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NO PEDAL PEDALAR, PEDALAR

por Manuel Joaquim Sousa, em 17.07.12

Hoje é um daqueles dias em que me sinto satisfeito. Um dia puramente normal como os demais, é certo, mas depois de uma longa viagem de bicicleta - longa de 11 km da totalidade (gente do pedal não se riam) - sinto-me muito bem pelo exercício. Foi um dia em que tive de puxar pelos músculos das pernas, dos braços e todos quantos tivesse para conseguir atingir o objectivo a que me tinha proposto quando saí de casa.

Mas, o que são 11 km, mesmo com algumas subidas? (Estão neste momento a perguntar alguns dos que lêem este artigo). Para mim é algo satisfatório porque aprendi a andar de bicicleta há poucos dias; semanas pronto; nem um mês. Pois, aos 29 anos ultrapassei o grande dilema de não saber andar de bicicleta (que vergonha!).

 

Mas, posso explicar porque não aprendi em pequeno.

 

Eu vivia numa aldeia (agora vila) lá num alto, ou seja, à porta de casa tinha uma grande rampa e a minha mãe tinha o medo de com uma bicicleta me estampar por ali abaixo

                                         (já me estampava a correr, imaginem de bicicleta).

Porém, comecei a magicar a ideia que se calhar até era fixe andar de bicicleta, como motivo de fazer algum desporto ao ar livre, de forma económica e quiçá uma alternativa ao automóvel - para evitar o trânsito nesta cidade (Braga). De um momento para o outro... feito... comprei a dita cuja. E depois? Um dia combinei com a minha cunhada para me ensinar - aí começou o grande trabalho - segurando no slim para eu não cair.
Foram horas de um domingo, final de tarde, vividas com intensidade - umas conquistas, mais umas frustrações pelo meio; avanços e recuos. No final do dia as minhas pernas estavam estouradas e o meu rabo... Pois, o meu rabo estava tudo em cangalhas, mesmo a precisar de um novo.

Continuei. Força de vontade lá em cima. Se os miúdos que passavam por mim nas suas bicicletas com a maior das descontracções eu também iria conseguir. Nos dias seguintes, depois do trabalho, ao cair da noite, sozinho, nas traseiras dos prédio (para não fazer figuras) lá tentava eu, mais uma e depois outra; mais vitórias, mais recuos, mais uma "pisadura", mais uma dor de rabo. Mas consegui. Consegui.

Ultrapassei a fase do medo, da vergonha e ando como um homem grande. Agora, à excepção de ir para o trabalho (porque a gente transpira pelo caminho) vou de bicicleta para os vários pontos da cidade ter com o pessoal para tomar café. Um loquete para prender o veículo a alguma coisa, capacete para proteger a cabeça, farol e reflectores para viagens nocturnas, água, Cambra de ar suplente, bomba d'ar, e lá vou eu ao caminho.

Sinto um gozo muito grande por andar de bicicleta e satisfeito por esta maravilha. Faz bem à saúde porque praticamos exercício, poupamos gasolina e desgaste do carro, chegamos aos mesmos locais, contribuímos para a melhoria do ambiente. Vantagens e mais vantagens.

 

Estou maravilhado! Três a quatro vezes por semana lá vou eu às voltas pela cidade, à procura de uma perspectiva diferente do que vejo, aliviar a cabeça da rotina.

 

Recomendo.

 

Juntem uns trocos e comprem algo simples em pouco tempo compensam com o que se poupa em combustíveis cada vez mais caros.

Uma mudança de atitude para o meu bem e daqueles que me rodeiam.

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