Sousa, em 03.09.12

É com todo o gosto que vos tenho a comunicar que terminei a minha licenciatura. Estou pronto a ingressar o mercado de trabalho – com um pouco de sorte, terei um anúncio no IEFP em que dirá só para me admitir a mim.

O curso que tirei foi com muito esforço e não foi com o recurso a créditos como o Sr.. Ministro José Relvas. Eu tirei um curso para me dedicar aos “Jobs for the Boys” (para substituir o inglês técnico que não é nada bom) – frequentei a Universidade de Verão.

Sabem o que é? Não carece de explicação. Já imagino que se estão a questionar se frequentei a do PSD ou do PS. Ok, eu respondo: frequentei as duas. Assim considero-me mais habilitado para qualquer das situações com que me depare no futuro. Com a crise que está há que investir nos estudos ou estamos tramados.

Considerei que se tratou de um curso com forte exigência e que está só ao alcance dos melhores, dos mais inteligentes e dos mais espertos. Estudei com afinco todas as matérias – posso afirmar que estou merecidamente habilitado à minha nova profissão.

Recomendo vivamente a quem vive numa situação de desemprego ou de emprego precário a investir nesta área, nos cursos da Universidade de Verão (se precisarem de uma ajudinha podem contar comigo – temos de ser uns para os outros), para ver se consegue mudar o percurso profissional sem ter que sair do país.
Pensem nesta oportunidade.

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Fonte: SIC Online



Por: Manuel de Sousa
manuelsous@vodafone.pt

Se as sondagens forem reais, ainda que a sua amostra seja reduzida comparada com o universo de eleitores, estamos numa situação dramática em relação ao que parece ser a intenção de voto dos portugueses e na confiança que estes têm nos dois principais candidatos, dos partidos maioritários. A confiança em José Sócrates é baixa, mas a confiança em Pedro Passos Coelho não é a melhor, nem mais elevada, ainda que este não tenha beneficiado de um Estado de graça por nunca ter experiência ou responsabilidade governamental, penalizado pelas opiniões e contradições de que tem sido alvo ultimamente, e que em muito se assemelham às contradições de José Sócrates. As eleições demonstram que a bipolarização da política está gasta e que os portugueses pretendem dar outro rumo à governação.

Os partidos, que até aqui eram considerados minoritários, estão no rumo certo ao poderem ter resultados bastantes satisfatórios e ao serem chamados a intervirem mais nas decisões de governação. A acreditar que estes partidos sejam capazes de apresentar alternativas viáveis ao futuro do país, poderão ter a ascensão de que necessitam para fazer parte do elenco governativo.

A campanha ainda não começou, mas será algo renhido e acredito que esta proximidade dos partidos, sobretudo os do centro, possa geral alguma falta de civismo político em que toda e qualquer arma servirá para conquistar mais um voto. Era bom que isto não acontecesse.


 

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