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No ano passado comemoramos o quadragésimo aniversário da revolução de Abril com grande destaque nacional. Este ano, prefiro lembrar os quarenta anos sobre as primeiras eleições livres em Portugal depois de uma ditadura de quase meio século. Eleições que só foram possíveis graças à revolução dos cravos, que a todos proporcionou a liberdade de debater, exprimir e defender uma ideologia e uma posição política sobre o que desejavam para o país. Antes de 74, existia um partido e 1,3 milhões de eleitores. Logo a seguir à revolução passaram a existir mais de 6 milhões de eleitores e cerca de uma dezena de partidos políticos na corrida à Assembleia Constituinte. O país cumpriu um dos desígnios de Abril: todos os portugueses maiores de dezoito anos tiveram a liberdade de voto, independentemente do género e da condição social.

Num ano se conseguiu algo que nunca tinha acontecido até então: construiu-se do zero os cadernos eleitorais, as urnas, a logística para que, em todo o país, todos pudessem usar o seu novo direito cívico. A afluência às urnas foi de 91,7% de eleitores.

Volvidos quarenta anos muito mudou. O eleitorado perdeu a energia interventiva de Abril. A política perdeu o seu crédito. Os agentes políticos passaram a ser considerados como mediadores de interesses pessoais, corporativos e a política passou a ser entendida

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AS GENTES DO NORTE QUEM SÃO?

por Manuel Joaquim Sousa, em 13.09.14

Muitas vezes dizem que as pessoas do Norte são rudes, brutas – dizem mais os que são do Centro e do Sul. É certo. Há um fundo de verdade.
Porque são brutos? São gente da labuta. São os que mais trabalham, embora com salários mais baixos em relação a outras regiões do país. São apelidados de brutos porque são tendencialmente frontais. Cara a cara. Olho no olho. Dizem tudo o que lhes vai dentro. Não enviam recados por ninguém. As gentes do Norte são assim “carago”.
Porém, são pessoas doces, acolhedoras, dão tudo o que têm quando recebem alguém em sua casa – acompanhada da frase repetida vezes sucessivas “pobres, mas honestos”. São gentes deste Portugal que me é tão querido.

Chego ao Porto. Pedalo na bicicleta até a uma esplanada – a mesma de sempre, junto ao Douro pela margem de Gaia. É o sitio ideal para ficar a admirar o centro histórico do Porto que desce até ao rio. Chega uma senhora para me atender – a empregada do costume, de meia idade, morena, cabelos negros, voz forte e pronuncia cerrada.
- Olá bebé. O que queres?
- Bom dia. Uma meia de leite, por favor.
Hui! Que se passou aqui? – pensei – é a primeira vez que sou recebido desta forma, mesmo aqui. Achei estranho uma desconhecida tratar-me por bebé, até porque a minha aparência de bebé já se perdeu há umas décadas.
É assim que está a tratar todos os clientes (turistas) sentados ao lado, tenham eles mais ou menos idade que eu. Estranho tratamento? Sim. Alguém manifestou incómodo? Não. Terão estranhado esta abordagem? Certamente que sim. No fundo todos gostam – acho eu. É diferente. É próximo. É doce. Faz falta nos dias de hoje – a pensar que em muitos locais o atendimento ao público é feito de forma mais sisuda.
Enquanto serve os clientes trata os colegas de forma carinhosa e vai cantando qualquer música que lhe vem à memória, em qualquer idioma – ainda que idiomas inventados e muito próprios.
As gentes do Norte e do Porto são assim: diferentes e próximas. Longe de qualquer código imposto pela aparência. É a sua identidade. São senhores da sua terra e não escondem o calão, nem o berro ao fulano que está do outro lado da rua. Isto é ser verdadeiro. É ser genuíno. Há um orgulho por estas gentes do Norte.
Saia umas Tripas à Moda do Porto, faz favor.

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ANDA MEIO MUNDO A LIXAR OUTRO MEIO E QUEM NÃO LIXA...

por Manuel Joaquim Sousa, em 31.07.12

Apreciar a escrita de Margarida Rebelo Pinto não é o meu forte. Há falta de algo que me cative nos textos dela ou eu sou um . Tenho esta opinião formada porque já li alguma coisa desta senhora - dois livros (já não é mau), o que me permite criticar livremente (ao contrário dos que criticam sem terem lido).

 

Perdoe-me Margarida, mas Deus que é Deus não agradou a toda a gente. Desejo força para o trabalho, para o sucesso desta escritora e que seja capaz de atrair muita gente para a leitura - sempre é melhor um livro de Margarida Rebelo Pinto que nada.

 

Apesar da minha opinião sobre a escritora, há uma lição de vida que dela retiro, do livro "Não Há Coincidências ", que é mais ou menos assim: Anda meio mundo a fod... outro meio e quem não fod... está fudi... Para bom entendedor meia palavra basta - não quis ser tão evidente a ponto de ferir algumas mentes. Uma lei de vida que está muito em voga nos tempos que correm e que faz parte do imaginário familiar, cultural, social e profissional. É desta forma que se perdem as energias, com aquilo que é desnecessário e fútil, só para que o outro não passe à frente. Chama-se a isto a tacanha mentalidade, que em nada ajuda o país. Temos um bom coração, é certo, mas que se demonstra apenas nos tempos da desgraça.

 

O povo é assim e assim será.

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