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O RISCO DE FICARMOS CEGOS

por Manuel Joaquim Sousa, em 25.01.17

A velocidade com que podemos publicar algo na Internet é fantástico. Partilhar, com todos, o que nos vai na veia ou na alma permite uma sensação de ser capaz de chegar ao grande público. Permite sentir que a voz é ouvida e que pode chegar a cada vez mais longe. Se alguém liga ao que escrevo ou escrevem isso é outra coisa diferente. O perigo da Internet e das redes sociais está na capacidade de se chegar a uma  fonte inesgotável de informação, infinita, que nos torna incapazes de processar tudo. Resultado: a tendência de ler fragmentos, contextos incorretos, apenas umas linhas de um todo, falta de tempo para pensar de forma pausada aquilo que se lê, tendência para a crítica fácil no calor do momento. Não sei até que ponto estes e outros perigos, que por aqui continuaria a enumerar, poderão levar o Homem ao colapso. Poderemos chegar a extremos pouco saudáveis nas relações sociais. Com necessidade de partilhas se informação, nem sempre se verificam fontes, a ponto de mentiras se tornarem verdades - verdade depende do elevado número de partilhas. É bom parar mais vezes para pensar no caminho que estamos a seguir.

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SEM FACEBOOK E SEM GOOGLE - O PRINCÍPIO DO FIM

por Manuel Joaquim Sousa, em 10.12.12

De um momento para o outro milhões de pessoas em todo o mundo ficaram sem Google chrome para navegar na internet – simplesmente fechou-se. Milhões e biliões de pesquisas ficaram a meio, milhares de sites perderam as suas visitas, milhares de negócios ficaram pendentes, milhões de Euros, dólares e mais moedas ficaram por transacionar, milhões de e-mails ficaram por enviar. Foi assim na tarde de hoje. O Google desapareceu sem explicação para o mundo inteiro. Milhões de pessoas foram obrigadas a regressar a outros navegadores, que estavam a perder utilizadores – o bom filho à casa retorna.

Esta noite, o facebook provocou uma onda de caos nas redes sociais – simplesmente desapareceu como se a ligação tivesse caído. Milhões de partilhas ficaram por fazer, milhões de conversas foram interrompidas e muito ficou por dizer a quem estava do outro lado, milhões de mensagens ficaram por enviar, milhões de visionamentos perderam-se, milhões de likes deixaram de ser feitos, milhões de pessoas perderam a sua identidade por minutos – milhões deixaram de existir e sentiram-se remetidos ao silêncio e ao isolamento do mundo.

A dependência tecnológica provoca nas pessoas uma efusiva histeria e pânico como se estivesse a acontecer a pior coisa do mundo, como se estivéssemos no fim. Por momentos, voltaram a outros tempos, em que não se falava em redes sociais. Por momentos, aqueles que vivem fora das redes sociais sentiram a alegria de não terem esta dependência e reforçaram a sua ideia vincada de continuarem a ficar à margem de uma sociedade socializada Online.

O facebook voltou e, ao que parece, foi uma das palavras com mais destaques no twitter, onde muitos libertaram a sua revolta e promessa de mudar para outra plataforma que não lhes falte. As redes sociais que impulsionam as pessoas para a organização, revolta, manifestação, queda e ascensão de pessoas e grupos podem tornar-se inimigas de si próprias e condenarem-se ao desaparecimento, por causa da reação imediata de cada um que se sente frustrado por não existir.

Até onde poderá chegar algo que durou poucos minutos?

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O PRIMEIRO POST: PORQUÊ ESTE BLOGUE?

por Manuel Joaquim Sousa, em 10.06.12

São horas de dormir, mas por aqui ando, a criar um blogue - se calhar fecho daqui a uns dias - para escrever (é para isso que servem os blogues).
Escrever é algo que me dá algum gozo - não tem de ser sofrimento como se pensa dos escritores - e que gosto de partilhar. Por vezes, não partilho tudo o que escrevo... Porquê? Porque quando releio parece que acabei de escrever a coisa mais ridícula do mundo. Depois ponho-me a pensar se vou dar a conhecer aos outros estas coisas ridículas. Enfim... A vantagem do blogue é que se alguém não gostar simplesmente muda de página, de blogue ou de site.

Porquê a blogosfera?

Porque no fundo gosto deste mundo de blogues e de redes sociais. Gosto desta liberdade de poder partilhar, escrever, comentar com um vasto número de pessoas espalhadas por todo o mundo - desconhecemos as pessoas, mas com elas partilhamos muito das nossas opiniões. Gosto desta sensação de aldeia global.

 

Escrever na blogosfera pode ser coisa do passado, mas eu aqui estou com este blogue - se o apagar é porque realmente já ninguém passa por cá.

 

Criem também o vosso blogue, nem que seja para escrever algo que disperse a vossa insónia. Escrevam poesia, crónica, critica, comentário e tudo o que vos der na real gana - eu procurarei fazer o mesmo.

 

Até ao segundo post.

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