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ADEUS PAPA FRANCISCO!

por Manuel Joaquim Sousa, em 13.05.17

Francisco está de partida. Foi uma visita calorosa e única. Terá sido uma das mais fortes experiências espirituais da sua vida - com toda a certeza. Afirmo com esta certeza porque o seu rosto é muito transparente e permite a qualquer um perceber o que está a sentir no momento - vejo a forma terna e comovida com que acenou o lenço no adeus ao andor da virgem. Nesta viagem fica a sua entrega e veneração mariana, muito voltada para as fragilidades do nosso mundo, que são as fragilidades de todos nós. As imagens falam por si. O sorriso. A proximidade. A concentração no momento da oração. O despejo do terreno. A cumplicidade com cada um e com todos. Por tudo isto, Francisco é um líder carismático - vem de si, não terá aprendido em livros de teóricos. Independentemente da crença religiosa de cada um, quem foi a Fátima ou quem simplesmente tenha acompanhado ao longe a sua visita, não terá ficado indiferente. Ainda bem que não há indiferença - dela está o mundo cheio.

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FRANCISCO E OS DIVORCIADOS

por Manuel Joaquim Sousa, em 18.09.15

"As pessoas que vivem uma segunda união não estão excomungadas e têm de ser integradas na vida da Igreja". Palavras do Papa Francisco. Palavras sábias. Palavras simples. Palavras de abertura. Henrique VIII deve dar voltas na sua sepultura porque durante séculos a Igreja rejeitou a sua ideia, que deu origem ao ramo Anglicano do Cristianismo. Felizmente que o conservadorismo da Igreja começa a cair por terra em alguns princípios, que não têm qualquer fundamento teológico e que resultam de uma imposição de uma organização que tem por obrigação ser o modelo moral dos seus seguidores. Francisco quebra barreiras. Procura união. Procura reconciliação com os que se afastaram. Tal só é possível com um espírito de abertura. Francisco vem demonstrando essa abertura. Espero que as vozes internas do Vaticano lhe sigam o exemplo.

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O MILAGRE DE FRANCISCO

por Manuel Joaquim Sousa, em 10.05.15

O Papa Francisco ainda continua a ser a “lufada de ar fresco” que a Igreja tanto precisa nestes tempos. Fala para os pequenos e de forma simples. Condena abertamente o Capitalismo e a vida dos Príncipes da Igreja. Um homem para os homens – a vida da terra e não apenas o paraíso que sonhamos.

Hoje, Domingo, Raul Castro terá estado na Cidade do Vaticano, para uma audiência privada com o Papa Francisco, que durou 55 minutos. Terá certamente agradecido o trabalho silencioso da Igreja nas relações entre EUA e Cuba, que acharíamos ser impossível no atual sistema político cubano. Mas, o surpreendente foi que Raul Castro se descaiu e disse que: as atitudes de Francisco podem fazê-lo voltar a rezar. Não fosse dito pelo próprio Castro e acharíamos que se tratava de uma piada – é verdade.

É claramente evidente que a mudança de atitude pode fazer a diferença no mundo com pequenas conquistas que fazem acreditar num amanhã melhor. Francisco parece ser um elemento catalisador de um futuro diferente.

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PAPA PODE RENUNCIAR

por Manuel Joaquim Sousa, em 19.08.14

Este título lido assim pode causar algum susto para aqueles que têm em Francisco um amigo e um conselheiro. Também eu me assustei com esta revelação. Fiquem descansados aqueles que desejam que Francisco continue no governo da Igreja - ele renunciará no momento em que não tiver mais forças para continuar o seu caminho. Foi um desabafo, uma confissão consciente, um reconhecimento da atitude do seu antecessor. Ainda bem que não está agarrado ao poder pelo poder, mas está naquele lugar com a consciência de uma missão que tem para cumprir delegada por outros e aceite pela maioria dos crentes.

O lugar eterno de Papa não tem de o ser. O lugar será sempre - ou deverá ser - daquele que quer cumprir com a missão original da instituição a que preside, sem que se acomode com a hierarquia instalada.

Será uma decisão difícil de tomar e mesmo de ser aceite pelos outros - o momento em que Francisco pretender resignar. Porém, o caminho para ela será mais fácil porque Bento XVI "abriu a porta" para o que pensávamos ser a exceção, seja o normal e racional. Se assim for, estaremos perante uma mudança na forma como a Igreja se governa e de quem a governa - a par da espiritualidade deve existir lugar à racionalidade. 

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O MEU EX-NAMORADO É PAPA

por Manuel Joaquim Sousa, em 16.03.13

Ainda o Papa está a aquecer o seu lugar como Sumo Pontífice e já se procura investigar a seu passado, para que todos conheçam os seus passos desde que nasceu até aos dias de hoje - assim acontece em cada momento que alguém é eleito para um lugar de destaque; todo o passado é remexido e sacudido até que dele se tire alguma história ou episódio que possa marcar e suscitar o interesse - se existem biografias que demoram meses e anos a serem construídas, outras demoram minutos ou horas.

Descobriu-se que o Papa Francisco teve uma paixão por Amália, quando tinha 12 ou 13 anos, a quem pediu em casamento, mas que terminou quando se entregou ao sacerdócio. Esta descoberta motivou a corrida dos jornalistas atrás da dita amada, para mais umas palavras ou umas declarações - seria na tentativa de descobrir algo ou por ser insólito? Como se sentirá aquela mulher ao pensar que o seu ex-namorado, com quem se calhar terá sonhado casar, é o Sumo Pontífice da Igreja Católica?

Voltas e voltas dá a vida; os amores de uma juventude marcam a vida dos Homens, para todo o sempre, e podem ser lembrados anos e anos mais tarde, para o bem e para o mal.


Fará alguma diferença no pensamento de um Papa ter tido uma paixão, ainda que nos tempos conturbados que são a adolescência?


Segue um pequeno trecho, escrito pelo Papa Emérito Bento XVI, na sua primeira CARTA ENCÍCLICA DEUS CARITAS EST :

Segundo Friedrich Nietzsche, o cristianismo teria dado veneno a beber ao eros (amor), que, embora não tivesse morrido, daí teria recebido o impulso para degenerar em vício. Este filósofo alemão exprimia assim uma sensação muito generalizada: com os seus mandamentos e proibições, a Igreja não nos torna porventura amarga a coisa mais bela da vida? Porventura não assinala ela proibições precisamente onde a alegria, preparada para nós pelo Criador, nos oferece uma felicidade que nos faz pressentir algo do Divino?

Voltando ao assunto da crónica, faria todo sentido que na Igreja existisse uma sensibilidade diferente sobre a forma como as pessoas se amam; mas, para que exista sensibilidade seria necessário que, aqueles que decidem e escrevem a doutrina, sentissem o que realmente é o amor em todas as suas vertentes, mesmo que apenas fosse uma paixão passageira.



 

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SIMPLESMENTE "BOA NOITE" PODE SER SUFICIENTE

por Manuel Joaquim Sousa, em 14.03.13

Franciscum
 

 

Simplesmente "Boa noite" - Foi assim que Francisco (novo Papa) se apresentou ao mundo Católico e aos milhares de fieis que aguardavam a eleição do novo Papa e a sua chegada à varanda da Basílica de S. Pedro. A grandeza de um líder pode estar nas suas simples palavras, sem grandes artifícios, mas revestidas de uma grande naturalidade. Por vezes, a presença pode ser muito - tudo depende da atitude.

Bento XVI será sempre recordado como o intelectual, o professor, o escritor, o teólogo, o pensador e um homem mais reservado. Francisco I poderá ser um comunicador e mais próximos das pessoas. Caímos no risco de fazermos comparações entre pessoas que desempenham um determinado papel, mas isso poderá ser um erro porque as pessoas não são comparáveis, quando são diferentes, provenientes de culturas diferentes e a desempenhar um cargo em condições diferentes.

É cedo para que se façam prognósticos do que poderá ser o papado de Francisco I, curto ou longo, determinado ou de continuidade; o que podemos garantir é que os tempos para a Igreja Romana exigem que seja alguém com determinação, transparência e verdade; para que continue a ser feita uma limpeza profunda entre uma hierarquia que inspira pouca simpatia no seu povo, assim como transformar uma Igreja que se necessita de adequar aos tempos actuais e ao pensamento das sociedades modernas, sem quebrar as raízes profundas da pureza do Cristianismo dos primeiros tempos.

Francisco I poderá ser um rosto de mudança se actuar segundo as filosofias e modelos de São Francisco de Assis e São Francisco Xavier. 

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CRÓNICA 1: A RESIGNAÇÃO DE BENTO XVI

por Manuel Joaquim Sousa, em 20.02.13

Uma semana depois da resignação, as notícias continuam a falar sobre Bento XVI e o futuro da Igreja Católica. Aqui fica mais uma crónica.

 

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