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NATIONAL PARK OF PENEDA GERÊS

por Manuel Joaquim Sousa, em 16.12.12

 

 

 

O Parque Nacional da Peneda Gerês é um paraíso no nosso país e no nosso mundo. Cada pormenor é digno de ser fotografado, mas o melhor é o que guardamos na memória.

Estas são imagens da Cascata junto à Portela do Homem, na Serra do Gerês.

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AUSTERIDADE É O CAMINHO DO PARAÍSO E DO ÉDEN

por Manuel Joaquim Sousa, em 11.09.12

Não sei se a crónica ou texto que estou a tentar escrever, depois do anúncio do Sr. Primeiro-Ministro, será feita de uma forma cómica ou deprimente. Talvez de forma embriagada, para que não me choque – o mesmo estado que os capitães de Hitler se encontravam quando sabiam que tudo estava perdido e que o fim estava próximo. Assim receberei melhor as medidas que o nosso chefe de governo me destinou (corte, de forma faseada, de um salário por ano).

Não sei mais o que terei de pagar – assim como muitos portugueses – para manter o défice público dentro dos níveis solicitados pelas Entidades Internacionais. Sinto que o meu país perdeu a sua soberania e que agora temos de ser governados por outros senhores que olham para o seu umbigo. Também não percebo como o governo não entendeu que quanto mais austeridade impõe mais o país padece e mais longe ficamos das metas que nos impõem. Assim como, não percebo quais as receitas que a Toika pretende aplicar para que o país saia do buraco, quando no final de cada exame e de cada cálculo tudo está pior – depois é o povo que tem de pagar com o que já não tem.

Não percebo porque sou sempre eu o culpado de todo o mal da economia – até sou porque deixei de comprar para além do que estritamente necessário à minha sobrevivência – e das finanças quando mensalmente já pago (através dos descontos do meu salário) a minha parte ao Sr. Estado, para além dos impostos sobre cada alimento que compro.

Acima de tudo, nesta minha embriaguez, acredito que estamos perto de ver a luz ao fundo do túnel – o paraíso está próximo.
Nesse paraíso deixará de existir austeridade porque quando nos roubarem o último cêntimo da carteira e o último pão para comer, quando ficarmos sem as nossas casas – penhoradas pelos bancos e pelas finanças – estaremos livres porque se acaba a austeridade. Eles ficam com tudo e eu sem nada, livre.
Brevemente, estaremos nus, sem uma cueca para vestir e estaremos livres no jardim do Éden como Deus nos criou. Não teremos de trabalhar, suar de sol a sol, para contribuirmos para o Estado. Teremos apenas de cultivar para o caldo e pescar ou caçar para a refeição como os nossos irmãos primitivos; dormiremos debaixo das árvores e em grutas porque debaixo da ponte cobram imposto. Poderemos livremente trocar batatas que plantamos com os feijões e melões da vizinha e assim viveremos irmãmente.

Este é o paraíso desejoso que não tardará a surgir – o primeiro-ministro aponta a retoma para 2013 -, basta aguardar que nos saquem os últimos cêntimos. Estudar e emigrar não será necessário porque o tempo é para desfrutar.

No princípio era o Verbo e assim será novamente pela vontade dos nossos governantes.
Por muitos rodeios e explicações que se tenha dado neste discurso, este é o melhor entendimento que eu dou (e vós podereis dar) para uma visão mais pura e cristalina da crise, de forma a sentir-me guiado a caminho do paraíso.

Público: http://www.publico.pt/Economia/passos-1562130


Sol: http://sol.sapo.pt/seccao/interior.aspx?content_id=58635

 

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