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A PROPÓSITO DE (RE)COMEÇAR

por Manuel Joaquim Sousa, em 19.08.14

A proposito de um artigo no blogue Um Sussurro No Teu Ouvido, deixei lá um comentário que decidi partilhar.

Pois acredito que por vezes seja difícil andar por aqui - por falta de tempo ou de inspiração. No fundo, voltamos sempre. É mais forte que nós. Ainda bem que assim é. Se a receita é trocar o visual, então troque muitas vezes. Se a receita é partilhar um pouco de quem é, então escreva muito.

Por vezes digo "voltamos" porque o seu é o nosso pensamento, o meu pensamento também. Gosto de vir sempre aos blogues dar um passeio. É uma forma de partilha, desabafo, alternativa às Redes Sociais onde as coisas são mais resumidas e instantâneas.

Dizem que os blogues passaram de moda. Será? Mas se há tantos blogues e sempre milhares de posts e comentários diariamente porque passou de moda. Não passou, continuam a estar presente. Quem gosta de blogues gosta sempre de voltar e não os deixa por nada de nada. Ainda bem que assim é.

Nem sempre se tem inspiração para escrever, mas sai qualquer coisa quando se lê ou se ouve algo que nos provoque uma ideia ou a expressar uma opinião. Agora por exemplo saiu algo. Quem nos lê gosta que voltemos sempre e por um que seja vale bem a pena voltar.

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SEM IDEIAS

por Manuel Joaquim Sousa, em 08.04.14
Nem sempre há ideias para passar para o papel ou traduzir em palavras. Há dias em que as ideias não são idieias válidas para que se escreva sobre algo, por muito que exista vontade de deixar uma palavra no blogue aos meus leitores.
Há dias assim - tudo seco - em que um caderno e uma caneta serve de pouco ou quase nada. Hoje é esse dia.

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(A forma como a questão é colocada é dirigida às mulheres, na esperança que possam responder. Se fosse uma questão genérica, a vírgula não estaria colocada – diferença que faz a vírgula (a grande mulher)).

 

Com o mundo globalizado e consideravelmente consumista, acredita-se que a sociedade portuguesa é muito aproximada à sociedade norte-americana –  ainda que eu acredite que os americanos são o extremo do consumismo (quanto a isto, é apenas uma opinião porque não sou especialista).
Isto para dizer que um estudo norte-americano “Boosting Beautty In A Economic Decline: Mating, Spending and the Lipstick Effect (em português corrente: Realçar a Beleza Durante o Declínio Económico: Namoro, Gostos e Efeito Batom), divulgado no Journal of Personality and Social Psychology –  defende que nos tempos de crise e com o aumento do desemprego as mulheres tendem a provocar o efeito batom, de forma a tornarem-se mais sedutoras, para conquistarem homens economicamente bem-sucedidos e que lhes dê uma situação financeira mais estável. Acreditam esses investigadores que as mulheres, por natureza, já apreciam homens com boa posição social e económica, mas nos tempos de crise apreciam muito mais (mais que os homens que procuram uma mulher).
Este estudo não terá sido feito com meras conclusões de comparações (melhor: em cima do joelho), mas foi baseado em estudos de compras e taxas de desemprego durante os últimos vinte anos.

É facto que as lojas de vestuário, acessórios ou maquilhagem são as mais apetecíveis e concorridas dos centros comerciais (já estive parado numa esplanada de shopping a reparar à minha volta o ambiente – coisa de gajo).

Se este estudo tem alguma credibilidade (?) até acredito que o tenha. Acho que, mais que engatar, nos tempos de grande depressão as mulheres têm a necessidade de se arranjarem melhor como forma de melhorar a autoestima, ainda que isso possa levar à compra de muitas futilidades. Acontece mais com as solteiras? Talvez. O facto de não terem família, aliada à necessidade de saírem de casa para curtir – consequência de maior “liberdade” - tem o efeito batom, para se colocarem mais bonitas e vistosas.
Por muito que a posição social seja importante para a mulher (necessidade de segurança?), o facto é que necessitam (atualmente mais) de estarem bem bonitas, arranjadas e cheirosas para terem alguma sorte no amor ou no engate (chamem o que quiserem). Afinal, haverá homem que se encante por alguém sem o mínimo cuidado pela beleza? Imaginem a nossa cara se vemos uma mulher sem a depilação feita (torcemos o nariz, horror), ou sem o cabelo arranjado, ou com as mãos nojentas e a unhas carcomidas (hui!) e cheirinho a suor (não, chega de visões infernais).
No caso da mulher portuguesa, o tempo em que a sua imagem era de uma mulher grosseira, desproporcional e com bigode já terminou. A mulher evoluiu positivamente para uma imagem bela e mais cuidada (ainda bem para o público masculino).

Numa filosofia mais moralista, o que interessa é a beleza interior –  o conteúdo da embalagem pode ser melhor que a aparência – mas antes de apreciar esse conteúdo interior, a aparência é muito importante ou então ficariam arrumadas para um canto.

Os mesmos investigadores consideram que a preferência por produtos de beleza é sempre pela linha dos mais caros, quando há a possibilidade de escolha com os mais económicos. Esta preferência estará relacionada com a capacidade de efeito dos mais caros. Exceções à parte, o mais caro pode fazer a diferença no tipo de perfume, de creme ou batom (não considero muito atraente quem usa Tabu para se perfumar ou usa um daqueles batons que borrata tudo ao mínimo deslize) e logicamente que, podendo escolher, se opte pelo mais apetecível e mais caro.

O efeito batom está aí e mulher que é mulher, quer haja crise ou não, tem sempre que se pôr bonita e sorridente para sair de casa e não ficar arrumada a um canto à espera do príncipe encantado –  esse, só nas histórias.
Evoluiu-se, claro que sim e mesmo com a idade a mulher tem necessidade de cuidados extra (massagens, tratamentos de pele, ginásio, solário, dieta) para que se mantenha jovem atual e atraente - se quiser merecer a nossa atenção. Se existem exageros, claro que sim; mas não condeno todas as outras que procuram estar de bem consigo e com o objetivo de agradar um público masculino mais exigente. 


Artigo baseado na notícia o Jornal i em: http://www.ionline.pt/mundo/efeito-batom-quando-economia-cai-mulheres-ficam-mais-bonitas

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EU GOSTAVA DE SER POETA! GOSTAS DE POESIA?

por Manuel Joaquim Sousa, em 10.08.12

«Ser poeta é ser mais alto
É ser maior que os Homens» 

Florbela Espanca
 

Já ouviram ou leram estes versos certamente. São versos mágicos, que elevam o poeta ao mais alto da sua alma e da sua existência, na sua humildade profunda, mas tocante.

É bonito, claro que sim.
Eu gostava tanto de saber conjugar as palavras e torna-las tão mágicas que fossem capazes de encantar os leitores, a ponto de sentirem um orgasmo literário profundo e de sentirem a sua alma sugada para o interior dessas palavras.

Foi dolorosa a descrição? Ups! Tenham calma. Foi só uma forma de querer exprimir-me até à profundidade, transformado e encantado pela beleza das palavras que escrevo.


Acharam belas e tocantes estas palavras? Consegui sugar-vos a alma? Consegui provocar um espasmo literário? 
Pois.... Fico triste se não consegui. Bem, acho que vou deixar as minhas criações poéticas para outros dias mais inspirados - pode ser que ganhe algum jeito. Será? Quero acreditar que sim.
 

                                                                   «O sonho comanda a vida» 


Confesso que, por vezes, desejo ser poeta e acho-me capaz de criar versos e poemas deliciosos; pelo menos mais deliciosos que muitos que leio por aí, que apenas servem para criar rimas e soar a algo de bonito, mas que é uma seca e não tem sumo algum - uma amálgama de palavras. Depois perguntam do alto do seu esplendor: Gostaram da intensidade? Foram sofridas estas palavras. Intensidade é a dureza com que as levo - como se fosse um soco - e sofrida é a forma com que sou obrigado a ouvir ou a ler.

A poesia é linda, mas escrita por bons poetas - independentemente de serem conhecidos. Depois há a poesia de seca que incentiva ao bocejo e ao sono.

Lembro-me de, quando andava na escola, sentir a disciplina de português uma grande seca (desculpem-me os professores de português) quando se estudavam poemas e autores, rimas e significados. "Cruzes" aquilo secava-me tanto, até ao tutano, que pouco de mim sobrava no final daquelas aulas. Nos testes não havia sebenta que me safasse. Lia e relia a poesia e parava à espera que do alto da minha inteligência alguma luz acendesse, para escrever alguma coisa (por mais parva que fosse). Devem imaginar as minhas notas a português. Passei, subi a nota no exame nacional, mas não quero falar mais nisso. Foi o meu calvário.

Hoje, tenho Miguel Torga à cabeceira e a Mensagem, de Fernando Pessoa, no meu pensamento.

 

(pode ser que falemos deles mais um pouco). 

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ANDA MEIO MUNDO A LIXAR OUTRO MEIO E QUEM NÃO LIXA...

por Manuel Joaquim Sousa, em 31.07.12

Apreciar a escrita de Margarida Rebelo Pinto não é o meu forte. Há falta de algo que me cative nos textos dela ou eu sou um . Tenho esta opinião formada porque já li alguma coisa desta senhora - dois livros (já não é mau), o que me permite criticar livremente (ao contrário dos que criticam sem terem lido).

 

Perdoe-me Margarida, mas Deus que é Deus não agradou a toda a gente. Desejo força para o trabalho, para o sucesso desta escritora e que seja capaz de atrair muita gente para a leitura - sempre é melhor um livro de Margarida Rebelo Pinto que nada.

 

Apesar da minha opinião sobre a escritora, há uma lição de vida que dela retiro, do livro "Não Há Coincidências ", que é mais ou menos assim: Anda meio mundo a fod... outro meio e quem não fod... está fudi... Para bom entendedor meia palavra basta - não quis ser tão evidente a ponto de ferir algumas mentes. Uma lei de vida que está muito em voga nos tempos que correm e que faz parte do imaginário familiar, cultural, social e profissional. É desta forma que se perdem as energias, com aquilo que é desnecessário e fútil, só para que o outro não passe à frente. Chama-se a isto a tacanha mentalidade, que em nada ajuda o país. Temos um bom coração, é certo, mas que se demonstra apenas nos tempos da desgraça.

 

O povo é assim e assim será.

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